Módulo 1

Políticas Inclusivas e Medidas Educativas para Alunos com NEE

Semanas 2 e 3 – de 7 abril a 20 abril 2014

O primeiro módulo tem como finalidade abordar quadros internacionais, europeus e nacionais sobre a inclusão das pessoas com deficiência e as medidas educativas para os alunos com necessidades educativas especiais em Portugal. Texto introdutório - ler



Recursos módulo 1


  1. Apresentação (Prezi)
  2. Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência
  3. Relatório Mundial sobre Deficiência
  4. Declaração de Salamanca
  5. D.L. nº 3/2008, 7 janeiro
  6. Publicações da Agência Europeia para as Necessidades Especiais e Educação Inclusiva
  7. Webinar DGE - Unidades Especializadas (Multideficiência e Autismo)
  8. Webinar DGE - Escolas de Referência (Alunos Cegos/BV e Surdos)
  9. Webinar DGE - Uma cultura de Inclusão (AE Pinheiro e Rosa)
  10. Publicações MEC

Recursos adicionais em agregadores

  1. Pinterest (Educação Especial) 
  2. Livebinders (Deficiência)

 

Atividades comuns  

  1. Ler e explorar os recursos.
  2. Publicar, pelo menos, um comentário individual sobre a temática deste módulo no espaço de comentários desta página.
Questão para estimular a discussão: Da sua experiência pessoal e/ou profissional de contacto com crianças, jovens ou adultos com incapacidade e/ou deficiência que barreiras lhe parecem mais evidentes persistirem?

(Agradecimento à Prof.ª Manuela Sanches Ferreira do Instituto Politécnico do Porto)

Atividade individual ou de grupo (obrigatória para efeitos de certificação)

Escolha uma das seguintes alternativas de atividades que poderá realizar individualmente ou em grupo:
  1. Selecione um documento de referência, constante dos recursos deste módulo (publicações do MEC ou da Agência Europeia), sintetize os principais aspetos e elabore com eles um esquema. Para a concretização do mesmo poderá utilizar qualquer ferramenta de apresentação ou um mapa de conceitos (Bubbl.usMindomoMindMeisterMind42Xmind; …veja no guião do curso em ferramentas e demos). Disponibilize o endereço eletrónico (URL) na área de registo da atividade 1. Independentemente da alternativa que escolheu (individual ou em grupo) registe a atividade no seu e-portefólio individual.
  2. Elabore uma linha cronológica sobre os modelos e evolução das perspetivas sobre deficiência. Poderá utilizar qualquer ferramenta de timeline (Tiki-Toki, Dipity,Timeglider...veja no guião do curso em ferramentas e demos). Disponibilize endereço eletrónico (URL) na área de registo da atividade 1. Independentemente da alternativa que escolheu (individual ou em grupo) registe a atividade no seu e-portefólio individual.
  3. Produza uma apresentação sobre aspetos das políticas de inclusão e medidas educativas. Poderá utilizar qualquer ferramenta de apresentação (PreziSlideshareKnovioThinglink…veja no guião do curso em ferramentas e demos). Disponibilize o endereço eletrónico (URL) na área de registo da atividade 1. Independentemente da alternativa que escolheu (individual ou em grupo) registe a atividade no seu e-portefólio individual.

Dúvidas

Verifique em primeiro lugar, se a sua dúvida não está respondida nas FAQ que se encontram em «Ajuda».
Cada módulo incluirá uma área de comentários, no final da página, onde deverão ser colocadas mensagens e contributos para a discussão do tema do módulo.
Dúvidas específicas sobre as atividades serão respondidas na área de registo da atividade 1, em «Está a acontecer».

Contactos dos facilitadores

Ida Brandão
Paulo Gomes Nunes
Sílvia Santinho Canha 

400 comentários:

«O mais antigo   ‹Mais antiga   201 – 400 de 400
Andreia Branco disse...

Colega, a minha turma tem três alunos com N.E.E. (microcefalia, síndrome de Down e paralesia cerebral) e pela minha experiência não concordo consigo. Eles quando chegam à escola são recebidos pela unidade especializada, apenas o aluno com microcefalia está as 5 h comigo visto que as outras duas alunas chegam mais tarde à escola e uma das coisas que elas mais gostam é ir até à sala da sua turma e fazer algumas atividades. Se me pergunta se é fácil trabalhar com estes dois casos mais profundos, eu respondo que não. Mas a minha sorte é que trabalho em conjunto com professoras especializadas em N.E.E e que me ajudam imenso a integrá-las na turma como também os meus restantes 24 alunos o fazem.
Porém posso referir que a realidade das escolas da Madeira é bem diferente da de Portugal Continental, ainda bem. Estes alunos têm maior apoio e ajuda. Mas também aqui à casos de colegas que não gostam e são contrata estes alunos estarem a frequentar turmas ditas normais. Eu como quase sempre tive alunos de N.E.E nas minhas turmas já acho algo muito normal e enfrento estes casos como um desafio na minha aprendizagem porque posso fizer que sempre aprendi muito com eles.

Cumprimentos

Andreia Branco disse...

Infelizmente colega por mais que a escola tente adotar medidas de integrar o aluno pelo que vejo os pais não fazem um esforço para ajudar o seu educando. Ou porque não sabem ou porque pensam que o filho por ser assim não vale a pena. Por isso torna-se necessário mudar mentalidades e não pensar que não vale a pena visto que para o aluno vale sempre a pena e o pouquinho que aprendeu já é muito bom. Nunca devemos pensar em não fazer mas sim naquilo que ele poderá aprender.

Leonor Ferreira disse...

Olá Colegas,
Sou Psicóloga e desde que terminei o meu curso (2004) tenho verificado ao longo dos tempos algumas alterações ao nível do perfil dos alunos que integram os estabelecimentos de ensino.
Como já foi referido pelos comentários anteriores também considero que a sensibilização a toda a comunidade educativa ainda é determinante e que a formação inicial dos professores é claramente um fator decisivo para a inclusão dos alunos com NEE. Mas, surgem-me algumas questões: será que a formação inicial dos professores é suficiente? Para trabalhar com alunos NEE não será também determinante os profissionais terem sensibilidade e perfil?
Para encontrar algumas respostas às minhas questões li vários documentos, do qual selecionei o estudo que partilho convosco, “Agência Europeia para as NEE e Educação Inclusiva”, denominado por Formação de Professores para a Inclusão - PERFIL DE PROFESSORES INCLUSIVOS (2012) http://www.european-agency.org/publications/ereports/te4i-profile/te4i-profile-of-inclusive-teachers#sthash.TEN0u9uU.dpuf, parecendo-me bastante interessante.
Em primeiro lugar, pelo seu objeto de estudo e resultados: pretendeu identificar as capacidades, conhecimentos, atitudes e valores necessários (traçando um Perfil) a todos os que ingressam na profissão de professor, independentemente do conteúdo curricular, da faixa etária dos alunos ou do nível de ensino da escola em que iriam lecionar. O Perfil foi desenhado a partir dos resultados do projeto, articulando-os com o quadro de valores e de competências necessárias a todos os professores, em turmas inclusivas.
As áreas de competência são compostas por três elementos: atitudes, conhecimentos (saberes) e capacidades (saber fazer). Uma determinada atitude ou convicção requer um determinado conhecimento ou nível de compreensão e seguidamente capacidades (saber fazer) para implementar esse conhecimento numa situação prática.
Foram identificados quatro valores fundamentais que devem estar na base da formação de professores em contexto inclusivo:
1. Valorização da diversidade – a diferença é considerada um recurso e um valor para a educação;
2. Apoiar todos os alunos – os professores têm elevadas expectativas sobre os resultados a atingir por todos os alunos;
3. Trabalho com outras pessoas – colaboração e trabalho em equipa são metodologias essenciais para todos os professores;
4. Desenvolvimento profissional e pessoal – o ensino é uma atividade de aprendizagem e os professores assumem a responsabilidade pela sua aprendizagem ao longo da vida.
Pois os novos professores devem compreender as complexidades do ensino e da aprendizagem e os muitos fatores que as afetam. Devem reconhecer que todos os alunos devem ser ativamente envolvidos em dar sentido à sua aprendizagem, ao invés de consumidores passivos de conteúdos curriculares rigidamente prescritos.
Em segundo lugar, a pretensão do mesmo, fazer eco aos formadores de professores e aos decisores políticos da área da formação inicial de professores. Ora nem mais! Estes ocupam uma posição influenciadora na política de formação de professores para a inclusão e, deste modo, poderão iniciar e implementar mudanças nas práticas. Pois os resultados apontam que a formação de professores para a inclusão é um ponto de alavancagem para as mudanças sistémicas necessárias na educação inclusiva em geral. Agora, resta-nos esperar…

Leonor Ferreira disse...

Sou Psicóloga e desde que terminei o meu curso (2004) tenho verificado ao longo dos tempos algumas alterações ao nível do perfil dos alunos que integram os estabelecimentos de ensino.
Como já foi referido pelos comentários anteriores também considero que a sensibilização a toda a comunidade educativa ainda é determinante e que a formação inicial dos professores é claramente um fator decisivo para a inclusão dos alunos com NEE. Mas, surgem-me algumas questões: será que a formação inicial dos professores é suficiente? Para trabalhar com alunos NEE não será também determinante os profissionais terem sensibilidade e perfil?
Para encontrar algumas respostas às minhas questões li vários documentos, do qual selecionei o estudo que partilho convosco, “Agência Europeia para as NEE e Educação Inclusiva”, denominado por Formação de Professores para a Inclusão - PERFIL DE PROFESSORES INCLUSIVOS (2012) http://www.european-agency.org/publications/ereports/te4i-profile/te4i-profile-of-inclusive-teachers#sthash.TEN0u9uU.dpuf, parecendo-me bastante interessante.
Em primeiro lugar, pelo seu objeto de estudo e resultados: pretendeu identificar as capacidades, conhecimentos, atitudes e valores necessários (traçando um Perfil) a todos os que ingressam na profissão de professor, independentemente do conteúdo curricular, da faixa etária dos alunos ou do nível de ensino da escola em que iriam lecionar. O Perfil foi desenhado a partir dos resultados do projeto, articulando-os com o quadro de valores e de competências necessárias a todos os professores, em turmas inclusivas.
As áreas de competência são compostas por três elementos: atitudes, conhecimentos (saberes) e capacidades (saber fazer). Uma determinada atitude ou convicção requer um determinado conhecimento ou nível de compreensão e seguidamente capacidades (saber fazer) para implementar esse conhecimento numa situação prática.
Foram identificados quatro valores fundamentais que devem estar na base da formação de professores em contexto inclusivo:
1. Valorização da diversidade – a diferença é considerada um recurso e um valor para a educação;
2. Apoiar todos os alunos – os professores têm elevadas expectativas sobre os resultados a atingir por todos os alunos;
3. Trabalho com outras pessoas – colaboração e trabalho em equipa são metodologias essenciais para todos os professores;
4. Desenvolvimento profissional e pessoal – o ensino é uma atividade de aprendizagem e os professores assumem a responsabilidade pela sua aprendizagem ao longo da vida.
Pois os novos professores devem compreender as complexidades do ensino e da aprendizagem e os muitos fatores que as afetam. Devem reconhecer que todos os alunos devem ser ativamente envolvidos em dar sentido à sua aprendizagem, ao invés de consumidores passivos de conteúdos curriculares rigidamente prescritos.
Em segundo lugar, a pretensão do mesmo, fazer eco aos formadores de professores e aos decisores políticos da área da formação inicial de professores. Ora nem mais! Estes ocupam uma posição influenciadora na política de formação de professores para a inclusão e, deste modo, poderão iniciar e implementar mudanças nas práticas. Pois os resultados apontam que a formação de professores para a inclusão é um ponto de alavancagem para as mudanças sistémicas necessárias na educação inclusiva em geral. Agora, resta-nos esperar…

Leonor Ferreira disse...

Sou Psicóloga e desde que terminei o meu curso (2004) tenho verificado ao longo dos tempos algumas alterações ao nível do perfil dos alunos que integram os estabelecimentos de ensino.
Como já foi referido pelos comentários anteriores também considero que a sensibilização a toda a comunidade educativa ainda é determinante e que a formação inicial dos professores é claramente um fator decisivo para a inclusão dos alunos com NEE. Mas, surgem-me algumas questões: será que a formação inicial dos professores é suficiente? Para trabalhar com alunos NEE não será também determinante os profissionais terem sensibilidade e perfil?
Para encontrar algumas respostas às minhas questões li vários documentos, do qual selecionei o estudo que partilho convosco, “Agência Europeia para as NEE e Educação Inclusiva”, denominado por Formação de Professores para a Inclusão - PERFIL DE PROFESSORES INCLUSIVOS (2012) http://www.european-agency.org/publications/ereports/te4i-profile/te4i-profile-of-inclusive-teachers#sthash.TEN0u9uU.dpuf , parecendo-me bastante interessante.
Em primeiro lugar, pelo seu objeto de estudo e resultados: pretendeu identificar as capacidades, conhecimentos, atitudes e valores necessários (traçando um Perfil) a todos os que ingressam na profissão de professor, independentemente do conteúdo curricular, da faixa etária dos alunos ou do nível de ensino da escola em que iriam lecionar. O Perfil foi desenhado a partir dos resultados do projeto, articulando-os com o quadro de valores e de competências necessárias a todos os professores, em turmas inclusivas.
As áreas de competência são compostas por três elementos: atitudes, conhecimentos (saberes) e capacidades (saber fazer). Uma determinada atitude ou convicção requer um determinado conhecimento ou nível de compreensão e seguidamente capacidades (saber fazer) para implementar esse conhecimento numa situação prática.
Foram identificados quatro valores fundamentais que devem estar na base da formação de professores em contexto inclusivo:
1. Valorização da diversidade – a diferença é considerada um recurso e um valor para a educação;
2. Apoiar todos os alunos – os professores têm elevadas expectativas sobre os resultados a atingir por todos os alunos;
3. Trabalho com outras pessoas – colaboração e trabalho em equipa são metodologias essenciais para todos os professores;
4. Desenvolvimento profissional e pessoal – o ensino é uma atividade de aprendizagem e os professores assumem a responsabilidade pela sua aprendizagem ao longo da vida.
Pois os novos professores devem compreender as complexidades do ensino e da aprendizagem e os muitos fatores que as afetam. Devem reconhecer que todos os alunos devem ser ativamente envolvidos em dar sentido à sua aprendizagem, ao invés de consumidores passivos de conteúdos curriculares rigidamente prescritos.
Em segundo lugar, a pretensão do mesmo, fazer eco aos formadores de professores e aos decisores políticos da área da formação inicial de professores. Ora nem mais! Estes ocupam uma posição influenciadora na política de formação de professores para a inclusão e, deste modo, poderão iniciar e implementar mudanças nas práticas. Pois os resultados apontam que a formação de professores para a inclusão é um ponto de alavancagem para as mudanças sistémicas necessárias na educação inclusiva em geral. Agora, resta-nos esperar…

Cátia Santos disse...

Bom dia...

As grandes barreiras que são vividas por crianças, jovens ou adultos com deficiência persistem em momentos e etapas diferenciadas, pois as crianças, os jovens e os adultos vão passando por fases diferentes e que se vão alterando as barreiras nas suas vidas, no entanto vão tendo obstáculos evidentes que passam pela sociedade em que vivemos. Esta sociedade global não tem dado resposta às grandes necessidades que estas crianças, jovens e adultos vivem.
Primeiramente as infraestruturas públicas e não só não têm como receber e incluir pessoas com deficiência, neste ponto deveria de haver quem regulasse e controlasse a construção dos edifícios e infraestruturas para que houvesse mais atenção e respeito com as necessidades de todos.
Uma segunda barreira remete o direito de todos os cidadãos terem um bom atendimento e entendimento, qualquer cidadão deveria de ter o direito e o dever de receber e incluir todas as pessoas, uma vez que todos deveríamos criar oportunidades a todos os seres humanos.
A terceira barreira passa pela falta de oportunidades, que uma família com poucos recursos financeiros, tem para apoiar o desenvolvimento físico e cognitivo destes familiares, os tratamentos e medicamentos são caros e nem todos as famílias conseguem proporcionar uma melhoria na qualidade de vida dos seus familiares.
A quarta e última barreira que gostaria de mencionar, tem a ver com a inserção profissional destas pessoas, infelizmente são conotadas por incapazes, tenho algumas dúvidas disto, acredito que estas pessoas são capazes, todos são capazes de algo, cada um de nós tem talentos, paixões e capacidades. A sociedade anda a perder tantos talentos, paixões e capacidades por preconceito e estereótipo, pois com apoio, acompanhamento, um bom diagnóstico de capacidades, as pessoas com deficiências, são capazes como qualquer outra pessoa de trabalhar e ter um percurso e projeto profissional…

Paula Cristina de Almeida Costa disse...

Olá a tod@s!

Após me ter debruçado sobre a Declaração de Salamanca e partindo da ideia central que é a identificação de barreiras que persistem ressalvo a deficitária partilha ao nível de boas práticas e também ao nível da difusão de investigação cientifica realizada e cuja problemática incide na integração de alunos com NEE. Digo isto enquanto docente do grupo 230 sem formação especifica em educação especial, mas quase sempre com alunos NEE na sala de aula. Era importante que as "autoridades educacionais" fizessem chegar a todos os professores mais informação acerca do que se faz e, em minha opinião, isto ou não acontece ou a sua divulgação não é eficiente. Ou serei eu que tenho andado desatenta?

PP disse...

Entende-se como escola inclusiva aquela que proporciona entrada e permanência de
todos os alunos, principalmente os com necessidades educacionais especiais e os
com dificuldade de aprendizagem, com qualidade, exigindo um currículo dinâmico,
flexível e profissionais com posturas e atitudes de aceitação do outro.
Acredita-se que a realidade e os valores sociais e históricos reflectem nas práticas
quotidianas das escolas. Cada escola possui suas particularidades (históricas e
sociais) que as diferenciam das demais e formam seu processo de identificação e
qualificação. Promover a educação inclusiva não significa limitar-se a colocar os
alunos com necessidades educacionais especiais no ensino regular, mas promover
um ensino de qualidade, no qual se forme o cidadão por meio dos valores culturais,
locais e universais. Fica estabelecido, então, que os alunos são os sujeitos da
aprendizagem e a escola faz parte do seu projecto de vida.
A escola inclusiva está baseada no princípio proposto pela Declaração de Salamanca (1997, p. 7), de que “todas as crianças deveriam aprender juntas, independentemente de quaisquer dificuldades ou diferenças que possam ter.” Um dos caminhos para a sua construção é admitir que todos têm direito à educação, independentemente da necessidade que possui. É o desenvolver de uma prática pedagógica centrada no aluno, que proporcione avanços nos seus processos de aprendizagem e desenvolvimento, auxiliando na procura pelo sucesso escolar.
Nesta perspectiva, a escola deve ser democrática, um espaço para todos, pois é lugar de construção da autonomia e socialização do saber. Os caminhos para a educação inclusiva devem estar estabelecidos nas suas propostas pedagógicas, reformulando ou adaptando seus currículos para construírem assim um “currículo inclusivo”
Ao considerar a proposta da Declaração de Salamanca a escola inclusiva é aquela
centrada no aluno, que respeita suas diferenças e sua dignidade, reconhecendo
e identificando suas singularidades, para assim promover a aprendizagem. Nesta
perspectiva, todo aluno, especial ou não, tem direito à escola e ao exercício da
cidadania.
Um dos princípios norteadores da escola inclusiva é que a educação é direito de
todos. Considera-se que os conhecimentos, as habilidades e os valores “a serem
alcançados pelos alunos com necessidades educacionais especiais, incluídos nas
turmas do ensino regular, devem ser os mesmos propostos para seus colegas”, ou
seja, o princípio da igualdade de oportunidades de aprendizagens.
A escola inclusiva considera a educação como o somatório de processos formativos
que acontecem na sociedade, mediante interacção com a família, convivência humana no trabalho, no ensino, na pesquisa, nos movimentos sociais e nas manifestações culturais.

PP disse...

A escola para se tornar inclusiva necessita repensar seu papel enquanto instituição
burocrática, pois seu papel perante a sociedade não se limita apenas a atender
às normas determinadas pelos órgãos centrais. É necessário que um ambiente de
decisões compartilhadas seja construído, visando, em conjunto, às soluções dos
desafios e à tomada de decisões, de acordo com a realidade e o contexto social, papel este da gestão escolar.
Para se construir a escola inclusiva, deve-se trilhar o caminho das adaptações
físicas e sociais, estabelecendo redes de apoio. A construção desta escola passa
pelo caminho do lúdico, das metodologias de ensino diferenciadas, dos ambientes
facilitadores da aprendizagem, ou seja, da busca constante e incessante do sucesso escolar e da aceitação das diferenças individuais dos alunos.
A construção da escola inclusiva requer um currículo dinâmico, permitindo ajustes ao fazer pedagógico, de acordo com as necessidades dos alunos. Requer modificações dos sistemas educacionais, nas suas atitudes e expectativas em
relação aos alunos especiais, visando à construção dessa escola para todos, que dê
conta das especificidades dos seus alunos, analisando suas necessidades. Aceitar a inclusão como um desafio é importante e significativo para a construção dos cidadãos do futuro e valorização da escola.

zilda disse...

Olá, após ler tantos comentários parece-me que a questão colocada para reflexão e debate, sendo sempre actual, permite-nos diversas abordagens, sendo para mim mais pertinente escrever um pouco sobre as barreiras com que me tenho deparado ao longo de mais de 20 anos na Educação Especial. Têm sido quase sempre barreiras interpostas pela comunidade educativa em geral.
Há cerca de 15 anos, e dando apoio numa aldeia com jardim de infância privado, foi-me colocada a situação de que o aluno com 5 anos, com trissomia XXI, não poderia frequentar o jardim, dado que os estatutos da instituição não o previam. Após muitas diligências e contactos com diversas entidades, a única resposta exequível foi a frequência do aluno, apenas nas horas em que era por mim acompanhado.
Desde essa altura houve bastantes mudanças e uma maior consciencialização dos direitos de TODOS, mas eis que há cerca de 10 anos, noutra instituição privada, aos alunos de educação especial era impedida a participação em visitas de estudo. Mais uma batalha na divulgação da importância destas experiências para os alunos, esta já envolvendo pais e até a rádio local, ao que a partir desse ano a situação se alterou e a instituição passou até a promover encontros e debates sobre as problemáticas que enfrentam.
Após passar pela Intervenção Precoce, Apoio em jardins de infância e no 1º ciclo, encontro-me actualmente numa Unidade de Ensino Estruturado de 2º e 3º ciclo, onde a maioria dos alunos têm Currículo Específico Individual (CEI). As barreiras mantêm-se…
Não tanto ao nível da sociedade em geral, onde quase todos têm alguém amigo ou familiar, que enfrenta as dificuldades inerentes a uma deficiência, problema grave de saúde ou dificuldades no percurso escolar, mas sim dentro da ESCOLA!
A maioria dos docentes não considera estes alunos como fazendo parte do grupo turma, também a maioria das assistentes operacionais não tem formação/educação/respeito pelos alunos, o que também na maioria das vezes é comum aos alunos da escola… digo maioria, porque existem exceções! E é nessas que procuro energia para continuar a “trabalhar”, divulgar, esclarecer, capacitar quem se interessa…
Em termos políticos/institucionais, verifica-se um decrescer a pique do valor dos docentes, sendo que cada vez mais estes têm inúmeras horas de trabalho com papéis, formulários, inquéritos, estatísticas, etc. em detrimento dos alunos e da organização efectiva da sua vida escolar e futuro pessoal e social. E a legislação, como já foi referido atrás, beneficia mais a turma, os docentes e a comunidade educativa do que o aluno.

Conceicao Durao disse...

Concordo com o que diz a Delfina e colegas que lhe respondem. Uma educação só pode ser considerada para todos e para cada um se for eficiente na luta contra a desvantagem. Apesar da noção de escola inclusiva ter a lei como suporte, os condicionalismos referidos estabelecem grandes entraves para que se verifique com rigor o paradigma da inclusão. A modificação de alguns comportamentos e mentalidades por parte daqueles que elaboram os Projetos Educativos, não deve passar apenas pela legislação existente, mas também por uma consciencialização plena de que é necessário fomentar uma escola inclusiva. E, só através do trabalho colaborativo entre os docentes da escola/ Agrupamento, da partilhar de saberes e experiências que, em equipa, desenvolvam estratégias de promoção de competências universais de autonomia, conducentes ao exercício de plena da cidadania, será possível termos uma escola verdadeiramente inclusiva.

Conceicao Durao disse...

Concordo com o que diz a Delfina e colegas que lhe respondem. Uma educação só pode ser considerada para todos e para cada um se for eficiente na luta contra a desvantagem. Apesar da noção de escola inclusiva ter a lei como suporte, os condicionalismos referidos estabelecem grandes entraves para que se verifique com rigor o paradigma da inclusão. A modificação de alguns comportamentos e mentalidades por parte daqueles que elaboram os Projetos Educativos, não deve passar apenas pela legislação existente, mas também por uma consciencialização plena de que é necessário fomentar uma escola inclusiva. E, só através do trabalho colaborativo entre os docentes da escola/ Agrupamento, da partilhar de saberes e experiências que, em equipa, desenvolvam estratégias de promoção de competências universais de autonomia, conducentes ao exercício de plena da cidadania, será possível termos uma escola verdadeiramente inclusiva.

zilda disse...

Olá, após ler tantos comentários parece-me que a questão colocada para reflexão e debate, sendo sempre actual, permite-nos diversas abordagens, sendo para mim mais pertinente escrever um pouco sobre as barreiras com que me tenho deparado ao longo de mais de 20 anos na Educação Especial. Têm sido quase sempre barreiras interpostas pela comunidade educativa em geral.
Há cerca de 15 anos, e dando apoio numa aldeia com jardim de infância privado, foi-me colocada a situação de que o aluno com 5 anos, com trissomia XXI, não poderia frequentar o jardim, dado que os estatutos da instituição não o previam. Após muitas diligências e contactos com diversas entidades, a única resposta exequível foi a frequência do aluno, apenas nas horas em que era por mim acompanhado.
Desde essa altura houve bastantes mudanças e uma maior consciencialização dos direitos de TODOS, mas eis que há cerca de 10 anos, noutra instituição privada, aos alunos de educação especial era impedida a participação em visitas de estudo. Mais uma batalha na divulgação da importância destas experiências para os alunos, esta já envolvendo pais e até a rádio local, ao que a partir desse ano a situação se alterou e a instituição passou até a promover encontros e debates sobre as problemáticas que enfrentam.
Após passar pela Intervenção Precoce, Apoio em jardins de infância e no 1º ciclo, encontro-me actualmente numa Unidade de Ensino Estruturado de 2º e 3º ciclo, onde a maioria dos alunos têm Currículo Específico Individual (CEI). As barreiras mantêm-se…
Não tanto ao nível da sociedade em geral, onde quase todos têm alguém amigo ou familiar, que enfrenta as dificuldades inerentes a uma deficiência, problema grave de saúde ou dificuldades no percurso escolar, mas sim dentro da ESCOLA!
A maioria dos docentes não considera estes alunos como fazendo parte do grupo turma, também a maioria das assistentes operacionais não tem formação/educação/respeito pelos alunos, o que também na maioria das vezes é comum aos alunos da escola… digo maioria, porque existem exceções! E é nessas que procuro energia para continuar a “trabalhar”, divulgar, esclarecer, capacitar quem se interessa…
Em termos políticos/institucionais, verifica-se um decrescer a pique do valor dos docentes, sendo que cada vez mais estes têm inúmeras horas de trabalho com papéis, formulários, inquéritos, estatísticas, etc. em detrimento dos alunos e da organização efectiva da sua vida escolar e futuro pessoal e social. E a legislação, como já foi referido atrás, beneficia mais a turma, os docentes e a comunidade educativa do que o aluno.

Conceicao Durao disse...

Na generalidade concordo com tudo o que foi dito neste tópico, em especial o que diz a Delfina e algumas colegas que lhe respondem. Uma educação só pode ser considerada para todos e para cada um se for eficiente na luta contra a desvantagem. Apesar da noção de escola inclusiva ter a lei como suporte, os condicionalismos referidos estabelecem grandes entraves para que se verifique com rigor o paradigma da inclusão. A modificação de alguns comportamentos e mentalidades por parte daqueles que elaboram os Projetos Educativos, não deve passar apenas pela legislação existente, mas também por uma consciencialização plena de que é necessário fomentar uma escola inclusiva. E, só através do trabalho colaborativo entre os docentes da escola/ Agrupamento, da partilhar de saberes e experiências que, em equipa, desenvolvam estratégias de promoção de competências universais de autonomia, conducentes ao exercício de plena da cidadania, será possível termos uma escola verdadeiramente inclusiva.

Conceicao Durao disse...

Genericamente concordo com tudo o que foi dito neste tópico, em especial o que diz a Delfina e colegas que lhe respondem. Uma educação só pode ser considerada para todos e para cada um se for eficiente na luta contra a desvantagem. Apesar da noção de escola inclusiva ter a lei como suporte, os condicionalismos referidos estabelecem grandes entraves para que se verifique com rigor o paradigma da inclusão. A modificação de alguns comportamentos e mentalidades por parte daqueles que elaboram os Projetos Educativos, não deve passar apenas pela legislação existente, mas também por uma consciencialização plena de que é necessário fomentar uma escola inclusiva. E, só através do trabalho colaborativo entre os docentes da escola/ Agrupamento, da partilhar de saberes e experiências que, em equipa, desenvolvam estratégias de promoção de competências universais de autonomia, conducentes ao exercício de plena da cidadania, será possível termos uma escola verdadeiramente inclusiva.

Cristina Marques Martins disse...

Esta temática é me familiar desde 1991, altura em que surgiu o Decreto-Lei 319, a verdadeira pedra no charco da Educação Especial, desde lá muito se tem feito em prol das Crianças e jovens com necessidades educativas especiais, em termos de trabalho dos profissionais.

O sistema esse nos últimos tempos é que enferma de comprometimentos GRAVES, que agravam a capacidade funcional das escolas em apoiar esses alunos. São empresas de prestação de serviços, profissionais partilhados, baixa prevalência de técnicos por número de alunos, que compromete seriamente a qualidade do trabalho. Mas, ainda sim faz-se um trabalho público que reputo excecional.

zilda disse...

Olá, após ler tantos comentários parece-me que a questão colocada para reflexão e debate, sendo sempre actual, permite-nos diversas abordagens, sendo para mim mais pertinente escrever um pouco sobre as barreiras com que me tenho deparado ao longo de mais de 20 anos na Educação Especial. Têm sido quase sempre barreiras interpostas pela comunidade educativa em geral.
Há cerca de 15 anos, e dando apoio numa aldeia com jardim de infância privado, foi-me colocada a situação de que o aluno com 5 anos, com trissomia XXI, não poderia frequentar o jardim, dado que os estatutos da instituição não o previam. Após muitas diligências e contactos com diversas entidades, a única resposta exequível foi a frequência do aluno, apenas nas horas em que era por mim acompanhado.
Desde essa altura houve bastantes mudanças e uma maior consciencialização dos direitos de TODOS, mas eis que há cerca de 10 anos, noutra instituição privada, aos alunos de educação especial era impedida a participação em visitas de estudo. Mais uma batalha na divulgação da importância destas experiências para os alunos, esta já envolvendo pais e até a rádio local, ao que a partir desse ano a situação se alterou e a instituição passou até a promover encontros e debates sobre as problemáticas que enfrentam.
Após passar pela Intervenção Precoce, Apoio em jardins de infância e no 1º ciclo, encontro-me actualmente numa Unidade de Ensino Estruturado de 2º e 3º ciclo, onde a maioria dos alunos têm Currículo Específico Individual (CEI). As barreiras mantêm-se…
Não tanto ao nível da sociedade em geral, onde quase todos têm alguém amigo ou familiar, que enfrenta as dificuldades inerentes a uma deficiência, problema grave de saúde ou dificuldades no percurso escolar, mas sim dentro da ESCOLA!
A maioria dos docentes não considera estes alunos como fazendo parte do grupo turma, também a maioria das assistentes operacionais não tem formação/educação/respeito pelos alunos, o que também na maioria das vezes é comum aos alunos da escola… digo maioria, porque existem exceções! E é nessas que procuro energia para continuar a “trabalhar”, divulgar, esclarecer, capacitar quem se interessa…
Em termos políticos/institucionais, verifica-se um decrescer a pique do valor dos docentes, sendo que cada vez mais estes têm inúmeras horas de trabalho com papéis, formulários, inquéritos, estatísticas, etc. em detrimento dos alunos e da organização efectiva da sua vida escolar e futuro pessoal e social. E a legislação, como já foi referido atrás, beneficia mais a turma, os docentes e a comunidade educativa do que o aluno.

Maria Silva disse...

Todos já fomos portadores de uma qualquer incapacidade e/ou deficiência que pode ser temporária ou permanente! Para quem já esteve incapacitado temporariamente percebeu que as barreiras são inúmeras e estão em todo o lado!
Quando em virtude de uma doença que nos incapacita temporariamente nos deslocamos ao hospital e esperamos várias horas para usufruirmos de um serviço depararmo-nos com a barreira política! A par desta temos as barreiras arquitetónicas, que são mais que muitas! Passeios altos, habitações sem rampas, prédios sem elevadores (em especial os que têm apenas 3 andares…felizmente que as regras da construção mudaram!) … O acesso dificílimo a camas articuladas para idosos acamados.
Para os portadores de deficiência motora, temporária e/ou permanente, que necessitem de se deslocar em cadeira de rodas deparam-se com verdadeiros desafios: carros estacionados em cima dos passeios (em todas as cidades isso acontece), estacionamentos para deficientes, que por vezes situam-se mais perto da entrada de alguns locais, hipermercados, finanças (…), ocupados por condutores que não têm a condição de deficiente!
Também existem casos caricatos nos wc`s … As pessoas portadoras de deficiência cujo género pode ser masculino ou feminino têm de usar a mesma casa de banho enquanto os não portadores têm uma separada consoante o género…
Felizmente que existem casos de inclusão nas escolas, mas acredito que sejam poucos uma vez que vivemos rodeados de um ilimitado número de barreiras contra os poucos facilitadores!

Mosaico - Nadja Pinho disse...

Sim, Del, você tem razão quando relata o despreparo/deseducação/desatenção das pessoas e dos gestores no trato com as pessoas com deficiência e com as cidades. Contamos nos dedos os locais que são verdadeiramente acessíveis para as pessoas com deficiência que tem dificuldade de locomoção. Contudo, as barreiras físicas/arquitetônicas seriam facilmente removidas se as pessoas fossem educadas para respeitar os direitos dos outros. Estou tetraplégica há 34 anos e sei bem o que você está vivenciando. A sensação que temos é que a sociedade não nos quer. Temos que continuar lutando e matando um leão a cada esquina. Tenho certeza que um dia chegaremos lá, se não desistirmos de nos incluir socialmente, mesmo que nos excluam. É na educação que vejo a mudança.

Mosaico - Nadja Pinho disse...

Esta será a terceira vez que tento posta essa resposta dirigida a Del e não consigo êxito. Resolvi postá-lo ao final para ver se ela aparece. Segue.
Sim, Del, você tem razão quando relata o despreparo/deseducação/desatenção das pessoas e dos gestores no trato com as pessoas com deficiência e com as cidades. Contamos nos dedos os locais que são verdadeiramente acessíveis para as pessoas com deficiência que tem dificuldade de locomoção. Contudo, as barreiras físicas/arquitetônicas seriam facilmente removidas se as pessoas fossem educadas para respeitar os direitos dos outros. Estou tetraplégica há 34 anos e sei bem o que você está vivenciando. A sensação que temos é que a sociedade não nos quer. Temos que continuar lutando e matando um leão a cada esquina. Tenho certeza que um dia chegaremos lá, se não desistirmos de nos incluir socialmente, mesmo que nos excluam. É na educação que vejo a mudança.

Mosaico - Nadja Pinho disse...

Olá!
Esta é a quarta vez que tento postar essa interação dirigida a Del e não obtenho êxito.
Sim, Del, você tem razão quando relata o despreparo/deseducação/desatenção das pessoas e dos gestores no trato com as pessoas com deficiência e com as cidades. Contamos nos dedos os locais que são verdadeiramente acessíveis para as pessoas com deficiência que tem dificuldade de locomoção. Contudo, as barreiras físicas/arquitetônicas seriam facilmente removidas se as pessoas fossem educadas para respeitar os direitos dos outros. Estou tetraplégica há 34 anos e sei bem o que você está vivenciando. A sensação que temos é que a sociedade não nos quer. Temos que continuar lutando e matando um leão a cada esquina. Tenho certeza que um dia chegaremos lá, se não desistirmos de nos incluir socialmente, mesmo que nos excluam. É na educação que vejo a mudança.

Patrícia Bermonte Melo disse...

Independentemente do estatuto a que se refere. Somos todos portugueses e só assim é que podemos verdadeiramente unir-nos. Também a escola de referência onde trabalho não vem lá referida. Para quem pretende obter informações concretas sobre o nosso país, não a vai procurar espalhada ou aos pedaços, pelo que penso que os sites oficiais devem combater estes regionalismos e atualizar esta situação. Trabalho de articulação e parceria.

Isabel Santos disse...

As políticas economicistas são a grande barreira
Com a entrada em vigor do DL 3/2008 muitos alunos deixaram de beneficiar dos apoios prestados pelos serviços de EE.
Neste momento este decreto está a ser revisto, o que será que nos espera? Mais cortes?

Isabel Santos disse...
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Isabel Santos disse...
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Rosária Almeida Vieira disse...


O paradigma da inclusão começou na década de 80 e com o tempo foi evoluindo. Atualmente é considerado um movimento mundial, sendo claramente progressivo em termos de mudanças educacionais e sociais.
O que se deve levar em conta é que as pessoas com deficiência são "diferentes", como todos nós somos uns dos outros, e que é essa diversidade que nos torna únicos. É importante ter em mente que todas as pessoas são iguais, independente de terem ou não uma deficiência e, consequentemente, devemos tratá-las com igualdade, valorizando a diversidade.
Infelizmente rotular a pessoa com deficiência, discriminá-la e o preconceito são as maiores barreiras no processo da inclusão.
Por tanto para promover a inclusão, acessibilidade, integração, comunicação e acompanhamento, é preciso consciencializar toda a população, com factos reais, palestras, sensibilizações, passeatas, onde juntos quebramos barreiras e construímos pontes para ter uma sociedade inclusiva.

Nádia Afonso disse...

Uma pequena reflexão sobre a sociedade de informação e da inclusão fora do contexto educativo:
Estando cientificamente provado a importância da precoce e estimulante imersão da criança surda à Língua Gestual no seu desenvolvimento linguístico, cognitivo e social, o direito a uma educação bilingue, tendo a Língua Gestual Portuguesa como língua primeira e a Língua Portuguesa como língua segunda, está consignado no ponto 3 do artigo 18º do Decreto-Lei n.º3/2008. Contudo, apesar da reconhecida importância do acesso à LGP destas crianças/jovens/adultos, não se verifica uma concretização do acesso à informação no quotidiano através desta Língua, nem através da Língua Portuguesa (LP) na modalidade escrita sequer. Repare-se que, mesmo questões importantes do exercício da democracia como o direito ao voto informado, lhes é dificultado. Grande parte da informação, debates políticos e programas de entretenimento transmitidos na televisão não são traduzidos em LGP nem legendados em LP. E não, aquelas amostras de “caixinhas” semi-visíveis no canto inferior direito da TV, presentes em alguns programas não contam! Tal como a pessoas ouvintes é impossível perceber a informação num volume extremamente baixo, também é impossível às pessoas com surdez perceber a informação visual em quadrados ridiculamente pequenos! Desta forma, considero que é urgente a consciencialização dos operadores de comunicação, da comunidade política e da sociedade civil, de modo a adoptar novas concepções jurídico-políticas e sociais e assim assegurar o direito à diferença, à justiça social e à igualdade de oportunidades previstas nos direitos humanos.

Isabel Santos disse...
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ana dinis disse...

O meu trabalho deste módulo visível em:
http://www.slideshare.net/anitadinis/modulo-1-33694165

Teresa Viras disse...

Após a leitura das opiniões aqui expressas e com base na minha experiência profissional de contacto com crianças com NEE, penso como a grande maioria, que são as barreiras humanas o primeiro problema.
Muito evoluiu o conceito e a legislação sobre necessidades educativas e inclusão. No entanto, penso que ainda nos falta desenvolver trabalho verdadeiramente colaborativo entre os professores de forma a partilhar saberes e experiências e, em equipa, encontrar estratégias que nos levem a cumprir o objetivo de promover competências universais que permitam a autonomia e o acesso à condução plena da cidadania por parte de todos.
Todos os alunos têm necessidades educativas, todos nós, docentes, temos competências e sentimos dificuldades … Penso que o trabalho em equipa é um passo muito importante para a inclusão de todos, para termos uma escola onde todos somos responsáveis e parceiros de todos.

Lígia Neto disse...

Boa noite!
Gostaria de referir-me a possibilidade de prosseguimento de estudo destes alunos com NEE para o Ensino Superior. Trabalho numa instituição do Ensino Superior.
Nos últimos anos, as políticas e as reformas educativas, em diferentes países, têm criado condições para a integração dos indivíduos portadores de deficiência no Ensino Superior.
Estes estudantes deparam-se barreiras de acessibilidade. No Ensino Superior é necessário ainda mudar a mentalidade da comunidade académica, sensibilizar e solicitar a colaboração de todos.
O ideal seria estes alunos serem acompanhados na sua transição do Ensino Secundário para o Ensino Superior, para uma melhor inclusão destes alunos, promovendo a sua realização pessoal e sua participação na vida económica, cultural e política.

Lígia Neto disse...

Boa noite!
Gostaria de referir-me a possibilidade de prosseguimento de estudo destes alunos com NEE para o Ensino Superior. Trabalho numa instituição do Ensino Superior.
Nos últimos anos, as políticas e as reformas educativas, em diferentes países, têm criado condições para a integração dos indivíduos portadores de deficiência no Ensino Superior.
Estes estudantes deparam-se barreiras de acessibilidade. No Ensino Superior é necessário ainda mudar a mentalidade da comunidade académica, sensibilizar e solicitar a colaboração de todos.
O ideal seria estes alunos serem acompanhados na sua transição do Ensino Secundário para o Ensino Superior, para uma melhor inclusão destes alunos, promovendo a sua realização pessoal e sua participação na vida económica, cultural e política.

E-PORTEFÓLIO-SÃOMONTEIRO-MOOC INCTEC-2014 disse...

Olá a todos,
Já muito se falou de inclusão e da necessidade de se ultrapassar barreiras, a maior delas, do meu ponto de vista, a das mentalidades. Enquanto a sociedade continuar e citando o Dr. David Rodrigues “a caminhar pela invisibilidade como um processo inclusivo” continuamos a excluir e a diferenciar as crianças NEEP.

Lígia Neto disse...

Boa noite!
Gostaria de referir-me a possibilidade de prosseguimento de estudo destes alunos com NEE para o Ensino Superior. Trabalho numa instituição do Ensino Superior.
Nos últimos anos, as políticas e as reformas educativas, em diferentes países, têm criado condições para a integração dos indivíduos portadores de deficiência no Ensino Superior.
Estes estudantes deparam-se barreiras de acessibilidade. No Ensino Superior é necessário ainda mudar a mentalidade da comunidade académica, sensibilizar e solicitar a colaboração de todos.
O ideal seria estes alunos serem acompanhados na sua transição do Ensino Secundário para o Ensino Superior, para uma melhor inclusão destes alunos, promovendo a sua realização pessoal e sua participação na vida económica, cultural e política.

E-PORTEFÓLIO-SÃOMONTEIRO-MOOC INCTEC-2014 disse...
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Daniela Póvoa disse...

Boa noite. Como docente de educação especial, consigo rever-me em muitas das preocupações aqui já levantadas pelos colegas, no entanto, e para além das barreiras diárias com que estas crianças se deparam, há uma questão que me preocupa bastante, principalmente pelas respostas ou falta delas, consoante a comunidade em questão: a transição para a vida ativa. Tal como previsto pela legislação em vigor, trata-se de uma medida prevista a ser aplicada no caso dos alunos que beneficiam de um CEI. A minha opinião é que estes alunos deveriam ser mais protegidos quando a escola para eles acaba dado atingirem a idade/escolaridade obrigatória.
Uma vez durante uma inspeção como tantas outras.... um inspetor questionou... aliás pediu informações acerca dos alunos que tinham saido do CEF nos anos anteriores, ou seja, passado um, dois anos onde estariam eles? Aquele senhor de fato e gravata realmente deixou-me a pensar. O que acontecerá a estes meninos depois de sairem da escola? Deveria haver uma forma de os proteger integrando-os no mercado de trabalho dadas as suas características muito particulares. É claro, que nem sempre acontece da mesma forma em todo o lado, este ano até tenho uma experiência bem diferente, no entanto, e olhando para trás, constato que ainda há muito a fazer neste sentido.

José Fernando Rodrigues disse...

As escolas de referência: vantagens e constrangimentos
O “3” criou as escolas de referência para dar respostas dirigidas a populações escolares muito específicas. Mas, será que volvidos seis anos, as escolas de referência têm desempenhado satisfatoriamente o seu papel? Proponho uma breve reflexão sobre este tema, reflecção essa condicionada por algumas leituras e pela minha experiência profissional.
Supostamente, nas escolas de referência deveriam estar os técnicos, os professores altamente especializados, os meios técnicos e tecnológicos e os alunos. Acredito que existem escolas bem equipadas, com técnicos e professores especializados e até com alunos mas, infelizmente, são exceções. Os próprios agrupamentos receberam as escolas de referência como uma imposição ministerial, arranjaram para lá umas instalações quaisquer e os colegas que aí trabalham que se amanhem. Conheço um caso em que a sala dedicada à escola de referência para a cegueira e baixa visão foi instalada nos fundos da escola, onde só existe uma impressora braille e onde a docente só lá vai de tempos a tempos quando necessita de imprimir materiais. Isto acontece porque nessa escola não há alunos cegos. A legislação permite que os pais de alunos com NEE escolham as escolas para os seus filhos. Nada tenho a opor mas então para que foram criadas elas? Os meninos não estão lá, não existem técnicos de mobilidade ou de baixa visão. Os docentes de educação especial é que são o pau para toda a obra. É isto inclusão?
O próprio “3” corre o risco de cair em contradição com a criação das escolas de referência. Reconheço que pode ser a forma mais eficaz de dar resposta a populações especiais escolares – se funcionassem bem - mas podemos cair num perigo contra o qual sempre lutámos: a guetização, isto é, a rotulagem não de um indivíduo como acontecia no famigerado tempo da segregação mas uma espécie de rotulagem coletiva: a escola dos surdos, a escola dos ceguinhos, etc.
Mais, podemos estar a criar um sistema a duas velocidades em que o menino cego da escola de referência tem técnico de Braille e de mobilidade, tem impressora Braille, novas tecnologias, computadores com leitores de ecrã, tem os materiais a tempo (isto numa escola ideal) e depois o outro aluno cego que, por contingências várias permaneceu na escola da sua localidade, tem manuais em fevereiro ou um “professor de apoio” colocado por um ano, desmotivado porque ele sim está longe de casa e não tem qualquer experiência no trabalho com a deficiência visual porque tirou a especialização há pouco tempo e só o fez porque anseia aproximar-se aos seus e ainda não alcançou tal desiderato.
A inclusão choca com um problema enraizado, a falta de recursos. Volvidos seis anos desde a implementação do “3” continuamos a ter alunos cegos sem professor de educação especial, quanto mais técnicos de Braille ou mobilidade. Continuamos a ter manuais a chegar muito atrasados à escola e às prestações porque os centros de produção, reduzidos ao mínimo nas últimas décadas, não têm capacidade de resposta. Nesta questão sublinho um outro problema que se prende com o contacto com o Braille. É mais fácil produzir manuais em formato digital ou em áudio o que leva os discentes cegos a terem acesso à leitura pela audição e não pelo sistema de leitura Braille. Ora, estão a perder-se competências fundamentais no domínio da língua portuguesa por falta de acesso à grafia.

E-PORTEFÓLIO-SÃOMONTEIRO-MOOC INCTEC-2014 disse...

Olá a todos,
Já muito se falou de inclusão e da necessidade de se ultrapassar barreiras, a maior delas, do meu ponto de vista, a das mentalidades. Enquanto a sociedade continuar e citando o Dr. David Rodrigues “a caminhar pela invisibilidade como um processo inclusivo” continuamos a excluir e a diferenciar as crianças NEEP.

E-PORTEFÓLIO-SÃOMONTEIRO-MOOC INCTEC-2014 disse...
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José Fernando Rodrigues disse...

As escolas de referência: vantagens e constrangimentos
O “3” criou as escolas de referência para dar respostas dirigidas a populações escolares muito específicas. Mas, será que volvidos seis anos, as escolas de referência têm desempenhado satisfatoriamente o seu papel? Proponho uma breve reflexão sobre este tema, reflecção essa condicionada por algumas leituras e pela minha experiência profissional.
Supostamente, nas escolas de referência deveriam estar os técnicos, os professores altamente especializados, os meios técnicos e tecnológicos e os alunos. Acredito que existem escolas bem equipadas, com técnicos e professores especializados e até com alunos mas, infelizmente, são exceções. Os próprios agrupamentos receberam as escolas de referência como uma imposição ministerial, arranjaram para lá umas instalações quaisquer e os colegas que aí trabalham que se amanhem. Conheço um caso em que a sala dedicada à escola de referência para a cegueira e baixa visão foi instalada nos fundos da escola, onde só existe uma impressora braille e onde a docente só lá vai de tempos a tempos quando necessita de imprimir materiais. Isto acontece porque nessa escola não há alunos cegos. A legislação permite que os pais de alunos com NEE escolham as escolas para os seus filhos. Nada tenho a opor mas então para que foram criadas elas? Os meninos não estão lá, não existem técnicos de mobilidade ou de baixa visão. Os docentes de educação especial é que são o pau para toda a obra. É isto inclusão?
O próprio “3” corre o risco de cair em contradição com a criação das escolas de referência. Reconheço que pode ser a forma mais eficaz de dar resposta a populações especiais escolares – se funcionassem bem - mas podemos cair num perigo contra o qual sempre lutámos: a guetização, isto é, a rotulagem não de um indivíduo como acontecia no famigerado tempo da segregação mas uma espécie de rotulagem coletiva: a escola dos surdos, a escola dos ceguinhos, etc.
Mais, podemos estar a criar um sistema a duas velocidades em que o menino cego da escola de referência tem técnico de Braille e de mobilidade, tem impressora Braille, novas tecnologias, computadores com leitores de ecrã, tem os materiais a tempo (isto numa escola ideal) e depois o outro aluno cego que, por contingências várias permaneceu na escola da sua localidade, tem manuais em fevereiro ou um “professor de apoio” colocado por um ano, desmotivado porque ele sim está longe de casa e não tem qualquer experiência no trabalho com a deficiência visual porque tirou a especialização há pouco tempo e só o fez porque anseia aproximar-se aos seus e ainda não alcançou tal desiderato.
A inclusão choca com um problema enraizado, a falta de recursos. Volvidos seis anos desde a implementação do “3” continuamos a ter alunos cegos sem professor de educação especial, quanto mais técnicos de Braille ou mobilidade. Continuamos a ter manuais a chegar muito atrasados à escola e às prestações porque os centros de produção, reduzidos ao mínimo nas últimas décadas, não têm capacidade de resposta. Nesta questão sublinho um outro problema que se prende com o contacto com o Braille. É mais fácil produzir manuais em formato digital ou em áudio o que leva os discentes cegos a terem acesso à leitura pela audição e não pelo sistema de leitura Braille. Ora, estão a perder-se competências fundamentais no domínio da língua portuguesa por falta de acesso à grafia.

Isabel Moura disse...

"Desisitir" é um verbo que não existe para um professor :)

Patrícia disse...

Boa noite a todos.
Em relação à temática deste módulo, a minha opinião consiste no seguinte:
O Decreto-Lei 3/2008 de 7 de janeiro estabelece uma série de medidas e protocolos educativos que definem os apoios especializados a prestar na educação em todos os estágios da vida de uma pessoa, bem como a criação de condições para adequação do processo educativo. Este decreto tem em conta as necessidades educativas especiais dos alunos com limitações ao nível da atividade e participação decorrentes de alterações funcionais e estruturais, de carácter permanente, com implicações ao nível da comunicação, aprendizagem, mobilidade, autonomia, relacionamento interpessoal e participação social.
Anterior a este Decreto encontra-se a Declaração de Salamanca em 1994 cujo modelo evidencia a necessidade de reformular o processo educativo para alunos com necessidades especiais, não esquecendo os primeiros que se insurgiram sobre esta temática, sendo eles Declaração Universal dos Direitos do Homem e a Declaração dos Direitos da Criança.
Auxiliadores destes processos foram o PEI (descreve o perfil de funcionalidade do aluno - por referência à CIF) que define as medidas educativas a utilizar para cada caso concreto; o CEI (Currículo Específico Individual), sendo uma medida do PEI, este documento traduz uma diferenciação e flexibilização do currículo em que cada interveniente regista um conjunto de competências específicas a desenvolver ao longo do ano, considerando, sempre, o perfil de funcionalidade do aluno e o PIT ( Plano Individual de Transição), complemento do PEI que deve ser elaborado até três anos antes da escolaridade obrigatória. É um documento utilizado para planificar e preparar o aluno na transição da escola para a vida profissional.
As medidas educativas para alunos com necessidades educativas especiais passam pela formação adequada aos professores, para que assim não receiem e estejam preparados para aplicar os procedimentos para alunos com necessidades educativas especiais; promoção da igualdade de oportunidades de forma a melhorar a qualidade do ensino e a valorizar a educação; planeamento de um sistema de educação que seja flexível, aberto e pautado por uma politica global integrada que responda à diversidade de características e necessidades de todos os alunos (inclusão das crianças e jovens com necessidades educativas especiais); apoio pedagógico personalizado que estimule, antecipe e reforce o desenvolvimento de competências específicas da aprendizagem e conteúdos lecionados na turma, privilegiando as tecnologias de apoio; adequação das unidades curriculares, auxílio no processo da matrícula, avalização e no currículo específico individual.
Muito há para falar sobre este assunto mas estes foram os pontos que achei fulcrais para abordar.

Com os melhores cumprimentos
Patrícia Baeta

Patrícia disse...
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Patrícia disse...
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Lisete Pôrto Rodrigues disse...

Depois de refletir sobre o questionamento deixado pela equipe de coordenação do curso, sobre qual ou quais barreiras parecem mais evidentes persistirem ao nível da educação ainda em 2014, após o longo percurso desde a exclusão total à dita inclusão, penso que temos muito que caminhar ainda, apesar de reconhecer o quanto já evoluímos com relação à inclusão na escola regular. Muito do que observo já foi dito pelos colegas, como a formação dos professore; a falta de recursos (materiais e humanos) nas escolas, para o atendimento imediato das diferentes demandas inclusivas; a operacionalização das políticas públicas, e tantas outras... Mas, o que se constata como a maior barreira, ainda é a do preconceito.
A importância da universalização do acesso à educação por crianças, jovens e/ou adultos com deficiência tem quer ser de qualidade. Precisamos de políticas públicas, de profissionais capacitados e ambientes adequados para que haja inclusão de fato. Mas acima de tudo precisamos de profissionais desprovidos de preconceito assumindo seus alunos com deficiência como integrantes da turma, respeitando sua singularidade e individualizando seus percursos, para desenvolver suas potencialidades.

Birgita Solange Santos disse...

Bom dia colegas,
O direito de toda as crianças à educação, está proclamado na Declaração dos Direitos da Criança (1921), na Declaração do Direitos do Homem (1948) e veio ser reforçado com a Conferencia Mundial sobre a Educação Para Todos realizada na Tailândia em 1990, onde produziu uma declaração assinada por cerca de 60 países, discutindo-se essencialmente a necessidade de estabelecer programas de resposta às necessidades educativas fundamentais, garantindo uma educação básica para todos os cidadãos, "acentuou a necessidade de um método de ensino centrado na criança, visando o sucesso educativo de todas elas, a adoção de sistemas mais flexíveis e mais versáteis capazes de melhor atender às necessidades de cada criança contribuindo assim, quer para o sucesso, quer para a inclusão" (Declaração de Salamanca, 1994).
Nós como professores desde que iniciámos o contacto com crianças ou jovens portadores de alguma deficiência, nos interrogamos sobre a forma como essas crianças se sentem e vêm o mundo que o rodeia e o que fazer para minimizar as suas dificuldades e promover a sua integração plena na sociedade. Vivemos numa época em que toda a ênfase parece ser colocada na questão da inclusão, na educação inclusiva e na sociedade inclusiva, daí que a inclusão seja um dos objetivos centrais da política social dos Estados Europeus, da própria Comissão Europeia e consequentemente de Portugal.
Para que a sociedade e a educação seja verdadeiramente inclusiva é necessário que as escolas criem condições para pôr em prática aquilo que lhes é pedido e até de certa forma, imposto.
Para muitos de nós, este ajustar das escolas a todas as crianças poderá, parecer, não passar de uma mera utopia, contudo e felizmente, o que é certo, a realidade atual é bem diferente da realidade vivida há uns anos atrás.

jose luis pissarro disse...

Mais do que a falta de apoios para as actividades escolares dos meninos com necessidades especiais, o que me preocupa mais é a necessidade de todos ajudarem a que o espírito do bullying se desvaneça e seja combatido nas nossas instituições de ensino, na nossa sociedade e no dia a dia. A perseguição (bullying) das pessoas por serem diferentes é uma tortura evidente. Mais grave ainda é, não ser perceptível às pessoas que rodeiam oalvo do bullying . É um inimigo invisível que requer muita sensibilidade ao ser combatido; as sequelas das acções de bullying acompanham pela vida fora as suas vítimas, daí ser gratificante saber-se que há quem cuide de exterminar essa “peste” invisível.

No site do Instituto de Apoio à Criança existe informação sobre bullying
http://www.iacrianca.pt/pt/noticias3/369-iac-cedi-lanca-projeto-bullying-nao


zilda disse...

Olá, após ler tantos comentários parece-me que a questão colocada para reflexão e debate, sendo sempre actual, permite-nos diversas abordagens, sendo para mim mais pertinente escrever um pouco sobre as barreiras com que me tenho deparado ao longo de mais de 20 anos na Educação Especial. Têm sido quase sempre barreiras interpostas pela comunidade educativa em geral.
Há cerca de 15 anos, e dando apoio numa aldeia com jardim de infância privado, foi-me colocada a situação de que o aluno com 5 anos, com trissomia XXI, não poderia frequentar o jardim, dado que os estatutos da instituição não o previam. Após muitas diligências e contactos com diversas entidades, a única resposta exequível foi a frequência do aluno, apenas nas horas em que era por mim acompanhado.
Desde essa altura houve bastantes mudanças e uma maior consciencialização dos direitos de TODOS, mas eis que há cerca de 10 anos, noutra instituição privada, aos alunos de educação especial era impedida a participação em visitas de estudo. Mais uma batalha na divulgação da importância destas experiências para os alunos, esta já envolvendo pais e até a rádio local, ao que a partir desse ano a situação se alterou e a instituição passou até a promover encontros e debates sobre as problemáticas que enfrentam.
Após passar pela Intervenção Precoce, Apoio em jardins de infância e no 1º ciclo, encontro-me actualmente numa Unidade de Ensino Estruturado de 2º e 3º ciclo, onde a maioria dos alunos têm Currículo Específico Individual (CEI). As barreiras mantêm-se…
Não tanto ao nível da sociedade em geral, onde quase todos têm alguém amigo ou familiar, que enfrenta as dificuldades inerentes a uma deficiência, problema grave de saúde ou dificuldades no percurso escolar, mas sim dentro da ESCOLA!
A maioria dos docentes não considera estes alunos como fazendo parte do grupo turma, também a maioria das assistentes operacionais não tem formação/educação/respeito pelos alunos, o que também na maioria das vezes é comum aos alunos da escola… digo maioria, porque existem exceções! E é nessas que procuro energia para continuar a “trabalhar”, divulgar, esclarecer, capacitar quem se interessa…
Em termos políticos/institucionais, verifica-se um decrescer a pique do valor dos docentes, sendo que cada vez mais estes têm inúmeras horas de trabalho com papéis, formulários, inquéritos, estatísticas, etc. em detrimento dos alunos e da organização efectiva da sua vida escolar e futuro pessoal e social. E a legislação, como já foi referido atrás, beneficia mais a turma, os docentes e a comunidade educativa do que o aluno.

Guida Veloso disse...

Sou Educadora de Infância na ala de pediatria de um hospital. Trabalho com as crianças internadas, que com problemas diferentes ali precisam fazer tratamento. Muitas vezes as estadias são curtas, mas existem situações, normalmente em crianças com doenças crónicas, que as obrigam a permanecer mais tempo connosco. Tenho condições extraordinárias que procuro aproveitar. O meu apoio é bastante individualizado, indo ao encontro de cada criança, que tendo o cuidador por perto fácilmente me ajuda.
Os projectos desenvolvem-se, sempre numa onda de afectos, tendo em conta cada caso e procurando ir ao encontro do que a criança em causa, tem trabalhado na escola, com as terapeutas e em casa. Preciso aprofundar esta área da educação especial e de conhecer melhor a tecnologia e os programas que existem e me permitem fazer um melhor trabalho.
A realidade que encontro é muito heterogénea, pois são crianças institucionalizadas, crianças que vão à escola e crianças que permanecem em casa, na maioria com muito poucos apoios.
As queixas dos familiares são imensas e quando falamos aqui da inclusão, quando falamos dos direitos iguais, para crianças diferentes, o que penso é que efectivamente as coisas atualmente têm ainda muito trabalho pela frente.
Constato que muitos dos apoios que eram garantidos e que já não eram muitos, foram reduzidos.....
Muitos pais queixam-se da dificuldade de hoje no acompanhamento dos seus filhos pelos técnicos especializados, desde os fisioterapeutas ao terapeuta da fala, ao psicólogo....Crianças que tinham apoio individualizado na escola e que hoje passam grande parte do dia a ver filmes, para não darem trabalho.
Outra queixa vai muita vez para a estrutura arquitetónica da escola, que não permite uma fácil circulação com a cadeira de rodas...
Muitas mães desempregaram-se para dar apoio aos seus fihos e sofrem imenso por não conseguirem comprar o computador com o manipulo apropriado, a cadeira de rodas que lhe permite estar bem sentado, tendo em conta o seu crescimento.
A vida apenas está mais fácil para as familias que económicamente estão bem, podendo satisfazer as necessidades básicas, facilitadoras a um melhor desenvolvimento, a uma vida com mais qualidade.
No entanto tenho de dizer que também encontro trajectos positivos.Jovens multideficientes que se encontram a fazer a universidade com algumas aulas presenciais, mas com um apoio muito bom ao nível das TIC onde as teleaula e as video conferências foram determinantes.
Da minha experiência profissional e dos contactos que tenho tido, muitas coisas há que reforçar e facilitar:
- Uma formação contínua, gratuita, sobre a adequação do processo ensino aprendizagem, príncipios éticos, direitos e medidas especiais, tendo como público alvo, os agentes educativos,
- Formação específica tendo em vista uma melhor utilização dos recursos educativos como Software e outros materiais didácticos.
- As escolas deveriam ter mais recursos humanos, que possibilitariam um trabalho mais individualizado e uma melhor integração ( docentes de educação especial, terapeutas da fala, psicólogos).
De que serve existirem decretos que protegem e defendem uma igualdade nos direitos, se depois não existem estruturas que permitam que isto seja uma realidade?
Temos muito a fazer, o caminho já foi iniciado!

Beatriz Mota disse...

INCLUIR / INTEGRAR

Esta é sem dúvida uma dicotomia que em minha opinião nunca se vai conseguir resolver. Integrar é fácil e acredito que em todas as escolas as crianças e os jovens portadores de deficiência estão integrados, e alguns até muito bem integrados. Estão na mesma sala, tem um lugar destinado, mais ou menos bem escolhido, a maioria dos colegas até interage com eles, alguns professores também, mas pronto está feita segundo alguns uma escola inclusiva.Estão tão enganados incluir é bem mais e essa inclusão tem que partir primeiramente do coração, da vontade de todos quererem incluir Se pensarmos na Declaração de Salamanca já de Junho de 1994, e isto para não rebuscar documentos mais antigos que já apontavam para direitos do homem independentemente das suas diferenças.~A declaração de Salamanca teve como objetivo” estabelecer e regulamentar uma Educação para Todos, reconhecendo a necessidade e a urgência de garantir a educação para as crianças, jovens e adultos com necessidades educativas especiais no quadro do sistema regular de educação orientando os governos, organizações internacionais, organizações de apoio nacionais, organizações não-governamentais e outros organismos”Esta reunião teve representação de 92 governos e de 25 organizações internacionais o que demonstra a importância dada ao tema da mesma.Os princípios, que lhe são inerentes estão inspirados pelo princípio da inclusão e pelo reconhecimento da necessidade de atuar com o objetivo de conseguir “escolas para todos” – instituições que incluam todas as pessoas, aceitem as diferenças, apoiem a aprendizagem e respondam às necessidades individuais. Como tal, o programa visa a Educação para Todos e a criação de escolas com maior eficácia educativa. Por acredito que se os propósitos que abaixo se indicam se cumprissem deixo aqui elencados alguns • Cada criança tem o direito fundamental à educação e deve ter a oportunidade de conseguir e manter um nível aceitável de aprendizagem,• Cada criança tem características, interesses, capacidades e necessidades de aprendizagem que lhe são próprias,• Os sistemas de educação devem ser planeados e os programas educativos implementados tendo em vista a vasta diversidade destas características e necessidades,• As crianças e jovens com necessidades educativas especiais devem ter acesso às escolas regulares, que a elas se devem adequar através duma pedagogia centrada na criança, capaz de ir ao encontro destas necessidades• As escolas regulares, seguindo esta orientação inclusiva, constituem os meios mais capazes para combater as atitudes discriminatórias, criando comunidades abertas e solidárias, construindo uma sociedade inclusiva e atingindo a educação para todos; além disso, proporcionam uma educação adequada à maioria das crianças e promovem a eficiência, numa ótima relação custo-qualidade, de todo o sistema educativoE por aqui me fico, espero não me ter alongado, mas nunca é demais pedir a todos aqueles que interagem com pessoas portadoras de deficiência para que nós, aqueles que tal como atrás referi incluímos com o coração, ajudem os que não querem, ou não sabem como incluir.
Obrigado.
18 de abril de 2014

O grupo de Bragança escolheu o manual de Educação Bilingue de alunos surdos em Portugal.
O endereço da nossa apresentação é:

http://www.xmind.net/m/Lz4b/

Guida Veloso disse...

Sou Educadora de Infância na ala de pediatria de um hospital. Trabalho com as crianças internadas, que com problemas diferentes ali precisam fazer tratamento. Muitas vezes as estadias são curtas, mas existem situações, normalmente em crianças com doenças crónicas, que as obrigam a permanecer mais tempo connosco. Tenho condições extraordinárias que procuro aproveitar. O meu apoio é bastante individualizado, indo ao encontro de cada criança, que tendo o cuidador por perto facilmente me ajuda.
Os projectos desenvolvem-se, sempre numa onda de afectos, tendo em conta cada caso e procurando ir ao encontro do que a criança em causa, tem trabalhado na escola, com as terapeutas e em casa. Preciso aprofundar esta área da educação especial e de conhecer melhor a tecnologia e os programas que existem e me permitem fazer um melhor trabalho.
A realidade que encontro é muito heterogénea, pois são crianças institucionalizadas, crianças que vão à escola e crianças que permanecem em casa, na maioria com muito poucos apoios.
As queixas dos familiares são imensas e quando falamos aqui da inclusão, quando falamos dos direitos iguais, para crianças diferentes, o que penso é que efectivamente as coisas actualmente têm ainda muito trabalho pela frente.
Constato que muitos dos apoios que eram garantidos e que já não eram muitos, foram reduzidos.....
Muitos pais queixam-se da dificuldade de hoje no acompanhamento dos seus filhos pelos técnicos especializados, desde os fisioterapeutas ao terapeuta da fala, ao psicólogo....Crianças que tinham apoio individualizado na escola e que hoje passam grande parte do dia a ver filmes, para não darem trabalho.
Outra queixa vai muita vez para a estrutura arquitectónica da escola, que não permite uma fácil circulação com a cadeira de rodas...
Muitas mães desempregaram-se para dar apoio aos seus filhos e sofrem imenso por não conseguirem comprar o computador com o manipulo apropriado, a cadeira de rodas que lhe permite estar bem sentado, tendo em conta o seu crescimento.
A vida apenas está mais fácil para as famílias que economicamente estão bem, podendo satisfazer as necessidades básicas, facilitadoras a um melhor desenvolvimento, a uma vida com mais qualidade.
No entanto tenho de dizer que também encontro trajectos positivos.Jovens multi-deficientes que se encontram a fazer a universidade com algumas aulas presenciais, mas com um apoio muito bom ao nível das TIC onde as tele-aula e as video conferências foram determinantes.
Da minha experiência profissional e dos contactos que tenho tido, muitas coisas há que reforçar e facilitar:
- Uma formação contínua, gratuita, sobre a adequação do processo ensino aprendizagem, princípios éticos, direitos e medidas especiais, tendo como público alvo, os agentes educativos,
- Formação específica tendo em vista uma melhor utilização dos recursos educativos como Software e outros materiais didácticos.
- As escolas deveriam ter mais recursos humanos, que possibilitariam um trabalho mais individualizado e uma melhor integração ( docentes de educação especial, terapeutas da fala, psicólogos).
De que serve existirem decretos que protegem e defendem uma igualdade nos direitos, se depois não existem estruturas que permitam que isto seja uma realidade?
Temos muito a fazer, o caminho já foi iniciado!

José Fernando Rodrigues disse...

É só um teste. estou a ter dificuldades em colocar comentários aqui.
Boa Páscoa para todos.

Beatriz Mota disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mafalda disse...

Com a Declaração de Salamanca estabeleceu-se um compromisso colectivo, no sentido de se efectuar as diligências necessárias para que a diversidade de necessidades dos jovens fosse devidamente acolhida e satisfeita pelas escolas regulares interessadas em converterem-se em escolas inclusivas, isto é, em comunidades de aprendizagem onde se proporcione a educação para todos sob um ponto de vista holístico e tendo em conta o seu desenvolvimento pessoal e social. Neste registo, é igualmente pertinente assinalar o contributo da Declaração de Lisboa (2007), que dando voz aos protagonistas enquanto portadores de NEE, deixa claro que estes consideram salutar reunir no mesmo espaço educativo jovens com NEE e sem NEE. Na sua perspectiva, esta coexistência permitiria uma melhoria de competências académicas e sociais para todos, com inúmeras vantagens para a sociedade em geral a partir daí. Neste âmbito, os princípios pelos quais se rege a escola inclusiva enquanto uma escola para todos, obrigam a que se fortaleçam as escolas através de uma reorganização estrutural que vise a remoção de barreiras físicas e administrativas à aprendizagem de alunos que, em particular, se encontram em risco de exclusão e votados ao insucesso. Entre estas barreiras situam-se igualmente as barreiras humanas simbolizadas pela atitude de professores e restantes elementos da comunidade educativa e que para mim são as mais importantes a necessitar de serem "trabalhadas". A escola inclusiva, para ser bem sucedida enquanto tal, deve reestruturar-se organicamente, redefinir funções e inovar nas estratégias de forma a ir ao encontro das capacidades e necessidades dos alunos e à semelhança da história de Sísifo, a educação inclusiva parece assim uma pedra que persistentemente e dificilmente se tenta empurrar encosta acima e que caminha da injustiça da igualdade (predominante na escola integradora a reboque do conceito de normalização) para a justiça da desigualdade no atendimento aos alunos (porque reconhece e legitima a diferença, procurando ir ao seu encontro e concentrando-se no potencial em detrimento do défice) de forma a igualizar oportunidades de participação. Aqui importa focar o papel importante por parte dos professores do ensino regular, que são convocados para inovar e diferenciar de forma a equacionar as estratégias que permitirão evitar que um aluno esteja em desvantagem face aos seus pares e que tem na Educação Especial um parceiro de excelência, no âmbito de uma escola que se quer inclusiva e que não deve ser encarada como uma educação paralela mas tão somente em articulação.

Mafalda disse...

teste

Mafalda disse...

teste

José Fernando Rodrigues disse...

As barreiras digitais e a deficiência visual
Trago hoje aqui um último assunto, neste primeiro módulo, que se prende com a acessibilidade em ambientes digitais por parte de utilizadores deficientes visuais.
O nosso tempo tem muito a oferecer no que concerne às tecnologias e a população portadora de deficiências visuais tem muito a agradecer aos desenvolvedores de hardware e software específico para as suas necessidades. Desde os anos noventa ouvimos falar de computadores com leitores de ecrã (que podem transmitir o que se encontra na tela de um computador por voz ou através de uma linha braille), ouvimos falar de programas que ampliam o que está no ecrã mas também de lupas óticas, eletrónicas e telescópios cada vez mais potentes e portáteis. Do final dos anos noventa vêm também os primeiros telemóveis com leitor de ecrã o que conferiram uma liberdade aos cegos para fazerem as suas comunicações móveis com total autonomia.
A primeira década deste novo milénio trouce equipamentos cada vez mais sofisticados e com cada vez mais potencialidades. Surgiram os smartphones e os tablets e um novo desafio para os cegos. Ainda há muitos deficientes visuais que não acreditam que é possível trabalhar com um smartphone sem teclas físicas mas também há muitos outros que já o fazem. As marcas líderes de mercado têm-se preocupado com a acessibilidade. Se navegarem pelas definições de acessibilidade de um iphone ou Android vão encontrar lá softwares muito evoluídos, programas de voz que já vêm instalados para que um cego o possa utilizar.
Portanto, a tecnologia existe, alguns fabricantes já vão estando preocupados com a acessibilidade, existem inclusivamente softwares gratuitos para que os deficientes visuais possam utilizar os seus computadores. (Poderão descarregar e testar o NVDA basta uma pesquisa no Google e ele lá está). O problema tem sido outro. Existem regras internacionais de construção de sites acessíveis que os organismos públicos estão obrigados a respeitar mas, infelizmente, nem sempre é assim. Costumo brincar dizendo que os leitores de ecrã leem o que está no ecrã e ainda não têm a capacidade de interpretar. Quando um cego passa com o rato em cima de uma imagem o leitor de ecrã cala-se. Quando um site está construído em flash, por exemplo, o leitor de ecrã fica silencioso. Se os botões de uma página tiverem uma construção apenas gráfica e não uma etiqueta com texto ou uma hiperligação, os leitores de ecrã não os encontram.
Bem, mas não vos querendo maçar com questões demasiado técnicas, gostava apenas de vos tentar sensibilizar para esta problemática. Naturalmente nada tenho contra os sites bonitinhos, cheios de imagens e cor, super dinâmicos com coisas a abrir e a rolar pelo ecrã, apenas gostaria que soubessem que para um cego esse site vale zero. Mas como se consegue um site bonitinho e acessível ao mesmo tempo? Com trabalho e dedicação. Quando construímos um site todo apelativo podemos colocar lá um link acessível e disponibilizar a informação, o “sumo” do nosso site noutro local acessível onde predomine o texto e a informação. Dá trabalho? Dá, mas é uma solução enquanto os leitores de ecrã não evoluem cada vez mais.
Pequenas curiosidades:
Ainda há muita coisa a fazer mas o mundo está cada vez mais acessível para quem não vê.
Da próxima vez que forem ao Multibanco, depois de marcarem o código PIN carreguem na tecla cinco!
Quando andarem de metro fechem os olhos e concentrem-se na voz agradável que vos vai indicando as estações.
Da próxima vez que pegarem num iphone, vão às opções de acessibilidade e ativem o voice ouver.

Guida Veloso disse...

Sou Educadora de Infância na ala de pediatria de um hospital. Trabalho com as crianças internadas, que com problemas diferentes ali precisam fazer tratamento. Muitas vezes as estadias são curtas, mas existem situações, normalmente em crianças com doenças crónicas, que as obrigam a permanecer mais tempo connosco. Tenho condições extraordinárias que procuro aproveitar. O meu apoio é bastante individualizado, indo ao encontro de cada criança, que tendo o cuidador por perto facilmente me ajuda.
Os projectos desenvolvem-se, sempre numa onda de afectos, tendo em conta cada caso e procurando ir ao encontro do que a criança em causa, tem trabalhado na escola, com as terapeutas e em casa. Preciso aprofundar esta área da educação especial e de conhecer melhor a tecnologia e os programas que existem e me permitem fazer um melhor trabalho.
A realidade que encontro é muito heterogénea, pois são crianças institucionalizadas, crianças que vão à escola e crianças que permanecem em casa, na maioria com muito poucos apoios.
As queixas dos familiares são imensas e quando falamos aqui da inclusão, quando falamos dos direitos iguais, para crianças diferentes, o que penso é que efectivamente as coisas actualmente têm ainda muito trabalho pela frente.
Constato que muitos dos apoios que eram garantidos e que já não eram muitos, foram reduzidos.....
Muitos pais queixam-se da dificuldade de hoje no acompanhamento dos seus filhos pelos técnicos especializados, desde os fisioterapeutas ao terapeuta da fala, ao psicólogo....Crianças que tinham apoio individualizado na escola e que hoje passam grande parte do dia a ver filmes, para não darem trabalho.
Outra queixa vai muita vez para a estrutura arquitectónica da escola, que não permite uma fácil circulação com a cadeira de rodas...
Muitas mães desempregaram-se para dar apoio aos seus filhos e sofrem imenso por não conseguirem comprar o computador com o manipulo apropriado, a cadeira de rodas que lhe permite estar bem sentado, tendo em conta o seu crescimento.
A vida apenas está mais fácil para as familias que económicamente estão bem, podendo satisfazer as necessidades básicas, facilitadoras a um melhor desenvolvimento, a uma vida com mais qualidade.
No entanto tenho de dizer que também encontro trajectos positivos.Jovens multideficientes que se encontram a fazer a universidade com algumas aulas presenciais, mas com um apoio muito bom ao nível das TIC onde as teleaula e as video conferências foram determinantes.
Da minha experiência profissional e dos contactos que tenho tido, muitas coisas há que reforçar e facilitar:
- Uma formação contínua, gratuita, sobre a adequação do processo ensino aprendizagem, princípios éticos, direitos e medidas especiais, tendo como público alvo, os agentes educativos,
- Formação específica tendo em vista uma melhor utilização dos recursos educativos como Software e outros materiais didácticos.
- As escolas deveriam ter mais recursos humanos, que possibilitariam um trabalho mais individualizado e uma melhor integração ( docentes de educação especial, terapeutas da fala, psicólogos).
De que serve existirem decretos que protegem e defendem uma igualdade nos direitos, se depois não existem estruturas que permitam que isto seja uma realidade?
Temos muito a fazer, o caminho já foi iniciado!

Maria Silva disse...

Todos já fomos portadores de uma qualquer incapacidade e/ou deficiência que pode ser temporária ou permanente! Para quem já esteve incapacitado temporariamente percebeu que as barreiras são inúmeras e estão em todo o lado!
Quando em virtude de uma doença que nos incapacita temporariamente nos deslocamos ao hospital e esperamos várias horas para usufruirmos de um serviço depararmo-nos com a barreira política! A par desta temos as barreiras arquitetónicas, que são mais que muitas! Passeios altos, habitações sem rampas, prédios sem elevadores (em especial os que têm apenas 3 andares…felizmente que as regras da construção mudaram!) … O acesso dificílimo a camas articuladas para idosos acamados.
Para os portadores de deficiência motora, temporária e/ou permanente, que necessitem de se deslocar em cadeira de rodas deparam-se com verdadeiros desafios: carros estacionados em cima dos passeios (em todas as cidades isso acontece), estacionamentos para deficientes, que por vezes situam-se mais perto da entrada de alguns locais, hipermercados, finanças (…), ocupados por condutores que não têm a condição de deficiente!
Também existem casos caricatos nos wc`s … As pessoas portadoras de deficiência cujo género pode ser masculino ou feminino têm de usar a mesma casa de banho enquanto os não portadores têm uma separada consoante o género…
Felizmente que existem casos de inclusão nas escolas, mas acredito que sejam poucos uma vez que vivemos rodeados de um ilimitado número de barreiras contra os poucos facilitadores!

Maria Silva disse...

Todos já fomos portadores de uma qualquer incapacidade e/ou deficiência que pode ser temporária ou permanente! Para quem já esteve incapacitado temporariamente percebeu que as barreiras são inúmeras e estão em todo o lado!
Quando em virtude de uma doença que nos incapacita temporariamente nos deslocamos ao hospital e esperamos várias horas para usufruirmos de um serviço depararmo-nos com a barreira política! A par desta temos as barreiras arquitetónicas, que são mais que muitas! Passeios altos, habitações sem rampas, prédios sem elevadores (em especial os que têm apenas 3 andares…felizmente que as regras da construção mudaram!) … O acesso dificílimo a camas articuladas para idosos acamados.
Para os portadores de deficiência motora, temporária e/ou permanente, que necessitem de se deslocar em cadeira de rodas deparam-se com verdadeiros desafios: carros estacionados em cima dos passeios (em todas as cidades isso acontece), estacionamentos para deficientes, que por vezes situam-se mais perto da entrada de alguns locais, hipermercados, finanças (…), ocupados por condutores que não têm a condição de deficiente!
Também existem casos caricatos nos wc`s … As pessoas portadoras de deficiência cujo género pode ser masculino ou feminino têm de usar a mesma casa de banho enquanto os não portadores têm uma separada consoante o género…
Felizmente que existem casos de inclusão nas escolas, mas acredito que sejam poucos uma vez que vivemos rodeados de um ilimitado número de barreiras contra os poucos facilitadores!

Nádia Afonso disse...

Uma pequena reflexão sobre a sociedade de informação e da inclusão fora do contexto educativo:
Estando cientificamente provado a importância da precoce e estimulante imersão da criança surda à Língua Gestual no seu desenvolvimento linguístico, cognitivo e social, o direito a uma educação bilingue, tendo a Língua Gestual Portuguesa como língua primeira e a Língua Portuguesa como língua segunda, está consignado no ponto 3 do artigo 18º do Decreto-Lei n.º3/2008. Contudo, apesar da reconhecida importância do acesso à LGP destas crianças/jovens/adultos, não se verifica uma concretização do acesso à informação no quotidiano através desta Língua, nem através da Língua Portuguesa (LP) na modalidade escrita sequer. Repare-se que, mesmo questões importantes do exercício da democracia como o direito ao voto informado, lhes é dificultado. Grande parte da informação, debates políticos e programas de entretenimento transmitidos na televisão não são traduzidos em LGP nem legendados em LP. E não, aquelas amostras de “caixinhas” semi-visíveis no canto inferior direito da TV, presentes em alguns programas não contam! Tal como a pessoas ouvintes é impossível perceber a informação num volume extremamente baixo, também é impossível às pessoas com surdez perceber a informação visual em quadrados ridiculamente pequenos! Desta forma, considero que é urgente a consciencialização dos operadores de comunicação, da comunidade política e da sociedade civil, de modo a adoptar novas concepções jurídico-políticas e sociais e assim assegurar o direito à diferença, à justiça social e à igualdade de oportunidades previstas nos direitos humanos.

Conceicao Durao disse...

Genericamente concordo com tudo o que foi dito neste tópico, em especial o que diz a Delfina no seu 1ª comentário e colegas que lhe respondem. Uma educação só pode ser considerada para todos e para cada um se for eficiente na luta contra a desvantagem. Apesar da noção de escola inclusiva ter a lei como suporte, os condicionalismos referidos estabelecem grandes entraves para que se verifique com rigor o paradigma da inclusão. A modificação de alguns comportamentos e mentalidades por parte daqueles que elaboram os Projetos Educativos, não deve passar apenas pela legislação existente, mas também por uma consciencialização plena de que é necessário fomentar uma escola inclusiva. E, só através do trabalho colaborativo entre os docentes da escola/ Agrupamento, da partilhar de saberes e experiências que, em equipa, desenvolvam estratégias de promoção de competências universais de autonomia, conducentes ao exercício de plena da cidadania, será possível termos uma escola verdadeiramente inclusiva.

Nádia Afonso disse...

Uma pequena reflexão sobre a sociedade de informação e da inclusão fora do contexto educativo:
Estando cientificamente provado a importância da precoce e estimulante imersão da criança surda à Língua Gestual no seu desenvolvimento linguístico, cognitivo e social, o direito a uma educação bilingue, tendo a Língua Gestual Portuguesa como língua primeira e a Língua Portuguesa como língua segunda, está consignado no ponto 3 do artigo 18º do Decreto-Lei n.º3/2008. Contudo, apesar da reconhecida importância do acesso à LGP destas crianças/jovens/adultos, não se verifica uma concretização do acesso à informação no quotidiano através desta Língua, nem através da Língua Portuguesa (LP) na modalidade escrita sequer. Repare-se que, mesmo questões importantes do exercício da democracia como o direito ao voto informado, lhes é dificultado. Grande parte da informação, debates políticos e programas de entretenimento transmitidos na televisão não são traduzidos em LGP nem legendados em LP. E não, aquelas amostras de “caixinhas” semi-visíveis no canto inferior direito da TV, presentes em alguns programas não contam! Tal como a pessoas ouvintes é impossível perceber a informação num volume extremamente baixo, também é impossível às pessoas com surdez perceber a informação visual em quadrados ridiculamente pequenos! Desta forma, considero que é urgente a consciencialização dos operadores de comunicação, da comunidade política e da sociedade civil, de modo a adoptar novas concepções jurídico-políticas e sociais e assim assegurar o direito à diferença, à justiça social e à igualdade de oportunidades previstas nos direitos humanos.

Nádia Afonso disse...

Uma pequena reflexão sobre a sociedade de informação e da inclusão fora do contexto educativo:
Estando cientificamente provado a importância da precoce e estimulante imersão da criança surda à Língua Gestual no seu desenvolvimento linguístico, cognitivo e social, o direito a uma educação bilingue, tendo a Língua Gestual Portuguesa como língua primeira e a Língua Portuguesa como língua segunda, está consignado no ponto 3 do artigo 18º do Decreto-Lei n.º3/2008. Contudo, apesar da reconhecida importância do acesso à LGP destas crianças/jovens/adultos, não se verifica uma concretização do acesso à informação no quotidiano através desta Língua, nem através da Língua Portuguesa (LP) na modalidade escrita sequer. Repare-se que, mesmo questões importantes do exercício da democracia como o direito ao voto informado, lhes é dificultado. Grande parte da informação, debates políticos e programas de entretenimento transmitidos na televisão não são traduzidos em LGP nem legendados em LP. E não, aquelas amostras de “caixinhas” semi-visíveis no canto inferior direito da TV, presentes em alguns programas não contam! Tal como a pessoas ouvintes é impossível perceber a informação num volume extremamente baixo, também é impossível às pessoas com surdez perceber a informação visual em quadrados ridiculamente pequenos! Desta forma, considero que é urgente a consciencialização dos operadores de comunicação, da comunidade política e da sociedade civil, de modo a adoptar novas concepções jurídico-políticas e sociais e assim assegurar o direito à diferença, à justiça social e à igualdade de oportunidades previstas nos direitos humanos.

Nádia Afonso disse...

Uma pequena reflexão sobre a sociedade de informação e da inclusão fora do contexto educativo:
Estando cientificamente provado a importância da precoce e estimulante imersão da criança surda à Língua Gestual no seu desenvolvimento linguístico, cognitivo e social, o direito a uma educação bilingue, tendo a Língua Gestual Portuguesa como língua primeira e a Língua Portuguesa como língua segunda, está consignado no ponto 3 do artigo 18º do Decreto-Lei n.º3/2008. Contudo, apesar da reconhecida importância do acesso à LGP destas crianças/jovens/adultos, não se verifica uma concretização do acesso à informação no quotidiano através desta Língua, nem através da Língua Portuguesa (LP) na modalidade escrita sequer. Repare-se que, mesmo questões importantes do exercício da democracia como o direito ao voto informado, lhes é dificultado. Grande parte da informação, debates políticos e programas de entretenimento transmitidos na televisão não são traduzidos em LGP nem legendados em LP. E não, aquelas amostras de “caixinhas” semi-visíveis no canto inferior direito da TV, presentes em alguns programas não contam! Tal como a pessoas ouvintes é impossível perceber a informação num volume extremamente baixo, também é impossível às pessoas com surdez perceber a informação visual em quadrados ridiculamente pequenos! Desta forma, considero que é urgente a consciencialização dos operadores de comunicação, da comunidade política e da sociedade civil, de modo a adoptar novas concepções jurídico-políticas e sociais e assim assegurar o direito à diferença, à justiça social e à igualdade de oportunidades previstas nos direitos humanos.

Nádia Afonso disse...

Uma pequena reflexão sobre a sociedade de informação e da inclusão fora do contexto educativo:
Estando cientificamente provado a importância da precoce e estimulante imersão da criança surda à Língua Gestual no seu desenvolvimento linguístico, cognitivo e social, o direito a uma educação bilingue, tendo a Língua Gestual Portuguesa como língua primeira e a Língua Portuguesa como língua segunda, está consignado no ponto 3 do artigo 18º do Decreto-Lei n.º3/2008. Contudo, apesar da reconhecida importância do acesso à LGP destas crianças/jovens/adultos, não se verifica uma concretização do acesso à informação no quotidiano através desta Língua, nem através da Língua Portuguesa (LP) na modalidade escrita sequer. Repare-se que, mesmo questões importantes do exercício da democracia como o direito ao voto informado, lhes é dificultado. Grande parte da informação, debates políticos e programas de entretenimento transmitidos na televisão não são traduzidos em LGP nem legendados em LP. E não, aquelas amostras de “caixinhas” semi-visíveis no canto inferior direito da TV, presentes em alguns programas não contam! Tal como a pessoas ouvintes é impossível perceber a informação num volume extremamente baixo, também é impossível às pessoas com surdez perceber a informação visual em quadrados ridiculamente pequenos! Desta forma, considero que é urgente a consciencialização dos operadores de comunicação, da comunidade política e da sociedade civil, de modo a adoptar novas concepções jurídico-políticas e sociais e assim assegurar o direito à diferença, à justiça social e à igualdade de oportunidades previstas nos direitos humanos.

Nádia Afonso disse...

Uma pequena reflexão sobre a sociedade de informação e da inclusão fora do contexto educativo:
Estando cientificamente provado a importância da precoce e estimulante imersão da criança surda à Língua Gestual no seu desenvolvimento linguístico, cognitivo e social, o direito a uma educação bilingue, tendo a Língua Gestual Portuguesa como língua primeira e a Língua Portuguesa como língua segunda, está consignado no ponto 3 do artigo 18º do Decreto-Lei n.º3/2008. Contudo, apesar da reconhecida importância do acesso à LGP destas crianças/jovens/adultos, não se verifica uma concretização do acesso à informação no quotidiano através desta Língua, nem através da Língua Portuguesa (LP) na modalidade escrita sequer. Repare-se que, mesmo questões importantes do exercício da democracia como o direito ao voto informado, lhes é dificultado. Grande parte da informação, debates políticos e programas de entretenimento transmitidos na televisão não são traduzidos em LGP nem legendados em LP. E não, aquelas amostras de “caixinhas” semi-visíveis no canto inferior direito da TV, presentes em alguns programas não contam! Tal como a pessoas ouvintes é impossível perceber a informação num volume extremamente baixo, também é impossível às pessoas com surdez perceber a informação visual em quadrados ridiculamente pequenos! Desta forma, considero que é urgente a consciencialização dos operadores de comunicação, da comunidade política e da sociedade civil, de modo a adoptar novas concepções jurídico-políticas e sociais e assim assegurar o direito à diferença, à justiça social e à igualdade de oportunidades previstas nos direitos humanos.

Maria Silva disse...

Todos já fomos portadores de uma qualquer incapacidade e/ou deficiência que pode ser temporária ou permanente! Para quem já esteve incapacitado temporariamente percebeu que as barreiras são inúmeras e estão em todo o lado!
Quando em virtude de uma doença que nos incapacita temporariamente nos deslocamos ao hospital e esperamos várias horas para usufruirmos de um serviço depararmo-nos com a barreira política! A par desta temos as barreiras arquitetónicas, que são mais que muitas! Passeios altos, habitações sem rampas, prédios sem elevadores (em especial os que têm apenas 3 andares…felizmente que as regras da construção mudaram!) … O acesso dificílimo a camas articuladas para idosos acamados.
Para os portadores de deficiência motora, temporária e/ou permanente, que necessitem de se deslocar em cadeira de rodas deparam-se com verdadeiros desafios: carros estacionados em cima dos passeios (em todas as cidades isso acontece), estacionamentos para deficientes, que por vezes situam-se mais perto da entrada de alguns locais, hipermercados, finanças (…), ocupados por condutores que não têm a condição de deficiente!
Também existem casos caricatos nos wc`s … As pessoas portadoras de deficiência cujo género pode ser masculino ou feminino têm de usar a mesma casa de banho enquanto os não portadores têm uma separada consoante o género…
Felizmente que existem casos de inclusão nas escolas, mas acredito que sejam poucos uma vez que vivemos rodeados de um ilimitado número de barreiras contra os poucos facilitadores!

Carla Carneiro disse...

Enquanto professora de informática, embora consciente das lacunas tecnológicas ainda existentes nas nossas escolas, vejo nos recursos tecnológicos disponíveis e que se podem adquirir ótimos instrumentos de diferenciação de atividades para Alunos com NEE. Vivemos numa era de mudança do modelo de ensino, que está a ser movida e estimulada pela introdução dasTIC em contexto escolar. Concomitantemente, as dificuldades de alunos com NEE no seu processo de ensino e aprendizagem têm encontrado apoio eficaz na utilização de recursos educativos digitais (RED) como ferramenta de aprendizagem. Pois estes incrementam a motivação, possibilitam ou facilitam o acesso à aprendizagem, melhoram o desempenho e aumentam as expectativas, facilitam a diferenciação, assegurando alternativas educativas, promovem o envolvimento com o mundo real, facilitam o acompanhamento e avaliação pelo professor, suportam uma ligação mais fácil com a comunidade.
Como vários participantes já referiram, também considero que a construção da real escola inclusiva impõe ao professor a procura de novas práticas letivas que promovam a efetiva educação inclusiva. As TIC assumem-se hoje como grandes suportes de criação de formas mais pragmáticas e motivadoras de mediatização. Todavia, acrescentam muita complexidade ao processo de mediatização do ensino/aprendizagem e, consequentemente, impõem dificuldades na sua apropriação e na sua transposição para utilização pedagógica. As suas características essenciais - simulação, virtualidade, acessibilidade a informações em grande escala - são totalmente novas e exigem conceções metodológicas diferentes daquelas das metodologias tradicionais de ensino. A sua utilização com fins educativos exige mudanças nos modos de ensinar e de aprender.
Por outro lado, a utilização das TIC permite e potencia a existência de novas perspetivas na participação das crianças com NEE em contexto educativo. Na verdade, estas tecnologias podem contribuir para normalizar as vidas de quem já não procura a excelência, mas a verdadeira oportunidade de se afirmar como cidadão. Facilitam o acesso ao conhecimento, à aprendizagem, à ocupação dos tempos livres, ao lazer, ao desenvolvimento de capacidades intelectuais, ao contacto com grupos de interesse comuns; evitam a exclusão e contribuirão para uma integração mais plena.

Por estes motivos, a reflexão acerca das Políticas Inclusivas e das Medidas Educativas para Alunos com NEE é tão importante.

Susan Martins disse...

A Educação Inclusiva (EI) é um direito de todas as crianças (com e sem necessidades educativas especiais, NEE), pois todas tem o direito à convivência, integração e socialização. Não só apenas os alunos com NEE aprendem com os outros, como os outros igualmente aprendem com eles, como refere um documento do SPGL “A EI permite a todos os alunos um alargamento dos seus horizontes a nível das relações humanas, da socialização e da aprendizagem.” Não existem dúvidas de que a EI é necessária e benéfica para todas as crianças, contudo, verificam-se diversas barreiras que se colocam a uma EI de qualidade, como a falta de recursos didáticos, materiais e humanos. Para além disto e acima de tudo é fundamental uma maior organização e preparação por parte das escolas/instituições para a receção de todos os alunos e uma mudança de atitude face ao outro, perecendo ser esta última a principal barreira à inclusão nas escolas, a qual teima em persistir. "[…] Educação Inclusiva abrange todos os alunos que frequentam a escola, de forma a permitir que a escola seja "para cada um" (no sentido de responder capazmente às necessidades de cada aluno) mas também "para todos" (no sentido de não rejeitar o acolhimento a qualquer aluno)." (Rodrigues, 2008:348:34)

Carla Carneiro disse...

Enquanto professora de informática, embora consciente das lacunas tecnológicas ainda existentes nas nossas escolas, vejo nos recursos tecnológicos disponíveis e que se podem adquirir ótimos instrumentos de diferenciação de atividades para Alunos com NEE. Vivemos numa era de mudança do modelo de ensino, que está a ser movida e estimulada pela introdução dasTIC em contexto escolar. Concomitantemente, as dificuldades de alunos com NEE no seu processo de ensino e aprendizagem têm encontrado apoio eficaz na utilização de recursos educativos digitais (RED) como ferramenta de aprendizagem. Pois estes incrementam a motivação, possibilitam ou facilitam o acesso à aprendizagem, melhoram o desempenho e aumentam as expectativas, facilitam a diferenciação, assegurando alternativas educativas, promovem o envolvimento com o mundo real, facilitam o acompanhamento e avaliação pelo professor, suportam uma ligação mais fácil com a comunidade.
Como vários participantes já referiram, também considero que a construção da real escola inclusiva impõe ao professor a procura de novas práticas letivas que promovam a efetiva educação inclusiva. As TIC assumem-se hoje como grandes suportes de criação de formas mais pragmáticas e motivadoras de mediatização. Todavia, acrescentam muita complexidade ao processo de mediatização do ensino/aprendizagem e, consequentemente, impõem dificuldades na sua apropriação e na sua transposição para utilização pedagógica. As suas características essenciais - simulação, virtualidade, acessibilidade a informações em grande escala - são totalmente novas e exigem conceções metodológicas diferentes daquelas das metodologias tradicionais de ensino. A sua utilização com fins educativos exige mudanças nos modos de ensinar e de aprender.
Por outro lado, a utilização das TIC permite e potencia a existência de novas perspetivas na participação das crianças com NEE em contexto educativo. Na verdade, estas tecnologias podem contribuir para normalizar as vidas de quem já não procura a excelência, mas a verdadeira oportunidade de se afirmar como cidadão. Facilitam o acesso ao conhecimento, à aprendizagem, à ocupação dos tempos livres, ao lazer, ao desenvolvimento de capacidades intelectuais, ao contacto com grupos de interesse comuns; evitam a exclusão e contribuirão para uma integração mais plena.

Por estes motivos, a reflexão acerca das Políticas Inclusivas e das Medidas Educativas para Alunos com NEE é tão importante.

Susan Martins disse...

A Educação Inclusiva (EI) é um direito de todas as crianças (com e sem necessidades educativas especiais, NEE), pois todas tem o direito à convivência, integração e socialização. Não só apenas os alunos com NEE aprendem com os outros, como os outros igualmente aprendem com eles, como refere um documento do SPGL “A EI permite a todos os alunos um alargamento dos seus horizontes a nível das relações humanas, da socialização e da aprendizagem.” Não existem dúvidas de que a EI é necessária e benéfica para todas as crianças, contudo, verificam-se diversas barreiras que se colocam a uma EI de qualidade, como a falta de recursos didáticos, materiais e humanos. Para além disto e acima de tudo é fundamental uma maior organização e preparação por parte das escolas/instituições para a receção de todos os alunos e uma mudança de atitude face ao outro, perecendo ser esta última a principal barreira à inclusão nas escolas, a qual teima em persistir. "[…] Educação Inclusiva abrange todos os alunos que frequentam a escola, de forma a permitir que a escola seja "para cada um" (no sentido de responder capazmente às necessidades de cada aluno) mas também "para todos" (no sentido de não rejeitar o acolhimento a qualquer aluno)." (Rodrigues, 2008:348:34)

Susan Martins disse...

Agora é que é... Reflexão
A Educação Inclusiva (EI) é um direito de todas as crianças (com e sem necessidades educativas especiais, NEE), pois todas tem o direito à convivência, integração e socialização. Não só apenas os alunos com NEE aprendem com os outros, como os outros igualmente aprendem com eles, como refere um documento do SPGL “A EI permite a todos os alunos um alargamento dos seus horizontes a nível das relações humanas, da socialização e da aprendizagem.” Não existem dúvidas de que a EI é necessária e benéfica para todas as crianças, contudo, verificam-se diversas barreiras que se colocam a uma EI de qualidade, como a falta de recursos didáticos, materiais e humanos. Para além disto e acima de tudo é fundamental uma maior organização e preparação por parte das escolas/instituições para a receção de todos os alunos e uma mudança de atitude face ao outro, perecendo ser esta última a principal barreira à inclusão nas escolas, a qual teima em persistir. "[…] Educação Inclusiva abrange todos os alunos que frequentam a escola, de forma a permitir que a escola seja "para cada um" (no sentido de responder capazmente às necessidades de cada aluno) mas também "para todos" (no sentido de não rejeitar o acolhimento a qualquer aluno)." (Rodrigues, 2008:348:34)

zilda disse...

Olá, não consigo que o meu comentário fique publicado!!!! Será agora??? Se este ficar informo que a reflexão a este tema está no meu e-portefólio.

Sara Santos disse...

Boa tarde,

Relativamente a esta primeira proposta para o Módulo I, segue-se o meu comentário:

Penso que o decreto de lei nº3/2008 foi bastante importante a medida em que veio regulamentar principio básicos para a Inclusão das pessoas com deficiência. No entanto, sabemos que na prática nem sempre funciona como devia e que uma lei não tem em conta todas as particularidades e a individualidade do tema que se trata: seres humanos. Por exemplo, uma das medidas educativas referida, as Tecnologias de Apoio, não funcionam como era suposto. Existe uma verga nos Hospitais destinada à compra de Tecnologias de Apoio para quem necessita deles, que são uma enorme mais valia, seja no dia a dia da pessoa, seja na educação, nas escolas ou instituições, no entanto quase nunca essa verba é utilizada. Há falta de informação por parte dos médicos, técnicos em geral e mesmo pais e familiares de pessoas portadoras de deficiência. Sendo que existe uma relação direta entre as funções do corpo /Atividades e participação e fatores ambientais, é impetuoso fazermos a nossa parte: proporcionar um ambiente favorável para que o resultados da atividade e participação da pessoa com deficiência seja potenciada. Só assim seria possível envolver o indivíduo e obter melhores resultados.

alunosdesofia disse...

Olá a todos

Todos os comentários sobre o tema em discussão revelam a diversidade de barreiras na inclusão de pessoas com necessidades especiais. Da minha experiencia , ressalta também, que as barreiras humanas são as mais difíceis de superar. Há que continuar a promover o investimento no conhecimento desta realidade. Não unicamente com as pessoas mais diretamente envolvidas, mas em ações concretas com todas a Comunidade . Há que mostrar a todos , o que é ", inclusão,acessibilidade, comunicação alternativa,tecnologias de apoio".... Implicar Ações concretas, como por exemplo o voluntariado,que deveriam ser incluídas nos curricula , a começar na educação pre-escolar até ao ensino universitário e pela vida. O crescimento de todos em cidadania ativa, informada e partilhada concerteza fará com que as referidas barreiras humanas se diluam. As iniciativas formativas e os meios tecnológicos que as suportam, são já exemplos de contributos ativos. A reflexão e a partilha são a pequenas sementes que vão certamente germinar a dar os seus frutos.
Continuação de bom trabalho para todos

Sara Santos disse...

Boa tarde a todos
Depois de consultar a documentação, segue-se o meu comentário relativo ao primeiro Módulo:
Penso que o decreto de lei 3/2008 foi uma mais valia na Inclusão das Pessoas com Deficiência, pois veio regulamentar medidas educativas e formas de ação que potenciam as capacidades das pessoas e não apenas as suas limitações. No entanto, penso que esta lei deveria ser reformulada com o passar do tempo, pois de fato, como todas as leis, há sempre alterações necessárias uma vez que é preciso ter em conta as especificidades e a individualidade do tema que se trata: seres humanos.
Uma das medidas educativas desta lei são as Tecnologias de Apoio, área na qual trabalhei e deparei-me numa enorme falha. Os hospitais têm uma verba destinada à compra de equipamentos (tecnologias de apoio, agora produtos de apoio) que potenciam a comunicação, autonomia, interação e outras potencialidades das pessoas com deficiência. No entanto, na realidade poucos são os que recorrem à aquisição destes materiais, há falta de informação e formação de médicos, técnicos e até mesmo familiares de pessoas portadoras de deficiência. Apesar de cada vez mais ser utilizado este recurso, parece-me ainda insuficiente, porque até há estabelecimentos que têm os materiais mas não sabem usá-los e quanto a isso nada fazem.
Isto faz parte dos fatores ambientais que poderão potenciar a atividade e participação da pessoa deficiente, logo é impetuoso que façamos um esforço para criar condições, encontrar soluções e aproveitar os recursos que existem ao nosso dispor. O uso das Tecnologias de Apoio será mais uma ferramenta de inclusão e envolvimento da pessoa com deficiência. No entanto esta continua a ser uma barreira que persiste sendo que a solução passa muito pelas escolas, técnicos e familiares.

Amanda Pereira disse...

Boa tarde a todos

Depois de consultar a documentação, segue-se o meu comentário relativo ao primeiro Módulo:

Penso que o decreto de lei 3/2008 foi uma mais valia na Inclusão das Pessoas com Deficiência, pois veio regulamentar medidas educativas e formas de ação que potenciam as capacidades das pessoas e não apenas as suas limitações. No entanto, penso que esta lei deveria ser reformulada com o passar do tempo, pois de fato, como todas as leis, há sempre alterações necessárias uma vez que é preciso ter em conta as especificidades e a individualidade do tema que se trata: seres humanos.

Uma das medidas educativas desta lei são as Tecnologias de Apoio, área na qual trabalhei e deparei-me numa enorme falha. Os hospitais têm uma verba destinada à compra de equipamentos (tecnologias de apoio, agora produtos de apoio) que potenciam a comunicação,autonomia, interação e outras potencialidades das pessoas com deficiência. No entanto, na realidade poucos são os que recorrem à aquisição destes materiais, há falta de informação e formação de médicos, técnicos e até mesmo familiares de pessoas portadoras de deficiência.

Apesar de cada vez mais ser utilizado este recurso, parece-me ainda insuficiente, porque até há estabelecimentos que têm os materiais mas não sabem usá-los e quanto a isso nada fazem.Isto faz parte dos fatores ambientais que poderão potenciar a atividade e participação da pessoa deficiente, logo é impetuoso que façamos um esforço para criar condições, encontrar soluções e aproveitar os recursos que existem ao nosso dispor. O uso das Tecnologias de Apoio será mais uma ferramenta de inclusão e envolvimento da pessoa com deficiência. No entanto esta continua a ser uma barreira que persiste sendo que a solução passa muito pelas escolas, técnicos e familiares.

alunosdesofia disse...

O link para a visualização da atividade desenvolvida para este modulo é: https://www.mindomo.com/mindmap/528ee1c6faaf4f059e32937100a6c894
Obrigada e bom trabalho

Joana Lapo disse...

Olá a todos!
O meu grupo de trabalho foi o seguinte: Ana Rita Costa, Carolina Lote, Inês Pedro, e claro eu!

o nosso trabalho está disponível em
https://sites.google.com/site/eportefoliojoanalapo/modulo-1

alunosdesofia disse...

Olá o meu trabalho é sobre "Webinar DGE - Uma cultura de Inclusão (AE Pinheiro e Rosa)" e o link é o seguinte
https://www.mindomo.com/mindmap/528ee1c6faaf4f059e32937100a6c894 ~
Obrigada e continuação de bom trabalho

E-PORTEFÓLIO-SÃOMONTEIRO-MOOC INCTEC-2014 disse...

Olá a todos,
Já muito se falou de inclusão e da necessidade de se ultrapassar barreiras, a maior delas, do meu ponto de vista, a das mentalidades. Enquanto a sociedade continuar e citando o Dr. David Rodrigues “a caminhar pela invisibilidade como um processo inclusivo” continuamos a excluir e a diferenciar as crianças NEEP.

E-PORTEFÓLIO-SÃOMONTEIRO-MOOC INCTEC-2014 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
E-PORTEFÓLIO-SÃOMONTEIRO-MOOC INCTEC-2014 disse...

Olá a todos,
Já muito se falou de inclusão e da necessidade de se ultrapassar barreiras, a maior delas, do meu ponto de vista, a das mentalidades. Enquanto a sociedade continuar e citando o Dr. David Rodrigues “a caminhar pela invisibilidade como um processo inclusivo” continuamos a excluir e a diferenciar as crianças NEEP.

Cristina Neto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ana Rodrigues disse...

Tenho vindo a exercer funções como docente da educação especial numa Unidade Especializada em Multideficiência. Na verdade tem vindo a ser uma experiência muito compensadora e desafiadora.
Considero que as Unidades especializadas devem contribuir para a diminuição das barreiras colocadas ao desenvolvimento, participação e aprendizagem dos nossos alunos. Através destas Unidades, os docentes e outros agentes da comunidade educativa têm a oportunidade de proporcionar condições para estas crianças interagirem com as outras e em diferentes contextos, alargando as suas relações sociais e de amizade.
Considero ainda, que estas crianças com multideficiência devem de interagir e ser incluídas num ambiente da sua turma de referência o máximo tempo possível. É claro que deve de ser sempre assegurado os serviços adequados às suas caraterísticas e necessidades. É sempre um desafio, a nós professores, adequar os conteúdos de forma que estas crianças se sintam incluídas na sua turma de referência.
Esta inclusão é sempre benéfica para a sensibilização de toda a comunidade educativa, promovendo a aquisição de valores como a tolerância e o respeito pela diferença.
Em suma, na minha opinião as Unidades Especializadas contribuem para o desenvolvimento das crianças com multideficiência. Para além do espaço físico, é fundamental a criação de um dinamismo envolvente de socialização e verdadeira inclusão.

José Almeida disse...

Do contacto que tenho tido com alunos com NEE as principais barreiras que encontro e que persistem, são sobretudo ao nível dos recursos materiais.
Serão os recursos que a escola apresenta, os ideais para lidar com os alunos NEE´s?
Provavelmente não. Provavelmente nunca serão.
A escola deve utilizar todos os recursos humanos e materiais, que possui, para executar convenientemente as medidas educativas.
Sejamos todos, comunidade educativa, mais facilitadores que barreiras.

José Almeida disse...

No contacto que tenho tido com alunos com NEE as principais barreiras que encontro, e que persistem, são sobretudo relativas aos recursos humanos e materiais.
Se esses recursos não são os ideais, e provavelmente nunca serão, devemos todos, comunidade educativa, executar o melhor possível as medidas educativas.
Sejamos mais facilitadores do que barreiras.

Andreia Branco disse...

Infelizmente colega por mais que a escola tente adotar medidas de integrar o aluno pelo que vejo os pais não fazem um esforço para ajudar o seu educando. Ou porque não sabem ou porque pensam que o filho por ser assim não vale a pena. Por isso torna-se necessário mudar mentalidades e não pensar que não vale a pena visto que para o aluno vale sempre a pena e o pouquinho que aprendeu já é muito bom. Nunca devemos pensar em não fazer mas sim naquilo que ele poderá aprender.

Maria Teresa da Cruz disse...

Boa noite!
Foi com imenso prazer que li vários comentários aqui postados e alguns dos documentos que nos foi disponibilizados principalmente a declaração de Salamanca, manual de apoio..., e posso dizer que foi muito frutífero essa breve reflexão sobre esta temática. Lamento muito não ter grupo de trabalho, pois analiso os documentos sozinha. Até agora vou baixando os documentos e lendo alguns comentários aqui publicados que me ajudam na reflexão e em algumas conclusões. Desde do inicio acreditei nesta formação e agora vejo a sua importância. Os módulos aqui tratados retratam os assuntos e as dificuldades que enfrentamos no nosso dia-a dia em relação a este assunto. Os documentos relacionados com a elaboração de um plano
individual foram claros e me encaminhou para uma análise detalhada. São informações que podemos partilhar com os pais ou encarregados da educação para que eles possam tomar consciência de que as crianças com NEE são capazes, devem ser respeitadas e merecem uma educação condigna. Na nossa sociedade ainda deparamos com muitas barreiras: espaços inadequados, rejeições, deficit de materiais entre outros. Mas o amor a educação independentemente da raça, da cor, da religião, da deficiência, derruba qualquer barreira. O importante é acreditarmos na nossa capacidade e aproveitar as nossas dificuldades em virtudes. Tudo é possível!

Andreia Branco disse...

Foi-me partilhado este video pelo facebook - https://www.facebook.com/photo.php?v=626784087335874&set=vb.267785513235735&type=2&theater - e deu-me que pensar. O meu primeiro pensamento foi: Será que eu algum dia ensinaria um aluno surdo a tocar um instrumento musical. E a minha resposta foi: não. Na minha turma há três alunos com N:E:E. e trabalho a inclusão com eles todos os dias, até sou uma professora que gosta de fazer diversas atividades e lhe os ajudar a ultrapassar limites mas nunca pensaria ensinar um surdoi a tocar mas sim a fazer outra atividade. Este video fez mudar a minha perspectiva ainda mais. Por isso partilho o video convosco para que possam também refetir.

e-portefólio de Dulce Ferreira disse...

Actualmente as barreiras que me parecem mais evidentes persistirem prendem-se com a enorme falta de informação por parte dos profissionais de educação, especialmente, dos professores.
Por outro lado há necessidade de rever apoios que se prendem com um facto cientificamente provado e não considerado legalmente: as comorbidades.

José Almeida disse...

No contacto que tenho tido com alunos com NEE as principais barreiras que encontro, e que persistem, são sobretudo relativas aos recursos humanos e materiais.
Se esses recursos não são os ideais, e provavelmente nunca serão, devemos todos, comunidade educativa, executar o melhor possível as medidas educativas.
Sejamos mais facilitadores do que barreiras.

Andreia Branco disse...

Foi-me partilhado este vídeo pelo facebook - https://www.facebook.com/photo.php?v=626784087335874&set=vb.267785513235735&type=2&theater - e deu-me que pensar. O meu primeiro pensamento foi: Será que eu algum dia ensinaria um aluno surdo a tocar um instrumento musical. E a minha resposta foi: não. Na minha turma há três alunos com N:E:E. e trabalho a inclusão com eles todos os dias, até sou uma professora que gosta de fazer diversas atividades e lhe os ajudar a ultrapassar limites mas nunca pensaria ensinar um surdo a tocar mas sim a fazer outra atividade. Este vídeo fez mudar a minha perspetiva ainda mais. Por isso partilho o vídeo convosco para que possam também refletir.

Teresa Viras disse...

Boa noite.
Coloquei aqui o meu comentário, apareceu a mensagem dizendo que estava publicado, mas não o encontro por aqui. Podem dizer-me o que devo fazer?

Andreia Branco disse...

Colega, a minha turma tem três alunos com N.E.E. (microcefalia, síndrome de Down e paralesia cerebral) e pela minha experiência não concordo consigo. Eles quando chegam à escola são recebidos pela unidade especializada, apenas o aluno com microcefalia está as 5 h comigo visto que as outras duas alunas chegam mais tarde à escola e uma das coisas que elas mais gostam é ir até à sala da sua turma e fazer algumas atividades. Se me pergunta se é fácil trabalhar com estes dois casos mais profundos, eu respondo que não. Mas a minha sorte é que trabalho em conjunto com professoras especializadas em N.E.E e que me ajudam imenso a integrá-las na turma como também os meus restantes 24 alunos o fazem.
Porém posso referir que a realidade das escolas da Madeira é bem diferente da de Portugal Continental, ainda bem. Estes alunos têm maior apoio e ajuda. Mas também aqui à casos de colegas que não gostam e são contrata estes alunos estarem a frequentar turmas ditas normais. Eu como quase sempre tive alunos de N.E.E nas minhas turmas já acho algo muito normal e enfrento estes casos como um desafio na minha aprendizagem porque posso fizer que sempre aprendi muito com eles. Contudo compreendo a sua opinião.

Andreia Branco disse...

Foi-me partilhado este vídeo pelo facebook - https://www.facebook.com/photo.php?v=626784087335874&set=vb.267785513235735&type=2&theater - e deu-me que pensar. O meu primeiro pensamento foi: Será que eu algum dia ensinaria um aluno surdo a tocar um instrumento musical. E a minha resposta foi: não. Na minha turma há três alunos com N:E:E. e trabalho a inclusão com eles todos os dias, até sou uma professora que gosta de fazer diversas atividades e lhe os ajudar a ultrapassar limites mas nunca pensaria ensinar um surdo a tocar mas sim a fazer outra atividade. Este vídeo fez mudar a minha perspetiva ainda mais. Por isso partilho o vídeo convosco para que possam também refletir.

ISiSa disse...

Olá a Todos!
No fim deste primeiro módulo e de mais uma semana de trabalho queria deixar uma pequena reflexão e, dizer que a inclusão, nomeadamente, a educação inclusiva é uma área que me fascina e há algum tempo que quero especializar-me nesta área. Esta formação veio reforçar ainda mais este meu sonho.

Deixo então uma pequena reflexão:
Não podemos negar os avanços registados no processo de inclusão das pessoas com necessidades especiais. Da exclusão total, passando pela segregação, integração e, aos poucos alcançando a inclusão.
Apesar de ainda persistir uma certa discriminação, as pessoas com deficiência vão sendo vistas com outros olhos, existindo cada vez mais, uma maior tendência para a humanização.

O conceito de educação inclusiva exige olhar para todos os alunos. Exige reconhecer e aceitar as necessidades educativas especiais, procurar estratégias e adoptar medidas adaptadas a essas necessidades, de modo a promover a igualdade de oportunidades educativas para TODOS. Mas isto, já todos sabemos, pois, a teoria é muito vasta e rica, existe uma grande variedade de documentos (como vimos por exemplo, nos documentos aqui disponibilizados) que servem de base e de referência, no entanto, na prática ainda há um longo caminho a percorrer até alcançarmos a verdadeira inclusão. Há a necessidade de se fazer cada vez mais e melhor. Perguntemos então: Como é que as escolas (e a sociedade de uma forma geral), podem ser mais inclusivas?
Um abraço

Maria Gabriela Brito disse...

Olá a todos
Hoje consegui finalmente ler atentamente todos os comentários ,e apraz-me dizer que de uma maneira global concordo com as questões ,dificuldades reflexões sobre o tema em questão.
No entanto gostaria de deixar aqui expresso o meu comentário, que se baseia na minha experiencia profissional, enquanto educadora de infância que no ensino regular tive crianças com NEE, com e sem professor de apoio, e como professora especializada numa escola de ensino especial.
Assim, e com base no meu vivido questiono-me se a inclusão de que tanto se discute e se regulamenta na lei tem como principal e único objetivo o projeto de vida destas crianças…
Ao olharmos para uma criança com NEE, e em particular com deficiência profunda, desculpem em falar destas em particular, mas são estas crianças que me geram um maior desafio profissional e pessoal, temos como elementos da equipa pluridisciplinar (docentes, psicólogos, médicos terapeutas e outros) avaliar e a família com as suas expetativas e necessidades em conjunto elaborar o PEI. Na minha opinião, o PEI, é fundamental para podermos elaborar o CEI e assim de acordo com as estratégias desenvolvidas e os recursos disponíveis para a sua concretização podermos ir traçando o projeto de vida desta criança, tendo sempre presente as suas competências e necessidades, assim como qual a melhor resposta na comunidade para uma melhor concretização do projeto de vida, proporcionando-lhe prazer e qualidade de vida.
Presentemente, quando o aluno faz 15anos é que esta situação se coloca e elabora-se o PIT,para os últimos 3 anos de frequência do aluno na escola e a consequente transição.
No que concerne a este ultimo paragrafo que escrevi, coloco minha questão, dificuldade, a liberdade de escolha…….
Porquê a dificuldade de encaminharem e autorizarem as crianças e jovens mais cedo para as escolas de ensino especial? (não se trata de retirar crianças, jovens e docentes á escola ou vice versa)
Porquê não dar a estes pais a possibilidade de escolha de qual o estabelecimento de ensino que querem que o seu filho frequente escola publica ou escola de ensino especial? (pois tal como os outros pais podem optar pelo ensino publico ou privado)
Porquê não olharmos para as crianças e jovens com NEE, como o centro de toda a nossa intervenção e utilizar- mos todos os recursos da sociedade, por vezes com muita dificuldade, para lhe proporcionar mos autonomia ,aprendizagens ou simplesmente um sorriso!!
E não pretendendo aplicar frases gastas ou padronizadas, no entanto merece-me um ultimo comentário e ou pensamento, pertinente e em gesto de conclusão, como diria a escritora;
«….mais do que as leis, o necessário é alterar mentalidades….»Rosa Amaral, (1998)

Joana Lapo disse...

O meu trabalho está disponível em http://www.mindmeister.com/401824604
O meu grupo de trabalho era constituído por: Ana Rita Costa, Carolina Lote, Inês Pedro e Joana Lapo

Maria Gabriela Brito disse...

Olá a todos
Hoje consegui finalmente ler atentamente todos os comentários ,e apraz-me dizer que de uma maneira global concordo com as questões ,dificuldades reflexões sobre o tema em questão.
No entanto gostaria de deixar aqui expresso o meu comentário, que se baseia na minha experiencia profissional, enquanto educadora de infância que no ensino regular tive crianças com NEE, com e sem professor de apoio, e como professora especializada numa escola de ensino especial.
Assim, e com base no meu vivido questiono-me se a inclusão de que tanto se discute e se regulamenta na lei tem como principal e único objetivo o projeto de vida destas crianças…
Ao olharmos para uma criança com NEE, e em particular com deficiência profunda, desculpem em falar destas em particular, mas são estas crianças que me geram um maior desafio profissional e pessoal, temos como elementos da equipa pluridisciplinar (docentes, psicólogos, médicos terapeutas e outros) avaliar e a família com as suas expetativas e necessidades em conjunto elaborar o PEI. Na minha opinião, o PEI, é fundamental para podermos elaborar o CEI e assim de acordo com as estratégias desenvolvidas e os recursos disponíveis para a sua concretização podermos ir traçando o projeto de vida desta criança, tendo sempre presente as suas competências e necessidades, assim como qual a melhor resposta na comunidade para uma melhor concretização do projeto de vida, proporcionando-lhe prazer e qualidade de vida.
Presentemente, quando o aluno faz 15anos é que esta situação se coloca e elabora-se o PIT,para os últimos 3 anos de frequência do aluno na escola e a consequente transição.
No que concerne a este ultimo paragrafo que escrevi, coloco minha questão, dificuldade, a liberdade de escolha…….
Porquê a dificuldade de encaminharem e autorizarem as crianças e jovens mais cedo para as escolas de ensino especial? (não se trata de retirar crianças, jovens e docentes á escola ou vice versa)
Porquê não dar a estes pais a possibilidade de escolha de qual o estabelecimento de ensino que querem que o seu filho frequente escola publica ou escola de ensino especial? (pois tal como os outros pais podem optar pelo ensino publico ou privado)
Porquê não olharmos para as crianças e jovens com NEE, como o centro de toda a nossa intervenção e utilizar- mos todos os recursos da sociedade, por vezes com muita dificuldade, para lhe proporcionar mos autonomia ,aprendizagens ou simplesmente um sorriso!!
E não pretendendo aplicar frases gastas ou padronizadas, no entanto merece-me um ultimo comentário e ou pensamento, pertinente e em gesto de conclusão, como diria a escritora;
«….mais do que as leis, o necessário é alterar mentalidades….»Rosa Amaral, (1998)

Joana Lapo disse...

O meu trabalho está disponível em http://www.mindmeister.com/401824604
O grupo era constituído por: Ana Rita Costa, Carolina Lote, Inês Pedro e Joana Lapo

Janete Monteiro disse...

Como profissional da educação especial em uma escola regular de ensino fundamental, percebo que a maior barreira com relação aos alunos com deficiência é a barreira Atitudinal. Ela está presente nos dois lados da moeda: na escola e na própria família.
É muito evidente este aspecto dentro da escola, na medida em que os professores e demais membros da comunidade escolar não conseguem perceber o aluno com deficiente como um sujeito que pode aprender, mas que precisa de um currículo diferenciado e tecnologias assistivas adequadas a cada aluno. Muitos ainda acreditam que a escola é apenas um lugar de socialização e que o aprendizado é plenamente dispensável, sobretudo para os alunos com paralisia cerebral.
No outro lado da moeda, há a família que muitas vezes não crê na capacidade dos seus entes e reforça em grande medida sua incapacidade de realizar o que é proposto como atividade escolar. Há famílias que também enxergam a escola como espaço exclusivo de socialização e não exigem que os direitos desses alunos sejam respeitados e leis sejam cumpridas em sua plenitude.
Penso que quando conseguirmos superar ou reduzir as barreiras atitudinais, talvez possamos falar de fato de inclusão escolar.

Janete Monteiro disse...
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Janete Monteiro disse...
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Maria Gabriela Brito disse...

o meu comentario esta em: gabriela51.blogspot.com

Paula Silva disse...

Boa noite .
A minha colega Gabriela Brito não consegue publicar o comentário. Peço que vejam o blog dela: gabriela51.blogspot.com.Obrigada

Janete Monteiro disse...
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Janete Monteiro disse...
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Janete Monteiro disse...
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Teresa Xavier disse...

Olá a todos,

Penso que a maior barreira é a falta de recursos humanos uma vez que cada aluno com autismo, por exemplo, necessita, de um professor de educação especial ou de um assistente operacional. As unidades de ensino estruturado para alunos com perturbações do espectro do autismo vieram dar resposta a essa necessidade.

Teresa Xavier disse...

Olá a todos,

Penso que a maior barreira é a falta de recursos humanos uma vez que cada aluno autista, por exemplo, necessitam de um professor de educação especial ou de um assistente operacional. As unidades de ensino estruturado para alunos com perturbações do espectro do autismo vieram responder um pouco a essa necessidade.

Vera Martins disse...

Boa noite, após analisar as respostas e opiniões já dadas pelos colegas, a minha opinião vai de encontro a algumas delas. Enquanto docente a lecionar informática ao 3ºciclo, a barreira que mais me parece evidente e com a qual me tenho deparado, não está na falta de informação sobre como lidar com estes alunos de NEE, suas dificuldades e limitações, nem na falta de comunicação com os colegas de trabalho ou encarregados de educação. A dificuldade que mais tenho sentido é mesmo no apoio que dou a estes alunos. Apesar de estar informada das suas limitações/dificuldades e arranjar estratégias para incluir estes alunos nos trabalhos que realizo com a restante turma, ou adaptar os conteúdos às suas necessidades, sinto sempre dificuldade em prestar- lhes o apoio que eles efetivamente requerem. Quando se tem um universo de vinte e muitos alunos, incluindo 3 ou 4 com NEE, torna-se extremamente difícil, dar apoio personalizado/individualizado a estes alunos, ainda mais quando se trata de uma disciplina prática.
Por estes motivos, muitas vezes ponho em causa se a inclusão de que falamos é de todo benéfica para eles, uma vez que aprenderiam muito mais se estivessem num grupo mais restrito.

Bruno Marçal disse...

Bom dia,

Procedi à analise do texto que apresenta as conclusões e recomendações resultantes do Projeto i-access – Accessible Information Provision for Lifelong Learning levado a cabo pela European Agency for Development in Special Needs Education (2011-2012).
Os pontos fundamentais são referidos na apresentação disponível no portfólio mas em traços largos este estudo é focado em tópicos cada vez mais estruturais da nossa sociedade como as TIC, o direito ao acesso à informação, a formação ao longo da vida, tudo isto orientado de uma perspetiva da pessoa com Necessidades Educativas Especiais (ou qualquer tipo de deficiência).
Constatamos que existe uma preocupação cada vez mais evidente e transfronteiriça relativamente às questões do direito ao acesso à informação como forma de inclusão e participação ativa nesta sociedade que designamos por sociedade do conhecimento, que se traduz cada vez mais sob a forma de legislação escrita, mas que ainda requer algum trabalho adicional no terreno, sobretudo ao nível da definição de estratégias concretas de ação que operacionalizem o quadro teórico das leis.
No meu contexto de trabalho, Ensino Superior, isso é bem evidente. Não obstante de algumas instituições já terem dados passos importantes no sentido de trabalhar as questões ligadas à inclusão e ao direito à informação por parte de todos os alunos, ainda é evidente que as condições proporcionadas aos alunos por parte das instituições de ensino está longe de ser homogéneo e em muitos casos ou a consciência de que é necessário fazer este trabalho simplesmente ainda não existe ou não é uma prioridade.
Seja como for penso que nos últimos anos muito tem sido feito neste domínio e que os resultados vão começar a surgir de forma mais consolidada.

Ana Rangel Santos disse...

Bom dia:
Tenho lido atentamente os comentários colocados aqui e tentado fazer um paralelo entre o que por aqui se vai dizendo, relatos das experiências e opiniões, e o que vivencio diariamente.
Chamou-me a atenção, um post da colega Paula Cristina de Almeida Costa, de 15 de Abril de 2014 às 00:15, em que refere: “…a muitos professores falta, nas formações iniciais, uma preparação mais efetiva para estas diferenças que surgem na sala de aula, e a alguns pais é também muito difícil aceitar e lidar com as diferenças dos filhos.”
Como professora, nunca tive qualquer formação, nem inicial nem depois, para saber trabalhar com este tipo de crianças/adolescentes. Como DT somos ainda responsáveis pelo PEI (Plano Educativo Individual), mais uma vez sem qualquer formação para saber trabalhar com o mesmo
Este ano tenho um aluno com NEE. Frequenta um curso profissional de programação informática, sendo que as áreas cientifica e técnica – apesar de todas as adaptações – é aquela em que tem menos aproveitamento, porque foram sempre as áreas do conhecimento em que revelou mais dificuldades. Apesar da ajuda que os colegas de Educação Especial nos dão – na elaboração dos documentos – é na prática que as coisas se complicam, porque nada na legislação dos cursos profissionais está adaptada a estes alunos.
E por isso se colocam várias questões – um curso profissional permite a dupla certificação. Sei que as NEE têm diferentes graus, o que implica diferentes dificuldades. Mas como fazer perceber uma mãe que, apesar do filho gostar de computadores, um curso de programação não será o mais adequado ? Como poderemos emitir a certificação – do 12º ano e de Técnico – a um aluno que não adquire as competências técnicas mínimas do curso e tem o discurso falado e escrito de uma criança com o 6º ano ? Como poderemos explicar à mãe que apesar de aluno dever ser estimulado, não é fisicamente possível ele aguentar a pressão de estar 12 horas na escola e ainda ter a seguir (todos os dias) explicações ? Como poderemos adaptar os cursos profissionais a estes alunos ? E poderá ser a todos ?
Seria muito interessante partilhar relatos de quem tem experiências, positivas ou nem por isso (se possível nos cursos profissionais nível 4)…

Susan Martins disse...

Da experiência como docente de educação especial, e já tendo lecionado desde o Jardim de Infância até ao secundário, na minha opinião a legislação está bem conseguida, porém, qualquer legislação que seja bem elaborada só falha se não for colocada devidamente em prática, o que muitas vezes acontece nas escolas, por falta de diversos recursos.

No entanto, a Educação Inclusiva (EI) continua a ser importante, é um direito de todas as crianças (com e sem NEE), pois todas tem o direito à convivência, integração e socialização. Não só apenas os alunos com NEE aprendem com os outros, como os outros igualmente aprendem com eles, como refere um documento do SPGL: “A EI permite a todos os alunos um alargamento dos seus horizontes a nível das relações humanas, da socialização e da aprendizagem.”

Não existem dúvidas de que a EI é necessária e benéfica para todas as crianças, contudo, verificam-se diversas barreiras que se colocam a uma EI de qualidade, como a falta de recursos didáticos, materiais, humanos e até formação. Para além disto e acima de tudo é fundamental uma maior organização e preparação por parte das escolas para a receção de todos os alunos e uma mudança de atitude face ao outro, perecendo ser esta última a principal barreira à inclusão nas escolas, a qual teima em persistir.

"[…] Educação Inclusiva abrange todos os alunos que frequentam a escola, de forma a permitir que a escola seja "para cada um" (no sentido de responder capazmente às necessidades de cada aluno) mas também "para todos" (no sentido de não rejeitar o acolhimento a qualquer aluno)." (Rodrigues, 2008:348:34)

PAULO ROSAS disse...

Olá José!
O que menciona é uma verdade,As atitudes da sociedade no passado rejeitou severamente a participação dessas pessoas. E, infelizmente ainda carregamos tais atitudes, não sei se com toda essa intensidade que menciona. mas, é um fato a dificuldade na inclusão dessa pessoas.

Janete Monteiro disse...
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Janete Monteiro disse...
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Janete Monteiro disse...
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Glória Soares disse...
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Glória Soares disse...

Concordo com o que aqui já foi dito e felizmente posso comprovar que a inclusão de alunos com necessidades educativas especiais, no ensino regular "…promove a tolerância e a compreensão da diferença por parte dos outros alunos, combatendo precocemente o preconceito e promovendo assim a democracia e a coesão social ". No corta-mato da escola, no âmbito da disciplina de Educação Física, nem todos os alunos participam de livre e espontânea vontade. Procurei sempre incentivá-los e sempre lhes disse que o mais importante era participar e chegar ao fim, mesmo que fosse a caminhar. Um dos meus alunos com "ligeiros" problemas de mobilidade, no 10º resolveu, apesar das suas "limitações", participar. Um dos seus colegas, que já o acompanhava desde o 2º ciclo, após ser dada a partida ficou junto dele e começou a caminhar com ele. Os restantes colegas da turma ao se aperceberem foram abrandando o passo e esperaram por eles. Este grupo de alunos fez toda a prova em passo lento, juntos e até ao fim, para espanto de muitos. Com esta atitude conseguiram, para além do respeito e admiração dos seus pares, que algumas mentalidades mudassem e se começasse a realizar atividades, no sentido de despertar para as diferenças. Num outro caso, um rapaz, com um sorriso do tamanho do mundo, que percorria a escola com algumas dificuldades, ao qual era necessário preparar a refeição, levar e arrumar o tabuleiro no refeitório, carregar a mochila para as aulas, em que para entendermos o que nos dizia, era necessário estarmos muito atentos e que muitos, por vezes preferiam ignorar, surpreendeu tudo e todos no sarau anual da escola com o seu solo de dança contemporânea. Eram poucos os que sabiam que ele ia atuar. Quando entrou em cena todos ficaram espantados e ao mesmo tempo curiosos por saber o que ia acontecer. Fez-se silêncio por breves instantes, mas à medida que ia atuando as palmas começaram a tomar lugar. No final tinha um pavilhão inteiro, de pé a aplaudi-lo, colegas, pais, professores, auxiliares… Daí em diante todos passaram a olha-lo de uma outra forma, a interagir mais com ele, o que fez com que o sorriso com que sempre nos brindou, ficasse ainda mais radioso.

Paulo Borges disse...

Boa tarde a todos…
Mais do que normativos, a Inclusão caminha preferencialmente com a mudança de mentalidades e atitudes. Diria mesmo que, depende de uma mudança ético/sócio/cultural. A sensibilização para a diferença é elementar, por formação e cidadania, dificilmente se apreende quando imposta. Os normativos na educação estão adequados, mas como em tantas outras áreas desta nossa sociedade, mal se cumprem e são de difícil execução. A Inclusão fica assim comprometida. Quase tudo está previsto e parece ser adequado no campo normativo, na transição da escola Integrativa para a escola Inclusiva, no entanto, na prática, o caminho da Inclusão está condicionado por pessoas, por barreiras burocráticas e por barreiras económicas …
Boa Páscoa e saudações Inclusivas…

Luciana Gomes Bettencourt disse...

Percorrendo pelos hitórico da Educação Especial podemos contextualizar diferentes momentos, muitas vezes trágicos, angustiantes, como por exemplo na antiguidade onde pessoas que tinham alguma deficiência eram eliminadas ou então abandonadas.
De acordo com Sales, Elielson (apud MAZZOTA, 2001; MENDES, 1995; SASSAKI, 1997) alguns teóricos da educação especial constataram quatro momentos transitórios no desenvolvimento do atendimento às pessoas portadoras de deficiencias.
A era da negligência- até sec XVIII, que não havia nenhum tipo de atendimento, como citado anteriormente eram abandonadas, perseguidas e até eliminadas.
A era da institucionalização- sec XVIII e XIX, onde apesar de que “todos deveriam ser tratados de forma homogênea”, as pessoas com algum tipo de deficiência eram protegidas e segregadas em instituições residenciais assistencialistas como hospitais, abrigo e até prisões.
A era da educação- sec XX, foram criadas classes especiais para os portadores de deficiências que atendiam por meio de intervenções didáticos- pedagógicas específicas.
A era da inclusão- década de 70- sec XX, onde qualquer criança com qualquer tipo de necessidade poderiam ser incluídas na rede educacional regular.
Apesar dessa inclusão já existir a algum tempo até nos dias de hoje vimos que há rejeição muitas vezes por receio no modo de trabalhar com algo, que alterasse a rotina, e dificultasse todo o desenvolvimento na rotina da sala.
Um paradgma um tanto tradicional onde infelizmente ainda vimos a maioria das nossas salas, o medo, falta de preparo, uma capacitação eficiente, ausência de parcerias entre membros de uma mesma instituição. Quando se perceber que isto é fundamental e que o crescimento próprio só progride quando todos caminham num só objetivo e que a diversidade faz parte da vida, teremos mais qualidade no ensino.
http://www.porsinal.pt/index.php?ps=artigos&idt=artc&cat=7&idart=253

Graça Dias disse...


As barreiras mais evidentes aquando do trabalho pessoas, no meu caso, alunos com necessidades educativas especiais são as pessoas, ou seja, a sociedade em que se insere e o próprio sistema de ensino.
Assim, a sociedade deverá ser sensibilizada para aceitar uma pessoa única e diferente; alertada para lidar com a diferença; quanto ao sistema de educativo, este deverá ser mais pragmático, exequível e célere nos programas de inclusão e nas medidas educativas.
Ao longo da minha vida pessoal e da minha experiência profissional confesso que o apoio aos Nees melhorou bastante e significativamente nos últimos anos, sobretudo aquando da introdução dos apoios individualizado e cooperativo; dos PEI, CEI e PIT. Contudo, temos de adotar medidas mais práticas, executáveis e rápidas a fim da pessoa com deficiência sentir-se útil e profícua no seu ambiente sócio-cultural.

rl esr disse...

Esta área é, para mim, algo novo na medida em que pouco ocntacto tenho tido com ela. Dado que na minha escola, há este ano, uma equipa de ensino especial e alunos a precisar de apoio especializado, terei de apoiar estes professores na utilização das TIC. Estamos mesmo a concorrer a um projecto específico pelo que considero fundamental inteirar-me mais das particulares necessidades dos alunos que se enquadrem no ensino especial. A leitura dos textos e dos recursos disponibilizados ajudaram-me a compreender as questões fundamentais desta área de trabalho.

k disse...


Na sociedade portuguesa, a atenção aos alunos com necessidades educativas especiais, foi-se clarificando e especificando ao longo dos anos; de forma bastante lenta. Paulatinamente, fomos passando desde os meros benefícios e atitudes altruístas e filantrópicas, até chegar à configuração e estruturação atual.


Esta evolução está plasmada no vocabulário tão abundante como impreciso que existe para fazer referencia à problemática social, cultural e psicológica que apresentam as crianças, adolescentes, jovens..."diferentes", por vezes considerados marginais, com insucesso escolar e inadaptados sociais. São termos que agrupam aspetos diferentes de um fenómeno uniforme nos seus efeitos e variadíssimos na sua etiologia.


Atualmente, fala-se em crianças (pessoas) com necessidades educativas especiais em vez de falarmos em crianças deficientes, inadaptados, com handicaps..., colocando o ponto de mira nas suas dificuldades de aprendizagens e nas suas necessidades educativas. Mas falar de crianças diferentes implica uma resposta diferenciada por partes de todos os agentes educativos de forma que estas crianças possam conseguir objetivos educativos comuns a todos os alunos.


Na verdade, todas as crianças tem necessidades educativas, mas nem todos tem as mesmas necessidades nem requerem o mesmo tipo de ajudas pedagógicas. Os que manifestam dificuldades de aprendizagem..., requerem ajudas especificas. De fato, ao falar em necessidades educativas especiais é fazer referencia aos problemas de aprendizagem ao longo da escolaridade que precisam de atenção mais especificas e a necessidade de recursos educativos adaptados.


É fundamental mencionar que em termos legislativos é dada maior importância às crianças/jovens que tem necessidades educativas especiais que implicam deficit em algum aspeto, deixando um pouco de parte os alunos que são sobredotados.


O grupo de Bragança escolheu o manual de Educação Bilingue de Alunos Surdos em Portugal.

O endereço da nossa apresentação é:


http://www.xmind.net/m/jZGD/

Frederico Lima disse...

A posição das sociedades perante a diferença tem variado ao longo dos tempos. De entre esse percurso, sobressai, naturalmente, a atenção que foi sendo dada às crianças, numa luta constante pela garantia dos Direitos Humanos. Um nome a reter, Eglantyne Jebb: " (...) À criança deve ser concedido os meios necessários para o seu desenvolvimento normal; (…) deve ser alimentada; (…) deve receber os cuidados de saúde necessários; (…) a criança que está atrasada deve ser ajudada, a criança delinquente deve ser recuperada, (…) deve ser protegida e abrigada (…) deve ser a primeira a receber o socorro em tempos de crise ou emergência; (…) devem ser dados todas as ferramentas para que ela se torne capaz de sustentar-se; (…) deve ser protegida contra toda forma de exploração; (…) deve ser criada na consciência de que os seus talentos devem ser colocados ao serviço dos seus semelhantes." [Em http://ultimato.com.br/sites/maosdadas/2013/01/22/a-historia-da-heroina-que-criou-a-declaracao-dos-direitos-da-crianca/]. A Assembleia do Conselho da Europa, em 1996, no documento "Diretrizes da UE para a promoção e proteção dos direitos das crianças", reconhece que “(…) em matéria de direitos das crianças (…), a realidade quotidiana para milhões de crianças em todo o mundo continua a contrastar [com compromisso e objetivos assumidos](…). As crianças ainda se veem confrontadas com graves ameaças à sobrevivência e falta de oportunidades de usufruírem de um ensino de qualidade e de cuidados médicos e sociais adequados; são vítimas das piores formas de trabalho infantil, de exploração e abuso sexual, de doenças, conflitos armados e variadas formas de violência; são forçadas a contrair matrimónios precoces e obrigadas a sofrer práticas tradicionais nocivas.”. [Em http://www.consilium.europa.eu/uedocs/cmsUpload/16031.pt07.pdf]. Todo o percurso percorrido da exclusão à inclusão está marcado pelas opções económicas, sociais e culturais de cada época. Quatro fases marcam esse caminho: i) a exclusão social durante a qual o abandono e extermínio eram socialmente tolerados; ii) a segregação institucionalizada; iii) a integração e iv) a inclusão. Em 1978, no Relatório Warnock, é utilizado, pela primeira vez, o conceito de Necessidades Educativas Especiais (NEE), propondo a substituição do modelo médico pelo pedagógico e onde se constata que 20% das crianças podem exigir apoios especializados para ultrapassarem as suas dificuldades sem que estas tenham origem numa deficiência. Em Portugal o DL nº 319/91, de 23 de agosto, traduz em lei essa fase. A caminhada prossegue e, depois da Conferência de Jomtien, em 1990, (Educação para Todos), em 1994, em Salamanca, mais um avanço: o início da Inclusão! Oportunidades iguais; combate a discriminação; programas educativos diferenciados; acesso às escolas regulares que se devem adaptar aos ritmos e estilos de aprendizagem dos alunos e envolvimento das comunidades, rumo à construção de uma sociedade Inclusiva. Estaria no pensamento dos 300 participantes em Salamanca distinguir alunos que precisam de apoio especializado dos outros. Não será um passo atrás, relativamente à Declaração de Jomtiem e à de Salamanca? E fazer depender esse apoio de uma referenciação baseada na CIF não é rumar ao modelo médico?

Frederico Lima disse...

Antes da Inclusão,a fase da Integração, que se iniciou com o Relatório de Mary Warnock, apelou à colocação das crianças em ambientes normalizados, fora das Escolas Especiais, sempre que possível. Antes, ainda,em Portugal foi feita a colocação de alunos cegos e surdos nas escolas "regulares", com recurso a professores especializados. Na minha modesta opinião, foi um percurso mais ascendente na direção da inclusão do que aquele que nos apontam depois da publicação do DL nº 3/2008, de 7 de janeiro.

Ana Neves disse...

Boa tarde,

Educação inclusiva implica a criação real de condições para que os alunos com NEE frequentem os contextos escolares regulares,se integrem e desenvolvam nesse espaço aberto a todos que é a comunidade escolar. É a qualidade desses contextos que dita o grau de envolvimento, participação e sucesso dos alunos. O desafio actual é a identificação de barreiras que ainda persistem no processo educativo e quais as condições a implementar para as neutralizar. O trabalho conjunto de pais, professores e psicólogos será um dos meios de possibilitar um melhor entendimento sobre o que fazer e o que evitar de modo a possibilitar o maior sucesso possível destes alunos, tanto em termos de integração como de desenvolvimento e aprendizagem. A formação de professores nesta área é uma necessidade absoluta, dado que muitos são confrontados com turmas em que se incluem alunos com NEE e com os quais não sabem lidar nem apoiar.O MEC deveria possibilitar esta formação adequada e essencial para termos uma escola que possibilite efectivamente uma educação inclusiva.

Frederico Lima disse...

Como qualquer outra utopia, a utopia da inclusão é o caminho certo. É de utopias que o caminho de uma cada vez maior humanização se tem feito. Não foram caminhos planos o da abolição da escravatura, do fim da pena de morte, do fim das monarquias absolutistas, etc., etc. A inclusão, enquanto utopia, tem pedras no caminho: aceitação da diferença, ideais de pureza eugenética, lacunas na formação dos docentes, medos naturais e legítimos de fracasso profissional, etc. Como a Andreia Branco afirma, a Inclusão é um desafio, sempre que nos colocamos ao mesmo nível do outro, numa relação aberta de ensinante/aprendente.

Teresa disse...

Quando falamos em inclusão todos os envolvidos no processo devem ser ouvidos. O que nós buscamos e acreditamos é que todos os envolvidos no projeto busquem é a melhoria do ensino e das condições dos alunos visando o desenvolvimento e aperfeiçoamento do potencial de cada aluno

Lili Rebelo disse...

Pressupõe-se que qualquer criança e jovem ao longo da sua escolaridade possa vir a apresentar NEE e, como tal, que escolas e docentes devam promover a existência de respostas pedagógicas diversificadas, adequadas às necessidades específicas e desenvolvimento global destas crianças e jovens. Mas na realidade estamos devidamente preparados para promover o sucesso educativos e profissional a estes alunos?! Estará a sociedade preparada para receber os jovens com NEE?!
Infelizmente a minha experiência, enquanto docente, diz-me que não. Muito há ainda a fazer na escola e fora dela. Teremos que rever o formação de professores e muito para além de os preparar para trabalhar com "casos complicados", temos lhes tocar no coração... Sensibilidades... nem todos tem!

José Manuel Amaral disse...

Falar em políticas inclusivas e medidas educativas parecem nos dias de hoje uma problemática já ultrapassada, contudo, o que a minha experiência de docente do ensino regular e do ensino especializado - Educação Especial me diz é que continua a ser uma falsa questão afirmá-lo textualmente. É verdade que a legislação, nomeadamente, quer através do Dec-lei 3/2008, de 7 de janeiro, que regulamenta um ensino e uma educação inclusiva assim o refere, mas em contrapartida constata-se uma grave lacuna na forma como os docentes do ensino regular encaram uma realidade cada vez mais exigente. Claro, falo quer na falta de sensibilidade dos professores para lidar com os alunos NEE´s, falta de formação para todos, incluindo os pais, quer também, os principais protagonistas neste processo que são os Pais e Encarregados de Educação. Neste contexto, verifico por parte deles um deficiente contributo para solucionar os vários problemas que vão surgindo, nomeadamente, na vertente comportamental e emocional dos alunos, associados à persistente negação das dificuldades que os seus progenitores apresentam.
Esta situação exige cada vez mais de todos os intervenientes no processo educativo, sem exclusão das partes, uma atenção mais objetiva e incisiva no acompanhamento dos nossos alunos, pois só assim é possível ultrapassar as lacunas que o sistema educativo nos apresenta. Lutar por uma escola pública e inclusiva é contribuir para o sucesso dos nossos alunos, quer no aspeto educacional e profissional, quer nos aspetos sociais e de integração numa sociedade cada vez mais exigente mas também discriminatória. E este fator que nos deve servir de base para a estruturação das medidas educativas e inclusivas dos alunos com NEE´s.
Face a todo este contexto, é cada vez mais exigente a adequação de novas práticas de ensino que visem a diversidade de alunos com várias patologias, agrupadas com as partilhas que derivam da nossa experiência profissional, social e humana.
Esta é a nossa realidade, onde a problemática deste módulo se encaixa como uma luva, assim todos os intervenientes o desejem.

Ana Mendes disse...

Boa noite
Na minha opinião nas próprias escolas ainda existem muitas barreiras à inclusão, quer por parte de alguns alunos, quer por parte de alguns professores, que acham que os alunos com NEE são da responsabilidade dos professores de educação especial. Deixam-nos muitas vezes em sala de aula sem trabalho, estão somente ali porque tem de estar.É necessário fazer muita coisa dentro das próprias escolas, para derrubar barreiras.
Ana Mendes

Solange Oliveira disse...

Boa noite a todos

Apesar dos meus parcos conhecimentos sobre esta temática, uma vez que nunca lecionei, considero que o DL nº 3/2008 abre caminho para uma nova abordagem da Educação Especial, ao definir que a Educação Especial:
“(...) visa responder a necessidades educativas especiais, decorrentes de limitações ou incapacidades, que se manifestam de modo sistemático e com carácter prolongado, inerentes ao processo individual de aprendizagem e de participação na vivência escolar, familiar e comunitária. Essas limitações ou incapacidades são decorrentes de factores limitadores endógenos, que podem ser agravados por factores ambientais, resultantes de perda ou anomalia, congénita ou adquirida, ao nível das funções ou das estruturas do corpo, nos domínios auditivo, visual, cognitivo, comunicacional, incluindo a linguagem e a fala, emocional, motor e da saúde física”.

Contudo, penso que não basta referenciar este tipo de alunos. O mais importante consiste nas respostas educativas que lhes são proporcionadas.

Ao falar com dois amigos que dão apoio pedagógico personalizado, um ao 3º ciclo e secundário e o outro ao 1º ciclo, constatei que existe uma grande disparidade. O 1º (do 3º ciclo) acompanha apenas 5 alunos em todas as aulas de matemática, e refere que tem tido bastante sucesso com os seus alunos. O 2º (do 1º ciclo) acompanha 24 alunos, em blocos de 45 minutos, e comenta que o apoio que dá não é suficiente. Ora, perante estas duas práticas, considero que a mais vantajosa de todas é a primeira, pois realmente é possível acompanhar e ver o sucesso destes alunos.
Outra questão que me despertou é o facto de existir apenas uma legislação e as práticas serem completamente distintas.
Pergunto eu agora, como é possível o apoio pedagógico personalizado ser dado a tantos alunos e fora da sala de aula, quando de facto, este deveria ser dentro da sala de aula, pois só assim é que existe a verdadeira inclusão destes alunos no seio da turma? Esta é uma questão que constitui ainda, uma grande barreira que tem que ser ultrapassada.
Obrigada a todos, e um bom trabalho.

Ana Lopes disse...

boa Noite,
acho ótimo haver esta hipótese de desenvolver e partilhar vivências.
Encontro.me preocupada com o grande aumento de síndromes caracterizados como autismo, penso que dentro de momento se encontram casos muito dispares todos metidos dentro do mesmo saco. Parece-me que as dificuldades futuras serão grandes, enquanto não se chegar á conclusão que as grandes alterações ambientais são responsáveis e troná-las revercibeis será muito difícil.

Ana Lopes disse...

Felizmente temos na teoria uma lei que prevê a necessidade quer das novas construções terem as devidas acessibilidades, quer fazer-se a adaptações de infraestruturas já existentes. Agora a nível da pratica há uns "esquecimentos" ou falta de utilização das normas de num pais pertencente ao 1º mundo

Mostrando o que faço... disse...

Da leitura que faço dos vários recursos disponíveis, bem como de outros com que me deparo diariamente, o que constato é ainda alguma falta de documentação de suporte para os alunos do Ensino Secundário.
Trabalho atualmente em exclusivo com alunos deste nível de ensino, confrontando-me frequentemente com alguma falta de suporte teórico, mas também em termos de recursos materiais. Destaco sobretudo a Dislexia, problemática que afeta alguns dos meus alunos e perante a qual noto que não há recursos de intervenção específicos no Ensino Secundário. Pessoalmente, o que tenho feito é partir de recursos destinados a outros níveis de ensino e recriá-los e adaptá-los, contudo gostava que num futuro próximo fosse dada mais atenção a esta problemática durante todo o Ensino Secundário, e que esta não fosse tida em consideração apenas quando se prepara a aplicação dos exames nacionais...

Silvana Almeida disse...

A política educativa inclusiva existente na Região Autónoma dos Açores apresenta uma ambiguidade e um conjunto de contradições que deixam evidenciar o crescente aumento dos alunos com NEE, o seu respetivo insucesso educativo e a ausência da aquisição de muitas competências sociais, afetivas e da vida diária, por parte dos mesmos. As condições económicas/culturais colocam-nos na cauda da Europa, mas, efetivamente, e muito embora estejamos a viver o paradigma da inclusão, a verdade é que este é apenas uma verdade dissimulada de um outro paradigma integrativo, que não resulta do facto dos Açores apresentarem valores sempre mais baixos em termos do sucesso educativo, e isso falando estatisticamente. Os alunos com NEE experienciam, frequentemente, entradas e saídas das suas turmas onde estão “incluídos”, o não acompanhamento de atividades ou tarefas com os seus pares, uma constante desmotivação e constatação das suas diferenças que permitem-me dizer que a inclusão é uma utopia. Não tenho, na minha natureza, um caráter reivindicativo. Pelo contrário, prefiro entender antes o porquê das coisas. Efetivamente, o campo atitudinal é o fator número um para que a inclusão seja uma utopia. Os professores, sobretudo os do ensino regular, continuam a apresentar dificuldades em diferenciar o ensino, em ter tempo para fazer uma eficiente gestão da sala de aula. E não podem ser crucificados. A formação inicial continua a ser apontada como uma importante barreira para que os alunos com NEE possam fazer as suas aprendizagens. São muitos os fatores que contribuem para estas contradições. E uma delas, bastante relevante, tem a ver com as políticas educativas. Numa altura em que Portugal atravessa uma grave crise económica, os apoios educativos para com estas crianças sofreram uma evidente redução. Isto traduz-se, naturalmente, na redução da possibilidade destes alunos poderem ter um apoio mais direto e personalizado, vendo a sua possibilidade de evolução e aprendizagem ser reduzida. Não existem milagres, nem receitas. O investimento nos apoios educativos terá de aumentar, a formação contínua dos professores não pode ser descurada, porque, se há “coisa” que leve tempo a mudar é o campo atitudinal…a inclusão terá de partir, sem dúvida, da mudança de atitude…de política educativa e de um maior investimento económico nos apoios destas crianças.

Manuela Carvalho disse...

Tenho lido os comentários dos colegas e verifico que muitas coisas têm sido feitas pelas nossas crianças/adolescentes e adultos com necessidades educativas especiais. Atualmente os professores/técnicos deparam-se com bastantes dificuldades; desde redução no vencimento, aumento do número de alunos por turma, parcos recursos materiais para poder trabalhar com as suas crianças/jovens. Vale o gosto pela profissão e pelos seus alunos e que constantemente procuram “formação contínua” para poderem adequar estratégias e obter conhecimentos que na formação inicial não foi adquirida.
Uma questão que me acompanha frequentemente é a seguinte, se as crianças têm direito a…porque os direitos são tantas vezes postos à prova?! Refiro-me a todos os processos burocráticos que se fazem no início dos anos letivos, assim como a outras situações onde as famílias se sentem muitas vezes confrontadas com inúmeras dificuldades, além das que já tem por ter a criança com determinada problemática. É no emprego que “reparam” nas ausências constantes dos pais quando a criança necessita de frequentar algumas sessões de fisioterapia por exemplo, ou algumas consultas regulares no hospital. Onde estão os direitos destes pais enquanto cidadãos? Afinal os direitos não são só para a criança/pessoa com deficiência, são para todos! É essa a sociedade que queremos, mais inclusiva, mais respeitadora e mais tolerante…
Boas práticas e bom trabalho.
Manuela Carvalho

Marília Pereira disse...

A ideia de Inclusão preconiza a igualdade de oportunidades a todas as crianças e jovens, através da sua integração nas escolas, com a implementação de estratégias diferenciadas e adequadas a cada um, recorrendo à diferenciação e à flexibilização curricular. No entanto, é difícil articular o direito à igualdade de possibilidades sociais com o direito à diferença, correndo-se o risco de homogeneização, ou pelo contrário, de a diferenciação ser levada ao extremo, tornando-se uma forma de exclusão. Assim, a inclusão pressupõe o direito à igualdade, mas não pode comprometer as diferenças individuais. Esta dificuldade obriga os professores a questionarem-se se estão a adotar a atitude e as estratégias mais adequadas para um determinado aluno com NEE. Na minha experiência pessoal, frequentemente levanto questões como: será que beneficia por estar a ser diferenciado relativamente ao seu grupo turma? Mas, se não houver essa diferenciação, sentir-se-á frustrado por não conseguir acompanhar os colegas e estou a contribuir para o desmotivar e para o seu auto isolamento? Estas questões têm de ser ponderadas e as situações variam sempre de acordo com o perfil e especificidade do aluno.
Assim, também concordo com a opinião de muitos que aqui já se pronunciaram, de que a principal barreira é a atitude dos professores. Mas, esta atitude resulta na maioria dos casos de falta de formação, de insegurança perante novas situações colocadas, ou mesmo da dificuldade/resistência em alterar hábitos adquiridos ao longo de muitos anos de serviço.
Outra barreira resulta da falta de recursos humanos e materiais em muitas das escolas que dificultam a prestação de um apoio adequado a muitos destes alunos.

Janete Monteiro disse...

Boa noite a tod@s,
segue o link da atividade do módulo um(1). Ufa, que trabalhão!
Bom trabalho a tod@s.

http://mind42.com/mindmap/d38bef77-e410-4570-8d6d-b3c555adf76d

Lobacho disse...

Boa noite

Espero que tenha sido uma Santa Páscoa para todas(os). Apenas quero deixar a minha opinião/crítica. Não me espanta que os alunos façam comentários desagradáveis e depreciativos sobre o acompanhamento individualizado junto dos alunos NEEP, quando ainda oiço professores titulares de turma a dizer "Tirem-me o aluno da sala para eu trabalhar com a turma!"

Leonor gonçalves disse...

ola boa noite

Aqui vai o link do meu trabalho.
Nao esta muito perfeito mas foi o melhor que consegui ,com o pouco tempo que tenho nesta altura .
Uma boa noite a todos

http://prezi.com/u9hgkbjjowhb/edit/#27

Ana Maia disse...

Boa noite e (já agora) Boa Páscoa!
Reflectindo um pouco sobre as barreiras à existência de uma verdadeira inclusão dos alunos com NEE nas escolas portuguesas, ocorrem-me várias, que passo a enumerar:
- a aplicação sempre incompleta da legislação vigente, ou seja apesar do DL 3/2008, na prática as medidas não são totalmente implementadas (basta olhar par ao tempo de apoio pedagógico individualizado que cada aluno com NEE realmente possui);
- os modelos pedagógicos nas salas de aula, existentes na maioria das escolas, que não potenciam a inclusão (e que continuam a insistir num ensino unidirecional);
- a falta de formação dos professores ao nível da formação pessoal e pedagógica que impede uma verdadeira aceitação da inclusão e da educação para todos;
- as politicas educativas que assentam numa educação essencialmente académica, e que não perspectivam na minha opinião) a formação do individuo como um todo;
- as nossas incapacidades pessoais (nas quais me incluo)de conseguir demonstrar na prática que é possível uma educação para todos, nas condições da escola actual

Tudo isto não quer dizer que não existam situações e experiências muito positivas...apenas que o caminho a percorrer é longo...

Jessica Barros disse...

Boa noite, apesar de concordar com a maior parte dos comentários aqui expostos, o comentário de Carlota Dias é o que mais se aproxima do meu ponto de vista, sendo que aborda o conceito de inclusão.
Será que o facto de o significado ser por vezes bastante evasivo, de não existir um consenso sobre o seu verdadeiro significado originando esta pluralidade de conceitos não poderá ser, antes de todas as outras, uma grande barreira ao desenvolvimento de uma escola inclusiva?

Leonor Ferreira disse...

Olá colegas,
Sou Psicóloga e desde que terminei o meu curso (2004) tenho verificado ao longo dos tempos algumas alterações ao nível do perfil dos alunos que integram os estabelecimentos de ensino.
Como já foi referido pelos comentários anteriores também considero que a sensibilização a toda a comunidade educativa ainda é determinante e que a formação inicial dos professores é claramente um fator decisivo para a inclusão dos alunos com NEE. Mas, surgem-me algumas questões: será que a formação inicial dos professores é suficiente? Para trabalhar com alunos NEE não será também determinante os profissionais terem sensibilidade e perfil?
Para encontrar algumas respostas às minhas questões li vários documentos, do qual selecionei o estudo que partilho convosco, “Agência Europeia para as NEE e Educação Inclusiva”, denominado por Formação de Professores para a Inclusão - PERFIL DE PROFESSORES INCLUSIVOS (2012) http://www.european-agency.org/publications/ereports/te4i-profile/te4i-profile-of-inclusive-teachers#sthash.TEN0u9uU.dpuf, parecendo-me bastante interessante.
Em primeiro lugar, pelo seu objeto de estudo e resultados: pretendeu identificar as capacidades, conhecimentos, atitudes e valores necessários (traçando um Perfil) a todos os que ingressam na profissão de professor, independentemente do conteúdo curricular, da faixa etária dos alunos ou do nível de ensino da escola em que iriam lecionar. O Perfil foi desenhado a partir dos resultados do projeto, articulando-os com o quadro de valores e de competências necessárias a todos os professores, em turmas inclusivas.
As áreas de competência são compostas por três elementos: atitudes, conhecimentos (saberes) e capacidades (saber fazer). Uma determinada atitude ou convicção requer um determinado conhecimento ou nível de compreensão e seguidamente capacidades (saber fazer) para implementar esse conhecimento numa situação prática.
Foram identificados quatro valores fundamentais que devem estar na base da formação de professores em contexto inclusivo:
1. Valorização da diversidade – a diferença é considerada um recurso e um valor para a educação;
2. Apoiar todos os alunos – os professores têm elevadas expectativas sobre os resultados a atingir por todos os alunos;
3. Trabalho com outras pessoas – colaboração e trabalho em equipa são metodologias essenciais para todos os professores;
4. Desenvolvimento profissional e pessoal – o ensino é uma atividade de aprendizagem e os professores assumem a responsabilidade pela sua aprendizagem ao longo da vida.
Pois os novos professores devem compreender as complexidades do ensino e da aprendizagem e os muitos fatores que as afetam. Devem reconhecer que todos os alunos devem ser ativamente envolvidos em dar sentido à sua aprendizagem, ao invés de consumidores passivos de conteúdos curriculares rigidamente prescritos.
Em segundo lugar, a pretensão do mesmo, fazer eco aos formadores de professores e aos decisores políticos da área da formação inicial de professores. Ora nem mais! Estes ocupam uma posição influenciadora na política de formação de professores para a inclusão e, deste modo, poderão iniciar e implementar mudanças nas práticas. Pois os resultados apontam que a formação de professores para a inclusão é um ponto de alavancagem para as mudanças sistémicas necessárias na educação inclusiva em geral. Agora, resta-nos esperar…

Raquel Fernandes disse...

Nos últimos anos tem havido uma preocupação maior, traduzida também a nível legislativo, dos direitos das crianças/jovens com NEE. Isso é algo extremamente importante, no entanto, e como a nível legislativo e na prática a sua aplicação ainda é recente, considero que há ainda alguns ajustes a fazer. Mas com a dedicação de todos os que trabalham na área, será mais fácil ultrapassar as barreiras que ainda existem.
Em relação aos comentários, li a maioria do que os colegas partilharam, pois como ainda me encontro em formação na área de ensino não tenho ainda experiência com NEE, portanto a partilha dos colegas é de extrema importância para mim. A colega Marília Pereira referiu no seu comentário as questões que eu, ainda de fora, considero fundamentais e que devem ser ponderadas com bastante cuidado "Será que beneficia por estar a ser diferenciado relativamente ao seu grupo turma? Mas, se não houver essa diferenciação, sentir-se-á frustrado por não conseguir acompanhar os colegas e estou a contribuir para o desmotivar e para o seu auto isolamento?" É algo que como a colega referiu e bem varia de acordo com o perfil de cada aluno e não pode ser generalizado.

Maria Carvalho disse...

Boa noite!

Para mim, não basta mudar na escola quando na sociedade não é possível encontrar, muitas das vezes, respostas adequadas às necessidades dos alunos com NEE!
Partilho igualmente da opinião, de que não bastam as medidas legislativas para que a escola seja verdadeiramente inclusiva. Para que ela seja, não basta querer, é necessário fazê-la acontecer!
Os constrangimentos pessoais, profissionais e institucionais, que já foram referidos nos diversos comentários e com os quais concordo inteiramente, acontecem nas escolas, mas mesmo assim, não posso deixar de valorizar o esforço conjunto dos profissionais que trabalham nas mesmas e das famílias na superação dos mesmos.


Celeste Carvalho

edgapoe disse...

De todos os textos que leio e me baseio em Educação Especial, continua a ser um "mimo" consultar os propósitos, diretrizes e objetivos de uma política educativa inclusiva: DECLARAÇÃO DE SALAMANCA SOBRE PRINCÍPIOS, POLÍTICA E PRÁTICAS NA ÁREA DAS NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS (7-10 de Junho de 1994). Nos tempos que correm, com o conhecimento que temos, tudo poderia ser tão diferente se alguém (???) se empenhasse mesmo em pôr em prática o que há quase 20 anos se comprometeram em começar a fazer.

Eunice Paulo disse...

Olá a todos.
Dediquei-me à leitura da publicação Educação Especial- Manual de Apoio à Prática, que considero ser muito dirigido em termos de conceitos e passos a seguir.
Até breve.
Eunice PAulo

Frederico Lima disse...

Que barreiras persistem em 2014, ao nível da educação?
Algumas questões para reflexão:
A nível internacional, diminuímos os 100 milhões de crianças sem escolarização, sendo que destas 60 mil são meninas? E os 960 milhões de adultos analfabetos, dois terços dos quais mulheres? E se o Iraque aprovar a lei que vem a permitir que as meninas com 9 anos possam casar? Ou que as mulheres não podem recusar relações sexuais com o marido, sempre que este o exigir?
A nível nacional, um ensino dual para quem tem insucesso acumulado, é a mesma coisa que na Alemanha em que aquela oferta é apresentada como voluntária quando o aluno cumpre 10 anos de escola? E os formandos também vão receber das empresas em que fazem a formação? Na Alemanha, chegam a receber 1000 euros!!! Isto é inclusão? Incluir para reforçar a coesão social ou acentuar as diferenças de direitos? Vamos com isto caminhar para chegar a 2020 com 40% dos jovens, entre os 30-34 anos, com diplomas de ensino superior? Feita a avaliação, o parecer foi negativo, mas alguém faz “ouvidos de mercador”…
Que fazer, para eliminar barreiras?
Valorizar a diferença e a diversidade; remodelar a formação inicial de professores; apostar numa formação continuada assente nas necessidades das escolas e não nos interesses dos formadores; valorizar outros conteúdos curriculares, além dos conhecimentos; descentralizar o insucesso escolar da esfera do aluno; implementar, de forma generalizada, outras estratégias e metodologias que passem pela cooperação entre docentes, pela partilha de recursos e de experiências, pelo trabalho de grupo, pela pesquisa, pelo conhecimento das histórias de vida dos alunos; pensar que a educação acontece num contexto, mas existem muitos outros a considerar para que aquela tenha sucesso.

José Lima disse...

É muito interessante ver tanta abundância de ideias sobre esta tematica. Este facto vai de encontro ao que tenho observado na escola onde leciono (que tem 2º e 3º ciclos e secundário), há 15 anos. Realmente, todos têm manifestado vontade em contribuir para o sucesso das crianças e jovens com necessidades educativas especiais. Porém, por vezes, ou mesmo na maioria das vezes, não estão reunidas as condições ideais para que tal aconteça. Então, verifico que os conselhos de turma se expremem para dar o seu melhor, enquanto os pais se limitam a esperar que esse melhor chegue e não se lembram de contribuir. Outras vezes, também em número significativo, não há condições logisticas, dentro da escola, para que se aconteça o sucesso. Torna-se, então, frustante o esforço de quem dedica o seu dia a dia para que o futuro destes jovens tenha algo de rizonho.
Um outro aspecto interessante pela negativa é o facto de haver uma significativa incompatibilidade entre o trabalho diário com muitos destes jovens e os famosos momentos de avaliação externa, onde a todos cabe a mesma tarefa, mas alguns partem de um patamar muitíssimo inferior.
Ai,... não há equidade; não há inclusão!

João Pinto disse...

Concordo com os comentários que defendem que é essencial que os docentes recebam formação específica para ganharem competências para melhor responderem às necessidades da escola inclusiva.
Eu vou mais longe, e proponho que esta formação se estenda a todos os agentes que intervêm no processo educativo. Para uma boa engrenagem da escola inclusiva não basta uma legislação mas também é fundamental que todas as peças do sistema funcionem de acordo a implementarem tais regras. Por isso é fundamental que todos compreendam o seu papel, e trabalhem no mesmo sentido.
Por seu lado cada agente tem o dever de se interessar e frequentar estas ações de formação a fim de melhorar e promover o sucesso da integração de todos os alunos.
Concordo que uma escola inclusiva é um espaço construtor para os alunos com NEE e estes, além de estarem integrados nas escolas regulares, também ganham competências para integrarem a sociedade.
O convívio com os colegas, sem NEE, promove-lhes o desenvolvimento de novas competências que nem sempre são possíveis noutros contextos mais condicionadores. Valores basilares para a cidadania, como o respeito pela diferença, a tolerância e a cooperação, também são mais facilmente apreendidos com um trabalho inclusivo.
Claro que para isto são necessários apoios e recursos específicos a para de novas competências dos docentes e de uma nova atitude da comunidade escolar.
João Pinto

M batista disse...

Após alguns anos de itinerância profissional por escolas de diferentes níveis de ensino básico, posso dizer-vos que conheci, na área da Educação Especial, equipas de trabalho fantásticas. Essas equipas encontram-se, creio eu, um pouco por toda a parte, e são constituídas por pessoas que, independentemente da sua área profissional, trabalham em conjunto e assumem o seu papel de educadoras e a responsabilidade pelos "seus" alunos. Para as crianças e jovens que têm a sorte de "encontrar" uma destas equipas, a Educação Especial pode representar a oportunidade de ser-se bem sucedido na escola, de pôr fim a anos de insucesso, frustração e sofrimento (pessoal e familiar) e, muito provavelmente, a oportunidade de ser-se bem sucedido na vida futura.
Por outro lado, e apesar disto, não consigo deixar de sentir que a Educação Especial serve ainda, muitas vezes, como uma grande "gaveta" onde tendencial e convenientemente se arrumam os elementos "fora de formato". E isto apesar de o Dec.Lei 3/2008 circunscrever o âmbito da Educação Especial a crianças e jovens com "limitações significativas de carácter permanente". A minha experiência profissional em escolas inseridas em bairros sociais leva-me a ver com preocupação a forma como crianças e jovens oriundos de meios sócio-culturais mais desfavorecidos ou pertencentes a minorias étnicas se tornam "clientes fáceis" do Regime Educativo Especial. Com este modo de actuação, perverte-se toda uma lógica de igualdade de oportunidades, cristalizam-se preconceitos e desvantagens, desperdiçam-se recursos e potencial.
Em conclusão: não basta legislar; não basta empunhar a bandeira da escola inclusiva. Sob as mesmas leis e decretos trabalham diariamente pessoas com recursos e sensibilidades distintos que fazem uma melhor ou pior gestão da diversidade dos alunos com que têm o privilégio de trabalhar. Talvez a aposta devesse ser, de facto, nas pessoas...

alessandra silva disse...

Olá à todos!!
Não tenho muitas experíência com alunos com Necessidades especiais. Mas sei que aqui no Brasil estamos engatinhando na prática com relação as políticas aqui estudadas. Registro aqui a minha preocupação como Professora recém formada e o meu otimismo, pois acredito que grandes mudanças devem começar por pequenas atitudes. A partir da leitura de um dos documentos o que me chamou mais atenção a seguinte afirmativa " Uma escola capaz de ensinar a progredir alunos com maiores dificuldades, mais capacitada estará para ensinar melhor qualquer outro aluno". Particularmente concordo plenamente com ela!!

Lígia Neto disse...

Bom dia!

Atividade do grupo referente ao módulo I, Está disponível no e-portefóliohttp://ligiapintoeneto.wordpress.com/modulo-1-8/
Através do linkhttps://meocloud.pt/link/ae1040fb-c983-4259-acc8-e61c9b4105b4/Projectoiaccess.png/
Lígia Neto

Mário Gomes disse...

Comentário sobre a temática:

Inicio por referir que me identifico com a generalidade das opiniões aqui manifestadas e agradeço toda a partilha que aqui tem sido feita, sentindo-me enriquecido com tudo o que tenho lido e aprendido.

De uma forma simplista, creio que a principal barreira se situa efetivamente ao nível da forma como se perspetiva a Escola.

Sem chegarmos aos profissionais de educação, às famílias e à comunidade, o próprio Sistema Educativo português está muito formatado para a "normalização".

Apesar de Portugal ter subscrito um conjunto de convenções internacionais que visam a diferenciação ou, por outras palavras, a aceitação da diversidade como uma riqueza e, portanto, a sua maximização; os nossos governantes mantém uma visão bafienta focada nos resultados examináveis, mensuráveis e comparáveis.
Parecem crer que todas as crianças e adolescentes de uma determinada idade, de todo o país (independentemente das suas características individuais e do seu meio), vão desenvolver as mesmas competências e conhecimentos ao mesmo tempo.

Portanto, estamos muito longe de assumir e implementar a diferenciação de percursos de aprendizagem e, logo, os cidadãos com N.E.E. têm barreiras acrescidas num sistema educativo assim formatado e que pretende a todos uniformizar.

Obrigado.
Votos de bom trabalho neste projeto.

Patrícia Batista disse...

Numa abordagem aos conteúdos presentes no Módulo I, creio que está subjacente a ideia de encontrar uma resposta para um dos direitos fundamentais de qualquer criança – o direito à educação e à igualdade de oportunidades.
No que concerne à política nacional, este ponto tem sido consignado em vários documentos legislativos, como a Lei Fundamental Portuguesa, a Lei de Bases do Sistema Educativo de 1986 ou no Dec-Lei nº 319/91. No entanto, o Dec-Lei nº 3/2008 vem atribuir um caracter inclusivo ao sistema educativo português, enquadrando um conjunto de respostas educativas que visam criar uma escola regular capaz de atender a todos os alunos, tendo em vista a diversidade de características e necessidades dos alunos, nomeadamente alunos com NEE (de carácter permanente).
Neste sentido, há um claro reconhecimento da necessidade de criar escolas para todos e da adoção do Modelo Social defendido na CIF, cuja perspetiva coloca em causa instituições de atendimento específico como um meio de exclusão social, que acentua diferenças e, que consequentemente se traduz numa redução de oportunidades e no aumento de dificuldades e desvantagens sociais.
No entanto, assaltam-me a consciência questões que decorrem da possibilidade que esta política de ensino não ofereça ou não possa estar orientada para o sucesso de todos os alunos: seja porque a necessidade de atendimento obriga a que nem todos os alunos possam de fato ter um ensino numa escola regular; seja porque a qualidade do ensino prestado pode não ser suficiente e incapaz de satisfazer as suas necessidades; ou porque o contexto social atual não está preparado para os receber como “um de nós”.

Patrícia Batista disse...

Antes de mais, é necessário que sejam salvaguardados os recursos humanos e materiais imprescindíveis para que recebam os serviços educativos adequados de modo a garantir que o atendimento a estes alunos possa ocorrer numa classe regular de forma eficaz, respeitando caraterísticas individuais e necessidades específicas de cada aluno. Neste ponto, sensível, estão incluídos dispositivos de compensação e ajudas técnicas, equipamentos adaptados, disseminação de materiais e métodos, terapeutas, psicólogos, assistentes sociais, professores de educação especial e professores da classe regular. Especificamente a estes últimos devem ser fornecidos os conhecimentos necessários para que possam assumir a responsabilidade por todos os alunos. Todavia, uma política educativa inclusiva começa a falhar quando os currículos de formação dos professores do ensino regular não garantem as aptidões básicas necessárias para lidar com crianças com NEE.
No entanto, a adoção de política educativa inclusiva impõe ainda exigências a estes profissionais que ultrapassam as questões habilitacionais. Falo na fronteira de questões éticas e incontornáveis ao indivíduo comum, como a capacidade de lidar com a diferença, sobretudo aquela que é visível.
Neste sentido, faltam programas de educação pública, de sensibilização da Comunidade. Essencialmente, falham políticas anteriores que promovam a igualdade de oportunidades e de acesso à informação, equipamentos, meios físicos, transportes, nos media, à cultura, à recreação…de participação das pessoas com deficiência (e familiares) na vida em sociedade. É importante que estas crianças e pais experimentem o sucesso antes da idade escolar, que lhes confira a segurança necessária e capacidade de resiliência para sobreviver a possíveis constrangimentos. Assim como, a aquisição de modelos sociais antes de serem incluídos numa classe regular.
É certo que a inclusão de crianças com deficiência na escola regular pode desempenhar um papel determinante na mudança de atitudes, contudo no meu ponto de vista, a Escola Inclusiva sai em desvantagem quando toda a energia das políticas inclusivas são gastas pensando apenas no contexto educativo. Acaba por dar espaço a atitudes menos positivas, discriminatórias e injustas face a estes alunos – como a maioria dos testemunhos que ouvi de alunos que passaram pelo ensino regular cujas experiências foram negativas e destruturantes. Havendo de fato uma integração física e funcional, mas subsiste uma distância social (fraca interação e não aceitação).
Defendo por isso, que a inclusão destes alunos na escola regular deve ser um processo flexível e muito bem orientado, porque importa responder às necessidades do aluno no seu Todo. Porque o Bem-Estar (desenvolvimento socioemocional e pessoal) da criança tem que ser acima de tudo salvaguardado, não apenas a sua necessidade pedagógica.
As instituições de ensino especial e todos os seus colaboradores fazem um trabalho extraordinário, quanto mais não seja por acolher estes alunos como “um de nós”.
Por último, importa salientar que o Dec-Lei nº 3/2008 atualmente em vigor, não abrange o ensino universitário…reflexo das baixas expetativas que todos temos para estes alunos, mas que quem de direito não as deveria ter ou pelo menos concretizar. Sorte das crianças com NEE que têm pais capazes, ambiciosos e com capacidade de resiliência.

Sónya disse...

Da minha prática letiva, oito anos na educação especial, faço uma breve reflexão sobre os aspectos que considero um pouco dúbios.
Creio que, no que concerne às medidas educativas contempladas no decreto-lei 3/2008 de 7 de janeiro, existe em território nacional uma grande diferença na sua implementação, variando de escola para escola. Deveria haver uma maior uniformização de procedimentos e implementação de medidas. Muitos alunos têm adequações curriculares individuais que não passam de uma simples burocracia, pois o que de facto eles beneficiam é de adequações no processo de avaliação (alteração da tipologia das fichas e mais tempo para a sua realização). Pareceria mais justo, todas as escolas e agrupamentos terem as mesmas orientações e nesse sentido.
Tal não acontece na Região Autónoma da Madeira, onde existem centros de apoio psicopedagógicos em cada concelho e, todos eles adotam os mesmos procedimentos.
Muitos comentários já se teceram acerca da inclusão de alunos com NEE. De facto, ela passa pelo trabalho realizado por de cada profissional envolvido neste processo. O que realmente se observa é que, a maioria dos professores, prima pela integração e sucesso educativo destes alunos. Continuamos no caminho certo, mas com muito a alcançar.

Ana Rita Amado disse...

No que se refere ao período escolar, a investigação e a prática neste domínio têm vindo a revelar que as dificuldades de inclusão dos alunos com necessidades de funcionalidade, incapacidade e saúde não se devem apenas às limitações ao nível das funções e estruturas do corpo mas também ao modo como as escolas se organizam.
A escola inclusiva, defendida pela Declaração de Salamanca, pressupõe individualização e personalização das práticas e estratégias educativas para as crianças, concedendo-lhes o direito de beneficiar de iguais oportunidades e recursos educativos. O estar na escola regular é condição necessária para a inclusão de crianças e jovens com incapacidade e/ou deficiência, mas não suficiente. Se, por um lado, a comunidade educativa se esforça para implementar as medidas educativas previstas na legislação, por outro, o meu contacto enquanto Psicóloga com crianças com incapacidade e/ou deficiência tem-me deixado perceber a ausência de medidas para a participação na comunidade e vida social. Assim, é rara a realização de atividades com amigos fora da escola e, muitas vezes, estas crianças não participam em atividades extracurriculares ou programas de férias.
Concordo com os comentários de muitos colegas que identificam as barreiras humanas como aquelas que mais persistem. Se por um lado, nomeadamente em contexto escolar, acredito que as atitudes e comportamentos de alguns agentes educativos serão os facilitadores que mais diferença fazem na inclusão de alunos com incapacidade e/ou deficiência, verifico também que, por outro, será aqui que encontramos igualmente os maiores obstáculos à integração destes alunos. Não basta por em prática o que a lei prevê. São necessários recursos humanos e materiais para que as medidas saiam verdadeiramente do papel e será necessário ir mais além, percebendo os benefícios que isso trará para a própria criança com incapacidade e/ou deficiência, para a família, para os seus pares, para todos os agentes educativos e para a comunidade em geral.
Na minha opinião, no período pós-escolaridade obrigatória as barreiras multiplicam-se. As lacunas nos processos de transição para a vida adulta persistem, há falta de estruturas de enquadramento deste período, falta de técnicos e meios e, sobretudo, falta de uma verdadeira cultura inclusiva. Algumas famílias não estarão preparadas, o setor empresarial não está preparado para acolher colaboradores com incapacidade e/ou deficiência, a comunidade em geral não está preparada para aceitar a diferença e permitir que a inclusão se prolongue para além do período escolar.
Para além da real implementação das medidas educativas que a lei prevê, a construção das redes de suporte social, quando ainda em idade escolar, e o desenvolvimento e promoção de competências de autonomia poderão contribuir para um processo de transição para a vida adulta com maior qualidade de vida.

SS disse...

Julgo ser uma tarefa muito difícil efetuar a inclusão de todos os alunos com necessidades educativas especiais (considerados NEE) numa turma dita “normal”.
Julgo que é necessário ter em conta as necessidades, dificuldades e diferenças de cada aluno para decidir a turma em que serão inseridos.
As adequações curriculares são elaboradas com grande dificuldade e por vezes são de difícil aplicação tendo em conta todo o contexto em sala de aula.
Outro problema, que não pode ser ignorado, nem esquecido, são os objetivos de cada disciplina e no caso do ensino profissional (o qual me diz respeito) o perfil do aluno no fim do curso.
No ensino profissional, os alunos NEE podem frequentar qualquer curso. São feitas adequações mas, no final, o aluno é obrigado a concluir o curso com o perfil definido para o mesmo. Em muitas situações esta tarefa é, no meu entender, difícil de concretizar pelos alunos.
Acrescenta-se ainda, às dificuldades sentidas, a rejeição por parte dos Encarregados de Educação dos problemas dos seus educandos o que dificulta ainda mais o processo.
Julgo que, em alguns casos, os alunos beneficiariam se estivessem a frequentar escolas preparadas, com recursos materiais e humanos.

Joana Lapo disse...

Como estudante de Ciências da Educação, só no presente ano é que comecei a tomar algum contacto com a realidade das necessidades educativas especiais a nível de trabalho de campo. Mas parece-me que quando se falam em Políticas Inclusivas e Medidas Educativas para Alunos com NEE todos querem dar o seu contributo. Não considero que seja errado, mas será que esses "todos" sabem realmente do que falam? Mas existem casos como o que vou contar: é um jovem adolescente, bastante inteligente, que por ter hipotonia muscular e em estado bastante avançado, o que não lhe permite ter a mesma mobilidade dos colegas, não lhe é dada autonomia. Um jovem que consegue utilizar um telemóvel porque é táctil. Na sala de aula não tem qualquer tipo de material para escrever, apenas visualiza o que a professora vai passando no quadro interactivo. Todo o material que precisa para o trabalho nas diferentes disciplinas está dentro da mochila mas ele não o consegue usar porque não tem mobilidade suficiente para pegar numa caneta e escrever no papel. Ora, quando vejo isto, começo a pensar porque é que aquele jovem não tem um tablet ou qualquer meio tecnológico que lhe permita uma maior inclusão no espaço da sala de aula. É importante as crianças, jovens, adultos e até mesmo os idosos se sentirem integrados no contexto onde estão. Parte de nós, profissionais e futuros profissionais alterar estas situações e promover um ambiente inclusivo.

Guida Veloso disse...

Já vos enviei este comentário há alguns dias trás que não apareceu publicado......
Aqui vai de novo!
Sou Educadora de Infância na ala de pediatria de um hospital. Trabalho com as crianças internadas, que com problemas diferentes ali precisam fazer tratamento. Muitas vezes as estadias são curtas, mas existem situações, normalmente em crianças com doenças crónicas, que as obrigam a permanecer mais tempo connosco. Tenho condições extraordinárias que procuro aproveitar. O meu apoio é bastante individualizado, indo ao encontro de cada criança, que tendo o cuidador por perto fácilmente me ajuda.
Os projectos desenvolvem-se, sempre numa onda de afectos, tendo em conta cada caso e procurando ir ao encontro do que a criança em causa, tem trabalhado na escola, com as terapeutas e em casa. Preciso aprofundar esta área da educação especial e de conhecer melhor a tecnologia e os programas que existem e me permitem fazer um melhor trabalho.
A realidade que encontro é muito heterogénea, pois são crianças institucionalizadas, crianças que vão à escola e crianças que permanecem em casa, na maioria com muito poucos apoios.
As queixas dos familiares são imensas e quando falamos aqui da inclusão, quando falamos dos direitos iguais, para crianças diferentes, o que penso é que efectivamente as coisas atualmente têm ainda muito trabalho pela frente.
Constato que muitos dos apoios que eram garantidos e que já não eram muitos, foram reduzidos.....
Muitos pais queixam-se da dificuldade de hoje no acompanhamento dos seus filhos pelos técnicos especializados, desde os fisioterapeutas ao terapeuta da fala, ao psicólogo....Crianças que tinham apoio individualizado na escola e que hoje passam grande parte do dia a ver filmes, para não darem trabalho.
Outra queixa vai muita vez para a estrutura arquitetónica da escola, que não permite uma fácil circulação com a cadeira de rodas...
Muitas mães desempregaram-se para dar apoio aos seus fihos e sofrem imenso por não conseguirem comprar o computador com o manipulo apropriado, a cadeira de rodas que lhe permite estar bem sentado, tendo em conta o seu crescimento.
A vida apenas está mais fácil para as familias que económicamente estão bem, podendo satisfazer as necessidades básicas, facilitadoras a um melhor desenvolvimento, a uma vida com mais qualidade.
No entanto tenho de dizer que também encontro trajectos positivos.Jovens multideficientes que se encontram a fazer a universidade com algumas aulas presenciais, mas com um apoio muito bom ao nível das TIC onde as teleaula e as video conferências foram determinantes.
Da minha experiência profissional e dos contactos que tenho tido, muitas coisas há que reforçar e facilitar:
- Uma formação contínua, gratuita, sobre a adequação do processo ensino aprendizagem, príncipios éticos, direitos e medidas especiais, tendo como público alvo, os agentes educativos,
- Formação específica tendo em vista uma melhor utilização dos recursos educativos como Software e outros materiais didácticos.
- As escolas deveriam ter mais recursos humanos, que possibilitariam um trabalho mais individualizado e uma melhor integração ( docentes de educação especial, terapeutas da fala, psicólogos).
De que serve existirem decretos que protegem e defendem uma igualdade nos direitos, se depois não existem estruturas que permitam que isto seja uma realidade?
Temos muito a fazer, o caminho já foi iniciado!



Frederico Lima disse...

Joana Lapo,eu creio que o módulo que vem a seguir, aliás, que iniciamos hoje, pode trazer algumas luzes sobre a questão colocada. É desejável que o jovem possa ter acesso a ajudas técnicas e a tecnologias de apoio que minimizem as barreiras ambientais.

Susan Martins disse...

Educação Inclusiva - Reflexão
Da experiência como docente de educação especial, e já tendo lecionado desde o Jardim de Infância até ao secundário, na minha opinião a legislação está bem conseguida, porém, qualquer legislação que seja bem elaborada só falha se não for colocada devidamente em prática, o que muitas vezes acontece nas escolas, por falta de diversos recursos. No entanto, a Educação Inclusiva (EI) continua a ser importante, é um direito de todas as crianças (com e sem necessidades educativas especiais, NEE), pois todas tem o direito à convivência, integração e socialização. Não só apenas os alunos com NEE aprendem com os outros, como os outros igualmente aprendem com eles, como refere um documento do SPGL: “A EI permite a todos os alunos um alargamento dos seus horizontes a nível das relações humanas, da socialização e da aprendizagem.” Não existem dúvidas de que a EI é necessária e benéfica para todas as crianças, contudo, verificam-se diversas barreiras que se colocam a uma EI de qualidade, como a falta de recursos didáticos, materiais, humanos e até formação. Para além disto e acima de tudo é fundamental uma maior organização e preparação por parte das escolas para a receção de todos os alunos e uma mudança de atitude face ao outro, perecendo ser esta última a principal barreira à inclusão nas escolas, a qual teima em persistir. "[…] Educação Inclusiva abrange todos os alunos que frequentam a escola, de forma a permitir que a escola seja "para cada um" (no sentido de responder capazmente às necessidades de cada aluno) mas também "para todos" (no sentido de não rejeitar o acolhimento a qualquer aluno)." (Rodrigues, 2008:348:34)

Joana Silva disse...

Boa noite!

Em relação ao tema do Módulo 1, parece-me bastante oportuno para inicio de formação. Barreiras nesta profissão, há muitas, e podemos começar pela existência ou não de INCLUSÃO. E por que não discutirmos também se os professores de educação especial estão integrados ou incluídos no sistema? Sim, porque como poderemos exercer em pleno as nossas funções, quando por exemplo, na Intervenção Precoce, iniciamos um trabalho com bebés e crianças até 6 anos, entramos nas suas casas, no seu mundo, criamos laços afetivos que são o primeiro passo para qualquer tipo de trabalho a desenvolver... e meses depois (findo o ano letivo) dizemos que não voltamos mais? Esta é a realidade de um professor contratado... se calhar não estamos incluídos, só integrados...

Continuação de bom trabalho!

Susan Martins disse...

Reflexão...
Da experiência como docente de educação especial, e já tendo lecionado desde o Jardim de Infância até ao secundário, na minha opinião a legislação está bem conseguida, porém, qualquer legislação que seja bem elaborada só falha se não for colocada devidamente em prática, o que muitas vezes acontece nas escolas, por falta de diversos recursos. No entanto, a Educação Inclusiva (EI) continua a ser importante, é um direito de todas as crianças (com e sem necessidades educativas especiais, NEE), pois todas tem o direito à convivência, integração e socialização. Não só apenas os alunos com NEE aprendem com os outros, como os outros igualmente aprendem com eles, como refere um documento do SPGL: “A EI permite a todos os alunos um alargamento dos seus horizontes a nível das relações humanas, da socialização e da aprendizagem.” Não existem dúvidas de que a EI é necessária e benéfica para todas as crianças, contudo, verificam-se diversas barreiras que se colocam a uma EI de qualidade, como a falta de recursos didáticos, materiais, humanos e até formação. Para além disto e acima de tudo é fundamental uma maior organização e preparação por parte das escolas para a receção de todos os alunos e uma mudança de atitude face ao outro, perecendo ser esta última a principal barreira à inclusão nas escolas, a qual teima em persistir. "[…] Educação Inclusiva abrange todos os alunos que frequentam a escola, de forma a permitir que a escola seja "para cada um" (no sentido de responder capazmente às necessidades de cada aluno) mas também "para todos" (no sentido de não rejeitar o acolhimento a qualquer aluno)." (Rodrigues, 2008:348:34)

José Lopes disse...

Não conheço estudos que comprovem que a redução de turmas seja um fator decisivo para o sucesso escolar dos alunos com NEE.

José Lopes disse...

Não conheço estudos que comprovem que a redução de turmas seja um fator decisivo para o sucesso escolar dos alunos com NEE.

Cláudia Rosado e Silva disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cláudia Rosado e Silva disse...

Boa tarde,

Depois do prazo previsto devido a problemas técnicos com o meu PC, o que desde já peço desculpas. Segue o meu contributo/comentário...

Vivemos num contexto social em permanente mudança, tornando dinâmicos todos os seus processos, que nunca estarão acabados. Os alunos com necessidades educativas especiais fazem parte desse processos e são um elemento
fundamental a ter em consideração pela Escola na sua construção.
Se esta visão conceptual se tornar realidade não necessitaremos de chamar à escola "inclusiva". Desta forma a "escola para todos" será um conceito intrínseco quando falamos de escola.

Fátima Duarte disse...

É sabido que a palavra de ordem nos dias de hoje no que respeita à diversidade social, cultural e educacional é inclusão, atendendo a que todas as crianças e jovens tenham direito a uma educação igual e de qualidade que respeite as suas necessidades e características de modo a serem cidadãos autónomos e independentes.
No entanto cada vez mais a temática da inclusão se encontra intrinsecamente interligada às práticas colaborativas e reflexivas, constituindo mote de grandes reflexões em investigação educacional.
Segundo Correia (2008:12) o princípio da inclusão apela para uma “ Escola Contemporânea” que tenha em atenção a criança como um todo, considerando três níveis de desenvolvimento essenciais- académico, socioemocional e pessoal.
Importa salientar, de acordo com o mesmo autor, que se impõe nos dias de hoje alguns princípios essenciais e inerentes à implementação de uma escola inclusiva e que sinteticamente se podem resumir a um sentido de comunidade, liderança, colaboração e cooperação, flexibilidade curricular e serviços, formação, serviços de educação especial e apoios educativos.
No plano da ação para a inclusão, a UNESCO, a UNICEF, a PUND, entre outras organizações, organizam em 1990 a “Conferência Mundial sobre Educação para Todos” em Jomtien, onde é lançado o desafio para a tomada de medidas que garantam a igualdade de acesso à educação de todas as crianças.
A Conferência Mundial de Salamanca realizada pela UNESCO em 1994 constitui um marco decisivo na medida em que se reconhece o princípio da inclusão e o conceito de NEE numa lógica de escola para todos, definido na Declaração de Salamanca, amplamente difundida por todo o mundo.
A referida declaração proclama a criação de resposta às necessidades educativas especiais no âmbito da escola inclusiva nomeadamente ao nível da organização, planeamento e gestão curricular.
Não podemos deixar de salientar que a Declaração de Salamanca (1994: IX) refere que as escolas regulares no âmbito da orientação inclusiva, constituem
“(…) os meios mais capazes para combater as atitudes discriminatórias, criando comunidades abertas e solidárias, construindo uma sociedade inclusiva e atingindo a educação para todos” .
Urge a existência de uma interligação e envolvimento entre todos os parceiros educativos, em que uns aprendem com os outros, em que a filosofia inclusiva assenta em aspetos relacionados com a valorização pela diversidade e da participação de todos.
É necessário proporcionar uma liderança forte que estabeleça uma filosofia de cariz inclusivo, em que a escola eduque com sucesso todos os alunos, criando um clima relacional de entreajuda ao nível da comunidade escolar.
Por sua vez o relatório da European Agency for Development in Special Needs Education (2003) considera como fatores primordiais das práticas inclusivas, o ensino cooperativo com professores e outros técnicos dentro e fora da escola; a aprendizagem cooperativa ou tutorial entre pares como condição para o desenvolvimento cognitivo, afetivo e social do aluno; os agrupamentos (grupos) heterogéneos que permitem uma efetiva diferenciação pedagógica; a resolução cooperativa de problemas nomeadamente quando são integrados na turma alunos com problemas comportamentais e relacionais; o ensino efetivo caracterizado pelo domínio de competências técnicas e pedagógicas, de avaliação, planeamento e intervenção que conduzam ao sucesso da aprendizagem.
É necessário disseminar pelas escolas casos de boas práticas e programas inovadores que promovam e equidade educativa e que contribuam para a eficácia das escolas e consequentemente do ensino e de aprendizagem no âmbito de uma educação que permite que todos os alunos tenham a oportunidade de sucesso, dentro do âmbito do currículo comum.

ana duarte disse...

Há riscos que se correm, quando nos deixamos para a última... neste caso, o risco de poder repetir as ideias dos comentários que li e com os quais me identifico.
Os vários registos disponibilizados fizeram-me fazer uma retrospetiva, relativamente ao meu percurso.
Estou na educação especial há já alguns anos e passei por algumas etapas da sua história... Tive a sorte de estar sempre em contextos, quer aquando das equipas de educação especial, quer quando me fixei no departamento de educação especial do Agrupamento em que exerço funções, que sempre defenderam os princípios da inclusão.
Hoje, continuamos a ter necessidade de falar em inclusão... Parafraseando o Prof. David Rodrigues, continuamos a empurrar a inclusão pela ladeira....umas vezes desliza uns centímetros, outras resvala um metro... Anualmente nos deparamos com barreiras, tantas e nem sempre tão explícitas que permitam uma luta leal.
Diariamente nos confrontamos com a necessidade de provar que a Inclusão não é um favor que se faz aos alunos, não é uma forma de facilitismo, não é uma batota na educação... diariamente temos a necessidade de provar que é possível fazer diferente, que a escola tem que se reinventar, que os docentes têm que redesenhar os seus cenários pedagógicos. Sim...eu sei, para além de ser uma forte convicção nossa é também nossa função. Mas...como fazer quando as turmas reduzidas não foram autorizadas e numa turma de 27 temos um aluno do espectro do autismo e um défice cognitivo? Como pedir aos docentes que no meio de tanta instabilidade, se arrisquem e se desestruturem para construir um novo espaço, com novas metodologias? Como pedir mais e mais, quando as pessoas não estão disponíveis para acreditar?
Como se faz para fazer ver que em muitos casos a escola é que falha? Como fazer perceber que a responsabilidade do percurso educativo dos alunos é da Escola e não de um grupo específico? Como propor conselhos de turma sistemático, para aferir a implementação de medidas, numa escola a tempo inteiro e com pessoas zangadas?
A Elegibilidade, o que é isso? Como se faz? Como se decide quando na balança pesa tanto o perfil do aluno como as não respostas? “Decidir a Vida” dos outros é algo que diariamente nos balança e nos empurra muitas vezes para o “limbo”. Tantas vezes nos esquecemos de envolver os visados nestas tomadas de decisão, tantas vezes nos achamos detentores de todos os elementos para decidir(?). E Eles?
E as Unidades? Porque se afastam da filosofia para a qual foram criadas e se tornam em salas de aula camufladas? E a tutela o que faz? Em vez de ajudar aquelas que ainda não conseguem constituir-se como um recurso dos Agrupamentos,sendo um motor de inclusão efectiva, as valida como "turmas de educação especial", de tal forma que as utilizam como desculpa para a não autorização das ditas turmas reduzidas...
Enfim todos os anos me pergunto se chegará o dia em que falar de inclusão seja tão ridículo como colocar em causa a necessidade de nos alimentarmos....
Desculpem o desabafo, não passa disso mesmo! Cansada, talvez, mas continuo a Acreditar!

Carmen Cardoso disse...

O presente comentário relativamente ao Modulo I versa dados disponibilizados sobre a inclusão de alunos com necessidades educativas especiais na escola de ensino regular. A sua finalidade é a de compreender e descrever essas mesmas concepções, aspectos que permitem facilitar e entraves à inclusão de alunos com necessidades educativas especiais nas escolas do ensino regular.
Destes objetivos surgiram as seguintes questões de partida: a) Qual a opinião dos professores sobre a inclusão de crianças com necessidades educativas especiais na sala de aula regular? ; b) Quais as práticas dos professores para responder às necessidades dos alunos com necessidades educativas especiais? ; c) Que medidas de diferenciação poderão ser utilizadas por estes professores?; d) Quais os aspectos facilitadores para o desenvolvimento do seu trabalho com os alunos com necessidades educativas especiais?;e) Quais os obstáculos identificados no desenvolvimento do seu trabalho com alunos com necessidades educativas especiais?; f) Qual o impacto da presença de alunos com necessidades educativas especiais na escola de ensino?

Mª Fátima Fernandes disse...

Boa noite a todos,

Embora com algum atraso, aqui deixo o meu comentário do módulo I baseado na minha experiência.

Trabalho há 26 anos em Educação Especial. Felizmente, ao longo deste percurso, pude constatar alguns progressos na vontade política e social na forma como os cidadãos com deficiência têm a vindo a ser inseridos em todos os contextos de vida.

Aquando do meu início de carreira na Educação Especial (1987), e de acordo com dados oficiais, o número das Equipas de Educação Especial era de apenas 56, estando a grande maioria dos alunos com deficiência em casa ou em Instituições.

Acompanhei a implementação do Dec.Lei 319/91 (23 de Agosto) que legislava a “Integração dos alunos com NEE nos estabelecimentos públicos de ensino (níveis básico e secundário)”. Este foi um marco importante, contendo conceitos inovadores nomeadamente a “escola para todos” e “NEE”, incutindo maior responsabilização da escola pelos problemas destes alunos e reconhecendo a importância do papel dos pais no processo educativo.

Mais recentemente (2008), com a saída do Dec. Lei 3/2008, todos os profissionais da área foram obrigados a reajustar-se a um novo enquadramento. Este Decreto-Lei, criou a necessidade dos agrupamentos de escolas contemplarem nos projetos educativos as adequações de carácter organizativo e de funcionamento necessárias à resposta educativa dos alunos com NEE.

Apesar desta evolução legislativa e do maior comprometimento social e do Estado para os alunos com NEE, continuo a constatar que, em muitos casos, ainda não se verifica uma verdadeira inclusão.

Mais do que legislar, é imperativo uma mudança de mentalidade e atitude dentro da própria escola.

Fátima Fernandes

Isabel Claro Fonseca disse...

Analisando algumas reflexões e trabalhos dos participantes nesta formação, evidenciam-se experiências profissionais muito interessantes sobre a temática, em simultâneo com apreensões que o tema “inclusão” suscita. Na realidade, se o decreto-lei n.º 3/2008 se debruça sobre as políticas inclusivas, todos temos consciência que decretar não basta, pois importa também que as mentalidades e atitudes daqueles que têm a responsabilidade de ensinar se coadunem com a aplicação efetiva de uma pedagogia diferenciada que contribua para o sucesso educativo.
As metas exigidas aos docentes são cada vez mais exigentes, o que faz com que aqueles que lecionam turmas que integram alunos/crianças com NEE tenham preocupações acrescidas que condicionam o processo de inclusão, constrangimentos que só se conseguem ultrapassar/minimizar com a colaboração estreita entre o(s) professor(es) da turma, os professores de educação especial e a família. Devemos assim considerar este trabalho colaborativo como fundamental para a pragmatização das políticas inclusivas consignadas em legislação.

Profº Ana Maria disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Profº Ana Maria disse...

Concordo com você Kar, quando fala da "desumanização permanente", a meu ver a humanização só acontecerá a partir da conscientização.
Embora tenhamos caminhado em termos de leis e diretrizes relacionadas às pessoas com necessidade educativas especiais, mesmo com o apelo da Declaração de Salamanca e de outas diretrizes,a formação de professores e o recrutamento de professionais com necessidade especiais ainda é pouco vivenciada na prática.
Acredito que somente por meio da formação continuada de gestores e professores será possível conscientizar da necessidade de adequação do currículo, das práticas educativas e assim efetivar essa inclusão proposta.
Assim os agentes da educação poderiam considerar a pessoa com necessidades especiais como um ser capaz de atuar em sociedade, mesmo com suas limitações e dessa forma vencer o desafio da falta de profissionais modelos com deficiências, não só nas escolas, mas em todos os setores da sociedade.
Da mesma forma, se as parcerias das escolas e universidades com o pessoal de apoio das escolas especiais fossem mais frequentes em grupos de estudos, na formação continuada e no dia-a-dia da escola, no sentido de refletir sobre os desafios dessa inclusão e propor novas práticas educativas com base nas teorias relacionadas, poderia diminuir a distância entre a teoria e a prática.

Beatriz Costa disse...

O meu grupo (Grupo Two Minho) elaborou uma linha cronológica sobre os modelos e evolução das perspetivas sobre deficiência. fizemos um enquadramento teórico que se encontra em http://pt.scribd.com/doc/219218159/Modelos-e-evolucao-das-perspetivas-sobre-deficiencia e o respetivo timelines no Tiki-Toki, que se encontra em http://www.tiki-toki.com/timeline/entry/277653/Modelos-e-evoluo-das-perspetivas-sobre-deficincia/#vars!date=1000-04-01_00:00:00!
Os trabalhos que o meu grupo realizou também se encontram no meu e-portfólio em http://professorabeatrizcosta.blogspot.pt/p/modulo-1_4.html

Diana Lisboa disse...

Tenho tido o privilégio de trabalhar, como terapeuta da fala, em contexto inclusivo, desde que iniciei a minha vida profissional! Considero um privilégio uma vez que, na minha perspetiva, os ganhos de se promover inclusão são sempre uma mais valia na vida da criança e jovem... mesmo estando consciente de que ainda existe um grande percurso a desenvolver e barreiras a ultrapassar.
As políticas inclusivas e medidas educativas para alunos com NEE estão "bem" desenhadas (claro que necessita de ser feito um ajuste em alguns aspetos mais especificos) no entanto, na prática o processo não ocorre da forma prevista. E isto acontece, principalmente, devido à falta de sensibilização e formação da comunidade em geral e da comunidade educativa em particular no que concerne a inclusão e as necessidades específicas de cada pessoa com deficiência; o que tenho vindo a constatar é que sendo a mesma lei para todos, a forma de a aplicar na prática varia consoante o contexto (escolas mais ou menos capacitadas para respeonder às necessidades), os parceiros (docentes da educação especial e do regular mais ou menos envolvidos e empreendedores) e, claro, a própria criança ou jovem com NEE e sua família.
É importante relembrar que o objetivo geral de todas as políticas e medidas criadas recentemente é a INCLUSÃO (e não somente Integração)!
No programa Prós e Contras " Quem defende os mais frágeis" retirei, dentro de outras considerações, a mensagem de incentivo para criarmos, em cada escola, o ambiente mais inclusivo possível... ir ultrapassando as barreiras com cada criança, em cada escola, todos os dias!

Deniss disse...

Pertencendo a uma instituição do ensino superior e tendo contacto com outras instituições congéneres, constato que a maior barreira continua a ser o desconhecimento relativamente à inclusão dos alunos com necessidades educativas especiais, aliado à falta de consciência ou mesmo prioridade na abordagem desta temática. Ressalvo o caso de algumas instituições de Ensino Superior que têm trabalhado no âmbito da inclusão com NEE. Com o aumento das condições de ensino e aprendizagem em anteriores níveis de ensino conjugado com o desenvolvimento tecnológico, entre outros factores, faz com que cada vez mais alunos com NEE consigam prosseguir os seus estudos no ensino superior. Chegada esta etapa nas suas vidas nem sempre encontram as condições necessárias que garantam a sua inclusão. É de salientar a falta de medidas políticas nacionais que actuem no âmbito da inclusão dos alunos com NEE no ensino superior. Assim, é imprescindível que cada instituição produza orientações, directrizes e partilhe boas práticas, crie parcerias e acções conjuntas com instituições do ensino superior e outras, para que se consiga dar uma resposta consolidada e eficiente às necessidades que os alunos com NEE apresentam.
Ao analisarmos as conclusões e recomendações resultantes do Projeto i-access – Accessible Information Provision for Lifelong Learning levado a cabo pela European Agency for Development in Special Needs Education (2011-2012), constatamos a existência de uma preocupação cada vez mais evidente e transfronteiriça relativamente às questões do direito ao acesso à informação como forma de inclusão e participação activa nesta sociedade, que se traduz cada vez mais sob a forma de legislação escrita, mas que ainda requer algum trabalho adicional no terreno, sobretudo ao nível da definição de estratégias concretas de acção que operacionalizem o quadro teórico das leis.

MOOC INCTEC disse...

O ensino superior é caracterizado por uma maior autonomia do estudante e a transição dum aluno com NEE do ensino secundário (com um acompanhamento mais próximo) para o ensino superior nem sempre consegue garantir os mesmos apoios.
No entanto, algumas IES têm tido preocupações neste âmbito e têm regulamentos internos e os Gabinetes de Apoio ao Aluno tentam proporcionar alguns apoios.
Existe uma página dum Grupo de Trabalho para Apoio a Estudantes com Deficiência no Ensino Superior (GTAEDES) - http://www.aminharadio.com/gtaedes/

Helena Fonseca disse...

A Educação é a chave para um futuro melhor para todas as crianças, e todas elas deveriam ter a oportunidade de atingir seu pleno potencial. Mas para as crianças com dificuldades e/ou necessidades educativas especiais, muitas barreiras podem estar no caminho do direito à educação e apoio. E, muitas vezes, a ajuda que recebem depende de onde eles vivem, em vez das suas próprias necessidades. Todas as crianças, precisam ser capazes de aprender, brincar e desenvolver-se na sua comunidade local. Os seus pais devem ser certificados de que as necessidades de seus filhos serão atendidas rapidamente e eficazmente em toda a sua educação. Os profissionais e demais elementos da comunidade educativa, necessitam de remover as barreiras existentes, principalmente relacionadas com as atitudes, os preconceitos, a falta de formação adequada, de forma a atender a estas crianças com qualidade. É necessário um compromisso e uma parceria de trabalho entre as autoridades locais, os serviços de saúde e de segurança social bem como os setores encarregues de prestar voluntariado, a fim de melhorar o atendimento a estas crianças com necessidades educativas especiais e deficiência. É através do trabalho conjunto que se podem quebrar barreiras e melhorar as condições educacionais das crianças, uma vez que as suas vidas dependem de uma boa educação.

Celina Gonçalves disse...

Bom dia

Fala-se muito em inclusão, mas a verdade é que, na prática, ela nem sempre acontece.
A minha experiência mostra-me que há ainda muita falta de sensibilidade.

Ernestina Gonçalves disse...

Concordo quando dizem que a inclusão nem sempre acontece! E tenho muitas dúvidas sobre a integração plena de alunos com perfis de funcionalidade muito limitados nas escolas e turmas de currículos regulares! A maior parte das vezes não acontece mesmo. Enfrentamos muitas barreiras, algumas criadas pelas próprias escolas, mas a maioria é o sistema educativo que as promove e condiciona quando impõe turmas com elevado número de alunos, onde não há tempo para um insino individualizado e diferenciado, limite na atribuição de terapias devido a limitações de recursos e verbas e ainda um aspeto muito importante, que tem a ver, como dizia a Celina, com a sensibilidade do Corpo Docente, continuamos a trabalhar para as “massas” contrariamente ao esperado com a Inclusão!
Ernestina

Raquel disse...

Da experiência que tenho tido, em contexto escolar, enquanto terapeuta da fala, com crianças com deficiência concluo que existe efetivamente a integração destas crianças, mas não uma verdadeira inclusão.
A inclusão implica que as estruturas e as mensalidades sofram uma alteração profunda e se adaptem à pessoa com deficiência. O que existe na maioria das vezes é uma tentativa de adaptar a pessoa com deficiência às estruturas. É o vício do copy/paste tão comum no mundo tecnológico atual!
As pessoas com deficiência, por muito que custe aceitar, não são iguais às pessoas sem deficiência. Têm dificuldades e necessidades diferentes. O que têm igual são os direitos. E o que têm também são competências, que têm de ser otimizadas. Mas não nós podemos esquecer que cada pessoa é única, até porque o espectro das deficiências é muito vasto, e que tem de ser olhada desta forma e muitas vezes o que tentamos fazer é colocar tudo no mesmo saco e encontrar uma solução comum, que sirva a todos.
A verdade é que a deficiência ainda assusta muita gente e por vezes é difícil ver para além dela. Encontramos, por exemplo, crianças sem oralidade com uma compreensão mantida e com muitas competências, mas como não se expressam oralmente, são vistas muitas vezes como não tendo competências e como tendo dificuldades de compreensão. E isso faz com que falhemos em inclui-la.
Por outro lado, adoptamos as mesmas estratégias para crianças com défices cognitivos muito profundos e falhamos mais uma vez... Até que ponto faz sentido ter estas crianças a assistir a uma aula tradicional?! Faria sim sentido promover atividades em conjunto, mas ter uma criança com multideficiência e um défice cognitivo muito grave numa aula de aula só para dizer que está "incluída" fará sentido?
Não quero com isto procurar culpados. A culpa é muitas vezes da sobrecarga dos técnicos e docentes que acabam por até ter recursos, mas não têm tendo para desconstruir esta realidade e voltar a construir uma realidade caso a caso...

Ernestina Gonçalves disse...

Olá a todos, vou publicar de novo o comentário do grupo "As Gonçalves" ao módulo I, já o tínhamos feito mas não o encontro! como tal, pedimos desculpa mas vamos repeti-lo.

Politicas Inclusivas e Medidas Educativas para alunos com NEE
Segundo, carneiro,1996,"Os sistemas educativos formais limitam o desenvolvimento pessoal, impondo a todas as crianças o mesmo modelo cultural e intelectual, sem ter em conta a diversidade dos talentos e das potencialidades individuais.”
As Políticas Educativas continuam centradas nos resultados e nos rankings! Embora se afirmem inclusivas, as medidas adotadas nem sempre estão direcionadas para resolver as “diferenças”. A escola continua a não conseguir dar a resposta mais adequada aos seus perfis de funcionalidade.
Sendo a nossa formação base na área do ensino das línguas e expressões, temo-nos dedicado a trabalhar, com os alunos (tanto individualmente como no grupo turma) atividades, que a nosso ver, respeitam a diferença, a sua integridade, a igualdade e promovem, ainda, o sucesso nos seus desempenhos, não havendo lugar para descriminações!
Perguntamo-nos até que ponto a criatividade poderá ser importante para a aquisição e desenvolvimento de competências na população com NEE? Será importante para a formação integral do individuo e poderá promover a inclusão? Será que uma abordagem criativa da educação faz com que o aluno com NEE se sinta menos limitado? Mais capaz e respeitado no seu ritmo de trabalho?
Apresentamos assim um texto do qual gostamos particularmente e que achamos que ainda ilustra a realidade das nossas escolas!

“A Criatividade no Quotidiano da Escola”
“Era uma vez uma galinha branca que punha ovos azuis…
- Ovos azuis? – Reclamou a professora, indignada, interrompendo a leitura da minha redação, enquanto a turma se agitava em risinhos de troça e segredinhos maliciosos.
-Ovos azuis, sim senhora professora - respondi eu. - A minha galinha põe ovos azuis.
-A menina está a brincar comigo? Já viu alguma galinha pôr ovos azuis? Sente-se imediatamente e faça já outra redação.
Quando depois do “toque” a professora me chamou para que lesse em voz alta a segunda versão, comecei:
Era uma vez uma galinha branca que punha ovos brancos, só porque não a deixavam pôr ovos azuis…”
Maria José Balancho (1990,p.)
(BALANCHO e SANTOS, º c., p.13)

Achamos que a causa de tanto insucesso, de tanta dificuldade em conseguirmos que a escola seja um espaço aberto, promotora de bem-estar e igualdade de oportunidades, ou seja, uma escola inclusiva, a escola de todos e para todos, se deve ao facto de não estarmos preparados para lidar com as diferenças, qualquer diferença, aquelas que fazem com que haja ritmos diferentes de aprendizagem, meninos mais autónomos, mais impulsivos, imaturos, e muitas outras características que por vezes identificam as NEEs.
Como professoras de educação especial, deparamo-nos com isso todos os dias!
Teremos de ser todos iguais? Claro que não! Segundo a Declaração de Salamanca:
• Todas as crianças têm direito à educação;
• Os Sistemas e Programas Educativos devem te em conta as diversidades e necessidades dos alunos:
• Os que têm necessidades educativas especiais devem ter acesso à escola regular com as adequações necessárias assentes numa pedagogia centrada no aluno;
• E, ainda, diz que a escola regular é o meio mais eficaz de combate à discriminação.
Por isso, com estas Medidas (Ateliês/ dinâmicas diferenciadas) as aprendizagem e a Escola Inclusiva ficam mais próximas!

As Gonçalves
Celina, Ernestina e Helena

Patrícia disse...

Boa tarde a todos.

BARREIRAS QUE LHE PARECEM EXISTIR (TÓPICO DE DISCUSSÃO)

Já tive contacto, na qualidade de colega, com alunos com necessidades educativas especiais e verifiquei que havia falta de preparação das instituições para lidar com este tipo de alunos. Penso que a grande questão se centra na forma como o processo educativo para alunos com necessidades especiais ainda não está presente na maior parte das escolas e docentes das mesmas- falo em escolas com ensino normal (pois foram os únicos locais em que tive contacto com alunos com NEE).

Concordo que a igualdade seja para todos, mas nem sempre se pode “fechar os olhos” a quem tem mais dificuldades e ao referir este assunto generalizo até para as pessoas que não têm qualquer problema a nível físico e intelectual, mas que apenas tenham mais dificuldades em algumas matérias. O sistema tem que estar preparado e aberto para todo o tipo de pessoas, pois só assim haverá igualdade e equilíbrio entre alunos-professores, porque ambos precisam um do outro e é fundamental que haja sintonia entre uns e outros, pois só assim se perspectiva a mudança e se alcança mais rapidamente a igualdade.

Com os melhores cumprimentos,
Patrícia Baeta

José Manuel Amaral disse...

Reenvio novamente o trabalho do Módulo 1, já criado e submetido e agora colocado na seguinte hiperligação:

http://joseamaraleducacaoespecial.blogspot.pt/2014/04/modulo-1-politicas-inclusivas-e-medidas.html


Gracinda Cadilhe disse...

Falar de barreiras quando se pretende intervir para incluir é habituar o espírito a uma atitude critica e pô-lo em contacto com os problemas da vida. Daí que, no meu ponto de vista, as barreiras atitudinais são as mais graves pois conduzem a todas as outras.
Seremos alguma vez capazes de nos desenvolver de forma tão extraordinária que nos permita transformar as mentalidades na aceitação da diferença e das minorias?
Cada pessoa que nasce deve ser orientada para o conhecimento do mundo que a rodeia para que não desanime com a vida…a educação especial tem esse papel pelo que, deve ser séria, responsável e integradora.
Por vezes a legislação que vai vigorando não permite atender à individualidade, por vezes, é preciso muito esforço para reencontrar o que em nós é extraordinário e mostrar o mundo para o transformar, sempre numa atitude crítica porque se quer inclusiva.

e-portefólio de Dulce Ferreira disse...

Como não localizo o comentário feito anteriormente, repito-o agora:
"Actualmente as barreiras que me parecem mais evidentes que persistem prendem-se com os profissionais de educação, especialmente os professores, pela falta de conhecimento das realidades específicas das crianças e jovens com problemas de aprendizagem.
Por outro lado há a necessidade de rever apoios que se prendem com um facto cientificamente provado e não considerado legalmente: as comorbidades."

Eduardo Silva disse...

Bom dia. Relativamente às Políticas Inclusivas e Medidas Educativas para Alunos com NEE, penso que tudo muda a partir da Declaração de Salamanca. Neste documento são efetivamente dadas orientações aos estados e às ONG's, no sentido de se criarem ferramentas, instrumentos, escolas que se prolifiram e se criem realmente instituições inclusivas. Aos estados, aos quais couberam criar as ferramentas e os mecanismos de constituição de uma escola inclusiva, falta, no meu ponto de vista uma real noção dos recursos necessários. Todos os anos em Portugal se debate com falta de recursos humanos na área das NEE, não só professores especializados, tais como terapeutas, assistentes sociais, psicólogos, entre outros. Também se debate com falta de infraestruturas que possam dar continuidade ao trabalho da escola, nomeadamente a escassez de Centros de Atividades Ocupacionais, onde os alunos possam desenvolver atividades de integração sociolaboral. Porém há que dar um enorme elogio aos profissionais que fazem parte das equipas multidisciplinares, pois a estes se deve o trabalho que até então tem sido feito.
É igualmente interessante e importante, na realidade no qual estou inserido, haver as Unidades Especializadas de Currículo Adaptado (UNECA)nas quais são integrados alunos das diversas tipologias de incapacidades e tipos de Necessidades Educativas Especiais (UNECA de Surdos,UNECA Ocupacional e UNECA Socioeducativa)

Bem hajam

Milkyway disse...

Comentário individual sobre a temática do módulo I -
Políticas Inclusivas e Medidas Educativas para alunos com NEE.

Relativamente a este tema penso que, em Portugal, anteriormente a 1991, existiam experiências pontuais de integração nas escolas de ensino regular de alunos com necessidades educativas especiais, pois muitos estavam institucionalizados. A partir do Decreto-Lei 319/91 as escolas de ensino regular passam a receber todos os alunos com n.e.e., cujos pais optem por essa via.
Em 1994 as medidas da UNESCO, com a Declaração de Salamanca (da qual Portugal foi signatário), vêm explicitar o processo de inclusão.
Relativamente aos alunos com problemáticas sensoriais mais específicas, aos alunos multideficientes e autistas, são depois garantidas mais tarde em suporte legal (Decreto-Lei nº3/2008 de 7 de janeiro) respostas no ensino regular, respetivamente escolas de referência e unidades de apoio especializado (quer de multideficiência, quer de ensino estruturado).
O caminho para a inclusão é longo e tem muitas barreiras pelo caminho, tal como alertou Ainscow (2005).
Considero que, para além das barreiras arquitetónicas, há muitas outras barreiras: as “barreiras de mentalidade” - é necessário sensibilizar e lutar diariamente contra a discriminação e exclusão! No entanto, e apesar de todas essas barreiras, é necessário continuar a acreditar que é possível a inclusão, nomeadamente através do recurso às novas tecnologias!
Teresa Leite

Cláudia Rosado e Silva disse...

As medidas educativas, não devem ser reduzidas a uma questão técnica, não é um assunto restrito aos profissionais de educação.
O envolvimento e contributos das famílias e da comunidade são fundamentais, nos planos da participação activa das famílias, da colaboração escola - família e no estabelecimento de relações de confiança.

Gracinda Cadilhe disse...

Falar de barreiras quando se pretende intervir para incluir é habituar o espírito a uma atitude critica e pô-lo em contacto com os problemas da vida. Daí que, no meu ponto de vista, as barreiras atitudinais são as mais graves pois conduzem a todas as outras.
Seremos alguma vez capazes de nos desenvolver de forma tão extraordinária que nos permita transformar as mentalidades na aceitação da diferença e das minorias?
Cada pessoa que nasce deve ser orientada para o conhecimento do mundo que a rodeia para que não desanime com a vida…a educação especial tem esse papel pelo que, deve ser séria, responsável e integradora.
Por vezes a legislação que vai vigorando não permite atender à individualidade, por vezes, é preciso muito esforço para reencontrar o que em nós é extraordinário e mostrar o mundo para o transformar, sempre numa atitude crítica porque se quer inclusiva.

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