Módulo 2

Acessibilidade Web e Tecnologias de Apoio

Semanas 4 e 5 – de 21 abril a 4 maio 2014

O segundo módulo tem como finalidade abordar questões um pouco mais técnicas sobre a acessibilidade Web e as tecnologias de apoio à aprendizagem. Texto introdutório - ler


Recursos módulo 2

  1. Apresentação (Prezi)
  2. Unidade Acesso
  3. Webinar DGE - Acessibilidade Web (Wordpress)
  4. Webinar DGE - Centros de Recursos TIC para a Educação Especial
  5. Guia Centros de Recursos TIC para a Educação Especial
  6. Freeware NEE (repositório)

Recursos adicionais em agregadores

  1. Pinterest (Acessibilidade Web)
  2. Pinterest (Hardware/Software NEE)

 

Atividades comuns

  1. Ler e explorar os recursos.
  2. Publicar, pelo menos, um comentário individual sobre a temática deste módulo no espaço de comentários desta página.
Questão para estimular a discussão: Da sua experiência pessoal ou profissional pode relatar que tipo de tecnologias viu usar por aluno com necessidades especiais ou pessoa com deficiência que contribuíssem de forma decisiva para a respetiva participação e atividade?
)
(Agradecimento ao Prof. Jaime Ribeiro do Instituto Politécnico de Leiria)


(Agradecimento ao Prof. Rui Teles do Instituto Politécnico do Porto) 



Atividade individual ou de grupo (obrigatória para efeitos de certificação)

Escolha uma das seguintes alternativas de atividades que poderá realizar individualmente ou em grupo:
  1. Produza um resumo das diretrizes WCAG 2.0 e concretize num cartaz. Poderá utilizar qualquer ferramenta livre de visualização (Glogster, Lino, Piktochart, etc. …veja no guião do curso em ferramentas e demos). Disponibilize o endereço eletrónico (URL) na área de registo da atividade 2. Independentemente da alternativa que escolheu (individual ou em grupo) registe a atividade no e-portefólio individual.
  2. Selecione um software livre (site Freeware NEE), explore um demo/tutorial e explique como poderia ser utilizado em benefício de qualquer um dos seus alunos com NEE ou pessoa que conheça com alguma incapacidade (utilizar qualquer ferramenta de captura de imagem/vídeo: JingCamstudioKnovio, etc… veja no guião do curso em ferramentas e demos). Disponibilize o URL na área de registo da atividade 2. Independentemente da alternativa que escolheu (individual ou em grupo) registe a atividade no e-portefólio individual.
  3. Utilize um simulador de validação de acessibilidades Web (por ex: AccessMonitor, TAW) e analise alguns websites verificando se cumprem as regras de acessibilidade WCAG. Identifique eventuais problemas.  Disponibilize o URL na área de registo da atividade 2. Independentemente da alternativa que escolheu (individual ou em grupo) registe a atividade no e-portefólio individual.

 

Dúvidas


Verifique em primeiro lugar, se a sua dúvida não está respondida nas FAQ que se encontram em «Ajuda».
Cada módulo incluirá uma área de comentários, no final da página, onde deverão ser colocadas mensagens e contributos para a discussão do tema do módulo.
Dúvidas específicas sobre as atividades serão respondidas na área de registo da atividade 2, em «Está a acontecer».

Contactos dos facilitadores

Ida Brandão
Paulo Gomes Nunes
Sílvia Santinho Canha 

211 comentários:

1 – 200 de 211   Mais recente›   Mais recente»
janete barbosa disse...

Respondendo a questão orientadora de discussão, posso dizer que de acordo com a minha convivência com os alunos especiais, os meios mais usados são a punção e pauta para os alunos cegos e com baixa visão, mas para as crianças com PC ainda não se utiliza computadores e outras tecnologias avançadas, usa-se painéis com imagens, histórias (comunicação alternativa). Precisa de maiores condições e mais formações nas áreas das tecnologias, felizmente temos o MOOC que está a decorrer.

Carlota Dias disse...

Respondendo à questão de discussão...
Trabalho com crianças cegas e de baixa visão. Os meus alunos possuem pc e utilizo um conjunto de ferramentas (free) da net (openoffice, NVDA com a voz da Raquel - português do Brasil). Atualmente, encontro-me a dar as técnicas de digitação e a criação de pastas e de documentos. Ainda não comecei a exploração da net. Contudo, surgiram-me algumas dúvidas aquando da instalação da voz. Não consegui instalar a Joana (voz português de Portugal), pelo que tive de optar pela Raquel. Existe alguma versão específica do NVDA compatível com a Joana? Felizmente a minha realidade é um pouco diferente da colega Janete. Nem utilizamos a pauta, passamos de imediato para as máquinas Perkins Braille e, logo que possível para o pc. Espero alargar os meus conhecimentos com o MOOC. Esta formação é muito interessante e vasta, mas necessitava no mínimo de 1 mês para explorar cada módulo exaustivamente.

Ana Paula Rocha disse...

Quando as crianças com necessidades educacionais especiais (NEE) entram no sistema educativo vivenciam interações que promovem uma certa postura de passividade sendo submetidas a um paradigma educacional segundo o qual são objeto, e não o sujeito, dos seus próprios processos. Este paradigma, ao contrário de educar para a independência, autonomia, liberdade no pensar e no agir, reforça esquemas de dependência. São vistas e tratadas como receptoras de informações e não como construtoras de seus próprios conhecimentos.
É importante, por isso, oferecer-lhes um ambiente de aprendizagem que os ajude a abandonar essa postura passiva de receptores de conhecimento, onde sejam valorizadas e estimuladas para a sua criatividade e iniciativa. Para que o aluno com NEE seja, portanto, esse sujeito ativo é vital que vivencie condições e situações nas quais ele possa, a partir de seus próprios interesses e dos conhecimentos específicos que já traga consigo, exercitar a sua capacidade de pensar. As novas tecnologias, dependendo da forma como sejam utilizadas, podem ajudar a gerar as mudanças necessárias na Educação e a construir um aluno autónomo e eficaz no seu processo de aprendizagem.
Na minha experiência tenho percepcionado como é essencial manipular softwares e sistemas abertos, ou seja, aqueles que permitem ao aluno a proactividade, o desenvolvimento de projetos em diferentes áreas do conhecimento, recorrendo, para isto, a mecanismos internos de construção desse conhecimento e resolução de problemas. É na construção de projetos, que esta experiência é mais intensificada, uma vez que o professor e os alunos trabalham com uma perspectiva interdisciplinar, numa relação cooperativa de interações, entrando o aluno com todas as suas vivências e conhecimentos anteriores sobre os temas tratados, e o professor ajudando a explicitar os conceitos que vão sendo intuitiva ou intencionalmente manipulados no desenvolvimento dos trabalhos e das novas descobertas.
Para exemplificar, o Storybird é um dos softwares específicos de edição de histórias que permite uma construção articulada com a ilustração e que se revela muito atraente. Permite níveis de complexidade variados, desde o mais simples e elementar, até ao mais complexo e sofisticado, promovendo o potencial cognitivo e capacidade de abstração do aluno, mas, ao mesmo tempo, sempre o desafio para produzir saltos de qualidade nos seus conhecimentos e capacidades atuais.

Zezé disse...

Quero agradecer aos organizadores do Curso MOOC Intec pela gentileza da atenção e por responderem ao meu comentário, informando-me que existem em Portugal 269 unidades de ensino estruturado para atenderem alunos com perturbações do espetro do autismo instaladas nas escolas públicas regulares. Portugal está de parabéns. Que vocês prosperem e abram todas que são necessárias para atender bem seu público. Aqui na minha escola não temos sala apropriada para atender autistas. Temos uma sala de recursos para atender casos de multideficiências, mas não conheço os softwares instalados nos computadores, pois existe uma professora contratada para atender naquela sala. Vou agora investigar para ter ciência e saber orientar o uso. Quando os alunos especiais ficam na sala de aula comum, não há computadores ou tablets para uso. Sei que existem softwares no Brasil para atender alunos especiais, mas nunca tive oportunidade de ver como funcionam e usá-los. Este curso vai me possibilitar acesso, oportunidade de testar, aprender a usar e ensinar a professora especializada da sala de recursos de minha escola a usar quando necessário for. O grande problema é a formação de professores no Brasil e o fato de muitos ainda não dominarem bem nem mesmo programas do pacote Office. Este curso é um achado e queria que todos os meus colegas estivessem fazendo. Vai ter mais vezes no ano ou é só uma vez? Quero divulgar para minhas amigas. Um abraço muitíssimo carinhoso, Maria José

Mosaico - Nadja Pinho disse...

21/04/2014 12:32
Boa tarde. Já fiz uma primeira leitura superficial e naveguei pelas páginas indicadas neste módulo e constatei que ele descortina uma série de possibilidades a serem exploradas e utilizadas pelos professores das salas de recursos multifuncionais (no Brasil) com o atendimento educacional especializado (AEE), bem como pelos professores dos agrupamentos de escolas que atendem crianças com necessidades educativas especiais, em Portugal. Tenho uma experiência muito pessoal com o uso das tecnologias, uma vez que fiquei tetraplégica aos 19 anos e cursei toda a faculdade de Letras com o auxílio de uma adaptação com lápis e uma borracha na ponta (hoje classificada como tecnologia assistiva) que me permitia passar as folhas de um livro e utilizar uma máquina de datilografia elétrica. À época, o computador e seus vários recursos ainda era uma realidade muito distante de nós. Só em 1999, pude comprar o meu primeiro PC e para utilizá-lo, meu pai precisou fazer uma adaptação artesanal para que eu pudesse clicar duas teclas simultaneamente, pois à época ninguém conhecia as opções de acessibilidade do Windows, hoje existentes também no Linus. Terei oportunidade de falar um pouco mais sobre esses recursos de acessibilidade numa apresentação que pretendo postar em meu blog. Neste primeiro momento, queria apenas registrar o meu entusiasmo com a quantidade de recursos/aplicativos livres disponibilizados para conhecimentos dos professores, visando a utilização desses recursos para auxiliar na aprendizagem e inclusão escolar e social de crianças com necessidades educativas especiais. É claro q o tempo de que dispomos para as atividades deste módulo é insuficiente para explorarmos todos esses recursos. Mas, é muito importante sabermos que eles existem e como podem ser acessados quando a necessidade surgir. Fico por aqui. Boa semana e boa Páscoa a todos.

MOOC INCTEC disse...

Existe uma comunidade portuguesa NVDA - http://nvda.pt/

Elisabete Pinheiro disse...

ola
será que alguem me pode ajudar?
gostaria de explorar aplicaçoes para TDAH, alguem conhece???
obrigado

MOOC INCTEC disse...

Dois vídeos sobre ensino estruturado.
Uma UEE/PEA numa escola portuguesa (Cartaxo)- https://www.youtube.com/watch?v=cHjhie7UegQ - e outro exemplo no Brasil - https://www.youtube.com/watch?v=hkdV8hwySLY

MOOC INCTEC disse...

ADHD tools - http://psychcentral.com/blog/archives/2012/10/24/tools-that-make-it-easier-to-manage-adhd/

Zezé disse...

Amigos e amigas do curso, novamente agradeço informações enviadas. Surpreendo-me cada vez mais com o atraso da região onde moro atualmente. Como pode haver unidade de ensino estruturado na Associação Amigos do Autista para atender autistas com o modelo Teacch no estado do Amapá desde 2007 e a Associação de Autistas do Espírito Santo não usufruir desse recurso? Já enviei solicitação de informações ao Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, para entender a dinâmica de gestão e distribuição dos recursos e das medidas educativas de meu país. Grata pelo despertamento que me produziram para estudo e compreensão das políticas de inclusão no Brasil. Abraços fraternos.

Zezé disse...

Respondendo a questão aberta, presenciei atendimento a uma criança com retardo mental leve usando software educativo em monitor de tela grande para facilitar visualização de imagens e palavras. A aluna, que havia sido reprovada três vezes e estava a estudar com crianças bem mais novas, após ter conseguido atendimento médico e laudo, teve acesso à sala de recursos, onde, com a ajuda da professora especializada e os recursos de digitar ao invés de escrever, finalmente desenvolveu a capacidade leitora. O programa mostrava uma figura e a criança digitava os campos das letras, assinalando toda vez que ela acertava. Foi muito emocionante ver a aluna escrever corretamente a palavra correspondente às figuras, e isso depois de termos intercedido mais de um ano em favor dela, para lhe conseguir atendimento na área da saúde. Acredito que ela não teria aprendido a ler e escrever ao teclado se não tivesse saído da sala de aula comum para frequentar o ambiente da sala de recursos, com os equipamentos adequados para suas limitações cognitivas.

anabelacampus disse...

Olá, trabalho há 17 anos e a única ferramenta que vi usar que EFETIVAMENTE ajudou o aluno de forma decisiva para a respetiva participação e atividade foi uma máquina de escrever eletrónica usada para que um aluno com trissomia 21 pudesse adquirir competências de escrita (uma vez que já tinha adquirido as de leitura mas devido à sua problemática tinha algumas dificuldades ao nível da motricidade fina). Tenho visto algumas novas tecnologias que não me têm demonstrado resultados efetivos, pelo menos até hoje. Espero aqui poder conhecer algumas que REALMENTE nos ajudem a ajudar os alunos com necessidades educativas especiais.

Lisete Pôrto Rodrigues disse...

Fiz uma breve leitura e assisti aos vídeos do Módulo e estou encantada com a riqueza que está sendo disponibilizada em termos de recursos, sistematizada (em relação às diferentes limitações) de forma que nos permite explorarmos aqueles que auxiliarão nossa prática de forma mais imediata.
O assunto não é novo para mim, pois como tutora de Curso em EAD para professores em Tecnologias Acessíveis, temos trabalhado este assunto com os professores-cursistas e na maioria das edições do curso, percebo que os professores se surpreendem ao ler e explorar o tema, por desconhecimento total do tema "Acessibilidade à Web".
Na minha experiência pessoal penso que os sistemas de leitura de tela contribuem de maneira decisiva para a autonomia dos cegos em suas mais deferentes atividades (do estudo às compras) assim como os teclados virtuais também são tecnologias que facilitam a digitação e comunicação de pessoas com limitação física, entre outras TAs.
Quanto aos validadores, é importantíssimos que estejam no foco de formação dos desenvolvedores de sites e programas para a web. No Brasil temos o validador da Silva, para analisar e verificar se os websites cumprem as regras de acessibilidade WCAG.

José Fernando Rodrigues disse...

Boa noite!
As minhas desculpas pelo fora de tópico mas não resisti a partilhar um artigo do Público de hoje sobre inclusão social na perspectiva de uma investigadora que trabalha em Inglaterra. O título é: "Para onde está a olhar?". Recomendo vivamente a sua leitura.
Fica o link do meu e-Portefólio onde o coloquei.

http://fernandorodrigues.weebly.com/outras-informaccedilotildees.html

Continuação de bom trabalho.

Del disse...

Olá,

Foi muito prazeroso ver como a questão da tecnologia assistiva se desenvolve em Portugal e os recursos disponibilizados. Trabalho com formação de professores, o que torna essas informações fundamentais para minha prática!

No Brasil temos um importante Grupo de estudos no Núcleo de Computação eletrônica (NCE)da UFRJ, sob coordenação dO Prof. Antonio Borges, http://intervox.nce.ufrj.br/ Lá se presta auxílio tecnológico gratuito, tanto para deficientes motores quanto visuais. Vale conhecer!

Abraços a todos!

rl esr disse...

No meu caso, não tenho tido grande contacto com alunos com necessidades especias, pelo que também não tenho usado as tecnologias nessa perspetiva. Recordo, há alguns anos, ter tido como formando, um professor com grandes limitações visuais e de ele usar um pequeno aparelho que ligado ao computador "lia" as páginas web. Lembro-me da dificuldade que ele sentia na leitura de algumas dessas páginas.
Também é verdade que nas minhas aulas de Ed. Tecnológica usamos muito o computador que será, eventualmente, por si só, uma ferramente de apoio usada por alguns alunos com necessidades especiais.
Concordo, obviamente, que temos que usar todos os recursos que forem possíveis para que todos os alunos possam aproveitar os ambientes de aprendizagem da melhor forma possível.
Este MOOC é importante para nos alertar sobre as questões relacionaas com a inclusão permitndo assim que estejamos mais preparados para as eventualidades que nos possam surgir.

anabelacampus disse...

Como já referi acima, não tenho tido muitas experiências favoráveis (também porque em pouca quantidade) com tecnologias de apoio, mas no ano passado, no meu agrupamento, o grupo de educação especial convidou uma pessoa invisual que explicou às crianças o modo como usava o seu telemóvel que tinha aplicativos bastante interessantes que permitiam marcação por voz e tradução oral de mensagens escritas, entre outros. Mostrou também a sua máquina de escrever "especial" que escrevia em Braille e levou vários volumes de livros escritos em Braille também. As crianças gostaram imenso de conhecer alguns instrumentos e funcionalidades que tornam a vida de pessoas com necessidades especiais mais fácil.

José Fernando Rodrigues disse...

Acessibilidade passou a andar no bolso dos cidadãos com necessidades especiais
Provavelmente deveria guardar este meu post lá para o final da segunda semana deste módulo, pela sua atualidade, mas não resisti!
Efetivamente, todos nos preocupamos com as acessibilidades digitais, acessibilidades web, produtos de apoio e são preocupações legítimas às quais deveremos continuar a dar a nossa atenção mas o futuro chegou há menos de dez anos e continua aí. Neste momento um deficiente visual pode trazer no bolso ou na sua mochila um leitor de ecrã, um ampliador caso tenha baixa visão, um scâner, um leitor de livros digitais, um leitor de MP3, … enfim, tudo isto num só equipamento, um smartphone ou tablet.
Os dois gigantes dos smartphones e tablets a Apple e o Universo Android, que corre em dezenas de marcas de equipamentos, têm-se preocupado, como referi noutro post ainda no módulo 1, em incluir leitores de ecrã gratuitos ou de baixo custo nos seus sistemas operativos. Quer o voice over quer o talk back são ferramentas que já vêm dentro dos smartphones e tablets e podem ser chamadas com poucos oques e gestos por um deficiente visual. Uma vez esta porta da acessibilidade aberta, temos todo um mundo de aplicações, muitas delas gratuitas, que estão ao serviço da acessibilidade. É caso para brincar com uma frase já muito gasta: um telefone inteligente faz isto e aquilo … e também faz chamadas! Na verdade, para um deficiente visual, estes gadgets estão-se a tornar indispensáveis. Para sentirem o nível a que chegamos no que diz respeito à acessibilidade nestes equipamentos, neste momento, com a tecnologia que já existe, um cego consegue controlar a câmara fotográfica de um smartphone e tirar fotografias.
Neste momento um cego tem acesso a cerca de 95% dos conteúdos que estão dentro do seu telemóvel inteligente.
Uma vez que conheço melhor o mundo Android que, como sabem tem a vantagem de ser software de código aberto, vou deixar aqui três ou quatro links para aplicações que contribuem para a acessibilidade de deficientes visuais. Todas estas aplicações têm uma versão gratuita, portanto, sintam-se à vontade para testar.
Fica também uma notícia – e começo já por aqui – para uma aplicação que, com o tempo, tornará espetáculos culturais acessíveis.
http://fernandorodrigues.weebly.com/moacutedulo-ii.html

Lupa – permite transformar o aparelho numa lupa.
https://play.google.com/store/apps/details?id=com.yuvalluzon.yourmagnifier&hl=pt-PT

Acapela TTS – Permite escolher uma voz caso não se goste da voz nativa do leitor de ecrã do Android
https://play.google.com/store/apps/details?id=com.acapelagroup.android.tts&hl=pt-PT

Google Gogles – Permite apontar a câmara do equipamento para uma folha de papel escrita, por exemplo, e o aparelho lê utilizando a voz instalada o conteúdo da dita folha.
https://play.google.com/store/apps/details?id=com.google.android.apps.unveil&hl=pt-PT

Tandera Dinheiro – Serve para identificar dinheiro.
https://play.google.com/store/apps/details?id=com.sparkbit.tandera.moneydemo&hl=pt-PT

CanScanner – Digitaliza documentos e transforma-os em ficheiros PDF.
https://play.google.com/store/apps/details?id=com.intsig.camscanner&hl=pt-PT

TIPA Reader – É um leitor de livros digitais que andam dentro do equipamento. Lê vários formatos de ficheiros e utiliza a voz instalada para os ler a um deficiente visual.
https://play.google.com/store/apps/details?id=com.tiflotecnia.tipa.reader&hl=pt-PT

Estas novas tecnologias mais portáteis e baratas massificam a acessibilidade e trazem-na não só para os estudos ou para o trabalho mas também para a cultura, os tempos livres ou o laser.

João Pinto disse...

A questão da acessibilidade, aos conteúdos web como é o caso em análise, é algo que deveria estar generalizado a todos os conteúdos e públicos-alvo, independentemente de terem não necessidades especiais.
Penso que é óbvio para todos que grande parte dos conteúdos da internet não são planeandos com grande preocupação de acessibilidade, nem os seus autores estão preparados para refletirem nestes aspetos.
Quando falamos de cidadãos com necessidades especiais esta problemática torna-se mais grave porque este cenário está a contribuir para a exclusão destes indivíduos e contraria o seu direito ao acesso à informação.
A evolução da tecnologia trouxe-nos soluções que temos o direito e dever de aplicar no dia a dia porque, por mais que existem ferramentas e aplicação, é necessários que criar condições para que sejam acessíveis à pessoas.
A tecnologia surge assim como o forma de mediar o relacionamento dos indivíduos com necessidades especiais com o seu mundo envolvente.
João Pinto

João Pinto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Manuel Sérgio disse...

O papel das tecnologias de apoio ocupa e ocupará durante várias décadas na área da Educação Especial um papel preponderante reconhecido por todos aqueles que trabalham por e para melhorar a qualidade de vida das pessoas que apresentam qualquer tipo de incapacidade, seja de forma intermitente ou permanente. Mas o mais importante é a reflexão que atualmente se faz sobre a criação de tecnologia concebida para abarcar a maior gama possível de pessoas com capacidades diferenciadas. Desta forma, o uso das tecnologias de apoio nas próximas décadas não deve ser sectorial, mas sim integral e globalizante.

Se é certo que as Tecnologias da Informação e da Comunicação poderão constituir um poderoso meio potenciador do sucesso pessoal do indivíduo portador de deficiência visual, nomeadamente no que toca ao seu sucesso escolar, profissional e social, não é menos verdade que, para isso, se torna necessário que esse indivíduo receba, no momento próprio, uma preparação cuidada e orientada por alguém competente e com prática de utilização dos meios específicos adequados.

Em algumas populações (deficiência severa), as tecnologias de apoio são, por vezes, a única alternativa dessas populações para poderem interagir com o meio, possibilitando-lhes um verdadeiro acesso à educação

DG disse...

A minha experiência como docente da educação especial levou-me a recorrer ao uso do ipad para necessidades de foro cognitivo e tenho verificado a mais valia que os programas empregues representam no desenvolvimento da pro-atividade do aluno, como refere a colega Ana Paula Rocha mais acima. O grande problema prende-se com o facto de, apesar de muitos programas terem versões gratuitas, como refere José Fernando Rodrigues, a grande maioria exigir a compra, o que é feito por mim... Contudo, aconselho os colegas a pesquisarem apenas dois exemplos que me são muito úteis: Brain school (da Mastersoft) - trabalha a atenção, concentração, memória e Visual attention (da Tactus, específico para dislexia).

Clara Barbosa disse...

Olá, boa tarde!

Relativamente à questão de discussão, embora não esteja a lecionar (tendo por isso alunos enquanto educadora), gostaria de dar o meu contributo sobre esta matéria.

Na minha experiência enquanto aluna e encarregada de educação, tenho presenciado a aprendizagem de alguns alunos, tanto da escola dos meus educandos como na minha própria Universidade, com deficiências.

Quando estava a tirar a minha licenciatura, conheci uma colega de outro curso "Ciências Sociais", que acompanhou todo o percurso académico, desde praxe, benção das fitas, convívios, etc. Esta minha colega é paraplégica, mas nem por isso deixou de realizar o seu sonho. Como não o podia fazer presencialmente, resolveu fazer a sua licenciatura em regime de Elearning. Esta é a grande vantagem da Universidade Aberta. Aqui a tecnologia tem o seu papel fundamental, uma vez que é através dela que o aluno gere toda a sua aprendizagem.
Este é um grande exemplo de que as tecnologias têm cada vez mais um papel crucial na aprendizagem.

O meu filho mais novo,teve também alguns colegas com deficiências, das quais cognitivas, onde a professora criava estratégias para que esses alunos conseguissem estar motivados e ao mesmo tempo ser criativos. Através do computador, com jogos didáticos, muitos vídeos e softwares específicos, a aprendizagem fez-se de uma forma muito mais apelativa e fácil.

Abraço,
Clara Barbosa

Clara Barbosa disse...

Olá novamente!

Relativamente aos recursos que atualmente são disponibilizados para a aprendizagem de alunos com NEE são de facto muito bons!

A questão da sua utilização passa pela necessidade de formação por parte dos educadores, no sentido de poderem proporcionar uma aprendizagem adaptada a cada situação, introduzindo desta forma as tecnologias na sua sala de aula.
Não basta colocar à disposição do aluno a ferramenta, mas sim, saber como funciona e quais as características, no sentido de o educando poder tirar o maior partido dela.

Abraço,
Clara Barbosa

Helena Feijão disse...

Boa noite

A minha experiência tem sido com alunos com multideficiência, infelizmente iniciei a caminhada com poucos apoios e partilhas, fico muito satisfeita por estar a participar neste curso que me permite conhecer e explorar novas ferramentas. Tal como a maioria dos participantes referiu as tecnologias são sem dúvida uma necessidade das pessoas portadoras de deficiência, permitindo a tão falada equidade educativa pois tende para apoiar os alunosem áreas específicas. Dos recursos utilizados posso dizer que me permitiram acima de tudo abrir caminhos à comunicação com alunos que não utilizam a fala para o fazer.Na minha experiência há também um grave comprometimento cognitivo e limitações motoras, não posso ainda dizer que consegui utilizar as tecnologias no seu máximo potencial, mas posso dizer que as tecnologias utilizadas permitiram-nos comunicar, criar momentos de prazer, de aprendizagem e acima de tudo foram "andaimes" na interação entre os restantes alunos da escola. Sinto necessidade de formações/oficinas de formação presenciais de ferramentas específicas que permitam o crescimento conjunto com outros docentes.

José Lopes disse...

Bom dia
Vi o IRISCOM ser testado pela primeira vez em Portugal com uma criança cujo o único meio de comunicação expressiva, até àquele momento, era o sorriso e o movimento dos olhos. Nesse dia, essa criança escreveu uma frase no PC. Impressionante!

Delfina Carlos disse...

A tecnologia que mais utilizo é o computador como recurso pedagógico e meio para optimizar as aprendizagens de crianças/jovens com NEE de caráter permanente que apresentam dificuldades de concentração/atenção, memória, linguagem, desenvolvimento motor e cognitivo.

É muito comum, em Educação Especial, o uso do programa Boardmaker - biblioteca de símbolos do SPC – Símbolos Pictográficos para a Comunicação que realiza de forma rápida e simples horários e tabelas de comunicação. Este software apresenta múltiplas vantagens e ajuda efetivamente à atividade e participação dos alunos; é bastante flexível permite alterar símbolos e os nomes associados à imagem; pode ser usada em alunos que necessitam de uma metodologia baseada no Ensino Estruturado, reforçada em estratégias de visualização, individualização e de independência; diminui a frustração, uma vez que a fala é facilitada; possibilita ao utilizador uma total autonomia e facilita a aquisição de competências básicas de leitura e escrita; melhora as capacidades de linguagem da pessoa em termos de vocabulário, estruturação de frases e formação de conceitos; tem ainda a possibilidade de agrupar os símbolos em seis categorias gramaticais podendo ser usado como um sistema de cores facilitando o processo de comunicação – frases com estrutura SVO: pessoas (amarelo), verbos (verde), adjectivos (azul), substantivos (laranja), outros (branco) e sociais (rosa); é um excelente auxiliar de expressão e comunicação.

A 18JAN14, na ESELx estive presente no Seminário “Tecnologias de Apoio e Recursos e Estratégias para a Aprendizagem”, onde tive oportunidade de conhecer algumas das tecnologias disponíveis. Fiquei impressionada com o MAGIC EYE – aplicação informática, desenvolvida pelo Instituto Politécnico da Guarda, permite o controlo do rato do computador apenas com o piscar de olhos!
Deixo o link para quem quiser “espreitar”
https://www.youtube.com/watch?v=Qmzo8Fp1kko

As tecnologias são de facto, a ponte para o processo de Inclusão, minimizando os problemas sentidos por quem é portador de deficiência.

“Para as pessoas sem deficiência a tecnologia torna as coisas mais fáceis. Para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis.”
Mary Pat Radabaugh (1993)

Paula Sousa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paula Sousa disse...

Boa noite!

A minha escassa experiência não me permite responder diretamente à pergunda colocada, mas posso dar a minha opinião, partindo da seguinte citação: "Para a maioria das pessoas a tecnologia torna a vida mais fácil. Para uma pessoa com NEE, a tecnologia torna as coisas possíveis" (Francisco Godinho)(cf. http://www.acessibilidade.net/web/ine/livro.html).

Dito de outro modo, e concordando com o Prof. Jaime Ribeiro do Instituto Politécnico de Leiria, considero que a tecnologia pode ser utilizada como ferramenta pedagógica alternativa à metodologia de ensino tradicional, que se torna, cada vez mais, distante das reais necessidades, vivências e expectativas dos alunos.

No caso particular das NEE, não existirão eventualemnte respostas concretas para todas as problemáticas, mas é certo que as tecnologias constituem mais uma opção que se coloca ao dispor do desenvolvimento holístico destes alunos, tendo em vista uma maior autonomia, participação e inclusão na sociedade em que se encontram integrados.

Beatriz Costa disse...

Como docente, no âmbito dos produtos e tecnologias para a comunicação de alunos com perturbações do espetro do autismo, tenho usado o ARASAAC – http://www.catedu.es/arasaac/index.php - um portal Aragonês de Comunicação Aumentativa e Alternativa com tradução em Português do Brasil. Este portal tem várias funcionalidades (dowload/software) que oferece recursos gráficos e materiais (pictogramas, imagens, locuções, vídeos, fotografias) para facilitar a comunicação e a receção de mensagens verbais e não-verbais. Estas ferramentas podem ser usadas na comunicação direta através da internet ou para downloads de pictogramas/imagens na produção de materiais didáticos. Nos softwares tenho utilizado o Arabord - http://www.catedu.es/arasaac/software.php?id_software=8 - um sistema de comunicação aumentativa e alternativa cuja finalidade é facilitar a comunicação funcional através do uso de imagens e pictogramas para pessoas que apresentam dificuldades em comunicar verbalmente. Permite criar, editar e usar placas de comunicação para diferentes dispositivos (computador, smartphone ou tablet) e diferentes sistemas operativos (windows, android). Podemos ver alguns exemplos em Pinterest - https://www.pinterest.com/arasaac/araboard/.
Na minha prática profissional, no âmbito da área de Comunicação e na realização das tarefas/rotinas didáticas, os recursos referidos constituem-se como facilitadores substanciais nas tecnologias para a comunicação e consequentemente na ampliação da atividade e participação dos alunos.
Conheço, ainda, o Tecno Accesible - http://www.tecnoaccesible.net/presentacion - um portal de informação sobre tecnologias de apoio e acessibilidade web.
Neste módulo e ao explorar o repositório de «freeware» - http://freewarenee.weebly.com/ - fiquei a conhecer o Picto Selector - http://freewarenee.weebly.com/ - uma aplicação livre de comunicação com símbolos que facilitará muito o meu trabalho no âmbito da comunicação e, portanto, no desenvolvimento da atividade e participação dos alunos com perturbações do espetro do autismo.

Ana Paula Carlos disse...


Uma pessoa com deficiência ou com necessidades especiais é cada vez mais alvo da atenção e dos esforços de integração promovidos pela comunidade ainda que por vezes seja necessário invocar a legislação para que assim seja.
O processo em que esses esforços integram a pessoa em causa nem sempre a assume com todas as dimensões que a sua unicidade impõe. A tendência ainda é aplicar “a fórmula” e esperar que os resultados sejam os mesmos que a expetativa criou. Ao negar a alteridade da pessoa com deficiência em nome da suposta igualdade, corre-se o risco de promover a dependência e perpetuar a lógica de aceitação da falta de autonomia e de liberdade.
Toda a pessoa deve ser exposta à maior variedade possível de estímulos que desenvolvam competências promotoras da sua capacidade de agir e intervir, de escolher e de decidir, em função de quem é e do que deseja em vez de agir condicionada e automatizada. Nesse sentido, a multiplicidade de software disponível é impressionante e essencial para tornar possíveis quotidianos de autonomia da pessoa com deficiência.
Na verdade as novas tecnologias bem como todos os recursos que englobam, tornam o mundo potencialmente mais acessível para todos e respondem às preocupações de inclusão que a sociedade cada vez mais quer resolver.
A propósito da utilização de tecnologias que contribuíssem de forma decisiva para a participação e atividade de pessoa com deficiência, apenas posso invocar a utilização de computadores e da internet para ações como as operações bancárias ou aquisições por parte de quem lida com a impossibilidade efetiva de se deslocar sem auxílio. Tratam-se de recursos promotores da liberdade e inclusão efetiva de pessoas com deficiência.

Blogue Cívico disse...

Da sua experiência pessoal ou profissional pode relatar que tipo de tecnologias viu usar por aluno com necessidades especiais ou pessoa com deficiência que contribuíssem de forma decisiva para a respetiva participação e atividade?

Estou a trabalhar pela primeira vez como professora de Educação Especial. Está a ser um desafio que estou a tentar cumprir com rigor e empenho.
Sempre recorri a recursos educativos digitais (RED), quer com alunos sem necessidades educativas especiais (NEE) quer com alunos com NEE. Reconheço-lhes uma validade intrínseca que é muito útil no âmbito da Educação Especial.
Há mesmo quem defenda que a utilização de RED poderia contribuir para o desenvolvimento da competência para aprender a aprender por parte dos alunos: «(…) supone de ser capaces de iniciarse en nuevos aprendizajes con cierto grado de ayuda y después continuarlos de manera autónoma.» (Rabasco &Pons, n.d., p.6).
Por este motivo, criei um blogue educativo com os meus alunos com Currículo Específico Individual e, acreditem ou não, alguns deles já sabem iniciar sessão, redigir breves mensagens, inserir imagens e vídeos. Acho que esta ferramenta está a contribuir de forma decisiva para a melhoria da sua atividade e participação…
Sugiro-vos uma visita ao Sande Especial aqui (http://sandeespecial.blogspot.pt/) e que partilhem opiniões!
Continuação de bons trabalhos.
Fontes:
Rabasco, F.; Pons, J. (2010). Recursos digitales para el profesorado en la educación inclusiva. Revista Educação, Artes e Inclusão, 1, 46-60. Acedido a 25 de abril de 2014 em http://www.periodicos.udesc.br/index.php/arteinclusao/article/viewFile/2112/1682


Benedita Carneiro

Isabel Vilaça disse...

As tecnologias de apoio são, sem sombra de dúvida, fundamentais para o alcance do sucesso educativo de crianças e jovens com NEE. Tenho trabalhado com alunos com limitações severas motoras e dificuldades de comunicação e tenho verificado que o uso do computador com o software adequado é uma grande mais-valia na participação e realização das tarefas escolares por parte destas crianças. Desde o software preditor de palavras, Eugénio, ao Araword, Grid2, Pictoselector, passando pelo cursor Big Mouse, todas estas ferramentas digitais permitem um acesso a conteúdos e atividades escolares, que de outra forma não seria possível. Porém, nem sempre os docentes que apoiam estes alunos têm a preparação ou mesmo sensibilidade e curiosidade para aplicarem as tecnologias de apoio adequadas aos seus alunos. Neste sentido, é essencial o trabalho e colaboração com os técnicos e terapeutas que acompanham as crianças com NEE, no sentido de se informarem e pesquisarem sobre os instrumentos de apoio necessários. Ou participarem em formações deste género, muito úteis e informativas e onde a partilha de conhecimentos e experiências têm contribuído de forma muito positiva para uma melhoria substancial do trabalho que estou a desenvolver com os meus alunos especiais.

Valentina Cardoso disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Valentina Cardoso disse...
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Valentina Cardoso disse...

Boa tarde

Ao tentar falar da minha experiência profissional, relativamente à utilização das tecnologias e o modo decisivo como estas foram e são facilitadoras da participação e atividade dos alunos com NEE, não posso deixar de refletir sobre o meu início de carreira. E atrevo-me a dizer…. Ainda sou do tempo… em que um aluno com graves problemas motores e de comunicação era “obrigado” a comunicar apenas através de piscadelas de olho, que por mais interessantes e sexy pudessem ser, limitavam de tal forma a sua participação que muitas das pessoas que o não conheciam eram levadas a pensar que o João, nome fictício, tinha associado à sua paralisia cerebral uma deficiência mental grave. Esta situação levava-o, muitas vezes, a desistir de comunicar e a ficar revoltado perante os comentários pouco abonatórios das suas capacidades. Lembro-me do esforço que o João fazia, quando, na tentativa de melhorarmos o seu desempenho, tentávamos escrever na máquina elétrica, com auxílio do capacete e ponteira, tudo o que lhe ia na alma, mas que o corpo não permitia… Que frustração para ambos, apesar da vontade e do esforço quase sobre humano. Lembro-me, também, da felicidade deste rapaz quando a equipa de paralisia cerebral, em conjunto com alguns técnicos informáticos, desenvolveram software e equipamento (uns óculos “mágicos”) que lhe permitiu, com a tal piscadela de olho, aceder a um computador e a um teclado virtual possibilitando-lhe a comunicação. Parabéns João! Conseguiste! Aprendi muito contigo e não te esqueço!
Outra situação que ainda recordo é as longas… mesmo longas horas que passava a escrever braille e a fazer relevos, para que os meus colegas pudessem apresentar estes materiais aos alunos cegos, de modo a que estes participassem ativamente nas aulas. Cabe também aqui uma pequena lembrança sobre os pictogramas (SPC) bem antigos e fotocopiados à revelia, (porque os originais eram bem caros…) e ainda umas cópias piratas de outros materiais facilitadores da nossa ação.
Como estamos hoje longe desses tempos…. (que para mim parecem ter sido ontem…)
Hoje, felizmente temos, à nossa disposição, várias ferramentas que, aplicadas aos alunos com NEE permitem, de fato, a sua inclusão.
Neste momento, devido à problemática dos alunos com quem trabalho, as ferramentas que utilizo são outras. Assim, tenho utilizado para além de outras, os sistemas de comunicação aumentativa e alternativa de comunicação de modo a que os alunos possam não só realizar novas aprendizagens, mas também possam comunicar melhor, na tentativa de facilitar a sua inclusão. A título de exemplo refiro o PictoSelector e o ARASAAC. Estas duas ferramentas têm permitido uma evolução enorme na comunicação de duas jovens.
Por outro lado têm também facilitado o desenvolvimento da leitura e escrita em outros alunos.
Com estas ferramentas foi possível a construção de tabelas de comunicação, de tabelas de atividades diárias e para além de muitas outras possibilidades, têm permitido a construção de fichas de trabalho: materiais temáticos, receitas de culinária, planos de trabalho….
Tentarei na minha apresentação referente a este módulo, mostrar algumas dessas tarefas. É evidente que este trabalho não tem sido solitário. O grupo de professoras onde me enquadro, na escola, e a terapeuta do Centro de Recurso para a Inclusão do CASCI (CRI- CASCI) em muito contribui para a construção destes recursos.
Não pretendendo que este comentário se alongue, dado que reconheço que não se torna fácil para os participantes ler tal manancial de opiniões, gostaria de acrescentar que, apesar de haver, neste momento, ferramentas facilitadoras, continuam a existir barreiras, tal como alguns colegas já referiram. Assim, aponto novamente aquelas que me parecem mais evidentes:
1- O custo do software e hardware (apesar de haver já muitas ferramentas “livres”)

2- O desconhecimento das ferramentas Web (também me enquadro neste grupo)

3- O desconhecimento sobre as diferentes ferramentas à disposição (falta de formação/disponibilidade para a exploração, dado que nem todas são “amigáveis”/ intuitivas)

Teresa Xavier disse...

A tecnologia veio sem dúvida dar uma grande ajuda na aprendizagem dos alunos com NEE. Mais tarde quando integrarem o mercado de trabalho continuarão a usufruir destas ferramentas.

paulacris disse...

olá boa tarde;

Da utilização do PC às redes sociais de ensino

De facto, têm sido partilhados muitos recursos interessantes, ... a aprofundar.
Eu coloco, com alguma frequência, os meus alunos com NEE em confronto com a utilização cada vez mais proficiente do PC e muitos com DID têm crescido na utilização do word, mas sobretudo do PPT em articulação com as outras áreas curriculares com a realização e apresentação de trabalhos.
Uma vez que têm email, muitos utilizam o facebook, não só para jogar, mas para interagir por escrito com os amigos. Por isso é necessário tirar partido de uma utilização mais eficiente da web, e nesse sentido utilizo uma rede social de ensino (www.edmodo.com/) que permite a criação as turmas, a adição dos docentes do CT e sobretudo porque permite realizar online diretamente nos posts quizzes de escolha múltipla, V/F, lacunas, correspondências, resposta curta e inquéritos; permite a criação de bibliotecas - de recursos web, mas também ligada à drive do google, com vantagens no chat permanente e síncrono. É uma rede interessante, pois permite ver a progressão dos alunos pelo registo estatístico que oferece. No passado usei uma outra rede social de ensino (www.twiducate.com/) e verifiquei da inclusão dos alunos com NEE pela interação (comentário, troca de mensagens) aí despoletada, mas verifiquei alguns constrangimentos quanto às possibilidades acima que o Edmodo oferece. Ambas têm um enorme potencial, pois permitem comunicar, partilhar e interagir potenciando a atividade e a participação de alunos com NEE.
Um registo no R21 - que agrega recursos para a tecnologia Smart Notebook (CD de instalação sob licença para a criação de conteúdos) permite a utilização de inúmeras apresentações em quadros interativos com uma secção das NEE. Fiz já uma sequência de exercícios lúdicos ligados à quadra da Páscoa para alunos com NEE e é extremamente apelativa a aprendizagem. Os constrangimentos que este tipo de trabalho coloca é o imenso tempo despendido, visto que o docente não sendo o produtor deste tipo de materiais não consegue produzi-los de forma sistemática, uma vez que não estão enraizadas nas práticas docentes nem esta cultura de produção massiva com recurso às TIC, nem por outro lado a organização escolar e as políticas educativas assentam nesse pressuposto - o da reconfiguração do horário do professor orientado à produção de materiais didáticos e à instauração de verdadeiras comunidades de prática dentro da escola congregando docentes do EE em aprendizagem contínua.

Paula

paulacris disse...

olá boa tarde;

Da utilização do PC às redes sociais de ensino

De facto, têm sido partilhados muitos recursos interessantes, ... a aprofundar.
Eu coloco, com alguma frequência, os meus alunos com NEE em confronto com a utilização cada vez mais proficiente do PC e muitos com DID têm crescido na utilização do word, mas sobretudo do PPT em articulação com as outras áreas curriculares com a realização e apresentação de trabalhos.
Uma vez que têm email, muitos utilizam o facebook, não só para jogar, mas para interagir por escrito com os amigos. Por isso é necessário tirar partido de uma utilização mais eficiente da web, e nesse sentido utilizo uma rede social de ensino (www.edmodo.com/) que permite a criação de turmas, a adição dos docentes do CT e sobretudo porque permite realizar online diretamente nos posts quizzes de escolha múltipla, V/F, lacunas, correspondências, resposta curta e inquéritos; permite a criação de bibliotecas - de recursos web, mas também ligada à drive do google, com vantagens no chat permanente e síncrono. É uma rede interessante, pois permite ver a progressão dos alunos pelo registo estatístico que oferece. No passado usei uma outra rede social de ensino (www.twiducate.com/) e verifiquei da inclusão dos alunos com NEE pela interação (comentário, troca de mensagens) aí despoletada, mas verifiquei alguns constrangimentos quanto às possibilidades acima que o Edmodo oferece. Ambas têm um enorme potencial, pois permitem comunicar, partilhar e interagir potenciando a atividade e a participação de alunos com NEE.
Um registo no R21 - que agrega recursos para a tecnologia Smart Notebook (CD de instalação sob licença para a criação de conteúdos) permite a utilização de inúmeras apresentações em quadros interativos com uma secção das NEE. Fiz já uma sequência de exercícios lúdicos ligados à quadra da Páscoa para alunos com NEE e é extremamente apelativa a aprendizagem. Os constrangimentos que este tipo de trabalho coloca é o imenso tempo despendido, visto que o docente não sendo o produtor deste tipo de materiais não consegue produzi-los de forma sistemática, uma vez que não estão enraizadas nas práticas docentes nem esta cultura de produção massiva com recurso às TIC, nem por outro lado a organização escolar e as políticas educativas assentam nesse pressuposto - o da reconfiguração do horário do professor orientado à produção de materiais didáticos e à instauração de verdadeiras comunidades de prática dentro da escola congregando docentes do EE em aprendizagem contínua.

Paula

paulacris disse...

(cont.)

Software e Podcasts

A irispen (caneta digitalizadora) e o zoom-ex (leitor e ampliador portátil) sob compra ajudam às necessidades dos alunos com baixa visão integrando funções de ampliação de leitura.
Nesse sentido, também os podcasts tão úteis para suprir dificuldades de visão) da SoundCloud e do Podomatic permitem ouvir trechos ou textos integrais audio e qualquer utilizador sob registo pode criar e partilhar os seus audio records, bem como os estúdios raposa - espaços audio na web, sobretudo para alunos do ensino secundário.

Paula

paulacris disse...

3#3

Treino da memória de trabalho

Existem muitos sítios online que permitem o treino da memória de trabalho (MT) tão comprometida nos casos da dislexia e fundamental para desenvolver o QI, em geral também de crianças com DID a nível cognitivo, como: the operation span task; o brainscale e the stroop (color reading interferences) - todos potenciam o desenvolvimento de destrezas mentais complexas, devendo ser planificados como um trabalho intensivo e sistemático sobre as causas de inúmeras DEA (dificuldades específicas de aprendizagem).

bom trabalho,
Paula

Maria de Lurdes Martins Martins disse...

A utilização das tecnologias de informação e comunicação no processo de ensino/aprendizagem são um tema transversal a todas as disciplinas independentemente das características funcionais do individuo a que se direccionam.
Desde o seu aparecimento que as TIC fazem parte do conjunto de ferramentas que utilizo para ensinar.
Felizmente muitas escolas estão hoje bem apetrechadas em termos de meios tecnológios por via do plano tecnológico recentemente implementado. A escola onde leciono tem quadros interativos, projetores e computadores em praticamente todas as salas, todos os alunos se o desejarem têm acesso a computador para realizar trabalhos escolares na BECRE ou para atividades lúdicas na sala de convívio. Contudo constato que este plano tecológico não foi devidamente acompanhado da necessária formação de professores que permitisse que destes meios fosse tirada a devida rentabilidade. A maior parte dos quadros interativos são utilizados como meros projetore, formações de meia dúzia de horas são manifestamente insuficientes para que delas ser possa fazer uma plena utilização. Por outro lado sou de opinião que mesmo para quem tem facilidade em lidar com estas tecnologias os programas dos quadros interativos são bastante pesados, pouco versáteis e desencorajadores.
Relativamente à minha experiência nas TIC enquanto professora de Educação Especial ela é também bastante diversificada. Trabalho com alunos que utilizam o computador na sala de aula como tecnologia de apoio, nomeadamente um aluno com problemas motores, tendo para o efeito sido realizadas adaptações no hardware, ao nível da velocidade do processador, velocidade de arrastamento do ponteiro, no browser definiu-se maior tamanho de letra.Este aluno utiliza também a dropbox para ter os seus cadernos diários digitais e para ter pastas partilhadas com os professores, onde estes colocam materiais específicos para o mesmo trabalhar e materias para serem trabalhados em casa uma vez que lhe acontece com frequência ter que ficar em casa por motivos de saúde física. Este aluno já teve que ficar em convalescença durante vários meses em cas tendo tido acesso a tele-aulas. Já tive também uma aluna com problemas de saúde física graves que estava em casa e tinha aulas pelo sistema de vidio-conferência.Este sistema resultou bem, tendo sido os professores a sofrer mais com a adaptação. Este ano letivo tenho também uma aluna com hemiparésia direita tendo sido feitas adaptaçãoes no hardware para tornar o desempenho do computador mais lento e adequado à mão esquerda (botão do rato.
Ao nível das tecnologias de apoio aos alunos com necessidades educativas especiais isto é evidentemente uma micro-gota num oceano de possibilidades, contudo para cada um destes alunos representa uma ajuda que é um passo significativo no seu percurso de vida.
Pensemos também como professores e como pessoas com gosto pelo saber nas possibilidades que nos dão as novas tecnologias no acesso à informação e na partilha de linkes, de programas, de experiências interessantes para o fornecimento de informação sobre possíveis ajudas na resposta aos problemas dos diferentes alunos.
Ao nível das necessidades educativas especiais faz muita falta aos professores acesso a formação de qualidade na área do software educativo e na utilização das ferramentas da web. É sem dúvida aliciante navegar por todos os linkes referenciados neste fórum e muitos outros que nem fazemos ideia que existem, a informação é tão vasta que sem ajuda não chegaremos a a ela.

Ana Paula Ferreira disse...

Considero o módulo II Acessibilidades Web e tecnologias um desafio que motiva o professor a capacitar-se para aprender e atualizar-se. Uma grande variedade de ferramentas a utilizar nas práticas letivas foi divulgada no blogue do Mooc, mas ainda não tenho experiência pedagógica com estas novas ferramentas. Na minha experiência profissional o computador e os recursos disponíveis na Internet contribuíram para facilitar a inclusão e a aprendizagem dos alunos com NEE, ganhando autonomia, embora usassem apenas o pacote de ferramentas do Office e explorassem CD-ROMs educativos. Mais recentemente usei nas aulas o Audacity e os recursos flipchart para o quadro interativo.
O professor não pode ficar alheio há evolução tecnológica, com a Web 2.0 grandes mudanças ocorrem. A utilização dos recursos tecnológicos obriga a reformular a prática docente e requer que o professor esteja preparado para utilizar as novas ferramentas Web 2.0 na aula. É necessário investigar o seu potencial e certificar-se que compreende as funções elementares dos aparelhos e aplicativos a usar na aula. Um bom trabalho exige organização na aula e organização na utilização das tecnologias, mobilizando-as enquanto dispositivos pedagógicos. O professor, na heterogeneidade da sua turma, está sempre diante de situações complexas para as quais deve encontrar respostas, devendo selecionar as tecnologias de apoio e recursos adequados às necessidades específicas dos alunos com NEE, para orientar os percursos individuais de aprendizagem e contribuir para o desenvolvimento de competências.
Estas novas ferramentas são grandes aliadas dos professores e quando usadas adequadamente favorecem a inclusão e a melhoria da qualidade do ensino.

Patrícia disse...

Boa tarde a todos.
O meu comentário consiste no seguinte:
A acessibilidade é uma característica do ambiente ou de um objeto que permite a qualquer pessoa estabelecer um relacionamento com esse ambiente ou objeto, e utilizá-los de uma forma amigável, cuidada e segura. (Conceito Europeu de Acessibilidade- Relatório do Grupo de Peritos criado pela Comissão Europeia-2003)
Em relação à temática deste módulo, a minha opinião divide-se em três fatores importantes, sendo eles os seguintes:
- Acessibilidade digital;
- Tecnologias de Apoio;
- Desenho Universal.
Vejamos o que significa cada um deles.
A acessibilidade digital é a capacidade de um produto ser flexível o suficiente para atender às necessidades e preferências do maior número possível de pessoas, além de ser compatível com tecnologias de apoio utilizadas por pessoas com necessidades especiais.
A acessibilidade na web significa que qualquer pessoa, utilizando qualquer tipo de tecnologia de navegação (navegadores gráficos, textuais, especiais para sistemas de computação móvel, entre outros), deve ser capaz de visitar e interagir com qualquer website, compreendendo inteiramente as informações nele apresentadas. A acessibilidade diz respeito a locais, produtos, serviços ou informações efetivamente disponíveis ao maior numero e variedade possível de pessoas, independentemente das duas capacidades físico-motoras, percetivas, culturais e sociais.
Entende-se por tecnologias de apoio os dispositivos facilitadores que se destinam a melhorar a funcionalidade e a reduzir a incapacidade do aluno, tendo como impacto permitir o desemprenho de atividades e a participação nos domínios da aprendizagem e da vida profissional e social. (Artigo 22.º, Decreto-Lei n.º3/2008 de 7 de janeiro, Diário da Republica, 1.ª Série, N.º4, 159:5)”
As Tecnologias de Apoio permitem:
- Compensar ou substituir funções;
- Acesso ao currículo;
- Novas formas de comunicar
- Novas formas de participar
- Promover a autonomia
- Aproveitar as competências residuais
- Personalizar;
- Transformar o computador num aliado, numa ferramenta de ilusão
- Derrubar os obstáculos

Por último, o desenho universal visa a conceção de objetos, equipamentos e estruturas do meio físico destinados a ser utilizados pela generalidade das pessoas, sem recurso a projetos adaptados ou especializados, e o seu objetivo é o de simplificar a vida de todos, qualquer que seja a idade, estatura ou capacidade, tornando os produtos, estruturas, a comunicação/informação e o meio edificado utilizáveis pelo maior nº de pessoas possível a baixo custo ou sem custos extras para que todas as pessoas e não só as que têm necessidades especiais, mesmo que temporárias, possam integrar-se totalmente numa sociedade inclusiva.
Os princípios básicos do desenho universal são os seguintes:
- Utilização equitativa;
- Flexibilidade de utilização;
- Utilização simples e intuitiva;
- Informação percetível;
-Tolerância ao erro
- Esforço mínimo
- Dimensão e espaço de abordagem e de utilização;
O desenho para todos assume-se, assim, como instrumento privilegiado para a concretização da acessibilidade e, por extensão, de promoção da inclusão social.
A Acessibilidade aliada à Usabilidade promove uma maior e melhor Funcionalidade.
Com os melhores cumprimentos,
Patrícia Baeta

Mundo das TI disse...

Ao longo da minha carreira profissional, trabalhei com alunos portadores de multideficiências, em que os apoios e as partilhas de experiencias com colegas “especialistas” ou instituições sempre foram escassas. Trabalho com alunos que apresentam quadros de limitações cognitivas diversas, perante os recursos utilizados na sala de aula verifico que o uso do computador tem sido fundamental para o seu desenvolvimento integral, as tecnologias são de fato essenciais para o sucesso educativo dos nossos alunos. O software por mim utilizado mais frequentemente é o Pictoselector e o Big Mouse (já mencionados por colegas neste fórum), é com estas e com outras ferramentas que eu diariamente procuro desenvolver competências nos meus alunos NEE. Contudo, acho que por falta de comunicação/informação, nem sempre temos conhecimento dos avanços tecnológicos e pedagógicos para dar uma resposta mais efetiva. Assim, é fundamental que a partilha de conhecimentos seja uma premissa, pois um bom desempenho profissional irá condicionar de forma positiva o sucesso educativo.

jose luis pissarro disse...

Começo por fazer um breve comentário sobre as diretrizes de acessibilidade que me parecem importantes, à semelhança das acessibilidades arquitetónicas. Se forem respeitadas, não só irão ao encontro das necessidades das pessoas com deficiência, mas serão facilitadoras para todos nós. Em sociedades envelhecidas como a nossa, todos vamos a caminho de adquirir incapacidades. Neste contexto, uma rampa suave poderá ser mais facilitadora do que subir escadas, quer para quem use cadeira de rodas, quer para um idoso com dificuldade de locomoção. Um ecrã ou documento digital com caratere diminuto será mais difícil de ler do que se tiver a opção de ampliação. Muitos outros exemplos poderiam ser dados.

Com tanta oferta de ferramentas livres é importante que estas também sejam programadas tendo em conta as acessibilidades. Assim, os utilizadores poderão ficar aliviados da preocupação de verificar as acessibilidades daquilo que produzem. O consórcio W3C tem produzido diretrizes para este fim designadas ATAG 2.0 – Authoring Tool Accessibility Guidelines - http://www.w3.org/TR/ATAG20/ .

«This standard provides guidelines for designing web content authoring tools that are both more accessible to authors with disabilities (Part A) and designed to enable, support, and promote the production of more accessible web content by all authors»

Quanto às tecnologias de apoio, escolhi abordar os sintetizadores de fala que são uma grande invenção para quem se encontra impedido de comunicar ou tem grandes dificuldades em se fazer entender. É conhecido o caso do famoso cientista Stephen Hawking, que sem um sintetizador de fala não conseguiria comunicar, como podemos ver nesta TED Talk de 2008 - http://www.ted.com/talks/stephen_hawking_asks_big_questions_about_the_universe

No site FreewareNEE encontram-se algumas aplicações referenciadas na categoria de sintetizadores de fala e eu estive a experimentar o VOKI que permite criar um Avatar falante. Penso que é uma aplicação que tem uma adesão fácil junto dos mais novos, pois permite-lhes compor uma imagem à sua escolha que poderá falar por si, tendo várias vozes à escolha para várias línguas.

Penso que, para crianças e jovens com deficiência visível que não queiram mostrar-se, o avatar poderá funcionar de forma vantajosa e, no caso, de terem dificuldade em articular a fala, o sintetizador pode falar por elas.

Criei o meu Avatar no VOKI e copiei esta mensagem para ser lida por esta aplicação online. No site do VOKI encontra-se disponível um conjunto de propostas de atividades para sala de aula em que esta ferramenta pode ser usada.

Diana Lisboa disse...

Enquanto terapeuta da fala, as ajudas técnicas têm sido uma mais valia na diminuição da incapacidade, em particular relacionada com as competências comunicativas; são excelentes ferramentas que nos ajudam a desenvolver o máximo potencial de cada pessoa e também dos seus parceiros comunicativos. Ainda há relativamente poucos anos atrás, as ajudas técnicas para a comunicação eram escassas e bastante elementares mas, atualmente, encontra-se disponível no mercado um conjunto de ofertas bastante interessantes e capazes de responderem às necessidades de um elevado número de pessoas. É de realçar que na seleção das ajudas técnicas para a comunicação, vários fatores devem ser considerados, sendo de salientar os fatores individuais (relacionados com o tipo de incapacidade e as necessidades de cada pessoa) bem como os fatores ambientais (necessidades e oportunidades facultadas nos contextos em que será utilizada e pelos parceiros de comunicação). Ao longo da minha experiência profissional pude comprovar que podemos ter a melhor tecnologia, melhor enquadrada com as necessidades e capacidades da criança ou jovem, contudo se o contexto (familiar ou escolar ou comunitário) não lhe der oportunidades funcionais de utilização, de nada serve a tecnologia de apoio... em nada estamos a contribuir para a melhoria da qualidade de vida da criança ou jovem! Devemos sim investir em ajudas técnicas e tecnologias de apoio à comunicação, estimular que toda a criança e jovem tenha os recursos necessários para poder participar... mas devemos também moldar o meio, os contextos em que a criança ou jovem participa!

Fátima Duarte disse...

Vivemos numa sociedade da informação e comunicação, em que a utilização das TIC como recurso educativo de fácil acesso, permite a aquisição de novas competências e uma evolução significativa no processo de ensino e de aprendizagem que se torna mais social, e que se prolonga ao longo da vida.
Fiz uma leitura rápida pelo livro “Planeta web 2.0 – Inteligencia colectiva o médios Fast Food” que pode ser consultado em http://www.planetaweb2.net/, permitiu-me conhecer e aprofundar os conhecimentos relacionados com esta temática. A diversidade de recursos é imensa, implica tempo de exploração mas torna-se desafiante pois permite aquisição de novas ferramentas gratuitas assim como permite a utilização por diferentes dispositivos, e não necessita de atualização de software.
Por sua vez o projeto “Information and Communication Technologies-Competency Standards for Teachers” da UNESCO diz-nos que o uso da tecnologia na educação permite o desenvolvimento de um currículo flexível ao mesmo tempo que as crianças com NEE participam no ensino de forma mais igualitária, preparando-os para uma aprendizagem ao longo da vida, assim como para o entretinimento e trabalho extra escola. Aqui são-nos apresentadas boas praticas, recursos de acessibilidades, e deixadas algumas recomendações para a utilização das TIC numa perspetiva inclusiva.
http://www.unesco.org/new/fileadmin/MULTIMEDIA/HQ/CI/CI/pdf/accessible_ict_students_disabilities_pt.pdf
A utilização das TIC com crianças com NEE permite um uma intervenção diferenciada e favorece a inclusão social. Além de possibilitar diferentes formas de aceder à informação, permite construir projetos de interação, de colaboração e de partilha de conhecimento.
Trabalho com crianças maioritariamente com deficiência mental e utilizo frequentemente o youtube, wikipedia, e jogos e atividades interativas existentes nos diferentes sites e blogs. Por exemplo, utilizo frequentemente o método global associado às 28 palavras para a aprendizagem da leitura, e além do material concretizador que fui elaborando, encontro muitos recursos em páginas da net permitindo fazer uma abordagem multissensorial.
Já utilizei em contexto sala de aula alguns recursos, nomeadamente a “história dos sete cabritinhos” que se encontra em http://youtu.be/MYLlfsK2I14, . Posso referir que tornou-se uma ferramenta multidisciplinar pois através do print scrn foi possível captar as imagens e utilizar as mesmas para abordar a leitura e escrita de palavras e frases, e de associar a palavra à imagem. Permitiu ainda explorar conceitos matemáticos, a família, entre outros.
Algumas das ajudas técnicas que já explorei possibilitam um aumento da atividade e da participação do aluno, melhorando a sua funcionalidade, e ao mesmo tempo desenvolvem potencialidades para uma aprendizagem mais ativa.
Apesar de já não ser recente, devemos ter em conta o que é referido no livro verde para a sociedade da informação em Portugal, que poderá ser consultado em http://www.acessibilidade.gov.pt/,. De acordo com informação veiculada, as tecnologias da informação oferecem um grande potencial para que cidadãos com deficiências consigam uma melhor integração na sociedade e na vida ativa.

Isabel Pedrosa disse...

Nos dias de hoje as tecnologias são uma ferramenta fundamental na aprendizagem e participação do aluno. São super dinâmicas e conseguimos andar com elas no bolso. Recordo-me muitas vezes de um aluno, com um quadro muito grave ao nível da atividade e participação, em que o modo de comunicação era através de gritos e apontar. Através dos símbolos SPC, depois de muitas tentativas frustadas, houve um dia que o aluno apontou para o símbolo de beber água e a sua necessidade foi satisfeita... è preciso acreditar e vasculhar aquilo que o mundo tecnológico nos tem para oferecer e adequá-lo a cada aluno que tenhámos, é esse o nosso dever e deve ser essa a nossa satisfação, ajudar um aluno a conseguir ultrapassar as suas próprias barreiras. Pela panóplia de programas que existem e que aqui são transmitidos, na minha opinião deveria haver mais formação gratuita na área das tecnologias e acessibilidade junto dos docentes. Devo referir que um dos alunos que apoiava iniciou a utilização do GRID, pedimos formaçao inicial para navegar no programa (que não é muito intuitivo) mas, teríamos que pagar por 6 horas (através do CRI, que já teria um desconto) 60€. Ainda existem alguns lobbies... Acima de tudo é, importante, pela minha experiência pessoal, e riquíssimo oferecer um ambiente de aprendizagem e estimulante e as novas tecnologias ajudam bastante ao envolvimento dos alunos. É essencial dominar diversos programas, para proporcionar aos alunos alcances inimagináveis, interações construtivas, ambientes saudáveis e proatividade.

Filomena Menezes disse...

Da minha experiência, pouco poderei referir sobre as tecnologias de apoio utilizadas pelos meus alunos. Nunca tive alunos com necessidades educativas especiais com problemas sensoriais. Observo das necessidades evidenciadas pelos alunos que estão na minha escola.
Esta geração, que manuseia facilmente Tablets, tem nestes “pequenos” instrumentos uns facilitadores da escrita, da leitura, uma forma lúdica de cálculo e, muitas vezes, a sua forma de comunicação alternativa.
Porque participei num seminário que decorreu na minha cidade (“Seminário:tecnologias e necessidades especiais”), aprendi que existem inúmeras aplicações, que existem treinos para a utilização de materiais adaptados; que se adaptam igualmente equipamentos facilitadores da autonomia pessoal e da integração social. Pude ver talheres adaptados (grandes ajudas no manuseamento destes às refeições e possibilitadores de autonomia), leitores de ecrã e softwares para a leitura, cálculo e escrita (tarefas escolares frequentemente solicitadas); documentos impressos Braille para proporcionar leitura, bem como outros programas que permitem o acesso ao conhecimento quando por razões de problemáticas os alunos não o conseguem fazer como os seus pares. Com as ajudas técnicas e/ou tecnologias de apoio, os jovens e crianças ganham em autoestima e demonstram em competências aquilo que aprendem fazendo.
Nos vídeos disponibilizados neste MOOC pude verificar que existiam muitas lacunas, mesmo quando os técnicos informáticos tentam a Inclusão. Há que respeitar muitos critérios numa aplicação e na criação de páginas que possam ser lidas pelos invisuais, por exemplo. Não tinha noção…
No seminário “Tecnologias e necessidades especiais” que decorreu no Funchal, observei a apresentação de algumas empresas, associações, instituições públicas; a organização que é necessária existir para proporcionar o empréstimo de ajudas técnicas/tecnologias de apoio ao domicílio; pude assistir extasiada a uma aplicação –que contempla uma versão para invisuais- e que além de ser produto turístico da Candelária (município espanhol), ainda compreende sons da Madeira. Tudo isto é proporcionado através das várias funcionalidades acessível a qualquer cidadão que tenha telemóvel e descarregue a aplicação. Produto inclusivo e cultural!
Na minha opinião deveria haver mais formação como esta (que sensibiliza para estes “pequenos – grandes” pormenores na elaboração de materiais para portadores de deficiência), mas torna-se necessário facultar conhecimentos à sociedade civil, em geral, visto que a mudança mais difícil é a da alteração de mentalidades. Só conhecendo as barreiras podemos intervir e ajudar quem de nós precise.

Paula Cristina de Almeida Costa disse...

Olá a todos! Relativamente à questão colocada devo referir que pouca experiência tenho com alunos com NEE na sala de aula. Ao longo de 14 anos de ensino, que se dividem entre 1º e 2º ciclo EB, tive, no 1ºCEB, uma aluna com deficiência motora e com deficit cognitivo. O trabalho com esta aluna era adaptado mas nunca utilizei as TIC na sala de aula. Estávamos em 2004, a minha experiência com alunos NEE era nula, a escola tinha apenas uma sala TIC com 6 pc e uma professora de "apoio" que pouco trabalhava com a aluna (dado ter muitos outros alunos). Quando a turma ia à sala TIC a aluna jogava com os seus colegas e fazia as atividades propostas com a minha ajuda. Manuseava o rato facilmente embora tivesse mais dificuldades na utilização do teclado. Mais tarde, em 2006 e no 2º CEB,tive outra aluna com paralisia cerebral que estava a assistir às aulas de ciências, mas cujas fichas de trabalho estavam ao nível do 1º ciclo. Não tínhamos na sala nenhum material de apoio ao trabalho com esta aluna, que estava na aula apenas para socializar com os colegas, pois a maioria do trabalho era feito pela equipa da educação especial, na sala de ensino especial. O mesmo aconteceu com outro aluno portador de Trissomia XXI que ía à aula de Ciências para socializar com os colegas e para o qual eu preparava umas fichas, ao nível do 1º Ciclo, que ajudava o aluno a realizar na aula. Apenas no 1º ciclo senti que havia inclusão, ainda que com muitas limitações ao nível das adequações necessárias à aluna, não só do ponto de vista físico da escola, mas do ponto de vista da equidade de oportunidade de aprendizagem dessa aluna face aos restantes colegas da escola. No 2º ciclo, das duas experiências que tive, penso que houve outra estratégia de inclusão que, em minha opinião, podia estar adequada aos alunos em questão, pois a "falta" de preparação da professora da disciplina (eu) era colmatada com as professoras e técnicas do ensino especial.
Relativamente à utilização de tecnologias de apoio a minha experiência é nula.

Abraços
Paula

Paula Cristina de Almeida Costa disse...

Gostaria de deixar aqui um comentário face aos materiais de apoio disponibilizados e face aos testemunhos apresentados pelos professores nas webinares e nos videos. Não tinha noção real dos meios tecnológicos de apoio a pessoas com deficiência e fiquei bastante agradada com o manancial disponibilizado para a infoinclusão destas mesmas pessoas. Também desconhecia a existência das diretrizes de acessibilidade para conteúdos na Web e da existência da Unidade de Acesso. Quanto a esta última, e após a ter experimentado num wiki que produzi com recursos educativos digitais para o ensino das Ciências (fruto da minha investigação de Doutoramento), não consegui perceber que tipo de erro apresenta o link que lá coloquei, pelo que não consegui "avaliar" o wiki quanto à acessibilidade. Será que alguém me poderá ajudar com esta questão?
Agradeço os materiais disponibilizados pois são de um importante contributo, não só para o que existe como apoio a pessoas com deficiência, mas também para quem quer produzir materiais adequados aos seus alunos e realidades. Por este motivo reitero a minha "ignorância" já postada em comentário no módulo 1 e reforço a importância da minha participação neste MOOC! Obrigada!

Nelida Martins Anedith Silva disse...

De uma breve leitura que fiz e assistência dos vídeos do Módulo estou estupefacta com a riqueza que está sendo disponibilizada em termos de recursos, sistematizada (em relação às diferentes limitações) de forma que nos permite explorarmos aqueles que auxiliarão nossa prática de forma mais imediata.
O assunto é novo para mim, pois sou professora , mas nunca deparei com situações em que tivesse que trabalhar com crianças com necessidades especiais. Por isso me surpreendi imenso ao ler e explorar o tema, por desconhecimento total do tema "Acessibilidade à Web".
Na minha optica penso que os sistemas de leitura de tela contribuem de maneira decisiva para a autonomia dos cegos em suas mais deferentes atividades (do estudo às compras) assim como os teclados virtuais também são tecnologias que facilitam a digitação e comunicação de pessoas com limitação física, entre outras .
Quanto aos validadores, é importantíssimos que estejam no foco de formação dos desenvolvedores de sites e programas para a web.

ISiSa disse...

Olá a todos!
Em resposta à questão para discussão:
A equipa de apoio a alunos com necessidades educativas especiais, da qual faço parte, dispõe ainda de pouquíssimos recursos tecnológicos. Contudo devo destacar o trabalho junto dos alunos cegos que frequentam o ensino secundário, estando, por detrás, claro, todo um trabalho de preparação e introdução ao sistema Braille, desenvolvido por uma professora de apoio, utilizando os recursos mais simples, como a pauta, a punção e a máquina perkins. Posteriormente, à medida que os alunos foram avançando, tornou-se necessário a utilização de outras tecnologias de apoio. Neste sentido, uma associação de apoio às pessoas com deficiência visual, organizou uma formação sobre Braille e informática, foi ministrada por 3 formadores portugueses e abrangeu técnicos da Sala de Recursos, professores da escola secundária que ia acolher os alunos cegos, e os próprios alunos. Entre outros conteúdos, foi dado a conhecer um dos leitores de ecrã - Software Jaws.
Sem dúvida que a utilização desse tipo de tecnologia de apoio fez/faz uma grande diferença na vida desses e de outros alunos cegos, dando-lhes a oportunidade de participarem e de realizarem tarefas de forma independente, maximizando as suas potencialidades e melhorando o seu desempenho escolar, contribuindo assim, para uma verdadeira inclusão.
Atenciosamente,
Iria Santos

Clara Monteiro disse...

As tecnologias são, sem dúvida, uma poderosa forma de promover a inclusão. Pois podem ajudar a gerar as mudanças necessárias na Educação e a construir um aluno autónomo e eficaz no seu processo de aprendizagem.
Apesar de muito dispendioso, em Portugal podemos sempre recorrer Despacho n.º 894/2012, de 23 de janeiro, o Diretor do Instituto Nacional para a Reabilitação determina e regulamenta a atribuição de produtos de apoio para pessoas deficientes(tecnologias de apoio).
Na minha opinião as tecnologias são um aliado poderoso da educação em geral. Quando se trata de alunos com Necessidades Educativas Especiais, adquirem ainda maior dimensão ao assumirem-se como a diferença entre o ser espectador e o ser ator no seu processo de aprendizagem. São ferramentas que superam barreiras e promovem o acesso e a participação daqueles que, por algum motivo, não acompanham o normal fluir da aprendizagem.
É importante apresentar, debater e demonstrar como é possível conseguir que os alunos com NEE aprendam mais e melhor com as TIC e as Tecnologias de Apoio a seu lado. Encontrar e difundir boas práticas, mas acima de tudo, contribuir para a modelagem de atitudes e fomentar a pro-atividade na exploração destas ferramentas para a supressão de barreiras na aprendizagem de todos os alunos.
Trabalho com alunos cegos e com baixa visão várias tecnologias de Apoio:
- Acesso ao computador por voz, braille ou ampliação;
- Acesso à Internet e fontes documentais;
- Leitores de ecrã;
- Sistema Daisy;
- Reconhecimento de texto (OCR) e leitura de textos a tinta.
As tecnologias de apoio são um conjunto de dispositivos e equipamentos que têm por objetivo compensar uma limitação funcional e facilitar um modo de vida independente, sendo por isso elementos facilitadores do desempenho de atividades e da participação dos alunos com necessidades educativas especiais em diferentes domínios (aprendizagem, vida social e profissional). As TIC constituem então, uma mais valia para auxiliar o processo de aprendizagem destas crianças. Cada vez se encontra uma maior variedade de recursos tecnológicos direcionados para a aprendizagem.

Clara Monteiro disse...

As tecnologias são, sem dúvida, uma poderosa forma de promover a inclusão. Pois podem ajudar a gerar as mudanças necessárias na Educação e a construir um aluno autónomo e eficaz no seu processo de aprendizagem.
Apesar de muito dispendioso, em Portugal podemos sempre recorrer Despacho n.º 894/2012, de 23 de janeiro, o Diretor do Instituto Nacional para a Reabilitação determina e regulamenta a atribuição de produtos de apoio para pessoas deficientes(tecnologias de apoio).
Na minha opinião as tecnologias são um aliado poderoso da educação em geral. Quando se trata de alunos com Necessidades Educativas Especiais, adquirem ainda maior dimensão ao assumirem-se como a diferença entre o ser espectador e o ser ator no seu processo de aprendizagem. São ferramentas que superam barreiras e promovem o acesso e a participação daqueles que, por algum motivo, não acompanham o normal fluir da aprendizagem.
É importante apresentar, debater e demonstrar como é possível conseguir que os alunos com NEE aprendam mais e melhor com as TIC e as Tecnologias de Apoio a seu lado. Encontrar e difundir boas práticas, mas acima de tudo, contribuir para a modelagem de atitudes e fomentar a pro-atividade na exploração destas ferramentas para a supressão de barreiras na aprendizagem de todos os alunos.
Trabalho com alunos cegos e com baixa visão várias tecnologias de Apoio:
- Acesso ao computador por voz, braille ou ampliação;
- Acesso à Internet e fontes documentais;
- Leitores de ecrã;
- Sistema Daisy;
- Reconhecimento de texto (OCR) e leitura de textos a tinta.
As tecnologias de apoio são um conjunto de dispositivos e equipamentos que têm por objetivo compensar uma limitação funcional e facilitar um modo de vida independente, sendo por isso elementos facilitadores do desempenho de atividades e da participação dos alunos com necessidades educativas especiais em diferentes domínios (aprendizagem, vida social e profissional). As TIC constituem então, uma mais valia para auxiliar o processo de aprendizagem destas crianças. Cada vez se encontra uma maior variedade de recursos tecnológicos direcionados para a aprendizagem.

emrcesramada disse...
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emrcesramada disse...
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Maria Casanova disse...

Tenho dois alunos com necessidades educativas especiais. os alunos realizam trabalhos em formato PowerPoint, e são capazes de elaborar pequenos vídeos com imagens e também capazes de colocar pequenas legendas. Tem sido muito gratificante trabalhar com estes alunos que se sentem impelidos a aprender e a querer saber mais.

zilda disse...
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zilda disse...

Olá,
A tecnologia que considerei mais relevante para um aluno de 5 anos, com Autismo, foi o “Comunicar com Símbolos”, “Aventuras” e “Vox4all” para Andróide, em que o primeiro consiste num processador de texto que permite a escrita simultânea de texto e de pictogramas, facilitando a elaboração de materiais e a sua adaptação para pessoas com dificuldades a nível da comunicação funcional, o que permitiu ao aluno a comunicação das suas necessidades e escolhas, essencial à interação com os pares, dado que o aluno tem graves dificuldades na expressão oral.
Permite também a interação com a família, como foi o caso desta história reescrita e partilhada com a família via facebook.
http://issuu.com/zildapol/docs/oriana
Este software é ainda um facilitador no desenvolvimento da comunicação expressiva oral, dado que tem também sintetizador de voz; na elaboração de materiais tem bastantes funcionalidades, como as tabelas de comunicação, os quadros de tarefas, etc.; também o “Vox4all” é essencial na comunicação das necessidades básicas.
Quanto ao “Aventuras” destina-se mais à aprendizagem lúdica e à expressão gráfica, sendo sempre apenas utilizável no PC, individualmente, permitindo a elaboração de cadernos digitais.
Qualquer destes softwares tem a desvantagem de não serem de utilização livre, tendo sido a sua aquisição feita por mim, a fim de optimizar o trabalho a realizar com o aluno.
Os Freeware-Recursos Livres-Necessidades Especiais-Deficiência disponibilizados neste MOOC são essenciais para explorar e adequar na minha prática pedagógica.
Obrigada

Docente de Educação Especial Vanda Simões disse...

Olá a todos, estou muito satisfeita com este leque de informações tão relevantes no que diz respeito a acessibilidades.É fundamental acompanhar a par e passo o progresso tecnológico e todas as inovações a ele associadas, aceitar o desafio de procurar dominar as novas tecnologias da informação e comunicação e saber tirar proveito delas para enriquecer a nossa prática pedagógica com alunos com NEE. Muito embora ainda tenha pouca experiência no grupo de educação especial, já contatei de perto com alguns softwares muito interessantes para trabalhar com alunos do espetro do autismo e não só. O Boardmaker foi um deles, contudo com o inconveniente de ser pago. Ultimamente descobri o Araword que é muito semelhante, o download é grátis e é possível depois da instalação trabalhar ofline, aproveitem é uma excelente ferramenta de comunicação!!!Também fiz um curso de formação em língua gestual, mas como na ocasião não tinha nenhum aluno surdo perdi a prática. Atualmente tenho uma aluna surda e já não domino grande parte do que aprendi. Tomei contato com alguns switchs para ativar brinquedos e teclados de computador num centro de recursos TIC. São bastante dispendiosos, mas segundo sei é possível "construir" artesanalmente e a baixo custo um switch. Ao longo do tempo, tanto com alunos ditos normais como com alunos com NEE tenho usado a biblioteca de livros digitais, e-manuais, jogos interativos.

edgapoe disse...

Recursos, ideias e atividades muito diversificadas... matéria e propostas de trabalho que só por si já nos vão ocupar muito para além destas semanas de frequência do curso.
MOOC revelou-se como uma agradável surpresa.

Adorei (e achei muito conveniente) a ferramenta de verificação das diretrizes de acessibilidade. Submeti o meu portfólio ao teste e procedi a algumas (possíveis) alterações. Vai a http://www.acessibilidade.gov.pt/ e verifica se o teu site, blogue, portefólio é UserFriendly.

alunosdesofia disse...

Olá a todos

Estou fascinada com as descobertas que tenho feito.
Este ano iniciei um trabalho usando histórias em SPC e tive um primeiro contacto com o Braille.
A possibilidade de participar nesta formação, MOOC, tem sido muito importante. o Sinto que necessitava de mais tempo para explorar qualquer módulo.Muito obrigada pela experiencia

Elisabete Pinheiro disse...

Segundo Relvão (n.d.) “as tecnologias de acessibilidade representam a tecnologia que permite que qualquer indivíduo ajuste um computador de acordo com as suas necessidades visuais, auditivas, motoras e/ou de destreza, cognitivas e de linguagem” (para.1).

O mesmo autor referencia algumas ajudas técnicas por necessidades específicas.

Trabalho numa escola com referencia para alunos cegos, mas onde as acessibilidade são escassas quer a nível de pessoal especializado, quer a nível de tecnologias. Dispomos de manuais todos traduzidos para Braile, e uma maquina de escrever. Para as pessoas portadoras de deficiência visual, ou seja, as que têm dificuldades de visão, daltonismo e cegueira e utilização condicionada ou impossível do monitor existem configurações de acessibilidade desde resolução do monitor, opções de alto contraste, de aumento parcial do monitor e de tamanho de tipo de letra e ícones, leitores de ecrã, sintetizadores de voz (TTS – texto to speech) e reconhecimento de voz. Os dispositivos a que podem ter acesso são a régua e impressoras de braille.

Por outro lado o meu irmão tem Hiperactividade com défice de atenção, e na escola que frequenta não existem recursos TIC, nem tempo para ajudar tantos alunos com tantas necessidades, mas gosto de em casa, por exemplo, fazer varios jogos de tabuleiro que ajudem na concentração. Para as pessoas portadoras de deficiência cognitiva, tendo dificuldades de aprendizagem relacionada com a atenção, memória e cálculo, incapacidade de gerir muita informação ao mesmo tempo, portadoras de dislexia, défice de atenção e atraso de desenvolvimento, o mesmo autor define como dispositivos de acessibilidade reconhecimento de voz, filtros de teclado (previsão de palavras, e correção ortográfica), software de previsão de palavras, software facilitador para a compreensão da leitura, ferramentas de leitura e Software específico.

lara mooc disse...

Não tive oportunidade de ver um aluno nee a usar tecnologias de apoio mas penso que as tecnologias de apoio para a comunicação são um conjunto de equipamentos e dispositivos que ajudam as pessoas a expressar-se, a comunicar.
O aumento do uso de programas de apoio à comunicação, nomeadamente programas de signos gráficos permite aos indivíduos com deficiência na aprendizagem, mas com algumas competências para a escrita, uma aprendizagem mais didática.
A nível educacional, o computador pode permitir à criança uma maior autonomia, possibilitar ao adulto uma ponte de ligação com a criança, oferecer ainda um exercício de capacidades da criança que poderão vir a ser úteis mais tarde em diferentes situações de comunicação, e na aquisição funcional da linguagem.
Lara Paiva

Cantinho da CRIS disse...

Os recursos disponibilizados no segundo módulo “Acessibilidade Web e Tecnologias de Apoio” são de extrema importância para qualquer profissional que trabalhe com alunos ou jovens com necessidades educativas especiais de carácter permanente. É sem dúvida uma mais valia ter conhecimento das tecnologias existentes e dominar algumas.
A não existência ou a escassez de recursos tecnológicos condicionam, sem sombra de dúvida, a participação e atividade dos alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente. Esses alunos necessitam de recursos diferentes, de ajudas técnicas, de software educativo, de forma a conseguirem realizar as atividades escolares. Nem sempre essas ajudas chegam em tempo útil. Tenho a experiência de um caso que no princípio do ano letivo foram solicitadas, para um aluno com problemas motores e de comunicação, as tecnologias de apoio sugeridas pelo CRTIC, um monitor com écran táctil e o software Grid 2, tendo o primeiro chegado à escola no início do 2.º período e o software somente no final do 2.º período. O ano letivo vai decorrendo com todas estas lacunas. É necessário uma maior rapidez de resposta às necessidades reais dos alunos.
Ao longo da minha carreira profissional (23 anos) tenho apoiado maioritariamente alunos com multideficiência e do domínio cognitivo. Cada aluno é um caso, havendo necessidade de adaptar estratégias e recursos. Recorro com frequência ao computador de forma a realizarem exercícios adaptados no editor de textos “word”, no Powerpoint, no Hot Potatoes, entre outras.
Também na internet podemos aceder a várias atividades atrativas e estimuladoras para a aprendizagem:
- Escola Virtual - http://www.escolavirtual.pt/
- Plano Nacional de Leitura - http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/index1.php,
- Eu Sei! - http://nonio.eses.pt/eusei/index.htm
Os profissionais da educação necessitam de estar munidos de recursos educativos de forma a conseguirem uma intervenção mais eficaz. Neste sentido, considero muito relevante a frequência do curso “Inclusão e Acesso às Tecnologias 2014”, pela diversificação de recursos disponibilizados, que em muito contribuirão para o meu enriquecimento profissional.

Paula Alves disse...

Exerço a minha intervenção educativa com alunos com Perturbações de Espectro do Autismo e considero fundamental a utilização dos recursos da web para facilitar o acesso à aprendizagem e à autonomia.
Os alunos com os quais trabalho, este ano letivo, são fás de diferentes aplicações para tablet que t~em ajudado à interação social e à compreensão de regras sociais.
Na perspectiva do utilizador as directrizes WCAG 2.0 facilitam o acesso a diferentes sites mas... existe sempre um mas... a maioria das páginas não tem em conta as diferentes formas de interpretar, compreender o mundo não estando, por isso, formatadas da forma mais inclusiva .

Elsa disse...

pois...

Maria Silva disse...

As tecnologias de apoio nomeadamente as orientadas para a comunicação e para amobilidade são, muitas vezes, cruciais para a integração de uma criança/jovem/adulto no seu meio ambiental. Podem conversar, fazer pedidos, ler, calcular, deslocar-se e assim participar mais ativamente na vida académica e civil. Permite-lhes usufruir de uma maior autonomia e liberdade.
Os softwares livres possibilitam o seu uso em sala de aula. Para as crianças com dificuldades de aprendizagem são excelentes pois ajudam-nas no treino de conteúdos através da realização de fichas de trabalho/testes online/offline. Oferecem um leque variado de exercícios/atividades de treino auxiliando na assimilação das matérias.

Sérgio Machado disse...

Na minha opinião, todas as tecnologias (seja um software ou hardware específico, um standing, uma prancha de comunicação, etc.) são importantes e fundamentais para assegurar a inclusão dos alunos/pessoas com NEE.
Hoje em dia, ainda se assiste à confusão, mesmo entre os profissionais da Educação Especial, entre tecnologias de apoio e o uso quotidiano do computador (para produção de texto, por exemplo), sendo frequente encontrar a alínea “tecnologias de apoio” aplicada a alunos que dela não necessitam. Pelo contrário, quando realmente esta é necessária, muitas vezes não chega à Escola em tempo útil, passando-se um ano letivo, ou mais, à espera que chegue o software X ou Y.
De referir a importância dos CRTIC na atribuição destas tecnologias, peça fundamental no processo. Contudo, não posso deixar de criticar a predominância de software pago em detrimento do imenso repositório de freeware disponível e, que por isso mesmo, mais fácil de obter, não estando dependente de orçamentos e de cortes administrativos. A quem caberá a responsabilidade de tal omissão?

Teresa Xavier disse...

Olá a todos. O trabalho realizado pelo grupo "infoinclusão em VVD & BCL" de Teresa Xavier e Martinha Soares encontra-se em http://teresaxavier.edu.glogster.com/orientaes-wcga-20-nee/

Continuação de bom trabalho!

Maria de Lurdes Martins Martins disse...

Boa noite. No âmbito da minha experiência com software educativos assinalo o interesse do Aventura 2 com ferramenta que permite trabalhar na área da leitura e escrita com crianças com graus de dificuldade diversos. Este programa inclui um caderno digital que permite construir frases, expressões palavras, silabas, e imagens. Este programa permite também trabalhar com voz e associar sons a imagens ou frases.
Utilizei emprestado por uma colega e as crianças com quem o testei trabalharam de forma criativa e lúdica.Achei este programa interessante para trabalhar com crianças disléxicas ou com dificuldades na leitura e na escrita. Contudo é importante assinalar que não existe em versão gratuita o que representa uma condicionante significativa.

Andreia Godinho Caeiro disse...

Boa tarde,

Não consigo aceder ao texto introdutório deste módulo.

Antonia Espirito Santo disse...

Entende-se como Software Inclusivo todo aquele que é concebido, desenvolvido e comercializado, de modo a ser acessível ao maior número possível de utilizadores, incluindo pessoas com deficiência, além de ser também aquele que atende aos diferentes tipos de inteligência de cada um e proporciona acessos multicanal.
As características particulares deste tipo de software são: ser concebido para se adaptar às diferentes capacidades de cada um; permitir uma configuração personalizada, para se poder adaptar às necessidades de cada utilizador; ser criado com base num desenho universal e permitir acessibilidade através de diferentes periféricos: rato (mouse), ratos adaptados (ratos de bola, joysticks, ratos de cabeça), comutadores (acionadores), teclados de conceitos ou expandidos; possibilitar ouvir tudo o que se escreve, normalmente através de um sintetizador de voz integrado; poder utilizar símbolos, imagens e/ou fotos sejam elas internas ou externas ao programa.
Na minha prática pedagógica, com alunos que apresentavam muitas dificuldades na comunicação e na aprendizagem da leitura e da escrita, já utilizei o Comunicar com Símbolos, o Aventuras2, o Invento e o Boardmaker. Todos eles, à exceção do Aventuras2, têm por base a utilização dos Símbolos de Comunicação Pictórica (PCS), que formam um sistema de comunicação pictográfica criado no início dos anos 80, pela fonoaudióloga americana Roxanna Mayer Johnson e que atualmente compõem o conjunto de símbolos mais difundido em todo o mundo.
Nenhum deles é gratuito pelo que a escola teve de adquirir a licença de utilização, neste caso através da prescrição do CRTIC. Foi sem dúvida uma experiência muito positiva, pelo que sempre que me é possível continuo a utilizá-los. Contudo, como nem sempre na escola existe dinheiro para a compra das respetivas licenças, ando a tentar encontrar outros tipos de software de que possa utilizar, mas de acesso gratuito.
Para quem quiser saber um pouco do software que mencionei aqui fica o link:
http://atividades.imagina.pt/uploads/cnoti/PDF/desenho_universal.pdf

Gracinda Cadilhe disse...

Falar de barreiras quando se pretende intervir para incluir é habituar o espírito a uma atitude critica e pô-lo em contacto com os problemas da vida. Daí que, no meu ponto de vista, as barreiras atitudinais são as mais graves pois conduzem a todas as outras.
Seremos alguma vez capazes de nos desenvolver de forma tão extraordinária que nos permita transformar as mentalidades na aceitação da diferença e das minorias?
Cada pessoa que nasce deve ser orientada para o conhecimento do mundo que a rodeia para que não desanime com a vida…A educação especial tem esse papel, pelo que deve ser séria, responsável e integradora.
Por vezes a legislação que vai vigorando não permite atender à individualidade, por vezes é preciso muito esforço para reencontrar o que em nós é extraordinário e mostrar o mundo para o transformar, sempre numa atitude crítica porque se quer inclusiva.
https://mail.google.com/mail/u/0/images/cleardot.gif

Isabel Claro Fonseca disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Isabel Claro Fonseca disse...

Depois de navegar por algumas páginas sugeridas constatei a existência de uma panóplia de programas a serem explorados com os alunos com necessidades educativas especiais. A discussão dos participantes, as suas experiências, são também uma mais valia para o conhecimento de outros recursos utilizados. A frequência neste MOOC vem-me proporcionar um olhar diferente e uma preocupação em avaliar e refletir em conjunto com os técnicos sobre o uso adequado das tecnologias de apoio.
Em jeito de conclusão, vale sempre a pena.

O meu trabalho individual baseou-se na observação de uma sessão de terapia da fala e está alojado no endereço:
http://nomeucampo.blogspot.pt/p/modulo-2.html

Sonia Soares disse...

Relativamente ao uso das tecnologias de apoio, na minha experiência profissional já vi utilizarem o comutador de pressão variável (switch) para acederem ao computador. É um recurso muito útil, quando a criança tem intenção de participar numa atividade e apenas com recurso a este hardware ela consegue ter uma participação ativa. O ponteiro (cabeça) também ajuda na realização de pinturas em telas em crianças com PC. Felizmente há um mundo recheado de recursos facilitadores de modo a que, atualmente, todas as crianças e jovens possam participar ativamente em muitas atividades escolares e extra-escolares.
Sobre os recursos que tive oportunidade de ler, reafirmo a importância que têm os centros de recurso TIC para a educação especial, pois são, indubitavelmente, um meio próximo para fornecer uma avaliação adequada ao uso de software específico. Os centros desempenham várias funções, não só avaliativas, incluindo formação para nós, professores. Acredito numa equipa, verdadeiramente unida, para fornecer os melhores meios e recursos aos nossos alunos com NEE.

sonia Brites disse...

Bom dia a todos.

Uma vez que trabalho atualmente no CRTIC de Aveiro já vi imensos alunos utilizarem tecnologias de apoio que, de facto, lhes facilitam e possibilitam a aprendizagem. Alunos que utilizam o computador com HeadMouse, teclado virtual, ratos adaptados;leitores de ecrã; alunos que utilizam o IPad com o apps de comunicação alternativa; alunos que utilizam digitalizadores de fala... Enfim existe uma imensidão de tecnologias de apoio que ajudam estes alunos a participarem no processo de ensino/aprendizagem de uma forma mais participativa e autónoma.No entanto, nem sempre a chamada alta tecnologia é a resposta mais eficaz para alguns alunos, é necessário lembrarmo-nos de que todos os alunos são diferentes e não podemos criar/acreditar na falácia de que a high tech é sempre a mais eficiente, pois para além de nem sempre o ser, esta é por vezes mal utilizada, pois não se tiveram em conta as especificidades do aluno, os seus interesses, as suas necessidades...

Aurélie disse...

No meu caso, utilizo frequentemente as tecnologias de apoio como facilitadores para alunos com necessidades educativas especiais.
Utilizo software Audacity para gravação e edição de áudio.
Utilizo o software Eugénio, o preditor de palavras, quando nos deparamos com alunos com dificuldades motoras e também para alunos que tenham dificuldades de aprendizagem.
Ainda para os alunos disléxicos, utilizei o software Daisy, para os ajudar como leitores de texto, para que compreendam o texto. Este software é mais utilizado para alunos cegos ou com baixa visão. No entanto, também pode ser utilizado para alunos disléxicos.

Conceicao Durao disse...

Partilho o site http://www.acessibilidade.net/ que encontrei durante as minhas pesquisas para o tema desta semana. As informações que contém são muito interessantes e pertinentes para o desenvolvimento das tarefas propostas neste módulo.

Conceicao Durao disse...

Tentando responder à questão de discussão proposta, somente posso partilhar uma experiências que tive a oportunidade de observar, na escola que lecionava à cerca de 5 anos, com uma aluna cega e com resultados surpreendentes. Na tentativa de facilitar o trabalho desta aluna, um professor de Educação Especial colou no teclado do seu portátil símbolos que permitissem à aluna reconhecer facilmente as letras, símbolos e números de cada tecla. A aluna, muito inteligente, rapidamente as memorizou e ao fim de algum tentou passou a escrever textos praticamente sem erros. Sei ainda que foi experimentado, em algumas disciplinas, a realização de testes com recurso a este método para dar as respostas cujas perguntas eram gravadas e ouvidas através de headphones.
Entretanto não tive mais oportunidade de observar outras experiências de interesse neste campo.

Joana Teixeira disse...

Boa tarde!
As barreiras motoras são muitas das vezes ultrapassáveis com pequenas aplicações e equipamentos informáticos. Apesar de não ter experiência com alunos com NEE e não estar ambientada com estas tecnologias que podem ser utilizadas em favor dessas limitações (por vezes só motoras), é de meu conhecimento que o Windows tem ferramentas de facilidades de apoio (por exemplo: teclado no ecrã, narrador, reconhecimento de voz, entre outras) que podem fazer toda a diferença no ensino/aprendizagem de conteúdos programáticos por parte de alunos NEE.
No entanto, na minha opinião, por falta de conhecimento ou falta de experiência nesta área, penso que estas ferramentas de facilidades de apoio do Windows não são muito exploradas para potenciar a aprendizagem, desenvolvimento e autonomia das crianças e adolescentes com NEE.
Gostaria de ter o feedback de utilizadores e profissionais para saber realmente o que é feito.

E-PORTEFÓLIO-SÃOMONTEIRO-MOOC INCTEC-2014 disse...

É indiscutível que o uso das novas tecnologias (TIC) é determinante para a aprendizagem dos alunos e fundamentalmente dos alunos com NEE, pois possibilitou-lhes o acesso à informação, à aprendizagem e, acima de tudo, à sua interação e autonomia.
Trabalho com alunos NEE, com dificuldades cognitivas e emocionais e o uso do computador tem sido um elemento indispensável ao meu trabalho diário. Verifico que a prática com o computador lhes dá um maior controlo, confiança e poder no que estão a fazer, melhorando a sua capacidade de memória, de análise e audiovisual.
Contudo, é lamentável que nem todas as escolas possuam ainda computadores e ou ligação à internet, fator imprescindível à aprendizagem destes alunos.

José Fernando Rodrigues disse...

Aproveitar ao máximo a baixa visão com o auxílio dos produtos de apoio
As famílias, os professores e os técnicos que vivem e trabalham com crianças ou adultos com deficiência visual, concretamente com uma baixa visão que está no limiar da cegueira, em algum momento das suas vidas vão ser confrontados com uma questão que lhes tirará noites de sono: e agora … escrita a negro ou o braille? Esta questão não pode ser vista de uma forma simplista, não é apenas o como se escreve, é antes o como se tem acesso à escola, ao mundo do trabalho, à cultura, à sociedade, … enfim, … vamos viver o futuro com a visão que ainda nos resta ou vamos assumir uma postura de espécie de “falsos cegos”.
Antes de continuar permitam-me aqui uma espécie de declaração de interesses. Não tenho nada contra o braille, um sistema universal de leitura e escrita para cegos fantástico, muito útil e versátil para os cegos mas, neste texto, não é de cegos que vos falo. Penso naquelas pessoas que ainda têm algum resíduo visual, alguma visão funcional e como tal acredito e defendo que se a medicina e a oftalmologia nada tiverem a opor, se a saúde visual do individuo não correr riscos, devemos potenciar essa pouca visão recorrendo a um conjunto de produtos de apoio que existem no mercado e estão aí para minimizar as incapacidades dos indivíduos.
Tempos houve em que o sistema de ensino português não tinha respostas porque a tecnologia também não as tinha e, portanto, “impunha” o braille aos estudantes e suas famílias sob pena dos alunos não poderem prosseguir estudos. Naturalmente, quem aprendeu braille, mesmo não necessitando dele, ficou com mais uma competência e por isso não há mal algum que venha ao mundo. Mas essa aprendizagem muitas vezes intrometeu-se no normal percurso académico dos estudantes e fê-los começar quase tudo de novo. Foi como que voltar à escola primária no sexto ou sétimo ano.
Hoje os ventos de mudança trazem-nos muita tecnologia. Desde lupas óticas, lupas eletrónicas, telescópios, ampliadores portáteis, ampliadores de secretária, softwares de ampliação para computadores, smartphones ou tablets, temos toda uma parafernália de equipamentos à disposição onde, certamente, encontraremos a solução ou soluções adequadas para o nosso aluno. Costumo sempre lembrar que um docente de educação especial tem um papel importantíssimo porque uma decisão errada pode tolher o futuro de um ser humano e refiro, sempre que escrevo sobre estas coisas, se não sabemos, se nos sentimos inseguros numa decisão ou aconselhamento a uns pais de um menino ou jovem com baixa visão, deveremos pedir ajuda a quem sabe mais do que nós, a quem tem mais experiência do que nós. Acresce que atualmente existem consultas de baixa visão em alguns grandes hospitais públicos portugueses, as próprias empresas que representam estes produtos fazem demonstrações e formações sobre o funcionamento dos mesmos, ou seja, só não nos informamos se não quisermos.
Voltando à questão, para concluir, escrita a negro ou braille? Uma das variáveis mais importantes nesta equação são os produtos de apoio e as tecnologias. Portanto, este fator deve pesar bastante numa decisão em equipa.

Realizei um modesto e singelo vídeo onde apresento um produto de apoio, um ampliador eletrónico de secretária, onde demonstro o seu funcionamento e algumas das suas potencialidades. Não o fiz com qualquer intenção em promover este modelo ou o seu fabricante, simplesmente o escolhi por ser bastante completo e estar à mão. Agradeço a quem nunca viu um ampliador a funcionar ou a quem se interessa por estas questões o favor de visualizar o vídeo no link abaixo que reencaminha para o meu e-Portefólio do curso. Se desejarem saber mais sobre outros produtos de apoio, no mesmo link encontram o caminho para uma apresentação que elaborei sobre o tema.

http://fernandorodrigues.weebly.com/moacutedulo-ii.html

Sónya disse...

Vou tecer uns breves comentários críticos resultantes da observação do contexto onde estou inserida. Trabalho, atualmente, em Portugal continental e encontro-me desapontada com a forma de como são tratados os assuntos relativos às tecnologias de apoio. Sendo da área da Educação Especial, primo pelos direitos e oportunidades que os meus alunos devem usufruir e, posso dizer que o estado desta matéria deixa muito a desejar. Aguardo um computador, a disponibilizar pelo agrupamento, desde setembro do presente ano letivo para um aluno com Paralisia Cerebral (ligeira) e hemiparesia. Inconcebível! Depois, após a avaliação de um CRTIC pude confirmar que um computador portátil demorará 1 ano a chegar ao aluno. Tempo que resulta da avaliação da equipa até aos procedimentos para as entidades competentes…Como é possível? E o aluno lá vai trabalhando no papel, com a mão esquerda, com a letra pouco legível e disforme…e como ele se esforça!!
Estabeleço, assim a comparações de que nem em todos os lugares do nosso Portugal se trabalha desta forma. Na ilha da Madeira presta-se um serviço de apoio eficaz e adequado às necessidades vigentes, procede-se às avaliações dos alunos e são fornecidos posteriormente todos os materiais adaptados para o desempenho e sucesso educativos dos alunos. É dada ainda formação aos professores que trabalham com esses alunos. E lá é grátis!
Sabemos que o uso das tecnologias tem um acentuado grau de sucesso, em termos académicos. Desenvolvem mais a atenção e a concentração, permanecem mais tempo em tarefa, é muito mais motivador, fazem mais aquisições e possibilita um sem fim de aprendizagem com menos esforço ao nível da motricidade fina e global.

Maria de Lurdes Martins Martins disse...

Esta semana tive contato com uma criança com dificuldades muito graves ao nível da comunicação, com a qual é utilizado um programa que achei muito interessante. Trata-se do Grid 2, depois de ver como é utilizado pelas pessoas que lidam com a criança e como a própria criança o utiliza fiquei com bastante curiosidade e gostaria de aprofundar os meus conhecimentos sobre o mesmo. Do que consegui entender sobre mesmo pareceu-me um programa complexo pelas possibilidades que encerra. Tem muitas potencialidades, permite que a criança aceda ao computador através de um switch e a partir daí aceder a todas as potencialidades do programa, pode também ser manipulado através do olhar, por varrimento e para além permitir tabelas de informação que aqui se denominam teclados e de ser utilizado para aceder ao currículo, permite também controlar o ambiente em que a pessoa vive ou seja permite ligar aparelhos como a televisão, ligar desligar mudar de canal etc., ligar e desligar luzes, fechar e abrir estores eléctricos e outros aparelhos. Permite também telefonar, enviar mensagens, conversar e com certeza outras potencialidades que não tive oportunidade de observar. Fiquei surpreendida com as potencialidades penso que são realmente ferramentas muito úteis para pessoas com problemas graves na mobilidade e na comunicação e muito úteis para que convive com estas pessoas.

Paula Silva disse...

Boa tarde, vou dar o meu contributo para a questão:
Há alguns anos conheci os programas adaptados através de computador porque tenho um aluno com paralisia cerebral e que só comunica através dos olhos. Tive algumas formações para conhecer o que se ia fazendo em termos de acessibilidades.
O meu aluno começou por "falar" através de uma tabela de comunicação feita em papel com os símbolos (que todos já devem ter visto).
Mais tarde tentamos encontrar um computador acessível para ele utilizar mas como já tinha mais de 18 anos estava fora da escolarização obrigatória e tinha outras necessidades que não a do computador foi-nos impossível adquirir tal equipamento.
Sendo de famílias com poucos recursos económicos não tinham possibilidade económica de ter estas tecnologias e manteve-se(até hoje)com a tabela de símbolos feita manualmente pelos professores/monitores que com ele estavam.
Hoje na instituição ele tem um computador com uma aplicação web onde consegue escrever e procurar/visionar o que entende na net. O que é maravilhoso porque lhe dá grande prazer.
Infelizmente em casa não tem acesso a nada destas ferramentas a não ser à televisão (acessível a todos)!
Sinto que estas pessoas deviam ter gratuitamente a possibilidade de adquirir para seu uso privado estas tecnologias de acesso, já que tem poucas formas de se movimentar/comunicar/aceder à net, pois para eles tudo constitui uma barreira.

Anabela Triguinho disse...

Da minha experiência, pouco poderei referir sobre as tecnologias de apoio utilizadas pelos meus alunos. Só tive um aluno cego, que usava documentos em Braile que a colega do Ensino Especial, convertia dos meus documentos, para que o aluno pudesse realizar os exercícios no PC, eu acompanhava a sua realização e ajudava o aluno. Como sou professora de informática, nunca tive grandes problemas em usar as ferramentas tecnológicas para ajudar o aluno.
Também tive um aluno surdo e mudo, com esse tinha grandes dificuldades, pois tinha que falar devagar e sempre a olhar para o aluno, para que ele pudesse ler os meus lábios, era muito complicado. Este ano voltamos a ter alunos surdos e mudos, vindos da escola de Riachos, que é uma Escola de Referência de Educação Bilingue de Alunos Surdos e Unidades de multideficiência. Mas como a minha escola Artur Gonçalves se agrupou com a Escola de Riachos, este ano temos os professores a acompanhar esses alunos, o que é ótimo, pois é uma grande ajuda para quem está a trabalhar com eles.
O Centro de Formação, também está a realizar formações de “Língua gestual portuguesa” aos professores que locionam com esses alunos e não só, o que tem sido uma mais-valia.
Ao longos da minha atividade profissional sempre tive alunos NEE, com dificuldades cognitivas e emocionais e como uso o computador este tem sido um elemento indispensável ao meu trabalho diário. Também é verdade que nas minhas aulas de Informática usamos sempre o computador que será, eventualmente, por si só, uma ferramenta de apoio usada por alguns alunos com necessidades educativas especiais.
Concordo, obviamente, que temos que usar todos os recursos que forem possíveis para que todos os alunos possam aproveitar os ambientes de aprendizagem da melhor forma possível.
Este MOOC é importante para nos alertar sobre as questões relacionadas com a inclusão permitindo assim que estejamos mais preparados para as eventualidades que nos possam surgir.
Conclusão: Os profissionais da educação necessitam de estar munidos de recursos educativos de forma a conseguirem uma intervenção mais eficaz. Neste sentido, considero muito relevante a frequência do curso “Inclusão e Acesso às Tecnologias 2014”, pela diversificação de recursos disponibilizados, que em muito contribuirão para o meu enriquecimento profissional.

Beatriz Mota disse...

Relativamente a um comentário acerca da minha experiência na temática, Acessibilidade da Web e tecnologias de apoio, não tenho experiencias relevantes que possa partilhar, pois todas as crianças com quem trabalhei, portadores de incapacidade não usufruíram de grandes tecnologias. Assim e após algumas leituras e reflexões acerca das mesmas deixo aqui(http://tizamota.wix.com/portfoliomooc#!modulo2/c24vq) umas dicas que considero interessantes.

Grupo de Bragança tem o trabalho acerca deste modulo no endereço:

https://magic.piktochart.com/output/1859068-wcag-20-copy

Teresa Viras disse...

Relativamente à questão colocada em discussão neste módulo apenas tive a oportunidade de ver a utilização do material destinado aos alunos cegos e com baixa visão na escola onde trabalho. Este contacto deu-se nas ações de sensibilização desenvolvidas pela Equipa de Educação Especial junto de toda a comunidade educativa em que despertavam para as diferenças, para as dificuldades e para as possibilidades de superação das mesmas com a utilização de materiais adequados e a inter ajuda de todos, todos têm algo para ensinar e para aprender. Relativamente à utilização das tecnologias pelos alunos com este tipo de dificuldades foi fantástico verificar o que os ajuda a realizar as atividades e a desenvolver capacidades de forma muito autónoma e integrada.

Cristina Neto disse...
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Cristina Neto disse...

Boa noite,

Relativamente à questão lançada, a minha experiência de 20 anos de ensino, leva-me a investir na tecnologia como, cada vez mais, A ferramenta imprescindível para motivar a aprendizagem. As novas gerações de alunos têm formas muito diferentes de aprender e a tecnologia é-lhes muito mais apelativa.
No caso das crianças e jovens com NEE, temos assistido a verdadeiros milagres que a tecnologia permite nomeadamente ao nível da comunicação e estimulação cognitiva.
Este ano letivo tenho um aluno de cinco anos para o qual estamos a tentar arranjar um computador com écrã tátil, devido a limitações motoras e de linguagem, mas enquanto não vem temos trabalhado com um computador normal, guiando-lhe a mãozita no rato ou para apontar no écrã. A sua evolução desde o início do ano é notável e ele adora os joguinhos que lhe tenho trazido ou feito.
Ninguém tem dúvidas dos benefícios da tecnologia para a inclusão das pessoas com dificuldades, desde o GRID, os leitores de écrã para cegos e amblíopes, ou as linhas de Braille.
Eu sou grande fã da tecnologia e praticamente não faço nenhuma atividade que não meta qualquer coisinha no PC. Adoro construir materiais interativos para trabalhar com eles, concebidos a pensar especificamente num ou noutro aluno, portanto, personalizados.
Para quem não está por dentro, recomendo para meninos do pré-escolar e do 1º ciclo, os Jogos da Mimocas, que os garotos gostam muito. E não só os meninos com NEE, os outros também gostam, o que permite a interação entre uns e outros e promove a inclusão.

Margarida Moura disse...

Em relação à questão proposta para discussão:
Trabalho numa unidade de apoio especializada com crianças com multideficiência. Dos alunos que frequentam a Unidade só um fala, os outros manifestam desagrado/agrado através do choro. O aluno que fala, (com baixa visão associado ao autismo), tem linguagem repetitiva e linguagem idiossincrática. Com este universo, utilizo sistemas de comunicação alternativos/ aumentativos à comunicação. Utilizo gestos naturais, sistemas de comunicação por objectos, gráficos: fotografias, e através de símbolos gráficos: Picto-selector (gratuito) e o Pic para um aluno, uma vez que o fundo dos símbolos do PIC é negro. Também uso o computador com switch adaptados e jogos de causa – efeito. No entanto também faço tabelas de comunicação, usando o paint, e as funcionalidades que temos ao dispor no powerpoint e utilizo vozes gravadas. Há poucos meses descobri o Araword e o Tico que facilitam a construção de textos e tabelas de comunicação. Utilizo os símbolos gráficos para contar histórias, registar atividades de vida diária e as tabelas de comunicação são utilizadas para o reconhecimentos das pessoas de família objetos do dia a dia…… são elaboradas nestes registos cadernos de comunicação que articulamos com a família. Utilizo também o meu Ipad com as aplicações gratuitas ou algumas mais acessíveis nomeadamente para identificar sons de animais, objetos, alimentos…
Estas acessibilidades tecnológicas, permitem às crianças, neste caso mais particular, com multideficiência comunicar. Reagem á voz da mãe/pai, quando se apresenta a tabela de comunicação, sorriem quando se apesenta o símbolo do brinquedo, ou ainda no caso de uma aluna, que consegue utilizar o símbolo e o gesto se quer ir ao quarto de banho… e à família um envolvimento e uma gratificação porque veem que conseguem comunicar com o seu filho/a quando já muitas vezes já tinham desistido.
No entanto as tecnologias indicadas para uma determinada população alvo, podem ter também para outras perturbações: por exemplo, utiliza-se para os cegos, o leitor de livros/doc. Digital, mas pode ser utlizado para os alunos com dislexias graves. E como esta outras….

Ana Figueiredo disse...

A nível profissional não tive oportunidade de observar nenhum aluno com NEE. No entanto, durante a minha vida académica, do 10º ao 12º ano, tive um colega de turma invisual, aluno com excelentes notas.
Diariamente, o recurso que mais utilizava era uma máquina de escrever braille para fazer os seus apontamento e atividades de avaliação individual.
Tinha acesso aos manuais escolares adotados pela escola, através de uma entidade que os traduzia. No entanto, este sistema apresentava alguns pontos fracos:
- processo de tradução dos livros muito moroso;
- eram divididos por muitos volumes, o que fazia com que o aluno não pudesse levar para casa todos os livros para estudar, dado que se tornavam muito pesados;
- não eram traduzidos na íntegra como por exemplo os esquemas e figuras.
De modo a colmatar estas lacunas a escola recorria a uma professora de apoio que reproduzia as imagens, gráficos e diagramas através de esquemas com relevos ou escritos em braille, assim como traduzia fichas teóricas, testes ou fichas individuais realizadas pelos professores de cada disciplina. Estes esquemas eram essenciais para a sua aprendizagem, nomeadamente, nas disciplinas de Biologia, Físico-Química e Matemática.
Em relação às tecnologias, apenas utilizava um computador com leitor de tela para realizar pesquisas ou trabalhos individuais.

Cris Moreira disse...

Boa tarde colegas,

Em várias escolas portuguesas é utilizado com alunos com perturbações do espectro do autismo o programa BoardMaker. Este permite a comunicação através de símbolos e através deles é possível realizar imensas actividades com estes alunos.

Este programa pode ser utilizado para criar o horário que indica as actividades que vão ser feitas durante o dia/semana, ou para que o aluno que não comunica verbalmente possa comunicar apontando para os símbolos aquilo que quer ou em que está a pensar.

Tal como o horário que se expõe na escola, na sala do núcleo de educação especial, pode ser feito um quadro de rotinas para cumprir em casa ou uma barra de tarefas por ordem de importância ou de realização.

Podem ser utilizados os símbolos para contar histórias, para que os alunos a consigam acompanhar mais facilmente.

Estas ferramentas representam uma grande inovação nesta área, e ao explorar os recursos deste módulo fiquei agradavelmente surpreendida ao verificar que existem vários programas semelhantes ao BoardMaker de cariz gratuito.

Cristiana Moreira

Lígia Neto disse...

Na atual sociedade de informação, o acesso à informação e ao conhecimento é facilitado através das novas tecnologias. Contribuindo assim para o desenvolvimento de capacidades de aprendizagem autónoma e de competência, no ambiento de Ensino Superior e na sociedade.
As Bibliotecas do ensino superior têm, por isso cada vez mais um papel ativo quer na criação de mecanismos que facilitam o acesso à informação aos utilizadores com necessidades especiais, quer nos conteúdos e meios adequados de competências de informação.

Lígia Neto disse...
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Lígia Neto disse...
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Lígia Neto disse...
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José Manuel Amaral disse...

Quanto à questão colocada no Módulo 2, o que me apraz dizer é tão somente isto, as novas tecnologias de informação associadas às tecnologias de apoio a todos os alunos, em especial aos alunos NEE´s é imprescindível a todos os níveis. Falar em inclusão sem incluir este tipo de ferramentas de trabalho e de apoio é discriminar e colocar os alunos que apresentam dificuldades várias num patamar de regressão face às suas caraterísticas, dificuldades e competências. O que se lamenta na verdade, é que uma parte das escolas, diretores e professores e tutela se esqueçam que estas variáveis devem ser colocadas ao dispor das escolas e docentes da Educação Especial e de TIC.
As várias tecnologias de apoio são a base para o desenvolvimento de todos os alunos, que permitam uma maior autonomia, iniciativa e criatividade que aos alunos possa ser dada. Não basta a procura do conhecimento e conceitos, mas permitir que o aluno com NEE se possa adaptar a uma realidade bem diferente daquela que ele próprio interioriza, seja em que contexto for.
Da minha experiência com as TIC o que destaco é a sua importância em todo o processo de aprendizagem e ensino, com intuito de estimular os saberes e competências intrínsecas, exercitando o pensamento e a sua capacidade de pensar. Quanto à variedade de software de apoio e destinado a colmatar e desenvolver os alunos com várias patologias, constato que este curso tem apresentado e elucidado todos os presentes para a sua presença, importância e objetivo, contudo, estas ferramentas deviam estar ao dispor de todas as escolas como forma de partilhar e contribuir para o ensino dos alunos NEE´s, independentemente das dificuldades apresentadas. E é este o maior problema das escolas, a falta de tecnologias de apoio e software adequado. E neste contexto muito se fica a dever a este curso/formação, às suas caraterísticas, objetivos e trabalhos para o conhecimento e identificação destes aspetos relevantes para o trabalho diário de um docente da Educação Especial, que permita contribuir para uma ação mais eficaz e útil nos alunos mais necessitados.
No entanto, e após um contato mais próximo do material sugerido para a realização dos trabalhos e reflexões propostas verifico a enormidade de software com limitações no seu uso, devido à sua maioria se apresentar como DEMOS e não permitindo uma maior exploração das sua operacionalidade a não ser, através da aquisição bastante onerosa do citado software. É este o aspeto negativo que encontro, pois noto que a divulgação destas ferramentas visa a sua promoção e limitação na sua utilização. Claro que existem outros, mas divulgar e depois encontrarmos limitações na sua utilização é desvirtuar o objetivo do seu uso. Este é só um pequeno pormenor que não retira positividade ao curso, temas, trabalhos, materiais de apoio para ser utilizados e incorporados no ou nos módulos apresentados.
Em sintese, o que posso afirmar é que todo o material apresentado, partilha de experiências e trabalhos realizados dão a todos nós maior coragem para enfrentar os desafios que o trabalho diário do docente da Educação Especial se apresenta. As dúvidas são muitas, os desafios são enormes, mas a dedicação e empenho supera todas as dificuldades que se possam apresentar, porque estas comparadas com aquelas que os nossos "MENINOS" apresentam não são nada.

Lígia Neto disse...
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Lígia Neto disse...
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Elsa Videira disse...

As tecnologias são um conjunto de recursos tecnológicos integrados entre si, que proporcionam, por meio de hardware, software e telecomunicações e podem ser utilizadas no processo ensino e aprendizagem como factores facilitadores ao acesso e sucesso dos alunos com necessidades educativas especiais.
O papel das tecnologias tem vindo ao longo dos tempos a evoluir.
Atualmente assume um papel preponderante, qualquer aluno poderá obter melhores resultados e ter acesso rápido e eficaz ao conhecimento independentemente da sua incapacidade.
Cito, como exemplo, um aluno portador de multideficiência apresentando problemas graves de comunicação poderá utilizar as tecnologias, para poder interagir com os outros e adquirir e aplicar novos conhecimentos.
Relativamente à minha experiência, como professora de educação especial, numa sala de apoio especializado, foi-me muito útil recorrer às tecnologias, nomeadamente utilizar o computador regularmente utilizando o BoardMaker – Símbolos Pictográficos, para poder comunicar com um aluno com problemas graves na comunicação e desenvolver a atividade e participação dele.
Em relação aos outros alunos com NEE, de carácter permanente que apresentavam problemas cognitivos, saúde física, concentração/atenção, emocionais e linguagem utilizei o computador e a internet como recurso pedagógico, didáctico e apelativo no processo ensino aprendizagem.
Os programas que mais recorri foram: Word, PowerPoint, Excel, Internet, Webquests, recursos da Web, Blogues dos professores das disciplinas, o meu Blogue com alguns exercícios facilitadores para a reeducação da escrita e da leitura.
Durante os momentos de reforço e desenvolvimento de competências específicas dos alunos, em contexto fora de sala de aula, os alunos realizam as atividades no computador, nomeadamente para a construção de grelhas de registo, de sínteses de conteúdos das diferentes disciplinas, assim como consulta de sites e de blogues para a realização de atividades.
O quadro Interativo também é uma ferramenta muito rica, pela forma como apresenta os conteúdos e como se pode estabelecer hiperligações facilmente.
As tecnologias de apoio constituem uma mais valia para TODOS e essencialmente para crianças/jovens e adultos portadores de incapacidades em qualquer momento das suas vidas.
Cada vez mais há um leque de diapositivos e equipamentos que têm por objetivo minimizar a parte funcional do indivíduo, aumentando a autonomia, quer na aprendizagem, na vida social e na vida profissional.

Antonia Espirito Santo disse...

Gostei muito do trabalho proposto para este 2º módulo, no entanto, não consegui colocar o meu portefólio de acordo com as regras de acessibilidade WCAG. Parece-me ser necessário algum conhecimento aprofundado de edição em HTML, que eu não tenho. Também fiz uma pesquisa para ver se haveria algum tutorial para me ajudasse nesse sentido com o blogger, mas também não tive muita sorte... Será que me poderiam dar alguma ajuda?

João Pinto Leite disse...
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Milkyway disse...

Gostaria de realçar a importância que tem tido um software português no quotidiano dos meus alunos com necessidades educativas especiais. Estou a falar de "Comunicar com símbolos". Este programa de comunicação aumentativa tem sido um recurso fundamental para a iniciação à leitura e à escrita.
Apraz-me ainda dizer que têm sido extraordinários os recursos divulgados agora pelo MOOC - muitos dos quais eu desconhecia. Parabéns pela vossa iniciativa!

Isabel Perdigao disse...

Considero que o tema Acessibilidade Web e Tecnologias é um desafio que se coloca a todos nós, uma vez que, no meu entender, não nos podemos alhear da constante evolução tecnológica. Para isso é necessário uma aprendizagem e uma atualização constante. A utilização de recursos tecnológicos obriga a reformular a prática docente e requer do professor preparação para a utilização de novas ferramentas.
Quando falamos em Tecnologias de Apoio, para muitos, a utilização desses recursos tecnológicos constitui a única forma de realizar atividades tão básicas como: comunicar, brincar, aprender ou trabalhar. A utilização das tecnologias com crianças/jovens com NEE facilita a inclusão e permite uma intervenção mais diferenciada, possibilita a colaboração e a partilha do conhecimento, além de diferentes formas de aceder à informação.
Trabalho com alunos que apresentam limitações cognitivas diversas e perante os recursos utilizados na sala de aula, verifico que o uso do computador tem sido muito importante para uma maior autonomia, o sucesso e o desenvolvimento integral de alguns dos alunos.
Já acompanhei um aluno com Paralisia Cerebral, com défice de autonomia na área da escrita, uma vez que escrevia de forma muito lenta e em tamanho muito reduzido o que comprometia a sua aprendizagem e que em contexto de sala de aula utilizava o Microsoft Equation Editor e o GeoGebra.

Lili Rebelo disse...

Na minha opinião em Portugal, embora se tenha verificado uma evolução positiva ao nível da escola e do esforço dos professores para implementar as TIC, podemos constatar, que em relação à formação de professores evidenciando a aplicação das TIC às NEE, é bastante escassa, se não quase nula em algumas situações. Juntamente com esta situação, nota-se falta de grupos de trabalho especializados na produção/ seleção de software apropriado às diferentes características dos alunos sinalizados como NEE; disponibilidade limitada dos recursos especializados em hardware e software; disponibilidade limitada de informação especializada…
O acesso às TIC, é uma realidade para todos mas não de todos!
O grande objetivo a atingir deverá ser a igualdade no acesso às mesmas, para todos os alunos, assim como um cuidado acrescido na formação de professores. Esta realidade é desejável em todas as escolas bastando para isso a elaboração e concretização de projetos de acordo com a realidade de cada estabelecimento de ensino, motivação da comunidade educativa e produção de recursos multimédia apropriados às características dos alunos.

Cidália Araújo disse...

O caso que eu conheço de sucesso de implementação de Sistemas de Apoio à Comunicação Aumentativa e Alternativa aconteceu com uma aluna do 1º ciclo de escolaridade com ataxia, isto é, uma alteração nas áreas desenvolvimentais, com principal incidência na produção da fala e na motricidade fina e que, após uma avaliação, os serviços de Educação Especial da escola optaram por intervir junto da criança recorrendo ao uso do computador, do sintetizador de voz Sapiis 15 TTSAPP-software adequado com saída de voz com base
em fala sintetizada para apoiar a comunicação e o comunicador(digitalizador) Go talk 20+. Estas tecnologias de apoio foram comparticipadas pelo Ministério da Educação, de acordo com o Despacho n.º18987/2009 de 17 de Agosto. Estas tecnologias permitiram que a aluna interagisse mais nas aulas e com os colegas, melhorasse significativamente o seu rendimento académico e aumentasse a sua autoestima. Em consequência, a aluna transitou com sucesso para o 2º ciclo.

micaela pereira disse...

Enquanto professora, apoiar alunos com ou sem NEE, revelou-se, desde sempre, uma contínua experiência que proporcionou e proporciona uma riqueza insubstituível, onde ensinar é um aprender em constante evolução.
Tive, ao longo dos anos, a oportunidade de contactar com uma grande multiplicidade de (in)capacidades e assisti igualmente ao despontar ininterrupto de materiais e de tecnologias de apoio em benefício de todos nós, independentemente da especificidade para que foram criados e imaginados.
Olhando em nosso redor, tudo alvitra a omnipresença da tecnologia e do desejo da acessibilidade no mundo atual, que progridem a um ritmo alucinante e nos arrastam, queiramos quer não.
Parafraseando o colega José Rodrigues, passou a andar no bolso dos cidadãos. Por isso, confesso que já sinto algumas dificuldades em distinguir tecnologias e tecnologias de apoio, tal a forma intrínseca como foram assimiladas.
O mais curioso, é que foram as nossas crianças/jovens (com ou sem NEE) que a elas melhor se adaptaram, aderindo com facilidade a um universo, onde a sabedoria dos mais velhos nem sempre consegue alcançar.
Por consequência, pedi a colaboração dos alunos que acompanho para responder à questão de partida que estimulou a presente discussão, tendo sido produzido um trabalho conjunto que poderão consultar em:
https://www.mindomo.com/mindmap/b694c69d43384663882af59887b835d3

Apesar da visão predominantemente positiva que puderam observar, recordemos contudo que (num contexto atual em que muito se fala e acredita em progresso, tecnologias e evolução), infelizmente, muitos são ainda os casos, em que a incapacidade não representa um atributo inerente à pessoa em si, mas sim uma responsabilidade da interação contextual, que inclui estruturas físicas, relações sociais e crenças que efetivam a discriminação e negam o direito de participar, quando este constitui um direito inato.
Vivemos uma nova era de alfabetização científica e tecnológica, porém esta deveria ser fundamentalmente social, o que nem sempre acontece e condiciona o verdadeiro conceito de escola inclusiva.
Independentemente das tecnologias de apoio que possam vir a ser criadas, a própria evolução depende do despontar de uma consciência coletiva, onde deve ser validada a participação de todos, independentemente da diferença e da heterogeneidade…

Para os que acreditam na magia da transformação (sendo eu uma das pessoas que, incondicionalmente, acredita nas Mães e Pais Natais, todos os dias e quando o Homem quer), rememoro aqui uma passagem do livro de José Gomes Ferreira, «As Aventuras de João Sem Medo», pois segundo a Repartição da Magia, «só as aparências são suscetíveis de mudança e nunca o que existe de mais profundo nos seres».
Isto porque, independentemente da presença da flexibilização curricular e da autonomia das escolas, lamentavelmente, penso que nos encontramos ainda perante um conceito de educação que privilegia a uniformização, a competição e o alcance de metas de aprendizagem pré concebidas, engendrada para apurar e aperfeiçoar os que são conotados como melhores, o que condiciona à partida qualquer conceito de inclusão de todos e para todos…

teresa forTIC disse...

Todos sabemos que a escola inclusiva reconhece ao aluno com NEE o direito de frequentar o ensino regular, possibilitando-lhe o acesso ao currículo, através de um conjunto de apoios apropriados às suas características e necessidades.
Nesse sentido, o Decreto-Lei 3/2008, de 7 de Janeiro, refere que “os apoios especializados visam responder às necessidades educativas especiais dos alunos com limitações significativas ao nível da atividade e da participação, num ou vários domínios de vida, decorrentes de alterações funcionais e estruturais, de carácter permanente, resultando em dificuldades continuadas ao nível da comunicação, da aprendizagem, da mobilidade, da autonomia, do relacionamento interpessoal e da participação social e dando lugar à mobilização de serviços especializados para promover o potencial de funcionamento biopsicossocial”.
É do nosso conhecimento que um aluno com NEE apresenta, geralmente, maiores dificuldades na realização de tarefas, na apreensão e aquisição de informação, bem como na adaptação a novas situações. No entanto, também estamos conscientes de que estes podem e devem ser muito estimulados, a partir de situações concretas, pois a aprendizagem só faz sentido se for divertida e lhes despertar interesse por aprender.
Por conseguinte, as diversas tecnologias de apoio (software, hardware e outros aparelhos e dispositivos de suporte físico) possibilitam uma excelente oportunidade para aprender e exercitar diversas capacidades e aptidões, sobretudo aquelas que envolvam jogo e movimento, pois os alunos podem aprender a avaliar-se a si e aos outros, a respeitar regras, a desenvolver a autoestima, a autonomia, as capacidades cognitivas, a consciência corporal e a prontidão de reflexos. O jogo e o movimento ajudam também a introduzir a linguagem verbal, acompanhando-a e enriquecendo-a sempre que esta não chega, ou não assume a forma mais adequada para exprimir as experiências vivenciadas.
As diversas tecnologias de apoio são necessariamente um poderoso auxílio para professores e técnicos de educação especial, sendo que, no meu caso pessoal, recorro com frequência à sua utilização, já que estas podem e devem ser simultaneamente um fator promotor de inclusão social e de resposta às NEE dos alunos.
Contudo, para que tal seja uma verdadeira realidade, é fundamental que as nossas escolas possuam os diversos meios para atender às necessidades e direitos de todos e que as mudanças no contexto escolar passem, sobretudo, por rentabilizar os recursos já disponíveis e por adequar as diferentes tecnologias às necessidades educativas específicas de cada um.

Susan Martins disse...

Da minha experiência profissional como professora de educação especial, já acompanhei um aluno com paralisia cerebral severa do 3º ano de escolaridade, o qual utilizava e ainda hoje utiliza, um computador com switch de cabeça e o programa Grid 2 para comunicar e realizar as tarefas escolares.
As referidas tecnologias são decisivas para a participação, atividade e aprendizagem deste aluno. Através destas, ele consegue acompanhar a turma, contudo, é um processo mais lento, pois a escrita é feita por um sistema de varrimento controlado pelo aluno, o que faz com que a comunicação e a realização das tarefas sejam um pouco mais demoradas.
O sucesso deste aluno deve-se ao facto de ter iniciado o 1º ciclo já a dominar completamente estas tecnologias. Saliento ainda que, para além da ajuda das tecnologias, é imprescindível a ajuda permanente de uma auxiliar, dos colegas de turma, da professora que prepara e adapta as atividades para o programa Grid 2 e o interesse dos pais, desde cedo, por adquirir os equipamentos e tecnologias necessárias para o desenvolvimento do seu filho.

Susan Martins disse...
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Leonor Ferreira disse...

Boa tarde car@s colegas,
Ao nível da minha experiência com alunos com défices cognitivos já utilizei alguns materiais de estimulação cognitiva em suporte digital e as vantagens dos mesmos são de extrema relevância. A interação e diversidade dos materiais em suporte informático ajuda e estimula as aprendizagens das crianças e jovens.
Com alunos do Espetro Autista também já utilizei métodos de compensação de comunicação através de símbolos.
No entanto, os materiais e os recursos existentes nesta matéria são imensos que a grande maioria desconhecia, sendo realmente uma mais valia esta formação e partilho com o que já foi tido, por algumas colegas, para explorarmos todas estas ferramentas seria necessário muito mais tempo...
Bem hajam,
Bom Fim de Semana

Bruno Marçal disse...

Boa tarde a todos,

O nosso trabalho consistiu em analisar as principais páginas do serviço para o qual trabalhamos com recurso ao validados AccessMonitor sendo que constatamos o não cumprimento de muitas das regras de acessibilidade para as páginas web, originando mesmo a não atribuição de pelo menos o nível "A".

Na realidade pensamos que este é um problema transversal na web. Grande parte das ferramentas de gestão de conteúdos que utilizamos são open source e/ou gratuitas e de utilização massiva a uma escala mundial mas nem por isso existe uma garantia de respeito pelos critérios de acessibilidade.

As próprias páginas do MOOC não cumprem muitos critérios de acessibilidade quando sujeitas ao validador AccessMonitor nem com os critérios WCAG 1.0 nem 2.0.

Entretanto desenvolvemos uma página inclusiva para os nossos serviços, elementar em termos visuais mas com muitos conteúdos que cumpre todos os critérios definidos nas WCAG 2.0 (endereço disponível na apresentação do nosso trabalho em: http://bibliotecaiscteinclusao.wordpress.com/bruno-marcal/)

Obrigado a todos em particular à organização deste curso!

Maria Fernanda disse...

No âmbito da experiência profissional valorizam-se as tecnologias como meio de acesso, tratamento e retenção da informação, por forma a minimizar limitações, elevar patamares de funcionamento e gerar mudanças rumo à qualidade de vida e autonomia possível.
A evolução tecnológica tem sido de tal dimensão que a maior dificuldade tem sido acompanhar, de forma atualizada, essa mesma evolução.
Em contexto escolar, a rotina de exigências impostas aos docentes de educação especial, na maioria das vezes, não se compadece com a obrigatoriedade que, enquanto agentes de mudança das práticas, temos para com a aplicação das tecnologias, no dia a dia do acompanhamento aos alunos. Faltam recursos, falta manutenção dos mesmos e falta tempo para explorar novas ferramentas, tão vastas quanto as apresentadas neste espaço de formação. Valoriza-se e felicita-se a organização desta formação, pela qualidade, pela partilha de ferramentas e informação, pela escolha das temáticas e dos especialista e ainda pelos custos para os formandos.
Somos unânimes em considerar que a acessibilidade deveria estar assegurada em todos os conteúdos, no entanto reconhece-se que esta não é uma preocupação generalizada, revelando o muito que deve ser feito nesta matéria, uma vez que a falta de acessibilidade se transforma para muitos numa negação de acesso à informação e por consequência em infoexclusão. Valoriza-se a escolha do Dr. Jorge Fernandes para a abordagem desta temática, pela qualidade da informação que partilha mas, também pela prova dada de que é possível transpor barreiras e limitações quando capacidade, conhecimento e tecnologia se unem num mesmo fim. Em nosso entender, os formandos viram através da exposição do Dr Jorge Fernandes até onde vai a nossa responsabilidade face às questões abordadas e face ao desenvolvimento dos alunos, enquanto população que requer alternativas para acesso à informação.
Profissionalmente o tipo de tecnologia mais usada está direccionada ao acesso e à retenção da informação. No âmbito da comunicação alternativa ou aumentativa utiliza-se (boardmaker - símbolos SPC) eleva a atividade e participação dos alunos, reforça estratégias de visualização, permite a individualização, tem sido muito facilitador no desenvolvimento da linguagem e na aprendizagem da leitura e da escrita, mesmo em problemáticas cognitivas. Também temos recorrido ao ARASAAC pela qualidade do banco de imagens e pela construção de placas de comunicação.
No apoio e reforço da aprendizagem de conteúdos utilizam-se ferramentas web2.0 Tagxego permite criar imagens com palavras chave dos conteúdos, entre outras ferramentas.
No âmbito das tecnologias este espaço é fundamental para a atualização e alteração das práticas pessoais, em contexto de atendimento a alunos NEE de carácter permanente.

Nuno Correia disse...

As novas tecnologias têm ajudado, de forma clara, na integração das pessoas com algum tipo de limitação. Esta tendência tem-se acentuado neste século. Todos os dias conhecemos novos softwares e novos hardwares que ajudam a transpor barreiras.
A velocidade com que se criam novas ferramentas leva-me a pensar que futuramente a única barreira a ultrapassar será a mentalidade.
Por outro lado, esta velocidade deixa-me um pouco apreensivo e desconfiado sobre a qualidade de muitos dos avanços que têm sido anunciados. É necessário dar tempo para que novas aplicações, programas, hardwares sejam testados e para que se verifique se na prática são rentáveis. A adaptação a uma nova tecnologia requer tempo e, por vezes, ainda está a ser testada e já está a lançar-se uma nova versão que não se coaduna com a anterior, tendo de ser novamente iniciado todo o processo de adaptação.
Também acontece a resistência à mudança. Por vezes ficar-se ligado ao passado não ajuda na aquisição de novos conhecimentos e na transposição de barreiras. Em particular, alguns professores ficam agarrados ao passado e não se atualizam, prejudicando os seus alunos.

Birgita Solange Santos disse...

Em relação à questão proposta para discussão:

Trabalho num colégio particular onde tenho dois alunos NEE. Infelizmente não trabalham muito com computadores porque não temos na sala.
Eu acredito que as tecnologias com as suas possibilidades de intercomunicação e informação, podem favorecer e beneficiar a construção do conhecimento, quando utilizadas com crítica, reflexão, interação e formação adequada e o aluno pode interagir com o professor ajudando na produção de textos, imagens, colaborar com os colegas compartilhando atividades, opinar nas respostas de exercícios. Ainda é possível tomar decisões e explorar recursos tecnológicos por meio do uso do computador quando o aluno se depara com a necessidade de mais argumentos e conhecimentos para concluir um trabalho em sala de aula.
Utilizo o meu computador com as aplicações gratuitas ou algumas mais acessíveis nomeadamente para identificar sons de animais, objetos, alimentos…

MOOC INCTEC disse...

Algmas dicas paratornar um blog mais acessível a pessoas cegas e com baixa visão da Fundação americana para Cegos - http://www.afb.org/info/accessibility/creating-accessible-websites/how-to-make-your-blog-accessible/235

http://tteresasablog.wordpress.com/ disse...

A minha experiência profissional tem permitido observar a crescente utilização das tecnologias de apoio no trabalho diário dos alunos com NEE. É surpreendente como alunos que não conseguem ler nem escrever, utilizam o computador e a internet para realizar trabalhos, efetuar pesquisas, diluindo assim as suas limitações com a utilização de software adequado.
As TIC constituem um meio facilitador do sucesso escolar, atenuando algumas limitações, mas é fundamental que o aluno seja orientado na devida altura para a utilização de meios específicos.
Nalguns casos as TIC constituem a única alternativa para pessoas com deficiências graves interagirem com o meio e poderem aceder à educação.

Lurdes Martins disse...

Olá boa tarde

Já registei a nossa atividade do Módulo 2 (minha e da Sónia Pereira) na área de registo da atividade 2 e também deixo aqui o endereço:
https://magic.piktochart.com/output/1876647-diretrizes-wcag-20-realizadas-pe#

Lurdes Martins disse...

As mudanças nas Tecnologias estão sempre patentes nos nossos dias, pois o uso da fibra ótica, a digitalização da informação, o facto de o computador poder combinar texto, voz e imagem, o acesso à Internet, o aumento da capacidade de armazenamento de informação, a velocidade de processamento, entre outros, levam-nos a pensar que as TIC continuam a fazer com que exista uma revolução na área da educação e as respostas a esses desafios passam, sem dúvida, pela sua integração em contextos educativos.
O século XX veio confirmar as TIC como um fenómeno duradouro e constante e fazer com que houvesse uma união entre as diversas vertentes do audiovisual, dos sistemas de comunicação e da informática.
O computador deverá ser encarado como uma outra qualquer ferramenta de trabalho, como o livro ou a caneta e com ele o aluno desempenhará melhor as suas funções de estudante, pois aprenderá desde cedo a edificar hábitos de trabalho e estudo. Estes hábitos tanto podem ser hábitos de trabalho individual como de grupo, onde ele aprende a partilhar com os outros e a executar as suas tarefas ao seu ritmo. Tudo isto só é possível sempre com o professor como sendo um facilitador, ajudando o aluno a crescer e a treinar competências necessárias para a resolução de problemas.
As TIC são, como referido anteriormente, uma poderosa ferramenta para modificar as escolas e as experiências dos alunos de modo a ampliar o acesso, a eficiência e a qualidade do processo de ensino-aprendizagem.
No que diz respeito à aplicação das TIC nas NEE, e tal como nos refere Domingues et al., (2008), os professores continuam a apontar alguns pontos negativos na sua utilização, pois referem que não há formação nem informação especializada nesta área (por exemplo on line), dizem que existe pouca disponibilidade de software e hardware específico, não há uma estrutura de apoio a nível nacional, o isolamento, a falta de partilha, o escasso intercâmbio e a falta de grupos de trabalho colaborativo entre colegas também agrava esta situação.
Da minha experiência profissional ressalta o facto de ter trabalhar no CERTIC/UTAD durante alguns anos e ter verificado que através das Tecnologias de Informação e Comunicação, se poder responder às necessidades educativas de cada aluno para que ele tenha garantido a sua qualidade de vida. Durante esse tempo pude contatar com diversos materiais na área das ajudas técnicas e trabalhei com os programas presentes no CD Kit Necessidades Especiais, entre muitos outros, presentes nas avaliações realizadas pela nossa equipa. Foram muitas as crianças, jovens e adultos que as experimentaram e ainda hoje as usam pois contribuíram de forma muito positiva para a sua atividade e participação na vida escolar e social.
É de salientar que as Tecnologias de Informação e de Comunicação estão cada vez mais a ser consideradas como a melhor ferramenta para responder ao desafio da inclusão de todas as crianças na vida escolar e social. Estudos recentes da OCDE mostram que as Tecnologias podem transformar as experiências que os alunos têm na escola e que esta terá de aprender a mudar para diferentes formas de aprender de forma que todo o potencial das Tecnologias de Informação e Comunicação traga vantagens para cada aluno individualmente.

Cristina Marques Martins disse...

O uso efetivo das novas tecnologias de acessibilidade requer de toda a sociedade, e não apenas da Escola ou do Estado, uma transformação cultural que está relacionada com a construção de um novo paradigma pedagógico.
É preciso também ressaltar que isso só será, realmente, viável com o compromisso na consolidação de políticas públicas que atendam às diferenças de uma sociedade marcada pela diversidade e pelo antagonismo socioeconómico nesta conjuntura atual.

É uma dificuldade que transcende os públicos específicos, embora sejam estes que mais estejam dependente da qualidade da acessibilidade web.

Todos juntos podemos fazer melhor, embora tenha sentido ser uma área demasiado técnica e de difícil "acessibilidade" pessoal.

Continuação de boa formação para todos.

Patrícia Batista disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Patrícia Batista disse...

Na reflexão que realizei para o módulo anterior referi a necessidade de políticas que promovam a igualdade de oportunidades e de acesso à informação para a população com deficiência. Neste sentido, as tecnologias de apoio poderão de fato ser instrumentos potenciadores do sucesso pessoal do indivíduo e melhorar a sua qualidade de vida, tornando-o um elemento mais ativo nos diferentes contextos. Nomeadamente, as tecnologias de apoio à comunicação, como sejam os sistemas de comunicação aumentativa e alternativa ou ferramentas de acessibilidade web têm hoje em dia um papel determinante no acesso à informação, à educação e especialmente, na interação entre o indivíduo e o envolvimento.
Relativamente à minha experiência pessoal, atualmente tenho um aluno com diagnóstico de PC e com grave comprometimento da fala. A utilizar o GRID há já algum tempo revela ainda dificuldades na sua utilização, assim como na manipulação do switch que está colocado junto à cabeça. É um processo lento de adaptação e é notória a frustração do jovem, sendo que frequentemente recusa utilizar o programa e desiste de comunicar. Deste modo, é inevitável sentir a necessidade de aumentar as minhas competências tecnológicas e a necessidade de formação nesta área. Entendo que a utilização de tecnologias de apoio exige sempre uma avaliação cuidada e que deve ser um processo orientado por alguém com competência para o fazer.
Por último, pelo que tenho percebido o acesso a estas tecnologias é um processo demoroso e bastante burocrático…basta visitar a página (por exemplo) do instituto nacional de reabilitação e fazer o exercício de tentar perceber sozinho como é todo o processo de candidatura e atribuição de tecnologias de apoio/ajudas técnicas. Ah e já agora experimentar submeter a página no AccessMonitor (WCAG 2.0), porque o resultado é interessante…
Apesar de ter já conhecimento de algumas das tecnologias de apoio existentes, através dos recursos disponibilizados no módulo 2 e dos diversos comentários pude tomar conhecimento de diversas ferramentas que não conhecia ou que julgava não estarem disponíveis. É importante que haja a divulgação destas tecnologias de apoio, incluindo de software livre.

Isabel Santos disse...

No meu caso, não tenho tido grande contacto com a utilização das tecnologias de apoio. Contudo após ter lido os materiais deste módulo e conhecido alguns softwares já preparei algumas aulas para utilizar estes softwares nas aprendizagens a desenvolver com alguns alunos. Este módulo do MOOC será, certamente, uma das maiores contribuições para o melhoramento das minhas práticas letivas.

Maria Carvalho disse...

Boa tarde!
Actualmente o uso das tecnologias da informação e comunicação TIC impõe-se como uma necessidade na vida de cada um de nós.
A sua utilização são de facto uma realidade, deste modo, considero-as um instrumento de apoio, facilitador e mediador das aprendizagem para todos os alunos, incluindo os alunos com NEE.
O desenvolvimento desta área possibilitou a criação de ferramentas educativas extremamente inovadoras e facilitadoras da aprendizagem e inclusão destes alunos em meio escolar e na sociedade em geral
O facto de os alunos com NEE terem acesso às novas tecnologias possibilitou-lhes uma qualidade de vida escolar e social verdadeiramente relevante, tornando, na maioria das vezes, acessível o inacessível.
Experimentar e explorar o que de bom as TIC possuem em função das necessidades dos alunos permite ao professor o encontro de ferramentas pedagógicas inovadoras e motivadoras da aprendizagem para utilizar em contexto educativo.
Em sala de aula o uso do computador por alguns alunos com NEE permite aumentar o seu empenho rendimento escolar.
O quadro interativo e multimédia em sala de aula constitui uma ferramenta pedagógica de largo alcance e bastante motivador para os alunos.
Para os alunos com incapacidade ao nível da comunicação o uso do SPC possibilita a obtenção de resultados deveras surpreendentes e estimulantes.
Quanto aos recursos que já tive a a oportunidade de experimentar nesta formação considero-os bastante interessantes para os utilizar no dia a dia em função das necessidades dos meus alunos.

Celeste Carvalho


tteresasablog disse...

A minha experiência profissional tem permitido observar a crescente utilização das tecnologias de apoio no trabalho diário dos alunos com NEE. É surpreendente como alunos que não conseguem ler nem escrever, utilizam o computador e a internet para realizar trabalhos, efetuar pesquisas, diluindo assim as suas limitações com a utilização de software adequado.
As TIC constituem um meio facilitador do sucesso escolar, atenuando algumas limitações, mas é fundamental que o aluno seja orientado na devida altura para a utilização de meios específicos.
Nalguns casos as TIC constituem a única alternativa para pessoas com deficiências graves interagirem com o meio e poderem aceder à educação.

Beatriz Costa disse...

O meu grupo de trabalho elaborou um resumo das Diretrizes WCAG 2.0 com a apresentação na ferramenta livre de visualização Piktochart: https://magic.piktochart.com/output/1865295-wcag-20
Este trabalho também se encontra no meu E-Portfólio em http://professorabeatrizcosta.blogspot.pt/p/modulo-1_5194.html

Ana Rangel Santos disse...

Apesar da minha experiência direta ser limitada, do que já pude ler e observar, parece-me claro que a acessibilidade Web e as tecnologias de apoio são ferramentas essenciais para se poder proporcionar, quer na escola quer na familia, quer na sociedade em geral, a possibilidade de uma verdadeira inclusão a todas as crianças. Espera-se que o retrocesso que se verifica no investimento na educação não se reflita na perda de todos os avanços que se tem conseguido nos últimos anos para uma sociedade e, em particular, uma escola mais inclusiva.

Nádia Afonso disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nádia Afonso disse...

No meu percurso profissional, os recursos disponibilizados no Portal Aragonês de Comunicação Aumentativa e Alternativa (ARASAAC) têm sido determinantes, quer para a construção de material de intervenção nas diversas áreas (articulação, linguagem oral e escrita, moticidade orofacial), quer para a construção de livros/tabelas de comunicação que a criança usa nos diversos contextos comunicacionais (escola, casa) e com os difertentes interlocutores (professores, amigos, família). Trata-se de um site extremamente bem organizado e que disponibiliza material já construído (embora seja necessário traduzir), diversas ferramentas on line (construção de calendários, de horários, de tabelas de imagens, de dominós, de jogos da glória, de bingos, de frases), software (uso muito o araword, pois pode ser instalado no pc sem necessidade de acesso à internet, no qual escrevemos a palavra pretendida e aparece a imagem). Aconselho vivamente a exploração e utilização dos recursos disponibilizados neste site pois além de tudo o que já foi referido, as crianças gostam muitos dos pictogramas.

Solange Oliveira disse...

O conceito das Tecnologias de Apoio (TA) em Portugal, está definido no artigo 22º, do DL n.º3/2008. Segundo este, as TA são “os dispositivos facilitadores que se destinam a melhorar a funcionalidade e a reduzir a incapacidade do aluno, tendo como impacte permitir o desempenho de atividades e a participação nos domínios da aprendizagem e da vida profissional e social”.
Existem estudos que demonstram que as TA oferecem um conjunto de oportunidades diferenciadas, principalmente para alunos cujos padrões de aprendizagem não seguem o quadro típico de desenvolvimento. Permite, enquanto ferramenta pedagógica, a utilização de estratégias diversificadas e diferenciadas. Possibilita ainda, para alunos com incapacidades motoras, cognitivas, sensórias/percetivas, entre outras, que acedam a vários tipos de informação disponíveis. As TA ainda podem se adaptar às características individuais dos alunos (no caso da multideficiência, por exemplo), de modo a que estes consigam aprender atividades que possam intervir no dia a dia.

Daniela Póvoa disse...

Respondendo à questão de discussão...
Bom, quanto à minha experiência tanto profissional como pessoal, posso dizer que a experiência no uso de tecnologias não é muito alargarda digamos assim. Apesar de ter tido já algumas formações para contactar com este tipo de resposta educativa, de facto e, atendendo ao tipo de alunos com que trabalho ainda não foi necessário solicitar ou requerer algum tipo de tecnologia. É claro que o computador, internet e software lúdico-didático está sempre presente nas nossas intervenções diárias. No entanto posso falar da minha experiência quando passei pelas brevemente pelas ilhas. O que mais me prendeu a atenção foi o facto de que o software utilizado junto da criança, é claro que não sendo regra, por vezes era construído atendendo à sua especificidade, ou seja, era possível requerer um software já existente ou um semelhante trabalhado para responder às necessidades daquela criança em particular, o que individualiza muito as respostas educativas ao mesmo tempo que se maximiza a qualidade dessas mesmas respostas. De facto é com conhecimento que garanto que as tecnologias alí resultavam muito bem.

paulacris disse...

Boa tarde,

Finalizei a 2.ª atividade usando a captura de ecrã para a produção de vídeo, no final da página do meu e-portefólio: https://sites.google.com/site/myportefolio/home/mooc-inctec/modulo-ii

bom trabalho,
Paula

Janete Monteiro disse...

Refletindo sobre todo o percurso de educação das pessoas com deficiência, percebo o quanto o uso da acessibilidade Web e das Tecnologias de Apoio contribuem de forma expressiva para o aprendizado dos alunos com necessidades educativas especiais. De certo, que cada sujeito é único e estudos e avaliações considerando suas demandas precisam ser realizadas com extrema atenção, pois do contrário o recurso tecnológico não terá grande utilidade e a frustração tomará conta de todas as pessoas envolvidas - usuários diretos, familiares e professores.
Dessa forma, é mister escolher - em meio ao arsenal de tecnologias disponíveis na web – aquela que realmente é apropriada a cada aluno, considerando seu contexto, suas potencialidades e os apoios disponíveis.

Manuela Carvalho disse...


As tecnologias de apoio são sem dúvida uma mais valia para a educação principalmente para crianças, jovens ou adultos que por algum motivo sejam considerados portadores de algum transtorno no seu desenvolvimento. Tem sido muito útil para mim ver todos estes recursos, ferramentas e aplicações que podemos experimentar e poder vir a aplicar não só com crianças com NEE´s mas também com as outras crianças. O mundo informático é muito apelativo e as crianças estão predispostas a aprender através das tecnologias. Independentemente da problemática de cada criança, as tecnologias permitem ser adaptadas consoante o que é pretendido trabalhar e mediante a situação da criança. Uma outra situação que também se deve valorizar é de que podemos escolher as ferramentas sem gastar nada, bastando apenas ter um computador com ligação à internet, uma vez que estes programas/ferramentas são grátis. Agradeço ao MOOC esta oportunidade!

Joana Lapo disse...

para mim é um pouco difícil responder à questão orientadora, visto ainda não ter terminado a minha licenciatura e o pouco que trabalhei com necessidades educativas especiais, não me permite falar sobre o acesso às tecnologias. Apesar de tudo isso, o que tenho-me vindo a aperceber que apesar da existência de tecnologias adaptadas a indivíduos com necessidades educativas especiais, estas apresentam preços bastante elevados e grande parte dos indivíduos não podem ter acesso às mesmas por isso mesmo. Há exceções, mas também visto que adquirir as mesmas é dispendioso, poucos técnicos e professores têm qualificações para trabalhar com as mesmas. Gostaria de trabalhar com algumas tecnologias para indivíduos com necessidades educativas especiais, visto que, neste segundo módulo foi possível ter noção realmente elas estão presentes no quotidiano dos nossos alunos, bem como dos professores.

Mostrando o que faço... disse...

Comentário individual sobre um dos recursos explorados: AraWord.

Com o conhecimento que tenho agora das potencialidades do Araword e a exploração deste recurso, fiquei agradavelmente surpreendida ao saber que até eu posso construir histórias adaptadas. Esta possibilidade, mesmo assim, deve ser analisada com prudência, para que os seus resultados sejam os melhores. Por muito à-vontade que nos sintamos face ao Araword, há que ter em conta as capacidades de comunicação da criança, pois implementar o Araword enquanto comunicação alternativa é diferente de implementá-lo como comunicação aumentativa. Há também que ter o cuidado de selecionar antecipadamente os símbolos, para que se utilize apenas um símbolo para cada conceito, a menos que se trate de uma criança com um bom potencial cognitivo. É também essencial que se selecionem os símbolos mais adequados ao modelo que a criança possui e à sua capacidade intelectual. Potencia-se assim um conjunto de aprendizagens a partir de histórias adaptadas. Imagino esta estratégia a ser utilizada, por exemplo, na interpretação de histórias contadas oralmente, na qual a criança constrói as suas respostas recorrendo a estes símbolos. Imagino também o Araword a ser utilizado em momentos de escrita de pequenas frases por parte de crianças que eventualmente apresentem uma capacidade cognitiva superior. Num estádio mais avançado, a criança pode até redigir as suas próprias histórias, com base em experiências de leitura anteriores e nas próprias experiências de vida Congratulo, desde já, quem concebeu este recurso e o tornou acessível sem custos. Na minha opinião, é aqui que assenta o conceito INCLUSÃO, pois o AraWord pode abranger todas as faixas etárias, todas as condições socioeconómicas e diferentes perfis de funcionalidade. Para mim, deve ser dado o mérito a um recurso que pode, efetivamente, ser utilizado por toda a gente e mudar a vida que quem a ele recorre.

Jessica Barros disse...

A minha experiência situa-se somente a nível do conhecimento advindo de vídeos, formações e alguns artigos que vou lendo sobre esta temática, pois não tenho nem nunca tive alunos com necessidades educativas especiais, nomeadamente, no âmbito sensorial. Sei da existência de várias aplicações e equipamentos que facilitam a autonomia pessoal (e.g. talheres, leitores de ecrã, impressões em braille, etc). Relativamente ao material fornecido neste MOOC, é possível constatar que, apesar da grande evolução nesta área, ainda se encontram algumas lacunas, dificuldades e desafios que os técnicos e engenheiros informáticos enfrentam para atingir a tão almejada inclusão.

Marília Pereira disse...

Da minha experiência profissional, como professora de Educação Especial que trabalha com um grupo heterogéneo de alunos com necessidades educativas especiais que beneficiam de um currículo específico individual, as tecnologias de informação e comunicação são utilizadas em duas vertentes: como recursos educativos de apoio à aprendizagem ou como um meio de comunicação aumentativa e alternativa. Para alunos que apresentam limitações acentuadas nas áreas da cognição, da comunicação e motora, recorremos frequentemente ao computador e à internet, sendo alguns materiais criados pelos professores, mas a maioria das vezes usamos os que se encontram disponíveis em sites e blogs. Dado que possuímos um quadro interativo, também o usamos como um auxiliar para a aquisição de aprendizagens, desenvolvimento da coordenação motora e da comunicação. Alguns destes alunos apresentam incapacidade ao nível da linguagem verbal, e, para eles recorremos aos símbolos pictográficos de comunicação em tabuleiros ou cadernos de comunicação e ao Gotalk. Estas tecnologias de apoio permitem que os alunos possam ser mais ativos e funcionais.

Carlota Dias disse...

Adorei trabalhar com o Jing é uma ferramenta muito útil, permite associar a imagem dinâmica com o som (imagem e vídeo). Será de grande utilidade para o meu trabalho.
:)

e-portefólio de Dulce Ferreira disse...

O acesso às tecnologias é, para muitas crianças e jovens, o meio de comunicação. Há que perceber as suas necessidades e procurar os meios adequados. Os CRTIC constituem uma mais valia em todo este processo.

e-portefólio de Dulce Ferreira disse...

O acesso às tecnologias é, para muitas crianças e jovens, o meio de comunicação. Há que perceber as suas necessidades e procurar os meios adequados. Os CRTIC constituem uma mais valia em todo este processo.

José Almeida disse...

Boa tarde.
Da experiência que tenho com alunos com NEE, as tecnologias de apoio são fundamentais, nomeadamente no que diz respeito à comunicação aumentativa e/ou alternativa.

Luciana Gomes Bettencourt disse...

Já presenciei alguns trabalhos com pessoas portadoras de necessidades especiais, mas ainda não participei de um momento onde tecnologias fossem utilizadas para a finalidade de desenvolver as habilidades necessárias para uma aprendizagem eficaz. No Brasil temos a APAE- Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais é uma Sociedade Civil de caráter Filantrópico, referência regional e estadual na área de habilitação e reabilitação, que tem por objetivo oferecer um atendimento especializado as pessoas com deficiência intelectual, múltipla, física e transtorno invasivo do desenvolvimento(Autismo). Esta associação desenvolve vários trabalhos eficientes e também estabelece como a instituição de ensino deve buscar uma prática pedagógica na finalidade de minimizar o impacto decorrente da diversidade favorecendo a inclusão dos alunos e propiciar sua integração não somente de espaço físico, mas de oportunidades na vida social.
Algumas Universidades brasileiras investigam e trabalham com desenvolvimento tecnologicos que propiciem maior conforto e capacidades de utilização desses equipamentos por pessoas com necessidades especiais. Através de programas, também disponibilizam materiais despertando o interesse do docente para a busca e entendimento dentro de vários aspectos, como os que levam ao baixo acesso de portadores de necessidades especiais à educação regular, o tempo curtíssimo de permanência nessas salas, alta evasão, frequente encaminhamento dessas crianças à educação especializada e muitas vezes a não certificação desses alunos, através de reflexões críticas e acesso a arquivos de apoio à pesquisa espera-se o despertar e a mobilização desses profissionais em busca de uma igualdade e a possibilidade de que realmente a educação seja para TODOS!.

Luciana Gomes Bettencourt disse...

Desenvolvi dois dos trabalhos solicitados, em busca de conhecer recursos diferentes, achei muito interessante o exercício 3 onde se pesquisa se os sites estão ou não dentro dos padrões de acessibilidade, fiz várias pesquisas analisando o que cada um deve modificar para estar dentro desses padrões, também gostei muito de construir um pôster com as diretrizes da WCAG 2.0 e ver os diferentes recursos que poderiam ser introduzidos. Apesar não escolher fazer a atividade 2 explorei o jing e achei um sucesso, excelente programa principalmente para tutoriais. Abaixo estão os links dos trabalhos postados sendo o último o do meu blog onde estão todos os trabalhos que realizei neste módulo.
Exercício 1:
https://magic.piktochart.com/output/1851887-directrizes-deacessibilidade-pa
Exercício 3:
Universidade do Minho:
http://www.tawdis.net/system/modules/org.fundacionctic.taw4_wcag_informes_ocms/elements/wcag20/detalle.jspurl=http%3A%2F%2Fwww.uminho.pt%2F&crc=1&nivel=aa
Universidade de Évora:
http://www.tawdis.net/system/modules/org.fundacionctic.taw4_wcag_informes_ocms/elements/wcag20/detalle.jspurl=http%3A%2F%2Fwww.uevora.pt%2F&crc=1&nivel=aa
USP- São Paulo:
http://www.tawdis.net/system/modules/org.fundacionctic.taw4_wcag_informes_ocms/elements/wcag20/detalle.jspurl=http%3A%2F%2Fwww5.usp.br%2F&crc=1&nivel=aa
FAPESP- São Paulo
Resumo: http://www.tawdis.net/system/modules/org.fundacionctic.taw4_wcag_informes_ocms/elements/wcag20/resumen.jsp
Detalhes:
http://www.tawdis.net/system/modules/org.fundacionctic.taw4_wcag_informes_ocms/elements/wcag20/detalle.jspurl=http%3A%2F%2Fwww.fapesp.br%2F&crc=1&nivel=aa
SCIELO - Brasil:
Resumo:
http://www.tawdis.net/system/modules/org.fundacionctic.taw4_wcag_informes_ocms/elements/wcag20/resumen.jspurl=http%3A%2F%2Fwww.scielo.org%2Fphp%2Findex.php&crc=1&nivel=aa
Detalhes:
http://www.tawdis.net/system/modules/org.fundacionctic.taw4_wcag_informes_ocms/elements/wcag20/detalle.jspurl=http%3A%2F%2Fwww.scielo.org%2Fphp%2Findex.php&crc=1&nivel=aa
Meu Blog:
http://lfgbettencourt.blogspot.com/p/blog-page_22.html
Abraços a todos!!!
Continuação de um ótimo trabalho a todos!

Nádia Afonso disse...

No meu percurso profissional, os recursos disponibilizados no Portal Aragonês de Comunicação Aumentativa e Alternativa (ARASAAC) têm sido determinantes, quer para a construção de material de intervenção nas diversas áreas (articulação, linguagem oral e escrita, moticidade orofacial), quer para a construção de livros/tabelas de comunicação que a criança usa nos diversos contextos comunicacionais (escola, casa) e com os difertentes interlocutores (professores, amigos, família). Trata-se de um site extremamente bem organizado e que disponibiliza material já construído (embora seja necessário traduzir), diversas ferramentas on line (construção de calendários, de horários, de tabelas de imagens, de dominós, de jogos da glória, de bingos, de frases), software (uso muito o araword, pois pode ser instalado no pc sem necessidade de acesso à internet, no qual escrevemos a palavra pretendida e aparece a imagem). Aconselho vivamente a exploração e utilização dos recursos disponibilizados neste site pois além de tudo o que já foi referido, as crianças gostam muitos dos pictogramas.

Carla Silva disse...

Efetivamente não se pode negar que as novas tecnologias fazem ajudam bastante no que diz respeito à comunicação aumentativa e à comunicação interativa. No entanto, penso que, no nosso sistema de ensino, a falta de formação de docentes e auxiliares é um grande entrave para que seja possível um uso pelano das tecnologias em contexto escolar. Muitos são ainda os docentes que olham de lado para os computadores. Apesar da geração mais nova estar mais familiarizada com as TICa sua formação ainda não suficiente fazendo com que ainda teham muito receio de “sair” do Word.
A utilização efetiva das tecnologias de informação em contexto de sala de aula ainda está a anos luz do que se poderia considerar satisfatório para ajudar a inclusão de alunos com NEE. Os docentes, por não se sentirem à vontade, não estão confiantes e ficam relutantes. Recorrem então a outras estratégias e as TIC lá ficam à espera de alguém que lhes saiba mexer e que ajude o aluno a utilizadas.

Ana Rodrigues disse...

Cada vez mais as tecnologias de informação e comunicação fazem parte do sistema educativa no geral, pois estão presentes em todo o lado e das diferentes maneiras. Nós como docentes temos o dever de promover e dispor as tecnologias que contribuam para o sucesso da aprendizagem dos nossos alunos e adequar essas ferramentas ao perfil de funcionalidade dos alunos com Nee.
Durante a minha prática pedagógica, tive e tenho a oportunidade de recorrer ao uso do computador para facilitar o processo de ensino e aprendizagem de alguns alunos com Nee. O uso do computador permite aos alunos desenvolver a leitura e a escrita exigindo um menor esforço e controlo motor; permite a correção imediata do erro; permite também a substituição rápida do que se escreve e guardar e imprimir. Este facto facilita, também, a socialização, autonomia e a produção dos conhecimentos adquiridos e que se encontram fora do alcance destes alunos.
O uso da internet tem vindo a ser um poderoso instrumento de consulta, para os alunos e para mim, de documentos e publicações importantes e sempre atualizadas.
O uso de softwares pedagógicos que os meus alunos têm vindo a usufruir, muitas vezes motiva ou reforça a aquisição de aprendizagens, mas também permite a simulação de atividades de forma lúdica.
Com o passar dos anos, na minha prática pedagógica, os meus alunos têm vindo a recorrer a alguns recursos tecnológicos adaptados às suas deficiências, sejam elas motoras (tela sensível através do toque ou sopro; substitutos de ratos através de pulsador e apontador e simulador de teclado), na fala (softwares como anagrama e vox), na visão/ baixa visão (teclados e impressoras em braille), auditivas (microfone e softwares como sing)
Nestes alunos com deficiência, as tecnologias desenvolvem a apetência para a leitura e a escrita, autonomia, atenção e concentração, memorização, criatividade e ritmo de trabalho, permitindo assim uma maior e adequada inclusão destes alunos na sala de aula e junto aos seus pares. O avanço das tecnologias veio trazer às pessoas com Nee uma nova esperança de poder ter uma vida mais plena e autónoma, reduzindo, e até por vezes, eliminando barreiras.

micaela pereira disse...

À semelhança da maioria dos colegas aqui presentes, manifesto a minha surpresa e o meu agrado por ver reunido num só espaço, ao alcance de um click, todo este manancial de recursos livres, prontos a descobrir e utilizar.
Aqui junto mais um humilde contributo.

Materiais diversos:
http://atividadesparaeducacaoespecial.com/
http://cid-b23fb23cd40f24eb.skydrive.live.com/browse.aspx/partilhar?authkey=4FRoIqImwDM%24

Acessibilidade, orientações, criação e adaptação de materiais de apoio à comunicação e à leitura em criança com NEE (Trissomia 21, cegueira, baixa visão, surdez, disfunção neuro motora grave), no subtópico orientações:
http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/escolas/

Pesquisem «The whole school approach», encontrando-se disponíveis diversos guiões de atuação e materiais na net, entre os quais para a PDHA:
http://www.bced.gov.bc.ca/specialed/adhd/
http://webarchive.nationalarchives.gov.uk/20130401151715/https://www.education.gov.uk/publications/eOrderingDownload/0121-2001.pdf
(entre muitos outros…)

«Index para a inclusão: desenvolvendo a aprendizagem e a participação na escola, da autoria de Booth & Ainscow:
http://redeinclusao.web.ua.pt/

Mosaico - Nadja Pinho disse...

04/05/2014
Módulo 2 - Acessibilidade Web e Tecnologias de Apoio – Atividade 2

Partindo de minha própria experiência - como tetraplégica que digita com uma órtese com um lápis que corresponde a um único dedo - quero discorrer um pouco sobre as opções de acessibilidade do Windows e os recursos do Word, que podem ser configurados de acordo com as necessidades específicas de pessoas com habilidades limitadas, baixa visão e outras deficiências. O Windows disponibiliza um assistente de acessibilidade que faz perguntas dirigidas ao usuário sobre as suas dificuldades para acessar o computador e, conforme as respostas que obtem, configura o computador de forma a torná-lo mais fácil de ver, ouvir e usar.

Para pessoas com limitações motoras, existem as teclas de aderência, alternância e filtragem. As teclas de aderência e alternância permitem acionar alternadamente as teclas shift, control e alt, possibilitando acionar comandos que combinam essas teclas simultaneamente. Ao acionar as teclas de filtragem, um usuário com paralisia cerebral, por exemplo, pode definir o tempo necessário para pressionar e soltar a tecla e, dessa forma, evitar a repetição das teclas digitadas.

Outro grande recurso de acessibilidade é a configuração que possibilita que se utilize o mouse através do teclado numérico ou mesmo no teclado convencional, no caso dos notebooks. Desse modo, é possível utilizar os softwares de pintura e desenho.

Passando para o recursos do Word, encontrados também no OpenOffice, destacamos as teclas de atalho, a autocorreção e o preditor de palavras, que associados e adequadamente configurados minimizam bastante os esforços na digitação de textos. O corretor ortográfico consiste também em um recurso de aprendizagem da língua.

É possível atribuir atalhos do teclado ou teclas de atalho a comandos, macros, fontes, estilos ou símbolos usados com freqüência.

Em relação à aparência na tela, existem opções para definir tamanho e zoom, cor e som. O teclado virtual e a lupa são outros recursos muito importantes.

Elenquei apenas os recursos que mais uso para dar uma ideia aos professores que tem alunos com deficiência motora nos membros superiores. É possível ajudá-los sim em seu desenvolvimento, aprendizagem e socialização. O essencial: acreditar que todos tem potencialidades e ajudá-los a descobri-las e explorá-las.

Cristina Neto disse...

Nada como um testemunho em primeira pessoa. Obrigada Nadja Pinho, pelo seu testemunho e ótimas dicas para quem é novato nestas andanças. Já me deu ideias para melhorar o desempenho de alguns dos meus alunos.
Obrigada, obrigada.
Bem haja e tudo de bom!

Andreia Branco disse...

No que concerne à temática proposta posso dizer que na minha sala de aula já passei por essa experiência. Tive um aluno com paralesia cerebral a frequentar as minhas aulas curriculares. O mesmo devido ao problema que tinha não conseguia escrever com um lápis ou caneta e exprimia-se com alguma dificuldade e de difícil perceção. Durante as aulas o aluno utilizava um computador no qual estavam os manuais informatizados para que pudesse acompanhar a turma e os seus cadernos eram as folhas de word. O Joystick e o teclado eram adaptados para que pudesse fazer toda a parte escrita sem limitações e assim participar nas aulas normalmente. Estes materiais permitiram ao aluno compensar a função motora que estava muito limitada e dar-lhe mais confiança visto que assim não se notava os problemas de motricidade fina existentes e fazer tudo os que os outros colegas faziam apenas tinha que ter mais tempo.
Posso dizer que se não fossem estes materiais o aluno nunca teria conseguido acompanhar a turma.

Eunice Paulo disse...

Ao longo da minha experiência pessoal e profissional, não tive oportunidade de trabalhar com alunos com necessidades educativas especiais (NEE) que utilizassem as tecnologias de apoio (TA). No entanto da literatura que tive oportunidade de ler, fui-me apercebendo que é extremamente vantajoso para o aluno com NEE o uso das TA. Uma das TA sobre a qual li com mais cuidado foi a Mesa Educacional E-Blooks. Partilho convosco o link http://www.eblocks.net/pt/features/index.php onde podem confirmar a sua abrangência, como ferramenta multissensorial, com uma estratégia de aprendizagem construtivista.
No link http://www.eblocks.net/pt/testemonials/index.php?id=5 podem ser consultados alguns testemunhos da sua aplicação às necessidades especiais.

Ana Neves disse...

O programa BoardMaker permite aos alunos com necessidades educativas especiais e que não têm comunicação verbal, interagir através de símbolos e realizar tarefas, que, de outro modo seriam inviáveis. No núcleo da Multi-Deficiência da escola no Porto onde trabalho funciona como uma ferramenta essencial usada tanto por alunos com paralisia cerebral, como por alunos com o espectro do autismo.
Este tipo de ferramentas tecnológicas permite ultrapassar barreiras de comunicação e tornar a diferença menos diferente. Fiquei agradávelmente surpreendida com variedade de programas gratuitos semelhantes ao BoardMaker. Obrigada aos organizadores do Curso MOOC Intec pela sua divulgação que nos será imensamente útil. Passarei a utilizar e a divulgar outros recursos que nos auxiliarão a todos a evoluir nesta área e a ultrapassar limitações.

Patrícia Bermonte Melo disse...

A minha escola está organizada com respostas diferenciadas para a deficiência. Mas, ao explorar cada vez mais este tema,  verifico que a maior parte dos recursos que temos não estão a ser usados na sua plenitude, por falta de formação de quem está responsável por estas crianças e jovens nas salas de aula. Por falta de organização, por exemplo de uma sala aberta a todos os alunos, onde estes recursos possam ser usados por todos. Temos Unecas, salas snoezelen e quem sabe, no futuro um centro de recursos na escola. 

SS disse...

Ao longo do meu percurso profissional, pouco ou nada trabalhei com alunos com necessidades educativas especiais (NEE). Aliás, este é o primeiro ano que tenho um aluno NEE. No ano letivo anterior tive uma aluna com baixa visão que apenas necessitava de fotocópias ampliadas e testes com tamanho de letra maior (bem maior) que o normal. O equipamento, computador, utilizado era igual ao dos colegas de turma e a colega de grupo ajudava-a na leitura quando houvesse essa dificuldade. A aluna era muito trabalhadora e esforçada pelo que superou as suas limitações. Em algumas situações utilizava a lupa. Tendo em conta a sua deficiência e uma vez que a escola não reunia as condições necessárias a aluna no ano letivo seguinte mudou-se para uma escola adequada às suas necessidades.
Este ano tenho dois alunos NEE, um com paralisia cerebral que exige maior atenção da minha parte. O aluno tem algumas dificuldades na fala mas revela limitações cognitivas. A disciplina lecionada (programação) é muito rigorosa em termos de regras e o aluno não as consegue acompanhar. Os exercícios têm de ser mais pequenos e é necessário uma atenção permanente para que o aluno mantenha a atenção. O outro aluno é hiperativo, muito ansioso e com perturbação emocional. Este aluno tem acompanhamento médico e é bem acompanhado por parte da família. Com as adequações curriculares, apoio mais individualizado e adequações no processo de avaliação facilitam e motivam o aluno para a aprendizagem.

Mafalda Coito disse...

Da minha experiência, o uso do computador por uma criança com paralisia cerebral foi imprescindível para o acompanhar das matérias e na elaboração de testes e outros trabalhos (produtos). Considero que a (as) tecnologia é um passo na direção da inclusão de todos. Sinto que necessitamos de formações deste género para conhecer mais e "novas" tecnologias, caso contrário nunca iremos inovar, nem mostrar mais do que aquilo que já conhecemos.... Obrigada

Sónia disse...

Respondendo à questão orientadora da discussão, posso dizer que tenho trabalhado com um aluno com baixa visão que possui um computador portátil com um programa de ampliação do monitor, que acompanha a leitura com voz e tem um teclado ampliado. Com esta formação espero conseguir adquirir conhecimentos para o poder ajudar ainda mais.

Elsa disse...

Boa noite:
Antes de mais um esclarecimento.
iniciei os meus comentários nesta plataforma com o nome de Elisa situação que tive de resolver e agora a Elsa aparece finalmente a comentar ...
Com as tecnologias de apoio um mundo novo se abre …esta é uma área onde o conhecimento e a aprendizagem se desenvolvem mais facilmente sendo uma ferramenta que pode permitir o acesso a todos.
O conhecimento deste mundo que está em constante mudança é um trabalho sempre incompleto e em constante mudança. Após a leitura de alguns dos documentos relacionados com este tema verifiquei com algum pesar que parte dos conhecimentos que teria nesta área está desatualizado pois para que possamos conhecer a panóplia de possibilidades existentes será necessário uma pesquisa diária exaustiva e pensar nas ínfimas possibilidades de utilização das diferentes novidades tecnológicas.
Deixo aqui o último livro que li sobre esta matéria, As tecnologias nas práticas pedagógicas inclusivas, http://www.marilia.unesp.br/Home/Publicacoes/as-tecnologias-nas-praticas_e-book.pdf e do qual retirei a frase que aqui partilho:
”A informática e as demais tecnologias de informação e comunicação não representam um fim em si mesmas. São procedimentos que poderão melhorar as respostas educativas da escola e contribuir, no âmbito da educação especial, para que alunos cegos, surdos, com atraso mental, com paralisia cerebral, paraplégicos, autistas, multideficientes, sobredotados, entre outros, possam atingir maior qualidade nos seus processos de aprendizagem e de exercício da cidadania. (2001,Carvalho)”
Até breve

Deniss disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
k disse...

Faço parte do grupo de Bragança e o nosso trabalho está em:
https://magic.piktochart.com/output/1859068-wcag-20-copy

Muito obrigada

Deniss disse...

De acordo com a experiência adquirida numa instituição do ensino superior, verifico que no caso dos alunos com deficiência visual, o leitor de ecrâ constitui uma das ferramentas que se pode considerar imprescindível. Com esta ferramenta os alunos com NEE tornam-se autónomos nas mais diversas actividades. No âmbito das Bibliotecas do Ensino Superior o acesso à informação é crucial, daí a importância do desenvolvimento e partilha de boas práticas que potenciem o acesso à informação, apostando quer na produção de documentos acessíveis, quer na própria acessíbilidade digital...páginas web, bases de dados...
O leitor de ecrã enquanto ferramenta consegue transmitir informação acessível mas para isso é preciso que esta esteja devidamente acessível, o que nem sempre se verifica. Muito trabalho ainda terá de ser feito no âmbito da acessibilidade digital. No âmbito do trabalho desenvolvido em grupo constatamos isso mesmo.
O nosso trabalho consistiu em analisar as principais páginas do serviço para o qual trabalhamos com recurso ao validados AccessMonitor sendo que constatamos o não cumprimento de muitas das regras de acessibilidade para as páginas web, originando mesmo a não atribuição de pelo menos o nível "A".

Na realidade pensamos que este é um problema transversal na web. Grande parte das ferramentas de gestão de conteúdos que utilizamos são open source e/ou gratuitas e de utilização massiva a uma escala mundial mas nem por isso existe uma garantia de respeito pelos critérios de acessibilidade.

As próprias páginas do MOOC não cumprem muitos critérios de acessibilidade quando sujeitas ao validador AccessMonitor nem com os critérios WCAG 1.0 nem 2.0.

Entretanto desenvolvemos uma página inclusiva para os nossos serviços, elementar em termos visuais mas com muitos conteúdos que cumpre todos os critérios definidos nas WCAG 2.0

Leonor gonçalves disse...

Ola Boa Noite

De acordo com a questao orientadora ,não trabalho directamente em sala com os alunos com NEE.Trabalho com jovens com deficiencia mental os quais são colocados nas empresas para realizarem a sua formaçao em posto de trabalho .
Como faço igualmente o acompanhamento pos colocaçao ,acompanho netse momento uma sra que trabalha como telefonista numa escola onde adquiriu há relativamnete pouco tempo uma cadeira de rodas eléctrica ,para se poder deslocar .
o que foi uma mais valia ,pois esta com a cadeira manual tinha dificuldade em subir rampas e em se deslocar sozinha tinha sempre que depender de alguém.
Uma boa noite e bom trabalho para todos.

leonor Gonçalves

Teresa Guardão disse...

O sucesso educativo de crianças e jovens com necessidades educativas especiais (NEE) pode mais rapidamente ser alcançado com o recurso às tecnologias de apoio. Estas por si só não resolvem todos os problemas de aprendizagem e comunicação, não eliminam todas as barreiras de acesso à informação, mas facilitam o percurso educativo quando devidamente utilizadas. É fundamental que o uso das novas tecnologias, pelos alunos com NEE, seja acessível a todos e para que não haja algum tipo de recusa por parte dos professores, auxiliares ou familiares, é necessário que sejam de fácil utilização, tornando natural a interacção aluno-dispositivo. Depois de uma avaliação aos alunos com NEE e aferidos os níveis de actividade e participação na aprendizagem, é importante concentrarmo-nos nas competências desses alunos, procurando adequar uma ou várias possibilidades do software educativo para cada tipo de incapacidade.
A minha experiência profissional no ensino de alunos surdos, direcionou-me para as tecnologias de apoio, viabilizando um contacto mais sistemático e eficaz no domínio das técnicas da leitura e escrita. A pesquisa sobre esta problemática e sobre os diferentes apoios (próteses auditivas, técnicas e meios de comunicação, especialidades clínicas, gabinetes e pessoal de apoio, terapias,…), bem como o estudo e aplicação de ferramentas, têm sido alvo da minha atenção. Para a iniciação à leitura e escrita, dos alunos surdos, no 1º CEB, investi na construção de materiais com base em imagens e pictogramas de fundo negro, mais tarde os coloridos e posteriormente o BoardMaker. Associei sempre a palavra à imagem, à dactilologia e ao “pictograma” do gesto (desenho do gestuário português). Tenho utilizado os sistemas alternativos de comunicação simultaneamente com gestos e imagens (fotografia, desenho ou mesmo o vídeo), com auxílio das ferramentas do Microsoft Office (Word, Paint, Power-Point, Publisher,…) que foram as minhas opções antes de conhecer o Picto-Selector, o Araword ou o Tico. Estas acessibilidades Web estão a possibilitar-me uma mais rápida concretização de materiais. Felizmente, hoje em dia, o trabalho dos professores está mais simplificado e o êxito dos alunos mais fácil de atingir.

Filipe Santos disse...

As Diretrizes de Acessibilidade WCAG 2.0 são um importante contributo para uma 'standarização' da Acessibilidade Web, embora verifique existir algumas barreiras à sua generalização. Por um lado, ainda são altamente técnicas e demorará algum tempo até o utilizador web normal consiga dominar o vocabulário e conceitos específicos para adaptar o seu blogue ou site a essas diretrizes. Por outro lado, há a questão do compromisso entre estética e acessibilidade do site uma vez que a aplicação de algumas das diretrizes podem comprometer os aspetos estéticos. A solução de se implementar dois sites distintos, um acessível e outro não-acessível pode ser uma solução interessante mas depende do tempo disponível de cada um para investir em 2 soluções do mesmo produto.

Janete Monteiro disse...

Boa noite a tod@s, a segunda atividade proposta está disponível no seguinte endereço:

http://www.glogster.com/edit/g-6k0pl70diodi4elhg7mpfrl

Poster Glog by janete1986

MOOC INCTEC disse...

Na sequência do comentário da Nadja, a maioria das pessoas utiliza o Windows através do rato, mas os utilizadores cegos e com outras dificuldades de manuseamento do rato não o podem fazer. Existe uma alternativa para a execução de tarefas, que é a utilização dos atalhos de teclado.
Primeiro que tudo há que entender o conceito de foco. O foco é o objecto no ecrã em que o Windows tem a sua atenção “focada” no momento. Pode ser um botão, um ícone, um item numa lista ou num menu, uma caixa de texto, etc. O foco é identificado por um realce visual que pode ser uma cor diferente ou uma moldura pontilhada.
Para mover o foco de um objecto para outro utiliza-se a tecla TAB (a tecla situada por cima da CAPS LOCK). De cada vez que se prime esta tecla avança-se para o próximo objecto na janela, até dar a volta completa. Desta forma o utilizador fica a conhecer todos os objectos ao seu dispor. É uma técnica de varrimento, que se pode comparar ao tatear uma mesa para saber o que está em cima dela.
Abrir e fechar o menu Iniciar: Tecla Windows
Ir para o Ambiente de trabalho: Windows-D
Deslocar-se nos ícones do ambiente de trabalho, ou num menu: setas de cursor
Pressionar um botão ou ativar um ícone: Enter (ou Espaço)
Abrir o explorador de ficheiros: Windows-E
Fechar uma janela principal: Alt F4
Fechar uma janela secundária (ex: “guardar como” dentro do MS-Word): ESCAPE
Subir um nível nas pastas: Retrocesso
Percorrer os objectos de uma janela: TAB
Alternar entre aplicações abertas: ALT TAB
Selecionar texto: SHIFT + setas de cursor.
Copiar: Control C
Cortar: Control X
Colar: Control V
Mudar o nome de um ficheiro: F2
Aceder aos menus de uma aplicação: ALT
Sair dos menus: ESCAPE
Desfazer última acção: Control Z

Graça Dias disse...


Boa tarde a todos,

Hoje procura –se desenvolver as competências básicas de comunicação a fim de todos, sem exceção consigam compreender, interagir e produzir frases/textos orais e escritos, de natureza diversificada e de acessibilidade adequada ao desenvolvimento linguístico, psicológico e social, utilizando estratégias e recursos materiais muito diversificados, aliciantes e inovadores, como por exemplo: os livros eletrónicos suportados pelo sistema colorAdd que vem facilitar a perceção de cores por parte de pessoas com daltonismo; livros áudio em que é importante a tradução audiovisual para estabelecer pontes entre pessoas surdas e ouvintes ou da audiodescrição para pessoas cegas; Plataforma Digital de Apoio Escolar, na qual se disponibiliza para cada manual escolar, conteúdos multimédia, para professores e todos os alunos, em especial para os aprendentes com necessidades educativas especiais, na minha escola (Básica 2 e 3 Ciclos Cónego J J G de Andrade, Campanário, Madeira, Portugal) utilizamos as plataformas do Place e do Moodle; a Escola Virtual, uma grande e inovadora iniciativa da Porto Editora, a qual é usada pelos aprendentes da minha Escola (…). Muitos recursos digitais estão disponíveis para uma melhor inclusão e processo de ensino-aprendizagem dos alunos com necessidades educativas, todavia os profissionais de educação têm de ter muita disponibilidade para trabalhar e usar os recursos digitais que existem porque temos muitas horas letivas e turmas com muitíssimos alunos e para preparar atividades exequíveis e pragmáticas exige uma boa gestão do tempo profissional, social e pessoal.

Na minha experiência profissional com alunos NEEs já utilizei, e continuo, alguns recursos, a saber, CD-ROM, CD Audio; vídeos, animações, apresentações em PowerPoint; Prezi; plataforma Moodle; Escola Virtual, Flashcards; Cartazes; Computador e Internet, procuro adequar o melhor recurso a cada aluno de acordo com a sua deficiência e sempre com a colaboração do professor do Ensino Especial.
Graça Dias

Vera Martins disse...

Olá boa tarde!
Deixo aqui o exemplo de um recente recurso desenvolvido para deficientes invisuais,um anel digital lê textos em voz alta para invisuais.

http://boasnoticias.sapo.pt/noticias_MIT-Anel-digital-l%C3%AA-textos-em-voz-alta-para-invisuais_18830.html

c disse...

Boa tarde a todos ...
Falar de tecnologias de apoio "é falar de dispositivos que se destinam a melhorar a funcionalidade e a reduzir a incapacidade do aluno, tendo como objetivo permitir o desempenho de atividades e a participação nos domínios da aprendizagem e da vida profissional e social", como já foi referido e é possível ler no Guia dos CRTIC e das tecnologias de apoio disponibilizado pelo MOOC.


Na minha curta experiência com alunos com necessidades especiais, nenhum utilizava qualquer tecnologia de apoio. Contudo, no agrupamento de escolas onde leciono há uma U.A.E.M. (Unidade de apoio especializado à multideficiência) na qual são acompanhados sete alunos. Numa visita à unidade para preparação de uma visita de um dos alunos à turma, foi-me apresentado um aluno como tendo dificuldades severas de comunicação, relacionamento, fruto da paralisia cerebral que padece. Foi curioso ver, apesar de comunicar com muitas dificuldades e só fazê-lo quando muito solicitado, a forma como identifica um browser, abre-o, acede ao youtube, procura vídeos com a particularidade de serem exclusivamente de máquinas em movimento, sem qualquer ajuda e apesar das evidentes limitações no controlo das mãos e dos braços para manipulação do rato do computador. Além disso, consegue responder à solicitação de baixar o som, apesar de todas as dificuldades de compreensão, de comunicação e de manipulação que evidencia.






Neste caso, o computador, atendendo ao facto de ser o único interesse do aluno, de evitar o seu isolamento, uma vez que quando não tem acesso ao mesmo isola-se, deprime, não se esforçando por levantar-se, comer, fazer as rotinas diárias, é um tecnologia de apoio. Sem dúvida este dispositivo melhora a funcionalidade e minimiza as incapacidades do aluno. Sendo a meu ver um exemplo em que a tecnologia contribui de forma decisiva para a respetiva participação e atividade do aluno.
Continuação de bom trabalho

Vera Martins disse...

Após leitura e exploração dos recursos disponibilizados é claro constatar que recorrendo às novas tecnologias a inclusão de alunos com necessidades educativas especiais é facilmente conseguida, claro está, num ambiente em que o acesso a determinados recursos é possível.
Também o avanço atual e rápido das novas tecnologias facilita em muito este processo, uma vez que cada vez mais as grandes empresas tecnológicas estão empenhadas em construir um “mundo” para todos os utilizadores, incluindo as pessoas portadoras de deficiências ou incapacitadas, desenvolvendo equipamentos (pc´s, telemóveis) dotados de funcionalidades específicas de acessibilidade, bem como software.
No que diz respeito à minha experiência profissional e utilização deste tipo de tecnologias educativas com alunos com necessidades educativas especiais, utilizo em sala de aula jogos didáticos, vídeos e software específico para alunos com dificuldades de atenção/concentração, memória, linguagem e desenvolvimento cognitivo.

Natalina Martins disse...

A minha experiência ao longo da minha carreira profissional, tem sido com alunos com perturbações do Espetro do autismo; multideficiência; problemas cognitivos; Perturbações da comunicação linguagem e fala .
A tecnologia que mais tenho utilizado é o computador como recurso pedagógico para optimizar as aprendizagens. Tenho utilizado o computador, com jogos educativos, softwares específicos, processamento de texto e imagem.
A Internet e em geral as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) permitiram reduzir de forma decisiva muitos obstáculos de acessibilidade.
A aplicação destes recursos tecnológicos faz-nos obrigatoriamente reformular a prática docente e exige que estejamos cada vez mais organizados para utilizar as novas ferramentas Web 2.0 na sala de aula. Como tal, teremos que investir cada vez mais nesta área, para que se compreenda melhor e se tire todas as vantagens possíveis junto dos nossos alunos. Acontece que tenho tentado atualizar-me, frequentando várias formações dentro desta temática.
Realizei uma atividade de formação promovida pelo CRTIC Santarém – “Utilização dos programas Boardmaker e Speaking Dinamically Pro na Comunicação Aumentativa e / ou Alternativa”;
Com esta formação tive oportunidade de conhecer grande diversidade de Símbolos Pictográficos para a Comunicação (SPC) que são utilizados para criar quadros de comunicação impressos, grelhas para equipamentos de comunicação, fichas de trabalho, etc.
O Speaking Dynamically Pro permite atribuir uma variedade de acções a botões de qualquer quadro criado para que se possa utilizar o computador como um poderoso equipamento para a Comunicação.

Frequentei o Seminário “Tecnologia, Inclusão e Acessibilidade” promovido pelo CRTIC Santarém, em pareceria com a empresa Imagina, onde tive também contacto com tecnologias que me eram completamente desconhecidas.
Foram abordadas a promoção da utilização dos símbolos como linguagem aumentativa e alternativa e como apoio à literacia, a utilização de software inclusivo para facilitar a comunicação e aprendizagem de crianças com NEEcp e a criação, edição e utilização de recursos para a comunicação e integração de alunos como forma de estímulo ao desenvolvimento de competências.



Deixo o link para quem quiser “espreitar”
http://bica.imagina.pt/edicoes/newsletter/?cat=590
"A APAE de Cascavel continua explorando o Vox4all com excelentes resultados".

Por fim, realizei também a Ação de Formação integrado no projeto europeu SENnet (2012 - 2014), o módulo Recursos Educativos Abertos Acessíveis, sendo extremamente oportuno e importante pelo facto de me facilitar em atividades curriculares e na prática pedagógica diária.














Natalina Martins disse...

Tenho trabalhado individualmente, o meu trabalho sobre o Tópico 2 - Acessibilidades Web e tecnologias de apoio pode ser visto em:

https://magic.piktochart.com/output/1889922-topico-2-acessibilidades-web-e-t

http://natalinaportefolio.blogspot.pt/

Muito obrigada

Fatima Cunha disse...

Boa noite!
As limitações que os NEE apresentam são limitações que não permitem sucesso educativo, são potenciadoras de exclusão. Contudo, as tecnologias de apoio são promotoras de inclusão, vêm dar resposta a problemas motores, problemas sensoriais, problemas cognitivos, problemas comportamentais e motivacionais.
As tecnologias de apoio são ferramentas pedagógicas. Podem ser utilizadas como método de ensino e aprendizagem e resolvem problemas funcionais - recursos educativos digitais - processador de texto para problemas motores na escrita.
As tecnologias de apoio são também uma forma mais motivante e complementar de aprendizagem. São ferramentas de inclusão e permitem derrubar os obstáculos que os nee enfrentam.
As tecnologias de apoio permitem:
-substituir funções;
-são novas formas de comunicar;
-Autonomia.
Tecnologia para a visão
Nas deficiências visuais pode utilizar-se o computador sem um ecrã, utilizar o computador sem rato e sem teclado; tornar o teclado e o rato mais fácil de utilizar.
Linhas braille para ligar ao computador, impressoras braille e leitores de documentos, lupas portáteis eletrónicas destinam-se a pessoas com problemas de visão.
Sintetizador de fala, software de reconhecimento de carateres, leitura ótica.
Tecnologia para a audição
Software de videoconferência, skype para videochamadas para ser utilizada a língua gestual.
Sistemas luminosos para alerta das pessoas surdas, para sinalizar campainhas ou outros toques.
Software de gravação e reprodução de voz.
Tecnologia para acesso ao computador
Pessoas que tenham problemas neuromotores e paralisias. Quando existem limitações no controle das mãos e dos braços para manipulação do rato do computador, poderá recorrer-se a diversos tipos de acessórios adaptados. O joystick poderá ser mais adequado ou o rato de bola de maior dimensão.
Quando os membros superiores se encontram paralisados poderão encontrar-se alternativas de controle do computador com a cabeça – ponteiros para escrever em teclado ou switch montado em braço articulado.
Utilizam-se teclados virtuais para quem tem dificuldades motoras e não consegue manipular o rato ou teclado.

Fátima Cunha

Joana Silva disse...

Boa noite!

Em relação à questão em discussão, tenho um aluno que usa no computador o GRID e no tablet a aplicação O Vox4all. É uma aplicação de comunicação aumentativa e alternativa para o tablet ou smartphone.
Este software ajuda crianças, jovens e adultos a comunicar seja por impossibilidade na fala ou dificuldades de discurso.
O Vox4all tem múltiplas funcionalidades ajustáveis a cada utilizador.

Bom Trabalho!

Frederico Lima disse...

Olá, a todos! É muito bom estar nesta equipa! O Tema deste segundo módulo da formação MOOC -. INCLUSÃO E ACESSO ÀS TECNOLOGIAS 2014 focalizou-se nas questões relativas às Tecnologias de Apoio e nas orientações a ter em conta para que aquelas sejam de uso universal.
As Tecnologias de Apoio são cada vez —e ainda bem!— uma realidade no quotidiano das escolas e, em particular, junto dos alunos com Necessidades Educativas Especiais, uma vez que se tornam um facilitador significativo para a sua inclusão e participação no contexto escolar e social. As tecnologias de apoio referem-se a um conjunto de dispositivos (de elevada ou baixa tecnologia) destinados a aumentar a funcionalidade das pessoas, colmatando incapacidades e melhorando o envolvimento nas atividades e na participação nos diferentes domínios da aprendizagem e da vida profissional e social. É, pois, fundamental que todos aqueles que trabalham com crianças, jovens e adultos com este tipo de necessidades mais particulares estejam, o mais possível, preparados para auxiliar no sucesso (escolar, educativo, social) destas pessoas.
Na minha experiência profissional já pude utilizar algumas tecnologias que contribuíram, significativamente, para aumentar a motivação e o interesse dos alunos, desenvolver neles capacidades e aumentar a sua participação. De entre essas tecnologias, destaco as ferramentas do Office, o Preditor de Palavras Eugénio, Software de apoio à Trissomia 21 (Os Jogos e os Números da Mimocas, Oficina dos Gestos), o Aventuras 2, o InVento e o Comunicar com Símbolos, inúmeros vídeos do YouTube, imagens do Google, sites de jogos interativos, blogues com imenso material de partilha, correio eletrónico,... Fiz formação para saber usar algumas destas ferramentas, consumi um número indeterminado de horas a pesquisar e experimentar e partilhei (partilho) muito material.
Com este curso, abriram-se ferramentas que desconhecia, extremamente atrativas, funcionais e de acesso (mais ou menos) aberto. Foi extremamente interessante conhecer, ainda que muito superficialmente, as orientações que as entidades públicas, os programadores, web designers, agentes comerciais, professores e alunos devem ter em conta, para permitir a completa acessibilidade aos recursos da web, por parte de todas as pessoas, envolvendo, numa perspetiva de inclusão digital, as pessoas com necessidades especiais [PNE] (com cegueira ou baixa visão, surdez, Dificuldades de Aprendizagem, dificuldades intelectuais e de desenvolvimento, problemas neuromusculoesqueléticos, problemas de fala, de fotossensibilidade e/ou outros problemas decorrentes do processo normal de envelhecimento). PNE não são pessoas com Necessidades Educativas Especiais, embora possam estar contidas nelas. De acordo com (Santos, 2014) inclusão digital é “(…) o termo usado na União Europeia para designar um conjunto de actividades e iniciativas tendo por objectivo o desenvolvimento de uma Sociedade da Informação INCLUSIVA, ou seja, que possa beneficiar o maior número possível de cidadãos da União.”. O acesso à inclusão digital é facilitado por tecnologias e produtos de apoio.
Em síntese, as Diretrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web (WCAG) 2.0 estruturam-se em quatro Princípios, Doze Diretrizes e um total de 61 Critérios.
Veja-se uma sinopse elaborada com recurso ao Piktochart.
Siga o link em
https://magic.piktochart.com/output/1865295-wcag-20
Para além da acessibilidade, há um outro fator a considerar e muito importante para o combate à infoexclusão — a Usabilidade. As WCAG 2.0 não trazem, por si só, grande abertura da web às pessoas com Dificuldades Intelectuais e de Desenvolvimento e é fundamental que todos, sem exceção, tenham acesso à web, envidando todos os esforços para que não se criem discriminações negativas, nem restrições na atividade, em particular, nas pessoas com problemas nas funções ou nas estruturas do corpo.

Alexandra disse...

Não estou a trabalhar com crianças, mas tive um amigo, infelizmente já falecido, que de repente ficou completamente paralisado. A forma que teve para continuar a sua vida, principalmente profissional, foi trabalhar a partir de casa e utilizar a única coisa que ainda mexia no seu corpo… a boca. Se não tivesse tido acesso às tecnologias, nunca teria continuado os seus dias a trabalhar, a estudar (na faculdade) e a ser um elemento tão útil para a sua empresa.

Jéssica Viana disse...

Da minha experiência profissional, que trabalho diariamente com crianças com NEE, verifico que actualmente existem diversas tecnologias de apoio que são facilitadoras ao processo de aprendizagem dos alunos NEE´s.
Existem softwares, manipuladores de acesso, computadores, tabletes, ecrãs adaptados que consistem em mais valias para esses alunos.
Contudo, a maioria das familias não possuem condições financeiras para a sua aquisição e, infelizmente as entidades demoram imenso tempo na sua atribuição (muitas vezes demoram anos).
Em crianças com dificuldades graves de comunicação, nem sempre as familias e muitas vezes os próprios professores não estão receptivos à utilização de SAAC - Sistemas Alternativos ou Aumentativos da Comunicação - o que condicionam o desenvolvimento da criança, privando-a de interagir com a sociedade.

Bárbara Ferreira disse...

Várias são as tecnologias de apoio ao nosso dispor e com capacidade de serem adaptadas às necessidades individuais de cada portador de deficiência ou aluno com necessidades educativas especiais. A introdução de softwares ou ainda tecnologias como tablets, comutadores e digitalizadores de voz é uma mais valia, pois tornou os sistemas de comunicação aumentativa e alternativa (SAAC) mais acessíveis no seu uso e com maior mobilidade, no entanto são dispendiosas e as comparticipações sociais para a sua atribuição é morosa.
Estes SAAC permitem a quem os usa o desenvolvimento de competências para a comunicação, que devido à natureza humana, são indispensáveis para a inclusão destes indivíduos na sociedade dando-lhes autonomia. Para além disto estes sistemas funcionam também como potenciadores do desenvolvimento em diversas áreas, podendo ser desta forma auxiliares para o desenvolvimento académico de quem os usa.

Por vezes a sua introdução é acompanhada de alguma resistência por parte dos professores e/ou pais que não conseguem ver as reais potencialidades do uso destas tecnologias.

Guida Veloso disse...

Estive sem computador durante algum tempo o que me afetou muito a dinâmica aqui no MOOC.
Estou muito satisfeita com esta formação, pelas questões que sistematicamente se levantam e por nos facilitar o acesso gratuito a software, que nos vai permitir um trabalho muito mais eficaz com as nossas crianças com necessidades educativas especiais e também com as outras, que naturalmente se divertem muito com propostas de trabalho, frente a um computador, a uma Tablet ou a um Mac.
Não tenho dúvidas de que tudo isto vai enriquecer a minha prática no hospital, onde muitas vezes me cruzo com casos que necessitam deste apoio.
Tenho muitas vezes crianças e jovens que com paralisia cerebral, percebem tudo o que lhes digo e não conseguem exteriorizar o que pensam... Sei que agora vai ser mais fácil, embora os manípulos que possibilitam a sua autonomia sejam um material também indispensável.
Terei também mais bagagem para explorar com os autistas e com os que com Síndroma de Asperger, necessitam de propostas diferentes.
Não consigo neste momento criticar a vossa diferente oferta. Sei à partida que irei explorar esta área e tentar perceber qual a mais correta para responder a determinada necessidade.
Sei que tenho um longo caminho a percorrer, mas esta porta aberta, tem sido muito importante….

Maria Gabriela Brito disse...

BOM DIA
No meu dia a dia trabalho com crianças com NEE de carater permanente,e utilizo de acordo com as necessidades de cada uma diferentes recursos como:sistemas baseados em elementos muito representativos da realidade(fotografias);sistemas baseados em pictogramas SPC ( tabela de comunicação, organização do espaço e atividades).
A partilha e a aprendizagem de outros programas foi uma mais valia pois podem-se complementar e possibilitar diferentes estratégias de aprendizagem.

Lobacho disse...

Boa noite

Com um aluno com paralisia cerebral (com graves limitações na oralidade e ao nível motor), já utilizei o software GRID 2 em diversas atividades como: seleção dos alimentos para o lanche; apresentação pessoal construção do horário escolar.
Quando o aluno não faz recusa em utilizar o programa, este constitui uma excelente forma do aluno comunicar as suas intenções, desejos, sentimentos…
Nem sempre o podemos utilizar, porque o aluno ausenta-se com frequência da sala para assistir a aulas e os professores ainda não se inteiraram das potencialidades do programa.
A montagem e desmontagem de todo o material provoca distrações na sala, já que o portátil não pode ser transportado na cadeira do aluno. Requer também algum tempo para que os programas iniciem.

Maria de Fátima Pestana disse...

Boa noite!

Começo por enaltecer o conjunto de ferramentas disponibilizadas por esta formação. Pena o tempo ser escasso para as explorar convenientemente de forma a poderem ser utilizadas.

Quanto às ferramentas / tecnologias utilizadas, dependem das necessidades dos alunos com quem trabalho.

GRID 1 e 2 - PT a minha Voz - comunicação aumentativa e alternativa para pessoas com dificuldades de comunicação, em especial expressiva. Permite a construção de Quadros de comunicação para os vários contextos adequados às vivências / necessidades de cada um podendo colocar-se voz e imagem. É um programa muito abrangente e diversificado que permite, através do acesso ao computador, a pessoa expressar as suas intenções. É um programa muito funcional mas que exige da parte dos docentes, um grande investimento em termos da construção dos quadros, por temáticas...

A simbologia SPC, com a utilização do Boardmaker que também constrói tabelas de comunicação diversificadas, assim como frases e textos com imagens associadas.

Para alunos cegos, utilizo alguns programas livres na internet: NVDA, leitor de écran, utilizo uma versão portátil; o Braille Fácil, para formatar e poder imprimir em braille, o Musibraille para editar e imprimir músicas.

Também estou a explorar o Daisy-EasyReader, a linha braille...

As tecnologias estão presentes no nosso dia-a-dia e não há como escapar-lhe! Constituem uma mais-valia para pessoas com necessidades especiais fazendo toda a diferença o seu uso em questões de acessibilidade nas diferentes áreas!

Espero descobrir e utilizar muitas mais, com a troca / partilha dos participantes...

Mª Fátima Fernandes disse...

Embora com algum atraso, não quero deixar de partilhar a minha opinião no que diz respeito a esta temática e à pertinência do módulo “ Acessibilidades WEB e Tecnologias de Apoio”
Embora já tenha utilizado tecnologias de apoio com os meus alunos, com algum sucesso, nomeadamente o Programa Boardmaker, reconheço as minhas limitações em relação ao conhecimento e utilização de certas tecnologias, tendo em conta que não cresci na “Era Digital”. Tenho, no entanto, plena consciência da importância que têm na funcionalidade dos alunos com NEE, ajudando a melhorar significativamente a atividade e participação dos mesmos.
Congratulo a organização desta formação pela diversidade e riqueza de ferramentas e possibilidades de exploração nesta área que partilharam com todos. No que me diz respeito, melhoraram, com toda a certeza, a minha prática pedagógica.

Teresa Viras disse...

Boa noite
Na minha experiência profissional não trabalho com crianças com Necessidades Educativas Especiais que necessitem de tecnologias muito específicas. Sem essa necessidade quotidiana foi de extrema utilidade esta formação que me proporciona contatos e exploração destas tecnologias e abre portas para outras opções, procura e utilização de ferramentas diferentes das que uso.
Espero vir a explorá-las no futuro uma vez que neste período do ano letivo não estou a conseguir faze-lo da forma que gostaria.
Obrigada a todos por toda a informação aqui partilhada.

Kar disse...

Olá a todos!
Após uma interrupção forçada, estou de regresso, espero eu.
Gostaria de agradecer a partilha das vossas experiências, cristalizadas nos vossos comentários, que alargaram ainda mais o meu horizonte no que respeita à temática deste módulo: Acessibilidade Web e Tecnologias de Apoio. Tanto mais que, da minha experiência profissional, tenho contactado mais com alunos com dificuldades intelectuais acrescidas. No entanto, já tive um aluno com Trissomia 21 em mosaico, que quando chegou ao 2.º ciclo já não precisava de muito apoio a este nível. Em língua inglesa, a minha disciplina, apenas tinha adequações no processo de avaliação, tal foi a evolução que fez.

Os recursos disponibilizados neste módulo, que carecem da minha parte de uma maior exploração e conhecimento, são de extrema importância para qualquer profissional que trabalhe com alunos com (e sem) necessidades educativas especiais de carácter permanente. E digo isto porque frequentei, no fim do 1.º período, uma formação para alunos com NEE na sala de aula regular- sugestões de intervenção, dinamizada pela APPI (Associação Portuguesa de Professores de Inglês), em que o formador repetia constantemente que o que é bom para os alunos com NEE, é bom para todos os alunos sem exceção. Portanto, parece-me que se as diretrizes de acessibilidade forem respeitadas, irão não só ao encontro dos alunos com NEE, mas ao encontro de todos nós. Deste modo, é interessante concluir que tenho utilizado ferramentas, por exemplo, o storybird e o VOKI com várias turmas, e até em projetos de intercâmbio ao abrigo do programa eTwinning, sem equacionar a sua aplicabilidade aos alunos com NEE

Atualmente, e desde há dois anos, tenho acompanhado uma aluna com dificuldades intelectuais acrescidas que tem beneficiado muito da utilização das TIC. Disponibilizo no meu e-portefólio um exemplo (uma apresentação em PREZI) que ilustra bem as potencialidades das TIC. Utilizo com frequência também o quadro interativo!


Gostaria de salientar que sempre encarei as TIC, tecnologias de apoio e todas as ferramentas web 2.0 como ferramentas, que utilizadas isoladamente não encerram em si a chave para a inclusão social e para a qualidade de vida destes alunos.
Por último, gostaria de agradecer ao colega José Fernando Rodrigues, cujos comentários me têm iluminado bastante.

Obrigada pela partilha!

Ana Rita Amado disse...

Boa noite,

Embora a minha experiência profissional não me permita responder à questão lançada da forma que gostaria, quero agradecer o contributo de alguns colegas, com o relato de experiências de terreno bastante interessantes.

Já utilizei o computador como meio facilitador da comunicação. Conheço o Boardmarker e o Speaking Dynamically Pro e espero, com esta formação, ficar mais elucidada quanto aos programas mais adequados para contribuir para a participação e atividade de diferentes pessoas, consoante as suas características.

Sofia Oliveira disse...

Respondendo à questão orientadora, durante três anos tive a oportunidade de trabalhar num agrupamento de referência para a multideficiência e, também para crianças cegas e baixa visão. Como professora do grupo 910 (cognitivo e motor), utilizei um calendário de antecipação de tarefas em SPC e o GO TALK, com uma criança com paralisia cerebral. Utilizei a tabela de comunicação com símbolos SPC, com uma criança com trissomia 21. Como eram crianças de uma UAM (unidade de apoio à multideficiência), tinham uma limitação muito grande e não foi possível utilizar outros recursos com eles.
Mas tive a possibilidade de contactar de perto com crianças cegas e de baixa visão, que utilizavam a máquina de braille e o computador com sintetizador de voz. Os alunos com baixa visão tinham na sala de aula uma lupa TV, também tendo o computador como base de trabalho. Sem dúvida que as tecnologias são uma mais valia no processo de aprendizagem de qualquer aluno.

Sofia Oliveira disse...

Bem, falei da minha experiência no agrupamento onde trabalhei, mas este ano fiquei colocada num agrupamento onde tive o privilégio de trabalhar com um aluno com Paralisia Cerebral,com um comprometimento físico a cem por cento (tetraplégico), mas que a nível cognitivo era excelente. Este aluno escrevia no computador com ajuda de um capacete com ponteira.

Maria de Fátima Martins disse...

Após uma interrupção forçada, embora com bastante atraso, pelo interesse que tenho nesta formação, não quero deixar de expressar e partilhar a minha opinião no que diz respeito a esta temática e à pertinência do módulo “ Acessibilidades WEB e Tecnologias de Apoio”.
Um agradecimento especial pelo conjunto de ferramentas disponibilizadas. Com tempo, espero conseguir explorá-las convenientemente, de forma a poder utilizar as que mais se adequem aos meus alunos e dinâmica de sala de aula.
Utilizo tecnologias de apoio com os meus alunos, com algum sucesso, nomeadamente a simbologia SPC, com a utilização do Boardmaker para construção de tabelas de comunicação diversificadas, assim como frases e textos com imagens associadas.
Embora reconheça as minhas limitações em relação ao conhecimento e utilização de certas tecnologias, tenho, plena consciência da importância que têm na funcionalidade dos alunos com NEE e se constituem como um facilitador na atividade e participação dos mesmos.
As tecnologias estão presentes no nosso dia-a-dia e constituem uma enorme mais-valia para pessoas com necessidades especiais e o seu uso marca a diferença nas questões de acessibilidade em diversas áreas da vida.

Maria de Fátima Martins disse...

Queria acrescentar que gostei imenso de conhecer, explorar e trabalhar com o Jing. É uma ferramenta muito útil, que permite a associação da imagem dinâmica com o som e que é bastante útil para o tipo de trabalho que desenvolvo.

Helena Fonseca disse...

Enquanto docente de educação especial, no trabalho com alunos com NEE acho fundamental a utilização do computador portátil ou não para a aprendizagem da matemática e português através do acesso a plataformas de aprendizagem online interativas (escola virtual, por exemplo) que estimulam e motivam estes alunos para as aprendizagens. Tornam-nas experiências multissensoriais agregando de forma interativa a imagem, a cor, a textura/forma e o som às aprendizagens transversais.
Relativamente a tecnologias de apoio que tenha utilizado, saliento a Mesa Educacional E-Blocks e respetivo software de aprendizagem da matemática e do português ao nível do 1º C.E.B... Esta tecnologia é composta por blocos codificados com letras, palavras, números e figuras, os quais são encaixados num módulo eletrónico e interagem com um software específico. Contém animações, vídeos e recursos sonoros que favorecem a criação de um ambiente interativo e estimulante, ou seja, multissensorial. Pode ser usada por até 6 crianças ao mesmo tempo, incentivando o espírito de colaboração e a troca de experiências. A utilização desta tecnologia numa sala de aula possibilita o trabalho conjunto (em tutoria, por exemplo) de crianças com e sem NEE. A manipulação dos blocos facilita a compreensão de conceitos, trabalha/ melhora a motricidade fina, a perceção visual e auditiva e a psicomotricidade de alunos com dificuldades de aprendizagem. As atividades do software estimulam as habilidade cognitivas uma vez que incentivam a pensar, a refletir e a resolver situações-problema. A autoestima dos alunos é também fomentada pois o software faz o feedback positivo das respostas interativas o que estimula a aprendizagem dos alunos. Saliento ainda quer pode ser uma ferramenta útil da reeducação de alunos disléxicos.

Helena Fonseca disse...
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