Módulo 3

Desenho Universal da Aprendizagem

Semanas 6 e 7 – de 5 maio a 18 maio 2014
 

O terceiro módulo tem como finalidade abordar quadros de referência para o planeamento da aprendizagem, em particular os princípios e estratégias do desenho universal da aprendizagem. Texto introdutório - ler
 

Recursos módulo 3

  1. Apresentação (Prezi)
  2. Princípios desenho universal da aprendizagem
  3. Checklist desenho universal da aprendizagem
  4. Desenho Universal da Aprendizagem, princípios orientadores
  5. Teoria das Inteligências Múltiplas (Howard Gardner)
  6. Questionário VARK (versão traduzida BR)
  7. Webquest (screencast)
  8. Instrumentos de planificação unidades de aprendizagem de LD Grid (mapa de curso (.docx), perfil/tipologia de actividade (xls), mapa de curso (.xls), plano de unidade de aprendizagem, planificação de aula (lesson builder CAST), pedagogical pattern colector )

 

Recursos adicionais em agregadores

  1. Pinterest (Desenho Universal – UDL)
  2. Pinterest (Teorias e práticas centradas no aluno)

 

Atividades comuns

  1. Ler e explorar os recursos.
  2. Publicar, pelo menos, um comentário individual sobre a temática deste módulo no espaço de comentários desta página.
Questão para estimular a discussão: Que reflexões faria sobre a sua experiência como aluno(a)/estudante na forma como foi ensinado e aprendeu? Que abordagem pedagógica  predominou – uma uniformização para todos ou uma preocupação com as dificuldades/capacidades de cada um?


     3. Responder ao questionário VARK. Comentar os resultados obtidos.


Atividade individual ou de grupo (obrigatória para efeitos de certificação)

Escolha uma das seguintes alternativas de atividades que poderá realizar individualmente ou em grupo:
  1. Explore o modelo de planeamento de unidades de aprendizagem de acordo com os princípios de desenho universal na aprendizagem no website CAST/UDLCenter. Baseado num destes exemplos, crie um plano de aula, no Lesson Builder (pode utilizar o instrumento traduzido) ou utilize qualquer outro instrumento de planificação indicado nos recursos. Disponibilize o endereço eletrónico (URL) na área de registo da atividade 3. Independentemente da alternativa que escolheu (individual ou em grupo) registe a atividade no e-portefólio individual.
  2. Utilize a metodologia de webquest e planifique uma atividade pedagógica no contexto da sua prática lectiva (utilize o Zunal ou qualquer outra ferramenta que se adeque). Disponibilize o URL na área de registo da atividade 3. Independentemente da alternativa que escolheu (individual ou em grupo) registe a atividade no e-portefólio individual.
  3. Selecione um dos vídeos no Pinterest sobre a Teoria das Inteligências Múltiplas, pesquise informação na Internet sobre esta teoria e relacione com o perfil de alunos com que lida na sua atividade letiva, ou com o seu próprio perfil de aprendizagem, ou com o perfil de uma pessoa com alguma particularidade interessante que conheça. Disponibilize o URL na área de registo da atividade 3. Independentemente da alternativa que escolheu (individual ou em grupo) registe a atividade no e-portefólio individual.
    1. Exemplos de planificação de unidades de aprendizagem e de atividades

Dúvidas

Verifique em primeiro lugar, se a sua dúvida não está respondida nas FAQ que se encontram em «Ajuda».
Cada módulo incluirá uma área de comentários, no final da página, onde deverão ser colocadas mensagens e contributos para a discussão do tema do módulo.
Dúvidas específicas sobre as atividades serão respondidas na área de registo da atividade 3, em «Está a acontecer».


Contactos dos facilitadores

Ida Brandão
Paulo Gomes Nunes
Sílvia Santinho Canha 

227 comentários:

1 – 200 de 227   Mais recente›   Mais recente»
janete barbosa disse...

Boa tarde a todos.
Acho que no meu tempo como aluno básico, liceal, predominava a forma de ensino, onde todos eram iguais assim como o método, um para todos. Felizmente agora está-se a tentar ver e respeitar as diferenças e fazer delas fortalezas do grupo. O design universal é uma excelente forma de ver o ser humano, respeitando as diferenças e dando a oportunidade a todos para aprenderem independentemente das suas limitações. Em relação a teoria de inteligências múltiplas é uma outra perspetiva de ver o homem racional, dotado de inteligência multifocal, ou seja capaz de ver e explorar o mundo de várias formas.

Ana Paula Rocha disse...

Quanto à temática deste Módulo:

Considero muito relevante conhecer os interesses dos alunos e as competências que revelam. Estas são diferentes em cada indivíduo, por isso surge como essencial, em sala de aula, dar a compreender que aprendem de forma diferente e em momentos diferentes, podendo surgir maior ou menor afinidade com certas áreas do saber.
O professor pode tranquilizar os alunos para que eles não se intimidem com determinada falha na área do conhecimento uma vez que apenas têm de a desenvolver mais do que outra, para a qual têm maior apetência.

Assim, dando-lhe a perceber que existem vários tipos de inteligências, o aluno sentirá que é perfeitamente normal gostar de determinadas áreas do saber e sentir mais dificuldade em outras, apenas precisando de ser auxiliados na construção desses conhecimentos, através de metodologias de ensino facilitadoras.

anabelacampus disse...

No meu tempo de estudante, o modelo predominante, foi sem dúvida, a uniformização, em tudo, na roupa usada na escola, no modelo de aprendizagem, nas formas de expressão... Aprecio a evolução deste modelo para um que contemple os pontos fortes de cada um, usando-os a favor de todos e atente aso pontos fracos de modo a que possam ser ultrapassados e servir de aprendizagem para todos. O design educativo hoje, contribui ou tenta contribuir realmente para a igualdade de oportunidades e contempla adaptações e adequações que permitem uma participação efetiva de cada um independentemente das suas capacidades e competências.

paulacris disse...

Boa noite,

1#4

Segundo as características do desenho universal de aprendizagem e em torno dos seus três princípios nucleares, como aluna:

(i) Os meus professores não “forneciam a informação em múltiplos formatos”: aulas expositivas, sobretudo explanação oral; pouca interação a não ser nas línguas estrangeiras; algumas fichas informativas e formativas; o livro/manual como principal recurso;

(ii) O ensino não fornecia “meios múltiplos para a atividade e expressão”, pois limitava-se à escrita, à atividade física/desportiva; às expressões plásticas nem sempre criativas, deixando de fora meios tecnológicos mais avançados (inexistentes) ou a comunicação/expressão dos alunos;

(iii) Dificilmente eram “promovidas formas de envolvimento através de meios múltiplos”, porque as aulas eram centradas no professor, transmissor de conhecimentos e os alunos eram sujeitos passivos, pouco estimulados à descoberta e à iniciativa.

A homogeneidade das práticas dos professores era o apanágio de quem centrava em si todo o saber, ensinando o mesmo a todos, sempre da mesma forma, com os mesmos materiais.
Hoje falamos em ensino e aprendizagem, estando subjacentes os conceitos de professor-orientador (regula práticas de ensino eficazes) de aprendizagens que se querem dinâmicas e heterogéneas, tendo em conta o nível de desenvolvimento e os interesses dos alunos, desenvolvendo as ÁREAS FRACAS, fazendo despoletar ÁREAS EMERGENTES, e potenciando ÁREAS FORTES. É neste tríplice vértice que, do meu ponto de vista, o desenho universal de aprendizagem deve focar-se também, com especial atenção às inteligências múltiplas de cada aluno, elencadas por Gardner.

paulacris disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
anabelacampus disse...

Já respondi ao questionário VARK, que achei bastante interessante. Os meus resultados foram os seguintes:

•Visual: 2
•Aural: 1
•Read/Write: 5
•Kinesthetic: 8

You have a mild Kinesthetic learning preference.


Assim, pelo que percebi, quando alguém tenta aprender alguma coisa, existem vários estilos para isso. alguns preferem ler sobre o conceito, outros preferem ouvir e ainda outros têm tendência para aprender melhor quando veem demonstrações. Isto é a teoria dos estilos de aprendizagem, que parte da ideia de que diferentes indivíduos têm diferentes maneiras de perceber e processar a informação, o que implica diferenças nos seus processos de aprendizagem. Assim, os caminhos a percorrer para a aprendizagem, são diferentes para pessoas diferentes.

Deste modo, para aprender existem 3 caminhos:

- o caminho visual

- o caminho cinestésico

- o caminho auditivo

Pelos vistos, o meu caminho é o cinestésico. Tomo melhor consciência da realidade através do corpo. A melhor forma para eu aprender é fazendo, e gosto de atividades como gestos, dramatizações, movimento, exercício físico.

paulacris disse...

2#4

As experiências pessoais de ensino onde os alunos avaliam o ensino do professor no final de cada período letivo e onde indicam sugestões de melhoria, incidem na questão de serem eles, os alunos, a “fazer coisas” nas aulas, como abordar tópicos dos conteúdos programáticos, dirigir a apresentação/construção de conhecimento; dramatizar textos; produzir áudio e vídeo, … atividades que reclamam para si, porque se aborrecem cada vez mais, enquanto sujeitos passivos, ouvintes ou registadores de informação.
Neste contexto, as webquests também conhecidas como aventuras na web (criadas por Bernie Dodge e Tom March em 1995, no âmbito do Projecto EDTEC 596 - San Diego State University) possibilitam a construção cíclica do conhecimento em cada etapa e no final, porque devem terminar com um desafio que despolete uma nova investigação. Nela, os alunos envolvem-se, porque seguem tópicos previamente e criteriosamente delineados passo a passo e a interação em grupo cresce com as pesquisas e contributos que cada um dá ao seu ritmo.

paulacris disse...

3#4

«Assim, as WebQuests poderão satisfazer algumas premissas da concepção construtivista da aprendizagem pois: i) existe um elevado grau de interatividade, o que permite que o indivíduo tenha um papel fundamental na construção do seu conhecimento; ii) o percurso “cognitivo” (de conhecimento) de cada indivíduo é diversificado, uma vez que as opções tomadas nas várias etapas não são repetidas; iii) no computador, é possível simular diferentes situações da vida real, o que coloca o aprendente perante experiências concretas de aplicação/de teste do conhecimento» (Cruz, 2006 in Aresta, M; Ferreira, C.; Carvalho, R; Paiva, R.; Loureiro, M.J. (n.d.)

Mais info webquests: http://portuguesembadajoz.wordpress.com/2008/03/10/webquest-em-portugues/

Bibliografia:
Aresta, M; Ferreira, C.; Carvalho, R; Paiva, R.; Loureiro, M.J. (n.d.). Webquest: recurso educativo e ferramenta de avaliação - V Conferência Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação.

paulacris disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
paulacris disse...

4#4

Sobre o questionário VARK - You have a multimodal (VRK) learning preference:
Visual: 8
Aural: 1
Read/Write: 8
Kinesthetic: 6

Efetivamente corresponde à verdade: o meu estilo de aprendizagem é claramente assente no visual (gráficos, imagens, ilustrações, design atrativo, motivador e estimulante à criatividade), na leitura/escrita, embora reconheça que a cinestésica tenha igualmente predominância na expressão/interpretação e ainda nos produtos/trabalhos manuais.
O questionário induz-nos algumas questões:
- o meu estilo de aprendizagem materializa-se no meu ensino?
- atento aos estilos de aprendizagem dos meus alunos? Como?
- a identificação de estilos de aprendizagem contribui para a eficácia do ensino e da aprendizagem?

A refletir… How Do I Learn Best? …a student's guide to improved learning (on VARK)

bom trabalho,
Paula

Mundo das TI - Liliana Paiva disse...

Super interessante!
Após a realização do questionário VARK, fiquei a saber que eu faço parte categoria “multymodal”, tal como a grande maioria dos questionados. Assim poderei utilizar as várias categorias (VAR /ARK.) em simultâneo para potenciar a minha aprendizagem e a minha interacção com os outros.
Esta abordagem multimodal associada novas formas de interagir e comunicar, gera dinâmicas no contexto de aprendizagem, tornando mais favorável o desenvolvimento dos alunos do que em contexto tradicional de sala de aula.
Assim os alunos desenvolvem competências cognitivas, comunicativas e tecnológicas, propondo grandes desafios ao nosso sistema educativo.  

janete barbosa disse...

Bom dia. já fiz o meu plano de aula e gostei imenso da forma da UDL e também já respondi ao questionário muito interessante.

Elisabete Pinheiro disse...


The VARK Questionnaire Results

Your scores were:

Visual: 1
Aural: 5
Read/Write: 5
Kinesthetic: 10


You have a strong Kinesthetic learning preference.

Use the following helpsheets for study strategies that apply to your learning preference:

kinesthetic
Alunos cinestéticos são pessoas mais capazes de se concentrar e aprender quando estão fazendo contato físico com alguma coisa.

Se você tem uma forte preferência por Kinesthetic aprendizagem você deve usar alguns ou todos os seguintes:

INTAKE
todos os seus sentidos - visão, tato, paladar, olfato, audição ...
laboratórios
viagens de campo
excursões de campo
Exemplos de princípios
professores, técnicos e treinadores que dão exemplos da vida real
aplicações
hands-on abordagens (como em computação)
tentativa e erro
coleções de coisas - tipos de rochas, plantas, cascas, ervas, estudos de caso ...
exposições, amostras, fotografias ...
receitas - soluções para os problemas, exame anterior ou documentos de teste.

SWOT -
Estudo sem lágrimas
Reduza as suas notas em um pacote que você pode aprender, reduzindo-as (a cada três páginas para baixo para uma página).

Suas notas para ajudar a sua aprendizagem pode ser pobre, porque os temas não eram "concreto" ou "relevante".
Você vai se lembrar das coisas "reais" que aconteceram.
Coloque muitos exemplos em seu resumo. Use estudos de caso e aplicações para ajudar com os princípios e conceitos abstratos.
Fale sobre suas notas com outra pessoa "cinestésico".
Use gravuras e fotografias que ilustram uma idéia.
Volte para o laboratório ou o manual de laboratório.
Lembre-se das experiências, a viagem de campo, a ocasião ...


OUTPUT

Escrever respostas práticas, parágrafos ...
Papel jogar o exame ou situação de teste em seu próprio quarto.
Aplicar a questão para uma experiência que você teve.



Elisabete Pinheiro disse...

Boa tarde:

Como aluna:

Os meus professores não davam as aulas com formatos muito diferentes, as aulas cingiam se a leitura de manuais que eram o principal recurso, e alguns exemplos com bonecos. Pouca iteração entre alunos e meio envolvente e aulas praticamente orais.
Não havia meios tecnológicos, havendo somente o acesso a materiais para aulas de expressão plástica ou trabalhos manuais.
Não havia distinção entre diferentes tipos de alunos no que diz respeito a inteligência e maneiras de colmatar falhar.


José Manuel Amaral disse...

O resultado a aplicação do questionário VARK mostrou o seguinte resultado:
-> Visual - 5
-> Aural - 10
-> Read/Write - 11
-> Kinesthetic - 11.

Do que se conclui que a minha preferência de ensino é MULTIMODAL - ARK, interessante e variada de acordo com as caraterísticas da plateia, quer sejam alunos, formandos ou outros. Os vários modos de estilos permitem uma interligação com os vários tipos de trabalhos que são executados, dependendo do objetivos a concretizar, gerando reações positivas das partes. A associação das várias vertentes permitem-me na minha atividade realizar ações de carater prático, aproximando a teoria da realidade e permitindo o uso das várias ferramentas que as TIC nos disponibilizam, sem descurar as caraterísticas e objetivos dos conteúdos ao transmitir. Esta heterogeneidade de estilos irão facultar uma melhor adaptação a contextos e pessoas diferenciadas.

Ana Paula Rocha disse...

Reflexão sobre os resultados obtidos no questionário VARK:

Embora já conhecesse o questionário VARK, o qual permite auxiliar os indivíduos na identificação da sua modalidade de aprendizagem, foi interessante rever os resultados que, a título pessoal, se continuam a confirmar. O aspeto curioso dos resultados que são obtidos é que fornecem uma base para um indivíduo se adaptar aos modos preferenciais de aprendizagem aprendendo a explorar os seus pontos fortes.

VARK é um acrónimo para as quatro grandes categorias de preferências (visual, auditiva, leitura/escrita e cinestésica) embora tenham sido identificadas mais por Gardner e existam ainda outras teorias que são também de relevo. Destacaria, por exempo, o mapeamento das cinco áreas da inteligência emocional de Goleman que, quanto a mim, são de considerar igualmente em ambientes educativos.

Na perspetiva de um educador, ao conhecer o estilo de aprendizagem e a inteligência emocional dos alunos, estará mais apto a criar atividades educacionais que serão mais personalizadas, mais motivantes, atraentes, significativas, adequadas, mais perfiladas com o temperamento e personalidade cognitiva dos mesmos. Isso maximiza o aproveitamento dos alunos.

No meu caso pessoal, desde o momento que clarifiquei o meu estilo de aprendizagem que passei a adotar metodologias de ensino que vão muito ao encontro do gosto pessoal que me proporcionam. Esta circunstância ajudou-me a retirar maior prazer do meu trabalho, embora sempre tenha tido o cuidado de atender aos outros estilos nos quais não seja tão marcante a minha própria forma de aprendizagem.

MOOC INCTEC disse...

A propósito da referência a Daniel Goleman, autor de Emotional Intelligence e de Social Intelligence e dum livro mais recente Focus - https://www.youtube.com/watch?v=BkAzBKr4pFE

Ana Paula Carlos disse...

Olá, boa tarde!
Se atendermos às características do desenho universal de aprendizagem e em torno dos seus três princípios nucleares, posso assumir que na minha perspetiva de aluna os meus professores não “forneciam a informação em múltiplos formatos” e as aulas eram tendencialmente expositivas e com pouca interação. O manual era o principal recurso e por vezes, era apoiado por algumas fichas informativas e formativas. O ensino não fornecia “meios múltiplos para a atividade e expressão”, e embora tivéssemos acesso aos meios da escrita, da atividade física (desportiva) e das expressões plásticas não tínhamos contacto com os meios tecnológicos. As aulas eram centradas no professor, transmissor de conhecimentos ed os alunos esperava-se uma postura passiva no processo e aprendizagem.
As práticas dos professores tendiam a ser homogéneas independentemente do perfil dos alunos que tinham à sua frente.
Saudações cordiais,
Ana Carlos

Ana Paula Carlos disse...

http://www.vark-learn.com/english/page.asp?p=questionnaire

VARK é um acrónimo para as quatro grandes categorias de preferências (visual, auditiva, leitura/escrita e cinestésica) Após a realização do questionário VARK, fiquei a saber que integro os 60%da população e a minha forma de aprender é “multymodal”. Assim poderei utilizar as várias categorias (VAR /ARK.) em simultâneo para potenciar a minha aprendizagem e a minha interacção com os outros.
Esta abordagem multimodal associada novas formas de interagir e comunicar, gera dinâmicas no contexto de aprendizagem, tornando mais favorável o desenvolvimento dos alunos do que em contexto tradicional de sala de aula.
Assim os alunos desenvolvem competências cognitivas, comunicativas e tecnológicas, propondo grandes desafios ao nosso sistema educativo.
Um dado interessante que as pessoas com preferências multimodais assumem é que muitas vezes sentem mesmo necessidade de mais de uma estratégia para aprender e comunicar.

Educação Especial - Agrupamento de Escolas de Sande disse...


Boa tarde!
Falando de estilos de aprendizagem, só me ocorre partilhar este vídeo convosco: http://www.youtube.com/watch?v=seODTopCJI0
No meu tempo de aluna, havia Chicos Bentos que nunca descobriram e/ou estimularam a sua inteligência predominante… Predominou um estilo expositivo que valorizava sobretudo a inteligência linguística e a inteligência lógico-matemática.
Contudo, os estímulos e o ambiente social são importantes no desenvolvimento de determinadas inteligências. Se uma pessoa, por exemplo, nasce com uma inteligência musical, porém as condições ambientais (escola, família, região onde mora) não oferecem estímulos para o desenvolvimento das capacidades musicais, dificilmente este indivíduo será um músico.
Acredito que, atualmente, estamos todos mais sensíveis para esta pluralidade de inteligências tão importante em contexto pedagógico e para a sua relevância no âmbito da educação especial.
Continuação de bons trabalhos.

Benedita Carneiro

DG disse...

Estive a explorar as várias sugestões deixadas aqui por formandos e pelos responsáveis da plataforma e, apesar de já conhecer a teoria de Gardner e procurar aplicar algumas técnicas baseadas na mesma, a verdade é que verifico que o professor do ensino regular tem dificuldade em sair do registo do padrão uniformizado de ensino pela quantidade de alunos que possui. Com 30 alunos numa sala, 30 x5 turmas, é complicadíssimo planificar nestes moldes o nosso trabalho. E isto é, realmente, lamentável... Ganha-se exaustão, perde-se qualidade...

Educação Especial - Agrupamento de Escolas de Sande disse...

Boa tarde!

Preenchido o questionário VARK (visual, aural, read-write e kinestheti), conclui que o meu estilo de aprendizagem é o multimodal.

Acredito que seja um dos estilos mais recorrentes, pois apela a várias dimensões da captação do mundo exterior e à sua complementaridade. Além disso, acredito que tal dependa das minhas experiências de aprendizagem ao longo da minha vida. Tive oportunidades e contextos de desenvolvimento pessoal, social e cognitivo muito diversos, o que poderá ter contribuído para a diversificação dos meus estilos de aprendizagem.

Benedita Carneiro

Valentina Cardoso disse...

Boa noite

Estive a ler todos os comentários referentes à questão sugerida para estimular a discussão neste módulo e de facto há pouco a acrescentar. Pois o estilo de ensino a que fui sujeita, desde os seis anos até ao secundário (isto antes do 25 de abril e na “metrópole”) apenas apresentava um único formato: O professor debita o aluno aprende, se conseguir….!!
Ao professor cabia esforçar-se para que os alunos estivessem calados e quietos para assim poderem ensinar. Os trabalhos exigidos aos alunos assentavam no treino e repetição sem possibilidade de questionar.
A escola assemelhava-se a uma autêntica máquina: à entrada as peças são diferentes mas à saída transformam-se e tornam-se idênticas.
Mas por vezes lá havia um ou uma professora que fazia a diferença e fazia com que gostássemos de aprender de questionar de refletir…
Felizmente a escola teve e tem influência mas não é predominante na vida das pessoas. Daí cada um de nós tentarmos, mesmo em criança, fugir desse espartilho e assim aprendermos uns com os outros de forma bem mais rica, utilizando todas as nossas inteligências.

Valentina Cardoso disse...

…E por falar em inteligências, também já respondi ao questionário e novamente pude confirmar o meu estilo: Multimodal. Sabermos o nosso estilo é fundamental, mas saber o estilo de aprendizagem dos nossos alunos é essencial. Estou completamente de acordo com os comentários de alguns dos meus colegas formandos quando referem a importância não só de termos consciência do nosso estilo (não só enquanto alunos mas também enquanto professores- estilo de ensino), mas também é importante sermos conhecedores do estilo de aprendizagem dos nossos alunos, de forma a podermos valorizar e diversificar as estratégias fomentando assim o máximo do seu potencial e o máximo de sucesso.

Valentina Cardoso disse...

Gostei imenso de ver o vídeo sobre Gardner, partilhado pelos nossos formadores , dado que não conhecia este último livro dele- Focus ( será que há em português?) e do vídeo das colegas de Educação Especial do Agrupamento de Escolas de Sande. Mesmo a propósito!!! Parabéns!!

Mundo das TI - Liliana Paiva disse...

Boa dia a todos!
Em resposta a questão da discussão,
por vezes na nossa prática lectiva a forma como disponibilizamos o conteúdo faz com que os nossos alunos tenham uma dificuldade enorme para alcançar o objectivo final. Como tal, o Desenho Universal da Aprendizagem vem contribuir para que possamos disponibilizar o conteúdo de diferentes formas, ou seja, cada aluno pode aprender os conteúdos de diferente maneira e assim tornar-se mais fácil de ser assimilado. Considero que a adequação na elaboração dos materiais pedagógicos deve seguir esta premissa, visando a acessibilidade para todos os alunos.

MOOC INCTEC disse...

FOCO - O Motor Oculto da Excelência, Daniel Goleman já está traduzido em português (http://www.fnac.pt/Foco-O-Motor-Oculto-da-Excelencia-Daniel-Goleman/a744485)

ISiSa disse...

MÓDULO III
ACTIVIDADE 1 - Questão para estimular a discussão

Que reflexões faria sobre a sua experiência como aluno(a)/estudante na forma como foi ensinado e aprendeu? Que abordagem pedagógica predominou – uma uniformização para todos ou uma preocupação com as dificuldades/capacidades de cada um?

Ao longo da minha escolarização, predominou a metodologia tradicional, não havendo a uniformização, éramos ensinados todos da mesma maneira, não havia diferenciação pedagógica.
Esta prática, actualmente, ainda persiste, apesar de já ser possível verificar por parte de alguns professores, a preocupação em adaptar o processo de ensino-aprendizagem tendo em conta as características e necessidades individuais dos seus alunos.
No meu dia-a-dia como profissional constato que muitos professores sentem dificuldades em adoptar a pedagogia diferenciada, alegando que a turma é numerosa e que não conseguem dar uma atenção mais individualizada, ou fazer um trabalho diferenciado junto de um aluno ou grupo de alunos.
Por outro lado, há um aspecto que surge ainda como um grande obstáculo: a avaliação. Podemos desenvolver um trabalho diferenciado, no entanto, o processo de avaliação, principalmente, a avaliação final, é o mesmo adoptado para o resto da turma, o que prejudica e muito o aluno, quase que deitando a baixo, todo o trabalho desenvolvido. Felizmente, esta questão da avaliação, actualmente tem sido debatida e repensada pelos serviços centrais.
Numa altura em que se fala cada vez em educação inclusiva/escola para todos, há a necessidade de mudar de abordagem, para que os alunos possam ter acesso às mesmas oportunidades e para que a educação seja efectivamente INCLUSIVA.

Relativamente ao questionário VARK, os resultados foram:
Pontuação:
• Visual: 6
• Aural: 8
• Leitura / Gravação: 5
• Cinestésico: 10
Preferência de aprendizagem: Multimodal - Achei interessante. Tem mesmo a ver comigo. 
Abraços,
Iria Santos

Jéssica Viana disse...

No meu período de aprendizagem, enquanto estudante verifiquei que o método utilizado na maioria dos professores consistia na exposição da matéria utilizando diagramas e pequenas visualizações, que facilitassem a assimilação pela maioria dos alunos.
Infelizmente, nenhum utilizou um método distinto, que auxilia-se os alunos com maiores dificuldades.

Elsa disse...

apos ter escutado há pouco tempo falar sobre as inteligencias multiplas é com satisfação que aqui venho aprofundar este tema
tambem já fiz o meu teste VARK e fiquei a saber que com base nas respostas que dei sou do tipo 'aural'
Visual: 5
Aural: 7
Read/Write: 1
Kinesthetic: 3

Na pesquisa de todos os documentos que aqui nos proporcionaram também encontrei ideias interessantes e já me registei no Symbaloo para fazer desta pagina o meu ambiente de trabalho e os meus favoritos,bem como a minha pagina de trabalho.

Mosaico - Nadja Pinho disse...

09/05/2014
Inicialmente, meu aprendizado se deu através do ensino em sua forma tradicional: ouvindo a explanação do professor e anotando no caderno o que ele escrevia na lousa. Recursos básicos: livros, enciclopédias, dicionários, cadernos, lápis, caneta e borracha. O professor era o “senhor” dos conhecimentos e nós alunos devíamos aprender o que o professor considerava importante. Exercícios e provas tinham questões objetivas e dirigidas que exigiam respostas exatas e não estavam abertas à reflexão e não consideravam a subjetividade. Até ingressar na faculdade minha aprendizagem e fixação dos conteúdos se dava predominantemente através da audição, leitura e escrita. Ao me tornar tetraplégica, fique sem poder mais fazer as anotações do que era escrito e observado por mim em sala de aula. Na faculdade, o ensino também continuou na forma tradicional, mas precisei modificar a minha forma de aprender, desprendendo-me das minhas anotações e concentrando-me e assimilando o que ouvia. Os recursos pedagógicos permaneciam praticamente os mesmos utilizados no ensino básico, acrescentando-se a esses os seminários, em que os alunos passavam a transmitir os conhecimentos aprendidos a partir dos direcionamentos do professor. Apesar de minha deficiência severa e aparente, ela não foi alvo de interesse e preocupação dos meus professores durante todo o curso universitário, com exceção da professora de Alemão, que procurou diversificar a sua forma de ensinar para me auxiliar no aprendizado da língua escrita. Ela me apresentava os textos com erros de grafia e concordância e eu deveria identificá-los e corrigi-los, ainda que oralmente. Metodologia semelhante passou a ser utilizada também pelo professor de Latim, contudo por sugestão minha. Também por sugestão minha, passei a utilizar a máquina elétrica da secretaria da faculdade para redigir as redações da disciplina de produção textual, para que o professor pudesse comprovar que os textos eram realmente feitos por mim.
Criando os meus mecanismos e estratégias de aprendizagem, conclui minha faculdade. Com a aquisição do computador, voltei a poder fazer as minhas próprias anotações, o que contribuiu muito para o aprimoramento de meu trabalho como tradutora, possibilitando-me realizar minha primeira especialização. Com o computador ficou mais fácil a consulta a dicionários, uma vez que já estavam disponíveis em versão digital. Os recursos do Microsoft Word – teclas de atalho, autocorreção, corretor ortográfico e preditor de palavras – foram e são de grande valia para minimizar os esforços da digitação e dar velocidade à ação. As anotações eram feitas pelos colegas de sala conforme as suas percepções, que poderiam coincidir ou diferir das anotações que eu faria se pudesse escrever.

Mosaico - Nadja Pinho disse...

Continuando ...
Depois que comecei a lecionar, tive a oportunidade de assumir o cargo de professora regente de um centro de multimeios - que compreendia o laboratório de informática com acesso à internet, a biblioteca com sala de leitura e uma sala de vídeo. Passei, então, a dispor de muitos recursos/meios para apresentar aos professores visando contribuir com o planejamento das aulas, que certamente teriam uma motivação a mais se incluíssem, por exemplo, assistir e debater sobre um filme, apresentar seminários sobre obras literárias etc. Tive, então, a oportunidade de ser parceira de uma professora que começara uma Especialização a Distância em Informática na Educação, passando a descobrir o mundo através da internet.
Se fosse enumerar o quanto tenho aprendido com o computador e o acesso à internet, teria que me alongar muito. Por isso, para não perder o foco deste comentário, vou finalizar mencionando a pontuação obtida com as respostas ao questionário VARK.
Visual: 11
Aural: 15
Leitura / Gravação: 12
Cinestésico: 12
Ao ver e analisar os resultados obtidos a partir do questionário VARK, percebe-se que há uma equiparação/equilíbrio na pontuação, o que reforça minha certeza de que precisei forçosamente adequar o meu modo de aprender – antes predominantemente escrito e oral - às minhas novas circunstâncias - à época predominante oral – devendo modificar e diversificar a minha aprendizagem, ou seja, aprendendo de modo multimodal.

Delfina Carlos disse...

Boa tarde!

A minha experiência, enquanto aluna, o método de ensino predominante foi essencialmente o expositivo - debitar matéria, com recurso ao quadro e o giz.

Não me recordo de haver qualquer aula de apoio ou preocupação para com as dificuldades de aprendizagem ou diferenciação pedagógica; quem não atingia os objetivos reprovava e no ano a seguir recuperava ou não.

Necessidades Educativas Especiais? Estas “não encaixavam” no sistema. Foram poucos os que por lá passaram. Ensino uniforme e pouco flexível.

Relembro também que, havia muitas desistências do ensino, mesmo a meio do ano; colegas que ficaram com o 2º ano do Ciclo (atual sexto ano) que não chegaram sequer a matricular-se no ano seguinte. Os motivos deviam-se ao facto de procurarem desde cedo independência económica e à necessidade de ajudar as famílias; não terem grandes expetativas em relação à escola, uma vez que também os pais não tinham estudado. Desde cedo havia a preocupação de ingressar no mercado de trabalho. Pouquíssimos projetavam o futuro no ensino universitário.

Questionário VARK, resultados:
- Visual: 2
- Aural: 3
- Read/Write: 2
- Kinesthetic: 9

“Forte preferência de aprendizagem cinestésica”.

Bárbara Ferreira disse...

Muitos foram os professores que passaram por mim durante a minha vida académica, no entanto posso dizer que todos eles seguiram uma linha bastante semelhante, existindo diferenças na forma como expunham os conteúdos e nas ferramentas e estratégias de que se faziam valer.
Penso que isto está também relacionado com as competências em que se sentiam mais à vontade. Nem todas as pessoas têm o dom da palavra, ou de serem capazes de utilizar os diagramas ou suportes audiovisuais de forma a que os alunos consigam aceder melhor aos conteúdos.
Tendo em conta a natureza das turmas e as exigências a que tinham que dar resposta, enquanto estudante assisti ao que referem na questão como "uma uniformização de todos", não porque os professores não o quisessem fazer, mas sim porque em turmas de muitos alunos em que existe um programa e metas a cumprir a individualização é difícil de gerir.

Clara Barbosa disse...

Boa noite

Questionário VARK

Visual: 4
Aural: 3
Leitura / Gravação: 5
Cinestésico: 4


Comentário

Relativamente ao resultado do meu questionário VARK, sou identificada como uma estudante que utiliza estratégias de estudo multimodal.

Na verdade, enquanto estudante sempre gostei de usar várias estratégias de estudo, as mais referenciadas no questionário são: multimodal, visual, aural, ler-escrever e cinestésica. Segundo a estatística, 60% das pessoas possuem este tipo de preferência. No meu caso concreto, sim, é verdade! Gosto de utilizar diferentes estratégias de estudo, não só porque não me sinto confortável só com uma, mas porque gosto de experienciar novas formas de estudo. Desta forma, não ganho a tendência de criar uma rotina, fazendo sempre da mesma forma. Utilizar diferentes estratégias ajuda-me a estar constantemente motivada e a desenvolver a minha criatividade, apostando sempre em novas formas de aprendizagem, com a diversidade de estratégias que utilizo. Ler o ouvir são de facto as mais importantes para mim, porque através destes sentidos consigo reter muito mais os ensinamentos. Quanto à visualização, é também um dos sentidos que para mim é muito importante, assim como o cinestésico. No entanto, quando era mais nova e não havia as tecnologias digitais, a minha forma de estudo e as próprias estratégias eram outras. Agora consigo um melhor auto-domínio.

Tendo em conta o resultado do questionário, considero que me identifico totalmente com ele, sendo essa a forma que utilizo para a minha aprendizagem, principalmente porque estas estratégias me levam à interação com os outros, aspeto bastante importante para o meu desenvolvimento enquanto pessoa.

Clara Barbosa disse...

Boa noite!

Relativamente à questão para reflexão, gostaria de frisar duas fazes de aprendizagem da minha vida.
Enquanto jovem, a aprendizagem era muito centrada do professor, enquanto emissor do conhecimento e nós, alunos tínhamos um papel passivo na aprendizagem. Tudo o que o professor ensinava era o que tínhamos de aprender, independentemente das características de cada um. O que acontecia é que não se dava importância às capacidades e às diferentes formas de aprendizagem dos alunos, uma vez que cada um de nós tinha as suas formas de estudar.
Hoje é totalmente diferente, o ensino é baseado e centrado nas necessidades dos alunos ao contrário do ensino tradicional. Atenção que me estou a referir ao modelo de ensino da UAB, onde há uma abordagem construtivista, tendo em conta a diversidade dos alunos, adequando-se dessa forma o ensino aos alunos e não o contrário como era há uns anos atrás. No entanto, ainda hoje muitos professores teimam em aplicar o modelo de ensino tradicional, onde o que serve para um tem de servir para todos, independentemente das dificuldades que os alunos possam ter.

Desta forma, eu tive dois tipos de ensino diferentes, e a verdade é que hoje é muito mais motivante estudar com um modelo construtivista que com o modelo tradicional.

É este tipo de modelo que faz de um aluno, uma pessoa confiante, motivadora, criativa e sabedora na resolução de problemas.

Abraço,
Clara Barbosa

Paula Sousa disse...

Boa noite!

Ao longo do meu percurso académico, o processo de ensino-aprendizagem revelou-se, de um modo geral, centrado na figura do professor, atuando este como mero transmissor de conhecimentos.

Os alunos tinham um papel passivo na aprendizagem, sendo as aulas, sobretudo, expositivas e baseadas nos manuais.

Havia, portanto, um único método de aprendizagem, como se todos fossem um só, o que podia acabar por favorecer alguns, mas prejudicava muitos mais.

Infelizmente, "apesar da teoria das inteligências múltiplas já haver completado mais de vinte anos, na maior parte das escolas e universidades ainda prevalece o paradigma do padrão único de inteligência" (Vieira & Ferasso, 2007).

É certo que a evolução das novas tecnologias tem contribuído para algumas mudanças neste sentido, mas temos de reconhecer que ainda há um longo caminho a percorrer... e este passa, primeiro, por reconhecer os estilos de aprendizagem dos nossos alunos e tirar o melhor partido de cada um deles.


Referência Bibliográfica:

Vieira, L., & Ferasso, M. (2007). "Conectando inteligências múltiplas através do ensino à distância: rumo a uma inteligência coletiva?". III Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia, pp.1-9.

Continuação de um bom trabalho!

Paula Sousa disse...

Olá novamente!

A realização do teste VARK permitiu-me obter os seguintes resultados: Visual - 10; Auditiva - 14; Leitura/Escrita - 12; Cinestésica - 11.

Deste modo, o meu estilo de aprendizagem é considerado multimodal, ou seja, tenho preferência por múltiplos canais de informação (input/output).

Relativamente às estratégias obtidas aquando a realização deste teste, foi curioso verificar como me identifico com a maioria delas.

Uma colega questionava se o nosso estilo de aprendizagem se podia materializar no nosso ensino. Eu considero que inconscientemente possa haver essa tendência, mas temos de contrariá-la para não
cairmos nos mesmos "erros" do passado...

De acordo com Travassos (2001), "não existe nenhuma receita para a educação das inteligências múltiplas" (p.11), por isso, é necessário que a abordagem seja variada e multissensorial, para que possamos alcançar e benificar o maior números de alunos possível.


Referência Bibliográfica:

Travassos, L. (2001). Inteligências múltiplas. "Revista de Biologia e Ciências da Terra", 1(2), pp.1-12.

jose luis pissarro disse...

Os resultados que obtive no questionário VARK dizem que tenho um estilo de aprendizagem multimodal e com as seguintes pontuações:

Visual: 4
Aural: 6
Read/Write: 5
Kinesthetic: 1

há uma incidência numa aquisição via audio e de facto passo o dia todo a ouvir música enquanto leio; a primeira coisa que faço quando me levanto é ligar a minha rádio preferida "Radar" e a ultima quando me deito é desligá-lo

jose luis pissarro disse...

A propósito da questão que foi levantada para estimular a discussão e fazendo alguma retrospetiva à forma como me ensinaram na escola, estas abordagens pedagógicas centradas no aluno estão muito distantes da realidade que vivi, ou seja, uma realidade centrada no professor.
Na escola primária, a professora tinha os vários anos de escolaridade na mesma sala de aula com pouco uso das «reguadas», errar era sinónimo de «burrice» e os atos de indisciplina também eram penalizados.
No liceu, o reitor era uma figura de autoridade e «autoritária», havia separação de sexos, e só com a mudança deste ambiente altamente repressivo e com a ajuda de explicadora de matemática acabei por fazer o 5º ano do liceu (agora 9º ano de escolaridade) e por concluir o 7º ano.
Claro está que, com a minha idade, o meu percurso na escola decorreu no tempo do fascismo.
Quando em 1976 comecei a frequentar a faculdade de Letras, por contraste com os anos negros do liceu; as aulas decorriam num ambiente relaxante e muito motivador. Predominava a comunicação intensa e sem barreiras.

Ana Paula Ferreira disse...

Boa tarde a todos.
Respondi ao questionário VARK e obtive os seguintes resultados:
Your scores were:
• Visual: 4
• Aural: 1
• Read/Write: 5
• Kinesthetic: 6
You have a multimodal (VRK) learning preference.
Os resultados do questionário VARK fizeram-me refletir sobre o meu estilo de aprendizagem, receber e produzir ideias e interpretar informações. Constato que sempre gostei de usar diferentes estratégias. A minha preferência de ensino é multimodal (VRK), é uma mais valia poder aproveitar as potencialidades dos estilos de aprendizagem diversificados.

Relativamente à minha experiência enquanto estudante, desde o ensino primário até ao secundário a maioria dos professores usaram o modelo tradicional de ensino, de caracter expositivo, sem atender à especificidade dos alunos, ou ritmos de aprendizagem, sem estimular a participação oral dos alunos, para não permitir a indisciplina. Tinham como suporte os manuais escolares, poucas vezes apresentaram acetatos, slides e alguns filmes.

Beatriz Costa disse...

Como aluna, e até ao final do ensino secundário, experienciei uma abordagem pedagógica centrada no ensino tradicional, que se caraterizava pelo paradigma de transmissão de conhecimentos e do saber. Neste modelo pedagógico predominava o papel do professor – o centro do processo de ensino – que transmitia os conteúdos através de métodos pedagógicos expositivos e com desvalorização do desenvolvimento cognitivo de cada um, ignorando as diferenças individuais. O aluno tinha um papel passivo, o currículo era seguido com exatidão numa espécie de receita para todos e onde todos deveriam seguir o mesmo ritmo - a aprendizagem verificava-se através de provas/exames, que refletiam a capacidade de assimilação de conhecimentos dos alunos.
No ensino superior tive a oportunidade de vivenciar uma abordagem pedagógica genericamente mais “aberta”, que se caraterizava pela indagação e resolução dos problemas e, portanto, pela construção do conhecimento. O aluno tinha um papel mais ativo no processo ensino-aprendizagem, embora os seus ritmos de aprendizagem e interesses individuais não fossem considerados. As metodologias pedagógicas eram diversificadas – o debate, as metodologias de investigação, a elaboração de projetos, etc. Aqui, o professor orientava os alunos e, de alguma forma, estimulava a iniciativa e os trabalhos de grupo, constituindo-se como um impulsionador da aprendizagem.
Penso que estas abordagens pedagógicas continuam presentes na escola atual e as barreiras de acesso à aprendizagem persistem. Os currículos não abrangem a diversidade dos alunos e os princípios do desenho universal da aprendizagem não são cumpridos. Estamos longe de alcançar o paradigma de educação inclusiva.

jose luis pissarro disse...

A minha atividade consiste numa reflexão sobre as teorias e práticas pedagógicas, no decurso da exploração sobre Howard Gardner e da entrevista de Eduard Punset.
Tudo foi novidade para mim, uma vez que não sou professor e estou afastado do meio académico há muito tempo.
Neste momento frequento uma universidade sénior, mas apenas as aulas de línguas e literaturas. A perspectiva do Prof. Howard Gardner tem para mim o efeito do anuncio de uma nova era em que a existencia de multiplos equipamentos, multiplas abordagens e diversas inteligências criam um espaço de saber e entendimento para o aluno muito abrangente, diria mais universal. Na minha geração o livro único e a compartimentação rígida das matérias criavam-nos um problema fatigante que era : o que aprendi sectorialmente não me dava uma visão de conjunto cultural, científica e até do ponto de vista humano.
Isto é um progresso que fica ao alcance de um gesto de um click ou outro acesso a um dispositivo; o que me levou anos, pelo sistema clássico de ensino,a sintetizar a entrosar obtem-se hoje em dia quase diria que automàticamente; grande conquista .

Baseado na conferência”Fronteiras do Pensamento” produzi um pequeno Powerpoint que carreguei na ferramenta slidetalk.net, que possui sintetizador de voz para várias línguas e aloja automaticamente no Youtube. O URL da minha actividade encontra-se em: https://www.youtube.com/watch?v=rjfnBy_3r1Y

Diana Lisboa disse...

O Desenho Universal da Aprendizagem assenta na premissa de que cada indivíduo é um ser único, com características próprias que o tornam diferente do outro, pelo que o processo de ensino-aprendizagem deve ir ao encontro das características de cada indivíduo e ser universal, permitindo que todos possam aprender. Contrariando o tipo de ensino dos últimos anos, inclusive da atualidade, o Desenho Universal da Aprendizagem sugere que se considerem os diversos canais de acesso à informação (visual, auditiva, etc), sendo este aspeto fulcral para a aprendizagem de pessoas com necessidades especiais, permitindo que seja considerado não só as suas dificuldades (limitações - áreas fortes) mas acima de tudo as suas capacidades (facilitadores pessoais - áreas fortes), proporcionando-se múltiplos canais de informação: aprendizagem centrada no indivíduo; sugere ainda que a aprendizagem seja adquirida, explorada e integrada pelo próprio individuo, isto é, ocorrendo de uma forma ativa, sendo o docente/técnico apenas um "intermediário" (coach) entre o objetivo (aprendizagem) e o indivíduo, sendo as estratégias, metodologia e procedimentos definidos pelo indivíduo. Acredito que o Desenho Universal da Aprendizagem só é possível quando se muda o paradigma da aprendizagem, dirigindo-a para o que realmente interessa que é que todos sejam capazes de aprender, em todas as idades, independentemente das suas condições de vida, da forma como mais os motiva.

Relativamente ao questionário VARK: multimodal (VRK) learning preference. Recorro a todos os canais de informação para a minha aprendizagem.

Aproveito ainda para reforçar que esta tem sido uma experiência muito interessante!Obrigada.

zilda disse...

Boa tarde, após ler os comentários anteriores verifico que me identifico com a maioria, em especial com a Valentina Cardoso, dado que o método de ensino que tive desde a primária até ao actual 7º ano, foi apenas expositivo. O professor informava e o aluno aprendia, se conseguisse!!! Com a agravante da regra de ouro, o silêncio absoluto, a proibição de questionar ou de defesa em caso de injustiça na área comportamental.
Refiro o 7º ano, porque nesse meu ano lectivo, aconteceu o 25 de Abril, e então os 2 anos seguintes foram caóticos, dadas as alterações constantes do currículo, das orientações, das regras de funcionamento da escola, etc.
Posteriormente, em termos académicos, voltámos ao mesmo tipo de aprendizagem, inflexível e com modelo igual para todos assim como as linhas orientadoras e os objetivos.
Quanto ao questionário VARK, respondi e verifiquei tal como previa, que a minha forma de adquirir conhecimento é preferencialmente cinestésica, necessitando experienciar para memorizar…






Já com os alunos é fundamental respeitarmos o estilo de aprendizagem de cada um para assim podermos seguir os princípios das linhas de orientação do Desenho Universal de Aprendizagem…

zilda disse...

O espaço em branco deveria ter o meu resultado do Questionário VARK.
Aqui fica
Visual: 4
Aural: 1
Read/write: 2
Kinesthetick: 9
I have a strong Kinesthetic learning preference.

Filomena Menezes disse...

No questionário VARK obtive resultados maioritariamente do modo “Aural”/Auditiva.
A única conclusão que pude retirar é do facto da maior parte das minhas aprendizagens se centrarem na comunicação.
Ora comunicar é ouvir, é falar. No meu percurso enquanto aluna não tive docentes preocupados com esses aspetos da aprendizagem. Mas tive sorte ao terem preocupações de ministrar determinados conteúdos variando as estratégias. Muitas vezes ouvíamos uma música, víamos imagens e penso que em cada aula haveria o cuidado com alguns tipos de aprendizagem, embora não fosse intencional. Para mim é fundamental a comunicação dos outros e a minha. A forma como é ministrado ou abordado um assunto, as imagens, os vídeos, as frases, os livros mostrados,…
Gostei de observar a checklist que pode servir como lista de verificação na abrangência que se quer na planificação de aulas. Na minha experiência estudantil o ensino era ministrado pelo professor e nós ouvíamos e tirávamos o máximo de apontamentos. Os recursos tecnológicos eram poucos ou nulos, o que também já implicava menos estratégias. Outra situação que nunca ocorreu nas turmas em que estive, foi a inclusão de jovens com NEE e isso invalidou uma experiência que teria desencadeado logo uma série de tentativas, por parte dos professores e dos alunos, para fazer chegar o conhecimento ao Outro. Com alguns alunos que acompanho faço um teste e sensibilizo-os para as suas características facilitadoras das suas aprendizagens. Claro que depois há todo um trabalho que têm de fazer no sentido de adequarem o seu estudo ao “seu estilo de aprendizagem”. Mas este é um assunto que me fascina e gosto sempre de saber mais a respeito.

Teresa Guardão disse...

Terminei o ensino liceal durante o regime fascista e isso já diz tudo. Fui sempre para a escola de bata branca, bem passada a ferro, nem curta nem comprida, pelo joelho como todas as meninas de bem, usava soquetes ou meias até ao joelho, mesmo nos dias em que nevava. Só podia circular nas salas e nos pátios para meninas, os rapazes não podiam saltar o muro que nos separava das aulas e dos recreios. As professoras ensinavam as meninas e os professores os rapazes. O ensino era apenas num sentido professor/aluno, expositivo e raramente com oportunidade de colocar dúvidas. Quando estas surgiam geralmente eram motivo de chacota. As crianças tinham de parecer todas iguais; silenciosas, disciplinadas, atentas e obedientes. Tínhamos de estudar muito em casa, saber tudo na ponta da língua, decorar mesmo sem perceber, escrever muito, cópias e ditados (fiz um calo no dedo médio!). Aos doze anos de idade passei a usar óculos, uns fundos de garrafa, tão pesados que ao fim do dia me doía o nariz. O médico perguntou como tinha eu aprendido a ler se não via nada a um palmo de distância. Também não sei como consegui aprender se eu era das mais altas e, por isso, ficava nas filas do meio ou atrás dos outros e para o quadro não via nada!! Mas ouvia e muito bem. O resultado do questionário WARK surpreende-me pois atribui maior valor à capacidade visual.
• Visual: 5
• Auditiva: 4
• Leitura/Escrita: 4
• Cinestésica: 3
A aprendizagem multimodal processa-se no dia-a-dia das nossas vidas e por isso o ensino também deve ser multimodal. Para Gardner a inteligência não consiste apenas na capacidade de resolver problemas mas na capacidade de elaborar produtos e mesmo problemas dentro do seu meio. Dá grande ênfase às raízes biológicas da inteligência e distingue-as em sete grandes grupos: I. musical, I. corporal-cinestésica, I. lógico-matemática, I. linguística, I.espacial, I. interpessoal e I. intrapessoal. Cada uma não dependendo totalmente das outras, pois se uma estiver comprometida a outra não se perde. De acordo com a teoria das inteligências múltiplas, enquanto professora, sempre procurei analisar as particularidades de cada aluno, sempre me esforcei por perceber o que cada aluno podia ter como barreira no processo de ensino/aprendizagem para que pudesse aceder ao conhecimento eliminando os obstáculos. Essa faceta do ensino sempre me interessou e por isso segui para a Educação Especial. O meu percurso profissional tem-me mostrado que é possível traçar caminhos, metas/objectivos individuais mais adequados se melhor conhecermos os alunos. Não posso ensinar um aluno cego da mesma forma que ensino um aluno surdo. São realidades diferentes, mas ambos podem atingir o mesmo grau de competência para a leitura, para a escrita, para a matemática ou para qualquer outra habilidade. Hoje em dia os recursos são múltiplos e a tarefa está mais facilitada para o professor, mas as turmas grandes (!cada vez estão maiores!) nem sempre promovem a pluralização do ensino e os professores titulares optam pelas aulas expositivas. No entanto, vão tendo a preocupação de adaptar os instrumentos de avaliação às características e ritmo de aprendizagem dos alunos.

Beatriz Costa disse...

O modelo VARK foi desenvolvido por Neil Fleming em 1987 e avalia quatro modalidades de aprendizagem em alunos - visual, auditiva, leitura/escrita e cinestésicas. O questionário é constituído por 16 tópicos e identifica a modalidade dominante no processo input-output. A partir daqui, o professor e os alunos podem desenvolver estratégias facilitadoras da aprendizagem.
Respondi ao questionário VARK e obtive os seguintes resultados:

• Visual: 8
• Aural: 8
• Read/Write: 10
• Kinesthetic: 6

Esta avaliação permitiu-me identificar o meu perfil de aprendizagem e concluir que este se enquadra na preferência “multimodal”, ou seja, engloba as quatro modalidades de aprendizagem: visual, auditiva, leitura/escrita e cinestésicas. Segundo a descrição dos resultados VARK, 60% da população encaixa-se no perfil de aprendizagem “multimodal”, necessitando da combinação das diferentes categorias para aprender de modo eficiente.

k disse...

Boa tarde a todos.
Um dos desafios atuais da educação é garantir a qualidade da mesma para todos os alunos. A integração dos alunos com necessidades educativas especiais nas turmas “regulares” foi uma grande luta. Mas, chegados a este ponto é necessário garantir a estas crianças que podem participar nos processos de ensino aprendizagem e que recebem uma educação/ensino adequados às suas capacidades de potencialidades. Para tal é necessária a adaptação e adequação em termos didácticos que reconheçam a diversidade dos alunos e promovam contextos e estratégias complexas e flexíveis nas quais se integrem estas diferenças e a diversidade de contextos. O Desenho Universal de Aprendizagem propõe princípios baseados em conceitos que provem da neurociência e da psicologia cognitiva, os resultados das investigações acerca do cérebro e os contributos das tecnologias permitem oferecer múltiplos meios de representação, de acção e expressão e implicação que garantem uma educação acessível a todos os alunos.

Patrícia disse...

Boa tarde a todos.
Como aluna, ao longo do meu percurso académico deparei-me com vários colegas que tinham necessidades educativas especiais. Desde sempre observei que a forma como os docentes leccionavam os conteúdos era igual para todos. Deparei-me com casos em que a forma de ensino estava tão generalizada que se "esqueciam" muitas vezes dos que necessitavam de maior apoio/ajuda. Muitas vezes eu e outros colegas ajudávamos os alunos com maior dificuldade para que pudessem entender os conteúdos leccionados.
Na minha opinião, não deveria de haver uma excepção ao nível da aprendizagem para os alunos com necessidades educativas especiais, mas sim uma maior oferta de recursos e métodos que facilitassem o processo de aprendizagem. É importante que todos se sintam incluídos e integrados, pelo menos na sala de aula, em que há um maior controlo da situação, visto que muitos são excluídos mal acabe a aula. Infelizmente este é um processo que não depende apenas dos docentes, mas também dos colegas, funcionários das escolas e pelos próprios encarregados de educação. Por todos não custa realizar esforços para que o sistema educativo seja acessível e funcional para todos.
Em relação à temática do respetivo módulo, o Desenho Universal de Aprendizagem, já no módulo anterior (o módulo II) referi na minha reflexão a sua importância, sendo que voltarei a citar o que apresentei:
O desenho universal visa a concepção de objectos, equipamentos e estruturas do meio físico destinados a ser utilizados pela generalidade das pessoas, sem recurso a projectos adaptados ou especializados, e o seu objectivo é o de simplificar a vida de todos, qualquer que seja a idade, estatura ou capacidade, tornando os produtos, estruturas, a comunicação/informação e o meio edificado utilizáveis pelo maior nº de pessoas possível a baixo custo ou sem custos extras para que todas as pessoas e não só as que têm necessidades especiais, mesmo que temporárias, possam integrar-se totalmente numa sociedade inclusiva.
Os princípios básicos do desenho universal são os seguintes:
- Utilização equitativa;
- Flexibilidade de utilização;
- Utilização simples e intuitiva;
- Informação perceptível;
- Tolerância ao erro
- Esforço mínimo
- Dimensão e espaço de abordagem e de utilização;
O desenho para todos assume-se, assim, como instrumento privilegiado para a concretização da acessibilidade e, por extensão, de promoção da inclusão social.
A Acessibilidade aliada à Usabilidade promove uma maior e melhor Funcionalidade.

Com os melhores cumprimentos,
Patrícia Baeta

edgapoe disse...

Habituado a aprender com música, ritmos e leitura em voz alta; com um raciocínio lógico-matemático (em quase todas as decisões que tomo); e, finalmente, ter sempre estudado (revisto) os conteúdos de qualquer assunto em grupo ou com os colegas, vejo (aprendo) agora que, de fato, sempre precisei de visualizar, imaginar, laborar, ler e escrever para aceder aos conteúdos. Pergunto-me, quanto é que eu e os meus professores teriam beneficiado deste conhecimento na altura. Como Correia descreveu "nascemos todos génios, uns num espaço estimulante e enriquecedor, outros ... não."

Mostrando o que faço... disse...

Após a realização do questionário VARK, obtive os seguintes resultados:
Visual – 7
Aural – 4
Read/write – 9
Kinesthetic – 4
Antes da realização deste questionário, já me tinha interrogado em diversas ocasiões sobre qual seria o meu estilo de aprendizagem dominante. Considerei sempre que o meu processo de aprendizagem fosse assente em estratégias e recursos visuais, pois sempre me senti mais à-vontade perante recursos escritos – textos, documentos para análise, apresentações Powerpoint… Senti sempre que a via auditiva não me era muito favorável, pois toda a aprendizagem baseada em estratégias de natureza auditiva me conduzia a resultados inferiores.
Constato, após ter realizado o questionário VARK, que as vias “visual” e “read/write” são as dominantes e, em conjuntos, definem o meu estilo de aprendizagem como multimodal. Tendo em conta estes resultados, confirmo a conceção que tinha anteriormente sobre o meu estilo de aprendizagem, contudo julguei que a vertente “read/write” tivesse um predomínio maior sobre a vertente “visual”. Acredito que, conhecendo a priori o estilo de aprendizagem de cada indivíduo em particular, é mais fácil personalizar e adequar não só as estratégias de ensino-aprendizagem como também os recursos a explorar e os instrumentos de avaliação. Acredito igualmente que se for identificado atempadamente o estilo de aprendizagem de cada aluno, este obterá melhores resultados, porque as estratégias foram adaptadas a ele e não foi ele quem teve de adaptar-se às estratégias. Pode residir aqui a diferença entre o sucesso e o insucesso.

Mostrando o que faço... disse...

Comentário sobre os recursos disponibilizados no Módulo III
Após ter explorado os vários recursos disponibilizados no Módulo III, considero que aquele em que me sinto mais confiante é a Webquest. Consultei vários documentos de apoio, não só de instruções sobre a construção de uma WEBQUEST, mas também de testemunhos de professores e alunos que recorrem frequentemente a esta metodologia. Consultei ainda alguns exemplos de Webquest, de diferentes áreas do saber, para ter contacto com toda uma multiplicidade de recursos.
No final, e para dar cumprimento à atividade 2, optei por construir uma Webquest na minha área profissional – Educação Especial -, seguindo os princípios inerentes à construção de Webquest, mas com uma particularidade: optei por criar uma que, pela sua estrutura e pelo público a que se destina, está apresentada de modo a servir tanto professores como alunos. É até recomendado que esta Webquest seja explorada por um aluno e um professor, pois o primeiro necessita de orientações e supervisão por parte do primeiro.
Considero ter apresentado uma Webquest adequada, clara e viável. Tenciono dinamizá-la na minha prática profissional, o que funcionará inclusivamente como um teste de validação.
Sobre as Webquest, reconheço os seus benefícios e as suas potencialidades pedagógicas. A Webquest é, claramente, um recurso inclusivo, apelativo e utilizável por qualquer área do saber ou nível de ensino. Estimula o desenvolvimento da autonomia, do sentimento de inclusão e das relações interpessoais, pois pode funcionar como estratégia potenciadora de atividades de grupo.
Sugiro, ainda a propósito das Webquest, a criação de uma site ou aplicação, de âmbito alargado e em português, para criação/disponibilização das Webquest, que funcionasse como “banco de recursos” para alunos e professor.
O único ponto negativo que verifico na exploração da generalidade das ferramentas de criação de Webquest, foi o facto de não ser possível a criação de mais do que uma Webquest em contas gratuitas. O facto de ser necessário efetuar um pagamento para rentabilizar mais esta aplicação e construir/partilhar mais Webquest pode inviabilizar o recurso a esta ferramenta como promotora de momentos de ensino-aprendizagem.

Beatriz Mota disse...

Olá, depois de ler alguns dos comentários aqui deixados e com os quais concordo, vou fazer uma breve reflexão acerca do que me foi pedido. O meu processo de ensino/aprendizagem enquanto aluna foi o tradicionalista puro e simples. Os professores, quase na sua totalidade, limitaram-se a “despejar a matéria”, não se preocupando se ela era compreendida por todos ou se pelo contrário alguns não conseguiam compreender a mensagem. O professor estava no centro da aula, a sua ação fundamental era a transferência do conhecimento para os seus alunos. Utilizava os métodos tradicionais, as aulas expositivas, e a aplicação de testes como forma de avaliar se os conhecimentos tinham sido ou não adquiridos. Os conhecimentos eram transmitidos mas não tinham em conta as características particulares de cada aluno. As aulas eram planificadas coerentemente, adaptando estratégias e materiais, de acordo com a turma no seu todo e não comtemplando cada aluno. Todo o meu percurso escolar incluindo a minha formação de base - Curso de educadora de Infância, foi baseada neste sistema.
Mais tarde, e já no ensino superior notei uma diferença muito grande, os professores tinham uma abordagem mais construtivista passando a ser um mediador, atuando de forma ativa na construção da minha aprendizagem. Utilizavam as chamadas metodologias ativas, onde cada um de nós tinha que desenvolver uma interação direta para construir algo, e desenvolver habilidades e competências. Considero que tive um papel mais ativo na construção do meu próprio conhecimento, foi-me estimulada a vontade de saber, de descobrir, mas ainda assim, muito mais vai ser preciso mudar na escola de hoje que apesar de melhor do que a escola de ontem, ainda não é a escola de amanhã que todos queremos e merecemos.
Relativamente ao questionário WARK os resultados foram:
• Visual: 7
• Aural: 10
• Read/Write: 5
• Kinesthetic: 8
Foi-me atribuido o multimodal (VARK) learning preference.
Este é segundo li este é o modelo de aprendizagem mais comum na população portuguesa e revejo-me nele principalmente na minha forma de estar e ser com os outros, pois quantas mais formas de comunicação forem usadas, maior e mais ativa será a aprendizagem.

Maria Casanova disse...

Módulo 3


Como resposta ao questionário verifiquei que possuía uma forma de aprender espaço/visual. Concordo plenamente. No meu processo de aprendizagem necessito de escrever, elaborar mapas conceptuais, de fazer resumos e de os ver.
Como não tenho “veia artística” a inteligência que se encontra intimamente ligada é a inteligência linguística.
Parto da leitura do texto mas tenho que o recriar, esquematizando, resumindo-o, tornando-o meu.
Parece-me que a consciência de como aprendemos, e de como aprendem os nossos alunos gera, ou deverá geral por parte dos professores a existência de estratégias diversificadas, de modo de forma mais eficaz e eficiente os alunos realizem aprendizagens significativas.

Lara Paiva disse...

O método de ensino usado no meu tempo de escola foi o expositivo – os professores liam e escreviam no quadro preto (era assi que eu lhe chamava). Quando fui para o ensino secundário passou a ser um ensino mais cooperativo derivado à minha opção que foi o curso de Artes.

Respostas ao questionário VARK.
• Visual: 5
• Aural: 4
• Read/Write: 2
• Kinesthetic: 7
Lara

José Fernando Rodrigues disse...

Boa noite!
Tenho andado a fazer umas pesquisas sobre estas temáticas do módulo 3 e partilho com todos um conjunto de materiais que compilei no meu e-Portefólio. Espero que ainda sejam úteis para alguém.
Cumprimentos.

Segue o link:
http://fernandorodrigues.weebly.com/moacutedulo-iii.html

Natalina Martins disse...


COMENTARIO
Boa noite!
Quem não tem memórias da sua escola primária? Uns tem recordações boas, outros nem tanto, da minha experiência enquanto estudante, quero referir que os professores usaram sempre, o modelo de ensino tradicional, as aulas eram transmitidas através de manuais que eram o principal recurso na altura, havendo os quadros de lousa o giz e as carteiras duplas em fila. O sistema escolar era entendido como um meio para exercer o controlo político e ideológico do ponto de vista pedagógico-curricular.
Importa sublinhar as mudanças de conceções e filosofias de educação e do currículo que, de uma lógica simplesmente transmissiva apoiada no texto do manual, evoluíram para uma pedagogia de construção do conhecimento, com relevo para o aprofundamento da natureza dos processos de aprendizagem e da sua relação com os contextos dos alunos.

Respondi ao questionário VARK os resultados do questionário
foram:
• Visual: 4
• Aural: 3
• Leitura / Gravação: 0
• cinestésica: 9

Você tem uma forte preferência aprendizagem cinestésica.

Deste modo, o meu estilo de aprendizagem é considerado cinestésico.



Maria de Lurdes Martins Martins disse...

Podemos realizar diferentes abordagens desta temática, ela remete-nos para as maneira que a escola pode ter para abordar o acesso dos alunos ao conhecimento e ao papel do professor no processo de ensino aprendizagem.
O ensino é atualmente muito direcionado para a padronização dos processos de ensino aprendizagem. Estamos a chegar ao absurdo de na mesma escola termos a mesma planificação disciplinar para todos os professores que lecionam o mesmo ano e a mesma disciplina, todos os professores têm a preocupação de estar a lecionar o mesmo ponto da matéria, no mesmo momento, se existem desfasamentos precisam de ser justificados, tende-se para a uniformização, não se tem em conta as características dos alunos, as áreas onde residem, os problemas sociais inerentes a cada área, o acesso á informação de cada grupo, a presença ou ausência de diferentes tipos de estimulação dos alunos, os interesses e fatores motivacionais de cada um etc. Ou seja o currículo é hoje no nosso sistema de ensino algo rígido, estático, direcionado para alunos supostamente inseridos em ambientes idênticos com as mesmas possibilidades de acesso a tudo o que faz do individuou um fator social.
Os profissionais do ensino vivem presos a este sistema pois cada vez menos lhe é dada a possibilidade de adequar o currículo aos alunos a que se dirige. Não existe a possibilidade de dar aos alunos a possibilidade de construir o seu próprio conhecimento e responder às suas necessidades e à realidade em que se insere, o aluno tem um papel pouco ativo na produção do conhecimento e o professor um papel completamente dominante. Por muito bons e diversificados materiais que o professor possa apresentar não são relevantes se não forem ao encontro das necessidades da população a que se destinam. As aprendizagens têm que ser significativas para os alunos têm que contextualizar-se nas suas realidades. Defendo uma perspetiva construtivista do processo de ensino aprendizagem o professor deve ter um papel orientador e sistematizador dos conhecimentos e não ser debitador de conhecimentos académicos.
Isto remete-nos também para as necessidades educativas especiais no fundo dentro de uma aula todos os alunos têm ritmos diferentes, possíveis realidades diferentes, interesses diferentes etc., o espaço de ensino/aprendizagem deve destinar-se a todos, todos os alunos têm ritmos diferentes e a pedagogia diferenciada deve responder de forma eficiente a essa realidade. O professor tem que dar aula para todos tendo em conta as diferenças existentes. Evidentemente que tal não é possível com turmas de 30 alunos desmotivados muitas vezes por culpa do próprio sistema de ensino que apenas procura resultados estatísticos, comparações absurdas entre escolas, uniformização nas aprendizagens e nos resultados monitorizados através de exames nacionais.

Susan Martins disse...

QUESTIONÁRIO VARK
Os meus resultados foram os seguintes:
• Visual – 6
• Aural – 4
• Read write – 4
• Kinesthetic – 8
Não conhecia o questionário VARK e achei muito interessante. Através deste conclui que o meu género de aprendizagem é multimodal. Sem dúvida o meu estilo de aprendizagem é nitidamente assente no visual, por ser mais apelativo e no cinestésico, por ser mais prático e haver contato físico com algo.
Na verdade nunca gostei muito da parte teórica, prefiro sempre a parte prática, contudo, são necessárias as duas. A parte visual sempre captou mais a minha atenção para a aprendizagem.
Foi curioso o preenchimento deste questionário, pois permitiu-me refletir um pouco mais sobre mim, sobre as diversas formas de aprendizagens e sobre as minhas preferências.

Susan Martins disse...

REFLEXÃO
No que respeita à minha experiência como estudante, na forma como fui ensinada e aprendi, predominou a uniformização para todos e não uma preocupação com as dificuldades de cada um.
As aulas eram orientadas pelos manuais das diversas áreas: explicação da matéria, leitura, realização de exercícios nos manuais, no caderno ou fichas de trabalho. Havia pouca interação, trabalhos de grupo e visitas de estudo.
O professor transmitia os conhecimentos e os alunos limitavam-se a ouvir e a responder a questões formuladas pelo professor.
Atualmente, as aulas são mais dinâmicas, a maioria dos professores procuram novos e diversificados meios para promover a aprendizagem, tendo maior atenção as dificuldades de cada um, permitindo maior acessibilidade para todos. Os alunos por sua vez deixaram de ser tão passivos e passaram a assumir uma postura mais ativa no processo da aprendizagem.
O Desenho Universal da Aprendizagem veio contribuir para esta nova forma de ensino/aprendizagem, proporcionando modos múltiplos de apresentação, ação e expressão e autoenvolvimento. Através destes princípios os alunos compreendem melhor o “quê”, o “como” e o “ porque” das aprendizagens, as quais se tornam mais significativas para eles, contribuindo para um maior sucesso escolar.

Carla Silva disse...

Boa noite,
Sem dúvida que no meu tempo de estudante predominava a forma de ensinar onde todos eram iguais e todos aprendiam de forma igual. Felizmente hoje em dia as estratégias de ensino estão a mudar e os professores esforçam-se cada vez mais para diversificar as suas estratégias. O processo ensino-aprendizagem é pensado por forma a contribuir para a melhoria dos resultados escolares dos alunos, apoiando, definindo e adequando estratégias de ensino-aprendizagem aos conteúdos programáticos, às aprendizagens anteriores e às dificuldades diagnosticadas, tendo em conta o PCT e as metas de sucesso definidas por ciclo.
Motivar os alunos recorrendo a uma metodologia ativa e diversificada, tendo em atenção as dificuldade e limitações dos alunos recorrendo à utilização das TIC e à realização de atividades práticas é cada vez uma prática comum.

Isabel Perdigao disse...

A prepósito do tema em discussão e fazendo uma retrospetiva, a minha experiência enquanto aluna foi muito diferente do que é hoje; usava bata, as turmas eram constituídas só por raparigas ou só por rapazes, os pátios do recreio também eram separados e não nos podíamos encontrar, vigorava o ensino industrial e comercial mais direcionado para a atividade profissional e o ensino liceal, para quem prosseguia estudos. O modelo era uniformizado, eramos todos “iguais” apesar de sermos todas diferentes…as aulas eram expositivas, (iguais para todos, como se de um, apenas se tratasse) com testes de avaliação (assim chamados), algumas fichas informativas e o livro/manual como principal e por vezes único recurso.
O ensino era muito centrado no professor, como sendo o “detentor do saber” que transmitia (debitava) os conhecimentos - ensinava o mesmo a todos, sempre de igual forma e com os mesmos materiais - e os alunos mais não eram do que sujeitos passivos, pouco estimulados a terem iniciativa ou criatividade.
Hoje, vivemos uma nova realidade. Estamos perante uma era de mudança e de renovação pedagógica As turmas são cada vez mais heterogéneas; a tarefa atual da escola é conseguir reconhecer as diferenças, não só culturais mas também ao nível dos diferentes ritmos e estilos de aprendizagem, de interesses e de capacidades, na pluralidade dos seus alunos, e encontrar estratégias de adaptação e desenvolvimento que a todos respeite e a todos inclua.
Neste contexto, o Desenho Universal da Aprendizagem proporciona através dos seus princípios, modos múltiplos de apresentação, ação e expressão e autoenvolvimento. Através destes princípios os alunos compreendem melhor o “quê”, o “como” e o “porquê” das suas aprendizagens, as quais se tornam mais significativas. Reconhece que cada aluno é único e processa informações de forma diferente e oferece igualdade de oportunidades para aprenderem.
A realização do questionário VARK permitiu-me obter os seguintes resultados:
• Visual : 9
• Auditiva: 5
• Leitura/Gravação: 6
• Cinestésica: 11
Deste modo o meu estilo de aprendizagem é considerado “multimodal”, ou seja, tenho preferência por diversos canais de acesso à informação. Segundo a descrição dos resultados VARK, 60% da população encaixa-se no perfil de funcionalidade “multimodal”, necessitando da combinação das diferentes estratégias para aprender de modo mais eficiente.

José Fernando Rodrigues disse...

Teoria das Inteligências Múltiplas TIM (Gardner, 1984)
Permitam-nos apresentar um pequeno texto sobre a questão das inteligências múltiplas, um resumo esquemático desta teoria que floresceu nos últimos vinte anos do século XX. Mas, antes de continuarmos, apresentamos uma definição bem simplificada do que é a inteligência. Então, a inteligência é a capacidade para resolver problemas ou criar produtos que sejam significativos num ou mais ambientes culturais. Mas o conceito clássico de inteligência caía num vício perigoso e redutor. Limitava-se a apreciar uma espécie de inteligência neuronal, baseada em medições, em cocientes. Um parêntesis só para recordar que os arqueólogos e antropólogos também mediam a inteligência dos hominídeos primitivos pelo volume de centímetros cúbicos do cérbero que fez aumentar, ao longo dos milhões de anos da evolução humana, o volume do crânio.
Mas a teoria das inteligências múltiplas vem revolucionar a forma como olhamos para as capacidades do ser humano.

“Where individuals differ is in the strength of these intelligences – the so-called profile of intelligence – and in the ways in which such intelligences are invoked and combined to carry out different tasks, solve diverse problems, and progress in various domains.” (Gardner, 1991)

Ora esta teoria assenta em quatro pressupostos básicos: (I) A inteligência humana pode ser representada por símbolos (imagens, números, palavras). (II) Cada inteligência tem diferentes fases de desenvolvimento. (III) As teorias da inteligência devem estar baseadas na organização do córtex superior. (IV) A inteligência está associada à cultura.
Os especialistas consideram os seguintes tipos de inteligências que estão presentes no ser humano de forma mais ou menos significativa e todas se corelacionam e complementam. (I) Inteligência Linguística – associada ao lóbulo temporal esquerdo e implica a capacidade para manipular a linguagem e a comunicação diária, para lidar com os significados das palavras, para organizar a informação semântica e sintática. (II) Inteligência Lógico-Matemática – localização mais difusa, embora os lóbulos parietais esquerdos e adjacentes pareçam desempenhar um papel relevante. Capacidade de apreender e estabelecer relações entre símbolos, quantidades, padrões. (III) Inteligência Naturalista – capacidade para reconhecer e classificar as espécies do meio ambiente do indivíduo. (IV) Inteligência Espacial – capacidade para o indivíduo lidar com imagens, identificar pormenores, elaborar esquemas, ler mapas. Difícil localização no cérebro pela complexidade e diversidade de tarefas. (V) Inteligência Corporal e Cinestésica – a localização cerebral está associada ao cerebelo e ao hemisfério esquerdo. Motricidade grossa e fina, controlo motor, coordenação de movimentos e tato. (VI) Inteligência Musical – a localização cerebral está associada ao hemisfério direito (área frontal e temporal). Capacidade de perceber, discriminar, transformar e expressar melodia, ritmo e timbre. (VII) Inteligência Interpessoal – capacidade para entender e interagir com os outros. (VIII) Inteligência Intrapessoal – autoconhecimento e a capacidade de agir adaptativamente com base neste conhecimento. (A inteligência pessoal parece estar localizada ná área frontal).
1/2

José Fernando Rodrigues disse...

2/2 (cont.)
De que forma poderemos aplicar estas teorias na Educação Especial?
É importante que reconheçamos que os nossos alunos com necessidades educativas especiais, devido às suas lesões anatómicas ou fisiológicas, devido às suas incapacidades, devido aos condicionalismos familiares, sociais e do meio, têm áreas fortes que devem ser exploradas e fracas que devem ser complementadas por outras. Têm inteligências que foram mais estimuladas e outras que requerem um trabalho mais intensivo. Por exemplo, numa criança cega é natural que as inteligências musical e corporal e cinestésica estejam mais desenvolvidas do que a inteligência espacial. Com a TIM podemos orientar a nossa ação para aquilo onde o aluno é bom, para aquilo que faz melhor. Podemos trabalhar diferentes áreas de competências adaptativas tais como: comunicação, independência pessoal, competências da vida diária, competências sociais, utilização da comunidade, autonomia, saúde e segurança, competências académicas funcionais, lazer e tempos livres e trabalho.

teresa forTIC disse...

Fazendo uma retrospectiva, não será muito difícil afirmar que a abordagem pedagógica assentou, essencialmente, em critérios de uniformização para todos, pois, na altura, não se falava sequer em “diferenças” e muito menos em educação especial.
Uma minoria de professores demonstrava algumas preocupações em conseguir chegar a cada aluno da turma (ou a um aluno específico), mas a esmagadora maioria parecia preocupar-se apenas com o sucesso/insucesso global da turma.
Lamentável é que, mesmo após alguns anos, o cenário se vislumbre, muitas vezes, de modo idêntico.

Perante os resultados obtidos no questionário VARK, cheguei à conclusão de que a minha modalidade de aprendizagem é, afinal, multimodal, tal como acontece com a maioria da população mundial. Nada de novo, portanto!

Alexandra disse...

Boa tarde, Quando eu era aluna, não havia nenhum tipo de preocupação com o ensino individualizado, com a integração ou mesmo com a aproximação aos recursos mais modernos...Se um aluno não era bom só tinha duas hipóteses: 1)o professor gostava realmente do que fazia e usava o seu tempo livre para apoiar o aluno; 2)Tinha um colega que era bom aluno e que gostava de dar explicações... também estávamos numa época de Escolas de ensino especial para todas as crianças a que precisassem de apoio. É bom ver como a tecnologia pode ajudar a que todos estejam no mesmo degrau...

Alexandra disse...

O meu resultado foi o que eu esperava, a aprendizagem comigo corre melhor, quando a posso fazer de várias formas. Assim também acredito que quando preparo algum tema a diversidade de instrumentos vai ajudar à compreensão da minha mensagem.

Quanto ao questionário, penso que é um instrumento de muito valor a ser aplicado sempre que nos deparamos com um novo grupo. Com esta ajuda ficamos a saber quais os recursos mais eficazes para o grupo.
Os meus resultados:
The VARK Questionnaire Results

Your scores were:

Visual: 7
Aural: 9
Read/Write: 6
Kinesthetic: 8

Carla Silva disse...

Boa noite,
Sobre o questionário VARK
You have a multimodal (VRK) learning preference:
Visual: 5
Aural: 3
Read/Write: 4
Kinesthetic: 1
Realmente a forma como aprendo melhor é através de estratégias mais práticas e visuais
Penso que é um questionário muito interessante que se poderia utilizar para conhecer melhor os nossos alunos e com isso preparar melhor as estratégias/atividades a desenvolver. Penso que do ponto de vista do aluno também é bastante interessante pois ele próprio poderá aprender algo novo sobre si mesmo e melhorar a sua forma de estudar.

k disse...

Boa noite
O grupo de Bragança tem o trabalho alojado no seguinte endereço:

http://udlexchange.cast.org/lesson/1055683

Docente de Educação Especial Vanda Simões disse...

Olá a todos,
De fato parece que a realidade não deixa dúvidas. No passado, os alunos viam o professor como principal, ou única, fonte de conhecimento e informação. Era o mestre e dono do saber! As estratégias de ensino centravam-se ma escuta ativa, no uso exclusivo do manual e dos cadernos diários. Ir ao quadro de giz era o máximo de "exposição pública", cantar as tabuadas, repetir vinte vezes o mesmo erro e trazer muitas cópias e cópias para trabalho de casa eram as estratégias mais comuns, iguais para todos claro!
Gostaria imenso de dizer que muita coisa mudou, mas às vezes sinto que parece que não mudou nada!!!
São evidentes os materiais mais requintados, como um quadro interativo e um computador ligado à internet, mas as atitudes permanecem rígidas e muito pouco inovadoras. Alguns professores continuam a achar-se detentores do saber e revelam-se gestores de curriculos muito pouco acessíveis, flexíveis. Infelizmente todos os dias confirmo mais um caso de insucesso, absentismo, desmotivação, hiperatividade e deficit de atenção... que em muitos casos se resolveriam com a aplicação dos princípios do Desenho Universal de Aprendizagem.

José Fernando Rodrigues disse...

Depois de ter preenchido o questionário VARK dei por mim a fazer uma reflexão sobre os resultados e uma viagem ao meu percurso enquanto estudante e profissional. Confesso que não fiquei muito surpreendido pelos resultados, à exceção do item read/write que não imaginava tão alto. Pelos vistos faço parte daquelas pessoas que têm mais facilidade em apreender pela via da oralidade que se destaca bastante mas também pela via da leitura/escrita e pela via cinestésica. Ao longo da minha escolaridade e agora como profissional tenho muita necessidade em ouvir explicações depois de ler alguma informação, gosto de conversar com os meus pares sobre os assuntos em estudo e prefiro tentar aprender com recurso a demonstrações em que tenha um papel ativo e não apenas ser um espetador durante uma exemplificação. Para mim é fundamental tocar nos objetos, absorver o máximo de informação possível pelo corpo, captar todos os tipos de linguagem não verbal que consiga apreender.
Seguem os meus resultados do questionário.

The VARK Questionnaire Results
Your scores were:
Visual: 1
Aural: 10
Read/Write: 8
Kinesthetic: 7
You have a multimodal (ARK) learning preference.

Não gosto nem me sinto muito confortável a falar de mim mas desta vez vou abrir uma exceção porque os resultados do questionário são clarinhos como água e encaixam na perfeição numa característica que marca a minha vida. Sou portador de uma deficiência visual (baixa visão) e se, depois de terem esta informação, voltarem a olhar para os meus resultados chegarão à conclusão que eu cheguei, isto é, fazem todo o sentido!
Naturalmente os alunos com uma deficiência visual são muito fortes na receção da informação pela via auditiva e pela via cinestésica. Em relação ao parâmetro da leitura e da escrita, felizmente, com o braille e todas as tecnologias e produtos de apoio de compensação da deficiência visual, um cego ou portador de baixa visão consegue, se estimulado desde cedo, estar ao nível de um dito normovisual.

Sérgio Machado disse...

Enquanto aluno a minha experiência prende-se com uma grande uniformização dos processos/métodos por parte dos professores.
Nessa altura raramente havia o aluno sendo, a preocupação dos docentes, o grupo e a sua taxa de sucesso. Todos os alunos eram iguais e partiam, para a maioria dos professores, do mesmo patamar (mesmo que tal não acontecesse).
Hoje em dia, penso que existe alguma tentativa por parte de alguns docentes em procurar uma abordagem mais individualizada. No entanto e, infelizmente, nem todos o podem ou querem fazer, ou porque o número de alunos por turma é de tal forma exagerado que impossibilita qualquer tentativa de o fazer ou, porque simplesmente se acomodaram a um ensino tradicional lecionando sempre de igual forma seja qual for o público que tenham à frente.
Relativamente ao questionário VARK, os meus resultados enquadram-se numa modalidade multimodal, havendo predominância na leitura/escrita, mas estando a modalidade visual e cinestésica muito próximas. O que mostra, no meu caso, uma preferência pela palavra escrita como forma preferencial de aprendizagem, mas também ao nível gráfico com a elaboração de esquemas. No entanto, a observação da realidade é também ela fundamental para a minha aprendizagem.

Beatriz Mota disse...

Boa noite
Venho informar que apesar de estar identificada como tendo o porfolo no Blogger, isso não acontece.O meu porfolio está no endereço:
http://tizamota.wix.com/portfoliomooc
O trabalho deste modulo do grupo de Bragança está alojado em:
http://udlexchange.cast.org/lesson/1055683
Espero que seja útil .

Janete Monteiro disse...

Olá,
o meu resultado do teste VARK foi:

Visual: 11
Aural: 11
Read/Write: 14
Kinesthetic: 11

You have a multimodal (VARK) learning preference.

Penso que sou realmente uma pessoa que aprende de diferentes modos, e sempre busco o melhor deles , considerando o conteúdo em questão.

Janete Monteiro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Del disse...

olá,

Aprendi como a maioria, método massivo onde se transmitia informação, não se construía conhecimento.

O aluno, parte da massa, seu estilo de aprender jamais considerado!

Que bom que isso vem mudando!!!

Abraços a todos!

Del disse...

Resultado VARK

Your scores were:

Visual: 9
Aural: 5
Read/Write: 7
Kinesthetic: 8


You have a multimodal (VARK) learning preference.

Creio que é isso mesmo, me adapto com facilidade.

Mário Gomes disse...

Bom dia,
fomos testemunhas de uma massificação do ensino inicialmente muito inspirada na "Didactica Magna" (título em latim), também conhecido por "Tratado da Arte Universal de Ensinar Tudo a Todos", de Comenius(1649).
Mesmo depois da massificação do ensino, continuámos muito presos a um currículo nacional que cada professor tinha que cumprir.
Apenas em 2001, depois do Período de Reflexão Participada sobre os Currículos (iniciado em 1996), se abrem portas e janelas à flexibilização curricular.
Ainda assim, muito de nós, formatados por um modelo de uniformização, temos dificuldade em desvincular-nos desses modelos e em percorrer uma nova via, a da diferenciação.
Acredito que cada vez mais estamos abertos a essa diversidade, em potenciá-la diversificando as formas trabalho em sala de aula e adequando as atividades aos alunos, mas há ainda um longo caminho a percorrer que, infelizmente, em nada é ajudado com estas ideologias suportadas em exames nacionais, como se continuassem a acreditar que todas as crianças e adolescentes da mesma idade, de todo o país, aprendessem o mesmo ao mesmo tempo.

José Almeida disse...

Boa tarde,
depois de responder ao questionário VARK, os resultados foram:
Visual:1
Aural:4
Read/Write:3
Kinesthetic:6

mild Kinesthetic learning preference


De acordo com estes resultados, com os quais concordo, aprendo melhor, fazendo, ou seja, quando ao "aprender" está associado movimento.

João Pinto disse...

Viajando no tempo… recordo os meus tempos de estudante em várias fases com metodologias de ensino diferente.

Começando na fase do ensino obrigatório recordo que estava inserido num ambiente de aprendizagem que era igual para todos e onde todos deveríamos aprender da mesma forma, as mesmas matérias e segundo os mesmos recursos. A flexibilidade era algo utópico.
A estratégia de ensino colocava os professores no centro do sistema de aprendizagem sendo responsáveis por transmitir os conhecimentos. Os alunos eram seres passiveis, entendidos como tendo os mesmos perfis e necessidades. Em caso de insucesso na aprendizagem a culpa era apontada ao aluno, colocando-se em causa as suas capacidades, etc.
Obviamente estamos a falar de uma metodologia de aprendizagem presencial, muitas vezes apelidada de tradicional.
Mas o ensino já não é o mesmo, fruto das necessidades dos indivíduos, das dinâmicas sociais e das transformações impulsionadas pela revolução tecnológica veio alterar os métodos de ensinar e aprender.

Saltando para uma fase mais recente, enquanto aluno de um mestrado na área do “E-learning”, encontrei uma metodologia de enisno/aprendizagem altamente flexível, adaptada às minhas necessidades, perfil e interesses. Como aluno sou considerado como estando no centro do processo de aprendizagem, sou responsável pela construção do meu conhecimento e sou incentivado à partilha, cooperação e colaboração com os meus colegas. Estas metodologias construtivistas e conectivistas integram-se no estilo de vida, cada vez mais dependente das interações realizadas nas redes web onde, cada vez, mais aprendo e construo o meu conhecimento.

Uma das grandes transformações desta viagem no tempo, na perspetiva do meu EU - enquanto aluno - é que passei de uma aprendizagem realizada unicamente no espaço ESCOLA para uma aprendizagem realizada no MUNDO, fora da escola, em comunidade, em qualquer altura e momento, através das relações com as pessoas com as quais me relaciono, quer fisicamente, quer virtualmente.

João Pinto

Janete Monteiro disse...

Refletindo sobre a forma de ensinar e aprender, durante a minha trajetória enquanto estudante da educação básica, percebo o quanto o ensino era centrado em um único método. O professor era o sujeito que detinha o conhecimento e o aluno era um mero espectador, cuja função era memorizar e reproduzir o que era ensinado. As especificidades de cada aluno não eram pensadas, e aquele que não se adaptava ao método era reprovado e rotulado como alguém com problemas.
Penso que de certa maneira algumas escolas ainda mantém este tipo de ensino: o tradicional. Infelizmente, é possível perceber que muitas instituições ainda valorizam o currículo, o conteúdo e priorizam o calendário escolar, esquecendo que cada aluno aprende de forma diferente, em tempo diferente, precisa de adequações e avaliações que contemple sua especificidade.
Certamente houve algum avanço em termos educacionais, porém muito sutil e ainda insuficiente para beneficiar de forma expressiva todos os alunos e a qualidade do ensino. Falta, portanto, formação para os professores, investimento em equipamentos, compromisso dos profissionais da educação e acima de tudo responsabilidade e envolvimento de toda a comunidade escolar.

Isabel Pedrosa disse...

Recuando 28 anos, considero que o ensino na altura era muito expositivo e transmissivo. Não se valorizava as opiniões, o processo mas unicamente os resultados obtidos nos testes. O professor em sala de aula transmitia a matéria e nós éramos uns meros ouvintes, solicitados a participar. Tudo era uniformizado e quase automatizado! O saber era todo centrado no professor, ensinando sempre da mesma forma e não diversificando os materiais. A interação entre pares, dentro de sala de aula era inexistente. Uma das recordações mais positivas e marcantes, foi o facto de uma professora estagiária estar connosco apenas alguns dias e introduziu algo de novo na nossa sala: pinturas nos vidros das salas! Que novidade! Era primavera e pelos vidros reluziam borboletas, flores, ervas, abelhas, quase que conseguia sentir o cheiro a primavera dentro da sala. Bem, chorei desalmadamente quando soube que a professora ia embora.

Penso que este episódio também reflete o meu modo de aprendizagem, segundo o questionário Vark. Os resultados foram:
Visual: 6
Auditivo: 2
Leitura/Escrita: 1
Cinestésico: 7

Refletindo uma aprendizagem multimodal.

Efetivamente, em todo o percurso académico e nas várias áreas da vida, preciso de ver para saber fazer e compreender. Tudo ser que ser decomposto para saber como é todo o processo até chegar ao produto final. Sempre preferi aulas com apresentações dinâmicas, gráficos, tabelas, esquemas. Recordo-me de estudar para exames e fazer esquemas da matéria. Praticamente "tirava uma fotografia" ao esquema e conseguia lembrar-me no exame, do que estava escrito no esquema que tinha elaborado.
O modo cinestésico também reflete perfeitamente o meu estilo de aprendizagem (aliado ao visual) o facto de ter que usar o corpo, experimentar, é o caminho para que a fazer possa aprender.

Lígia Neto disse...

Bom dia!
O resultado que obtive do questionário foi este:
Visual: 3
Aural: 4
Read/Write: 4
Kinesthetic: 5

Identifico-me.
Alunos cinestéticos são pessoas mais capazes de concentrarem-se e aprender quando estão em contato físico com alguma coisa.
A melhor maneira de ensinar o estilo de aprendizagem cinestésica é envolver os alunos através de atividades práticas.

Mas, no meu tempo de estudante não foi aplicado o desenho universal de aprendizagem. Uma mais-valia para o ensino. Para o desenvolvimento e aprendizagem de uma criança. Há um envolvimento das crianças nas actividades educativas.

Lígia Neto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cristina Marques Martins disse...

Apesar de neste módulo eu e a Leonor termos optado por um Webquest, por considerarmos uma ferramenta muito útil para organização de atividades educativas.

A teoria das Inteligências múltiplas é algo que nos diz muito em termos de perfil do aluno, por isso foi com agrado que respondi ao questionário VARK, que achei bastante interessante. Os meus resultados foram os seguintes:
•Kinesthetic: 6
•Aural: 3
•Visual: 2
•Read/Write: 2

De facto o que leio não é de todo o que mais retenho. Espero que isso não justifique o meu insucesso nesta formação :-)

Leonor Ferreira disse...

Boa tarde a tod@s,
Os resultados no questionário VARK
•Visual: 6
•Aural: 4
•Read/Write: 2
•Kinesthetic: 4
A minha melhor estratégia é visual. De facto concordo pois da minha autoanálise considero-me uma pessoa, em primeira instância, visual.
Durante o meu percurso escolar fui assistindo por parte dos meus professores alguns esforços em colocar em prática as adaptações de ensino, motivados por diferentes circunstâncias: no 1º ciclo estive inserida numa turma de níveis de ensino diferentes; no 2º ciclo existiam claramente alunos com dificuldades de aprendizagem que não possuíam nenhum estatuto como tal!; no 3º ciclo existiam vários colegas repetentes com comportamentos mais perturbadores o que fazia com os professores se vissem obrigados a utilizar materiais com maior estimulação; na faculdade tive uma colega com baixa visão dos quais os testes e materiais teóricos eram ajustados às necessidades.
Apesar de ter vivenciado estas inovadoras ações para a época, hoje são preponderantes e evidentes no dia-a-dia de uma sala de aula.
Já conhecia a teoria das inteligências múltiplas que têm sido focalizadas em várias intervenções nomeadamente ao nível social e considero fundamental nas aprendizagens. O ideal seria conhecermos qual o método de ensino para o qual o aluno tem mais propensão de forma a se proporcionar uma melhor aprendizagem quer ele seja de NEE ou não. A diversidade no método de ensino é crucial nos tempos de hoje.
Bom trabalho
Bom Fim de Semana

tteresasablog disse...

A minha pontuação no questionário VARK foi:
• Visual: 7
• Aural: 1
• Leitura / Gravação: 4
• Cinestésico: 4
Tenho preferência pela aprendizagem visual suave. Foi interessante conhecer este sistema que avalia quatro modalidades de aprendizagem — visual, auditiva, leitura/escrita e cinestésicas — em alunos. Ele permite que o entrevistado identifique seu modo dominante de aprendizagem. Como a maioria das situações de aprendizagem requer o uso de mais de uma modalidade, ele também fornece uma avaliação de como o entrevistado aplica as quatro modalidades de aprendizagem em atividades para este fim. O VARK pode aplicado na sala de aula ou em treinos específicos.

tteresasablog disse...

A minha pontuação no questionário VARK foi:
• Visual: 7
• Aural: 1
• Leitura / Gravação: 4
• Cinestésico: 4
Tenho preferência pela aprendizagem visual suave. Foi interessante conhecer este sistema que avalia quatro modalidades de aprendizagem — visual, auditiva, leitura/escrita e cinestésicas — em alunos. Ele permite que o entrevistado identifique seu modo dominante de aprendizagem. Como a maioria das situações de aprendizagem requer o uso de mais de uma modalidade, ele também fornece uma avaliação de como o entrevistado aplica as quatro modalidades de aprendizagem em atividades para este fim. O VARK pode aplicado na sala de aula ou em treinos específicos.

rl esr disse...

O teste Vark que realizei corresponde ao que eu próprio já tinha descoberto através de autoanálise. Aliás, com formação em engenharia, é natural que o meu perfil de aprendizagem seja mais forte no fazer (khinestetic) e no aspeto visual que o ler/escrever ou ouvir.

Hoje em dia, não há dúvidas que o currículo pode e deve ajustar-se ao perfil dos alunos. Todos os professores compreendem que cada aluno tem características pessoais que funcionam melhor com certos aspetos que outros. Ninguém assume já que todos os alunos são iguais e aprendem da mesma maneira. Assim, a teoria das inteligências múltiplas é um bom referencial de trabalho para perceber os diferentes alunos que temos pela frente. O design universal é, também, uma excelente ferramenta para nos ajudar a trabalhar com toda a heterogeneidade dos alunos que frequentam a escola. Os próprios alunos conhecendo esta realidade de enquadramento poderão aceitar melhor as suas limitações e as suas melhores características pessoais. Poderão ser mais compreensivos e tolerantes consigo mesmo e com os outros.
Na minha opinião, o grande problema, é que dado o elevado número de alunos que as nossas turmas têm, é muito difícil que os professores consigam ter tempo para conhecerem os alunos e trabalharem com as suas diferenças e particularidades.

Cantinho da CRIS disse...

Boa tarde
A temática do módulo 3 “ Desenho Universal da Aprendizagem” é de facto relevante na medida em que o docente precisa de ter consciência de que na sua turma os alunos não podem aprender todos da mesma maneira, os alunos têm experiências, capacidades e ritmos diferentes. É necessário conhecer o aluno, ir de encontro às suas necessidades educativas. Cada aluno é um caso. Logo, não deverá predominar um modelo para todos, há necessidade de adaptar o método de ensino, estratégias, materiais... Se um aluno não aprende de determinada maneira, o docente terá de analisar qual a melhor forma de aprendizagem.
O docente deverá proporcionar oportunidades de igualdade aos alunos com diferentes capacidades, antecedentes e motivações, optando pela pedagogia diferenciada.
Quando fui estudante “jovem” predominou o modelo tradicional, a pedagogia em vigor era a de todos aprenderem da mesma maneira, muito à base do trabalho individual, e muitos dos alunos que apresentassem dificuldades mas que não tivessem algum suporte em casa, ficariam pelo caminho. Lamento, mas hoje em dia ainda vigora este modelo. É certo que não é fácil para o docente conseguir proceder a certas mudanças, mas há necessidade de as fazer. É necessário analisar as situações, refletir e proceder às alterações necessárias.
Quanto à experiência como estudante adulto já se verificaram mudanças na pedagogia, o docente funcionou como mediador, os trabalhos de grupo e de pares ganharam força em detrimento do trabalho individual e o ritmo do estudante foi respeitado.
Respeitar as capacidades e o ritmo de aprendizagem de cada criança faz a diferença!

Cantinho da CRIS disse...


Procedi ao preenchimento do questionário VARK e a pontuação foi a seguinte:

Visual: 9
Aural: 11
Leitura / Gravação: 6
Cinestésico: 9

A pontuação indica que a estratégia de estudo multimodal é a que se aplica às minhas preferências de aprendizagem. Concordo perfeitamente pois dou bastante relevância aos recursos audiovisuais que são uma forma agradável e motivante para se utilizar em sala de aula ou numa palestra. "Uma imagem vale mais do que mil palavras" e o gesto é tudo.

Sónya disse...

Questionário VARK:
Your scores were:
•Visual: 5
•Aural: 5
•Read/Write: 1
•Kinesthetic: 5

You have a multimodal (VAK) learning preference

Sendo o VARK um questionário que fornece aos utilizadores um perfil das suas preferências de aprendizagem, também posso dizer que possuo um estilo de aprendizagem misto. Isto porque gosto de aprender ouvindo, falando, analisando textos ou
estudando com ajuda de apoio visual...

Em relação à questão para estimular a discussão,a forma como fui ensinada e a maneira como aprendi nada tem a ver com a atual. Hoje em dia, as aulas são atrativas e ao mesmo tempo mais
produtivas, mantendo a concentração dos alunos e gerando um crescente aumento na
capacidade de aquisição do conhecimento. Os professores têm
domínio sobre métodos e recursos
alternativos, de forma que ensinam a mesma informação de diferentes maneiras.


Lobacho disse...

A forma de ensino que persistiu durante os meus tempos de estudante, foi a expositiva. No 4.º a nossa professora, através de competições saudáveis sobre temas apresentados em pequeno grupo, incentivou-nos para pesquisar informação em diversas fontes (manuais, enciclopédias e adultos).

Esteve quase sempre formatada para os alunos medianos ou acima da média. Aos alunos com dificuldades, pouco tempo era destinado durante as aulas, apenas lhes eram proporcionadas mais oportunidades de aplicação de conhecimentos (realização de mais testes e apresentação de trabalhos). Estivemos sujeitos a segregação em turmas de nível (turmas para os bons alunos e também de nível satisfatório e turmas para os alunos mais fracos), numa tentativa de rentabilizar a uniformização. Esta atitude estimulava a competição entre turmas, ao mesmo tempo que despoletava o efeito de pigmaleão e acentuava as diferenças.

O meu método de estudo baseava-se em resumir os apontamentos, destacando temas com cores diferentes, e ir repetindo em voz alta até conseguir decorar. Resultava para os testes e exames, mas não era aprendizagem – pouco compreendia do que decorava. Mais tarde comecei a “ensinar alunos imaginários” toda a matéria que deveria aprender – comecei a compreender melhor. Com a construção de esquemas e mapas concetuais a compreensão e memorização tornaram-se mais fáceis e rápidas.

Após ter respondido ao questionário, confirmei que os diferentes métodos de estudo/aprendizagem produziram resultados porque as minhas preferências de aprendizagem são multimodais. As sugestões que o site nos proporciona são fantásticas e úteis para desenvolver com os meus alunos.

Cidália Araújo disse...

Na minha experiência enquanto estudante, predominou um ensino em que o professor utilizava uma abordagem pedagógica uniforme para abordar os conteúdos que devia transmitir naquela disciplina, num determinado ano de escolaridade. O professor podia adotar uma ou outra estratégia mais motivadora para cativar os alunos, mas não existia a implementação de métodos que procurassem abarcar a diversidade de aprendizagens dos alunos.
Analisando os princípios orientadores do Desenho Universal da Aprendizagem, o princípio que, na minha opinião, menos foi concretizado na minha experiência como aluna até ao 12º ano foi o princípio para proporcionar modos múltiplos de acção e expressão. Apenas com a chegada ao ensino universitário, houve essa preocupação por parte de alguns docentes. Convém referir que a introdução do computador e internet na sala de aula, no meu precurso escolar, vulgarizou-se apenas quando entrei na universidade, até então o único meio multimédia que era utilizado era o vídeo. O computador e a internet, atualmente utilizados por professores em todos os níveis de ensino, são preciosas ajudas para implementar os princípios de proporcionar modos múltiplos de representação e modos múltiplos de acção e expressão.

Lili Rebelo disse...

Após a realização do “questionário VARK” obtive a seguinte pontuação:
Visual: 6;
Aural: 2;
Leitura/ Gravação: 5;
Cinestésico: 7.

Cada pessoa tem o seu método mais eficaz para aprender. Não aprendemos todos da mesma maneira!
O meu é e desde sempre foi o cinestésico. Aprendo melhor a fazer, fazendo! No entanto, quando visualizo algo também aprendo mais facilmente.

Lili Rebelo disse...

Enquanto estudante até ao ensino secundário, todos os professores sempre seguiram rigorosamente o manual, vendo-o como “sagrado”.
As aulas sempre foram expositivas e monótonas, não havia lugar para as novas tecnologias e a transição do saber sempre foi para todos, uniformizada.
Com a entrada para o ensino superior, especialização e mestrado, deparei-me que as aulas eram mais atrativas, mais visuais. Contudo continuou a predominar a uniformização para todos. Nunca houve lugar a um ensino individualizado, centrado especificamente num aluno com mais dificuldades.

Milkyway disse...

Relativamente à abordagem pedagógica que predominou na época em que fiz o primeiro ciclo do ensino básico (chamava-se na altura escola primária), posso referir que era um ensino muito expositivo e autoritário, sem qualquer preocupação pela dimensão psico-social dos alunos: os que aprendiam continuavam no sistema e os que não aprendiam reprovavam e saíam do sistema.
Atualmente, passados mais de quarenta anos, a situação é completamente diferente: a bordagem pedagógica privilegia o aluno e há uma política de inclusão, recorrendo às mais variadas tecnologias.

Milkyway disse...

Comentário aos resultados do questionário VARK:

Visual: 6
Aural: 11
Read / write: 10
Kinesthetic: 6

Após ter preenchido o questionário VARK, achei interessante porque apercebi-me do meu estilo de aprendizagem - multimodal. Por um lado, posso rentabilizar a forma como aprendo melhor, utilizando as estratégias sugeridas. Por outro lado, posso agora aperceber-me melhor dos diferentes estilos de aprendizagem dos alunos. Ao ganhar esta perceção, posso potenciar a aprendizagem de cada um deles.

Clara Monteiro disse...

Olá
Resultados do questionário VARK
Visual: 1
Aural: 7
Read/Write: 6
Kinesthetic: 8

Resultado: Tenho um multimodal (ARK) preferência de aprendizagem. Identifico-me.
Alunos cinestéticos são pessoas mais capazes de concentrarem-se e aprender quando estão em contato físico com alguma coisa.

A maneira como aprendi nada tem a ver com a atualidade. A forma de ensino que persistiu durante os meus tempos de estudante, foi a expositiva. O professor era o sujeito que detinha o conhecimento e o aluno era um mero espectador, cuja função era memorizar e reproduzir o que lheera ensinado.
Hoje em dia,felizmente as aulas são atrativas e ao mesmo tempo mais produtivas, mantendo a concentração dos alunos e gerando um crescente aumento na capacidade de aquisição do conhecimento.
Atualmente os professores têm domínio sobre métodos e recursos alternativos.

Clara Monteiro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Janete Monteiro disse...

O trabalho final do módulo 3 encontra-se disponível no seguinte endereço: https://bubbl.us/?h=208fad/421723/21b208F3XO6go&r=2036036395

Trata-se da apresentação do trabalho de Howard Gardner - Inteligência multipla.

Sonia Soares disse...

Realizei o teste VARK e os resultados foram os seguintes: Visual (7) auditivo (8) leitura/escrita (7) e cinestésico (11). O tipo de aprendizagem para mim é o multimodal. Efetivamente, para mim, o melhor meio de aprendizagem prende-se com a possibilidade de “fazer”, de ver e ouvir, não tanto de ler ou escrever. Obviamente que o teste não contempla todas as possibilidades de resposta, pelo que, acredito, que algumas respostas são forçadas entre as opções disponíveis. Por exemplo, se eu tiver tempo, posso acompanhar os turistas ao parque assim como alguém ao aeroporto ou estação. Não havendo tempo, opto por outra solução.
Globalmente, identifico-me com o gosto pelo manuseamento e realizar pessoalmente as coisas, pois leva-me à descoberta dos resultados. Também me identifico bastante com a parte visual. Mais do que ouvir ou ler, a minha capacidade de memorização visual é boa e fixo muita informação como itinerários, etc.
Achei este tipo de teste muito interessante, pois parece-me que se aproxima, muito, do tipo de aprendizagem de cada individuo.

Sonia Soares disse...

Quando iniciei as aprendizagens académicas, na escola, há cerca de 30 anos, o ensino era predominantemente teórico, expositivo e sem grande margem para discussão ou interação entre os alunos. Ainda “sofri” a pressão do conhecimento e trabalho, essencialmente, escrito e copiado. Há sempre um lado positivo em tudo, o que considero que correu melhor na altura (e hoje se desvaloriza e minimiza) é o desenvolvimento da capacidade de memorização e raciocínio. É essencial no desenvolvimento humano e parte integrante do processo de aprendizagem. Sem se memorizar não se consegue aprender conceitos teóricos que depois fundamentam a prática. Por exemplo, sem se saber de cor a tabuada, não há maneira de efetuar cálculos mentais rapidamente. Pode-se recorrer ao uso das tecnologias (que considero um bem essencial na era moderna), no entanto, o processo de memorização e desenvolvimento de cálculo e raciocínio é importante ao longo da vida e deve-se primar o seu pleno desenvolvimento. Além deste aspeto, o ensino é muito aliciante nos dias de hoje. Esta formação está-me a permitir aceder a tecnologias que podemos usar nas nossas aulas tornando-as muito interessantes e apelativas. Creio que já não se pode generalizar e dizer que o ensino é completamente expositivo, pois há, cada vez mais lugar (falo por experiência própria) a debates e discussões, partilha de informação entre professores e alunos, iniciativas em apresentar temas nas aulas (nas mais variadas formas) e tudo isto contribui para um processo de ensino- aprendizagem harmonioso, enriquecido com saberes de todos. Relativamente aos alunos com NEE, as tecnologias de hoje permitem-nos diferenciar estratégias podendo ensinar os mesmos conteúdos a grupos com necessidades educativas diferentes. Alguns alunos conseguem realizá-las num nível superior e outros num nível adaptado aos seus conhecimentos e capacidades. Resumindo, todos têm acesso ao conhecimento (através de recursos visuais, auditivos, táteis, etc.) conforme as necessidades de cada um, respeitando, aceitando e desenvolvendo as capacidades das inteligências múltiplas.

micaela pereira disse...

Boa tarde a todos!
Respondendo à questão para estimular a discussão, enquanto aluna, recordo uma presença maioritária de professores que se centravam em programas curriculares a cumprir, sendo privilegiada a componente teórica e a uniformização da aprendizagem.
A presença do estrado, onde se localizava o professor, era por si só uma forma de demonstração de poder e autoridade, onde o professor falava e os alunos ouviam sem questionar.
Não me recordo de palavras como dislexia, disortografia, ou outras mais.
No que corresponde ao atual 1º Ciclo, ainda vi resolvida ao som das 5 reguadas por erro, as questões ortográficas e caligráficas, em que chamados os pais, os professores eram incentivados e aplaudidos.
Recordo-me que o respeito, muitas vezes associado ao medo, predominava, assim como os castigos constantes e as «orelhas de burro».
Chegados ao Preparatório, os mais rebeldes e crescidos (que continuavam por ali à custa das diversas retenções) iniciavam frequentemente atos de rebeldia junto de todo ou qualquer professor que manifestasse sinais de fragilidade.
Lembro, particularmente, invasões nas salas de aula pelas janelas abertas, em que não só os professores ficavam amedrontados, como também os mais jovens. Contudo, a questão ficava rapidamente resolvida nas primeiras semanas do 1º período, porque reprovavam por faltas e iniciavam a sua vida ativa.
Chegados ao 7º ano, já tínhamos passado por um filtro, deixando os demais para trás, mas continuávamos numa mesma sala trabalhando cada um por si, afastados de quaisquer conceitos de natureza inclusiva e cooperativa.
Até as carteiras eram individuais, exceto o caso dos anfiteatros.
Nunca senti qualquer preocupação explícita relativamente a alunos com NEE.
Predominava a dicotomia: consegue/não consegue versos passa/reprova.
Quanto aos alunos portadores de deficiência, ficavam numa instituição localizada num outro extremo da própria vila, longe do nosso olhar.
Os únicos alunos que poderia associar ao atual conceito de portadores de necessidades especiais, eram os casos de saúde.
Mesmo assim, recordo uma visão teatral (senão espalhafatosa), de uma escola que parava cada vez que um jovem com epilepsia tinha um ataque. Professores em pânico… auxiliares a correr… colegas a assistir (muitas vezes de sorriso no rosto e desejando que os ataques ocorressem sempre em momentos de testes)… poucos tinham a verdadeira coragem de se aproximar e ajudar… poucos eram os jovens que com ele se relacionavam e ofereciam a sua amizade.
Se hoje tivéssemos a oportunidade de falar em inclusão, aposto que, mais do que ninguém, ele saberia responder sem qualquer hesitação.
O final desta história foi o previsível: os melhores venceram na maioria, os frustrados continuam frustrados na maioria. Poucos foram os que conseguiram contrariar as conjeturas do destino, mas felizmente alguns conseguiram. Quanto ao nosso jovem, foram várias as tentativas de suicídio, os momentos de solidão, o sentir-se rejeitado, incompreendido e revoltado, até que a morte abraçou o António Manuel. Claro que no funeral, todos tiveram muita pena do sucedido, porque «até foi sempre bom rapaz»…
Observando a atualidade, sinto que as mudanças começam a afirmar-se e são um facto incontornável. Porém, receio que continuem por aí muitos «Antónios», muitos «Manueis» e muitas «Marias», que sofrem no silêncio a incapacidade de mudarmos plenamente em benefício de todos, evitando juízos de valor, «desaprendendo» para aprender e carregando consigo a integridade de uma bagagem introspetiva, em que quero acreditar que podemos fazer a diferença, comparticipando com forças e fragilidades, ultrapassando e convergindo na diversidade.

tteresasablog disse...

O trabalho final do módulo 3 realizado em grupo por Fátima Martins e Teresa Sá.
Encontra-se disponível no seguinte endereço: http://zunal.com/teacherspage.php?w=244409

tteresasablog disse...

O trabalho final do módulo 3 realizado em grupo por Fátima Martins e Teresa Sá.
Encontra-se disponível no seguinte endereço: http://zunal.com/teacherspage.php?w=244409

tteresasablog disse...

O trabalho final do módulo 3 realizado em grupo por Fátima Martins e Teresa Sá.
Encontra-se disponível no seguinte endereço: http://zunal.com/teacherspage.php?w=244409

Filomena Menezes disse...

o trabalho elaborado por mim e pela Jessica Barros para o módulo III encontra-se em :

https://sites.google.com/site/webquestjessicafilomena/home

Atentamente
filomena menezes

Ana Figueiredo disse...

Durante o meu percurso académico do 1º ao 12º ano de escolaridade predominou a uniformização para todos, onde o professor era o sujeito central do processo de ensino e aprendizagem, transmitia os conhecimentos de forma expositiva e os alunos deveriam assimilar os conteúdos. Contudo em disciplinas teórico-práticas com por exemplo, Ciências da Natureza, Físico-química e Biologia por vezes tínhamos a possibilidade de colocar hipóteses, experimentar e de verificar através da realização de atividades experimentais.
No ensino superior, licenciatura e mestrado, embora também ocorressem aulas expositivas, os professores transmitiam os conteúdos de uma forma sucinta, efetuando uma abordagem superficial. Enquanto nós, alunos, tínhamos um papel ativo de procurar, consultar, pesquisar mais informação sobre a temática e apresentá-la ou efetuar trabalhos relativamente à mesma.
Neste nível de ensino, alguns professores também se preocupavam com as dificuldades/ capacidades de cada um. Uma vez que se disponibilizavam para reunirem-se connosco, a fim de nos orientar e de nos aconselhar relativamente aos aspetos a melhorar. Estes momentos de trabalho em conjunto verificavam-se principalmente durante a prática de ensino supervisionada, na preparação e após as regências de aula com a autorreflexão, reflexão do professor cooperante e do professor supervisor.

Ana Figueiredo disse...

Resultados obtidos no questionário VARK:

Visual: 10
Aural: 4
Read/Write: 7
Kinesthetic: 7

Perfil de aprendizagem: multimodal

Enquadro-me nas características do perfil multimodal, na medida que consoante a situação tenho preferência por ocasiões/documentos visuais, escritos, cinestésicos ou orais.
Considerei bastante interessante o questionário VARK assim como os Princípios Orientadores do UDL - Lista do Professor, isto porque nos alertam para questões relevantes e nos indicam formas de agir e de aperfeiçoar o desempenho profissional docente. No sentido de proporcionar aprendizagens significativas e diversificadas para os alunos, promovendo assim a construção de conhecimentos de forma agradável e com a motivação fundamental para a aprendizagem.

José Almeida disse...

Bom dia.
Na minha experiência como aluno predominou o método expositivo, em que o ensino era uniformizado para todos os alunos na sala de aula. Esta forma de ensinar não contempla as dificuldades individuais dos alunos.
Para construirmos uma escola verdadeiramente inclusiva, é necessário implementar-mos medidas que dignifiquem “todos” os alunos, independentemente da sua condição social, económica, cultural e das suas necessidades educativas. Uma escola que respeita a diversidade deve reger-se por normas e currículos que não discriminem as diferenças de cada um.
A escola, para além de educar, deve valorizar as características de cada indivíduo e assim responder às suas necessidades individuais e sociais, devendo para isso aplicar uma pedagogia diferenciada.

Ana Rangel Santos disse...

Ao longo do meu percurso escolar a abordagem pedagógica dominante foi a uniformização para todos, sem grande preocupação com as dificuldades/capacidades de cada um. O professor "dava" a aula - está dado ! Quem aprendia, ótimo. Para os outros,... azar! Mas também para quem era mais rápido, conseguia atingir os objetivos com mais facilidade, não era melhor porque não havia estimulação.

Esta minha experiência faz com que não só me preocupe com os alunos com dificuldades mas também em estimular aqueles que conseguem bons resultados e que, atualmente, são tantas vezes esquecidos.

Joana Teixeira disse...

A meu ver o método utilizado ao longo de todo o meu percurso escolar, foi sempre uniformizado, ou seja, sempre se baseou na exposição teórica e expositiva dos conhecimentos. Considero que não houve uma adaptação dos modelos de aprendizagem aos diversos alunos, desprezando as dificuldades que fossem sentidas.
Na minha opinião, o meio sociodemográfico e económico contribui em grande parte, a par da influência genética, no desenvolvimento e na supremacia de uma das inteligências de Gardner. Esta teoria é importante, na medida em que permitiu verificar diferentes tipos de inteligências e a par disso, melhores métodos de aprendizagem adequados às pessoas com predomínio em diferentes inteligências. Assim, esta teoria permiti o desenvolvimento da educação de cada um, se forem utilizados métodos eficazes com as pessoas com predominância em determinada inteligência, os resultados escolares serão diferentes, para melhores.

Elsa Videira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Patrícia Bermonte Melo disse...

Estive a ler todos os comentários referentes à questão sugerida para estimular a discussão neste módulo e de facto há pouco a acrescentar, no entanto a minha reflexão esta semana inicia-se na análise dos resultados do questionário VARK (visual, aural, read-write e kinesthetic), onde concluí que o meu estilo de aprendizagem é preferencialmente visual. Tomei consciência que é importante sermos conhecedores do estilo de aprendizagem dos nossos alunos, de forma a podermos valorizar e diversificar as estratégias, promovendo assim o máximo do seu potencial e o máximo de sucesso. Esta situação, ao logo dos tempos, e quando penso na escola, sinto que os professores do ensino regular têm tido dificuldades em sair do registo do padrão uniformizado de ensino, do cumprimento dos programas, da gestão rigorosa dos tempos. Sinto que deveria haver um reforço na mudança e na inovação educacional, um investimento rigoroso na formação de professores, dotando-lhes de mecanismos e ferramentas para que os professores ou as escolas possam implementar os princípios preconizados no desenho universal da aprendizagem. Desta forma ultrapassar a barreira que levanta obstáculos à aprendizagem, pois não só os alunos que se encontram nas margens, sobredotados ou com incapacidade ou deficiência, ficam mais vulneráveis, bem como os «medianos» podem não ver as suas necessidades contempladas. Não se iludam, para a escola do séc. XXI, não basta ter o domínio das novas tecnologias, nem ser conhecedor das matérias a ensinar, mas é necessário repensar e dominar o processo de aprendizagem atender às necessidades de todo o tipo de alunos, que cada professor foque a atenção nos recursos mais adequados ao perfil de aprendizagem dos seus alunos. Isto é muito importante se ainda tivermos em consideração que há diferentes inteligências, uma grande variedade de habilidades cognitivas humanas que podem ser estimuladas. É a Teoria das Inteligências Múltiplas de Howard Gardner e nem todos somos iguais e aprendemos da mesma maneira. O professor do séc. XXI deve conseguir permitir aos alunos uma abordagem pessoal às atividades de aprendizagem e demonstrar o que sabem de diferentes maneiras, bem como criar condições para os alunos se envolverem e manterem o interesse, favorecendo o perfil intelectual individual. Já agora, gostei muito de ver o vídeo das colegas de Educação Especial do Agrupamento de Escolas de Sande.

Carlota Dias disse...

As inteligências múltiplas são de facto um importante contributo para o design da aprendizagem. Sou apologista da realização de testes de inteligência numa fase inicial do desenho da apremdizagem. Os resultados obtidos serão os alicerces do desenho, isto é, a definição das metodologias de trabalho, das ferramentas e criação/escolha dos recursos terão as diferentes inteligências como ponto de partida. :)

Elsa Videira disse...

Olá a todos...
Relativamente à questão para reflexão, gostaria de iniciar a análise sobre a minha fase de estudante a frequentar o liceu.
Nos dois primeiros anos de liceu, o ensino era muito centrado no professor, as aulas eram expositivas, nós, os alunos tínhamos um papel passivo apenas podíamos intervir quando solicitados. Todo o ambiente à volta era muito uniformatizado e austero (usávamos bata preta, gola branca engomada e cinto branco ou vermelho), também tínhamos um equipamento específico para a aula de Educação Física (camisola branca, saia e calções azuis.
Refletindo agora um pouco sobre este ambiente, o professor era convidado a ter um olhar igual para todos, regra a excepção daquele que conseguia ver nos olhos dos alunos, um interior diferente.
Recordo o meu primeiro diretor de turma que se preocupou comigo porque seria eu tão calada e questionou a minha mãe como encarregada de educação. Foi sem dúvida o professor que me ajudou a crescer como pessoa.
Após “ o 25 de abril, “ grandes mudanças ocorreram, desde o ambiente quanto à organização do espaço, da constituição das turmas, da alteração do vestir, podermos usar todas as cores…
As turmas passaram a ser multiculturais tínhamos colegas dos dois sexos, colegas de África…
Os professores dinamizavam as aulas, não só com os manuais mas utilizavam o retroprojector, aulas práticas no laboratório e eram aulas interativas. O espaço do recreio passou a ser utilizado o do centro do liceu onde se ouvia música e se conversava. Havia grandes jogos no ginásio, onde vinham outras equipas de outras escolas, havia movimento e interação.
No final de cada período, a minha turma realizava momentos de dramatização, onde nós imitávamos alunos e professores e hoje reflito que era um grande momento de avaliação quer para o aluno quer para o professor.
Analisando agora, a fase de professora de educação especial começo pela reflexão do questionário WARK, que achei interessante e pertinente, no sentido que foi um elemento proporcionador de reflexão sobre o meu posicionamento, face à educação que dou aos meus alunos.
Os resultados obtidos foram os seguintes:
• Visual – 7
• Auditivo – 3
• Leitura/Escrita – 3
• Cinestésico – 3
Sendo uma prova evidente da minha valorização pela preferência da aprendizagem visual e que faço parte da categoria Multimodal.
Assim, poderei utilizar várias categorias em simultâneo para potenciar a minha aprendizagem e a dos meus alunos.
Esta abordagem Multimodal gera dinâmicas diversificadas no contexto de aprendizagem, tornando mais favorável o desenvolvimento de todos os alunos e deste modo proporcionar um acompanhamento adequado ao perfil de funcionalidade de cada um.

Margarida Moura disse...

Em relação à questão proposta para discussão neste módulo:
A maior parte da minha formação académica de base foi feita durante o meado dos anos sessenta estendendo-se até aos meados da década de setenta do século passado. A pedagogia utlizada era toda centrada no professor, este perante a turma ensinava como se esta fosse um só aluno.
Durante este período:
• De 1965 -1970, aumenta a escolaridade obrigatória, para 6 anos, estendendo-se a ambos os sexos, mas os “que não tinham cabeça para estudar”, chegavam à quarta classe abandonavam a escola com ou sem o exame feito. Durante o percurso escolar quando apresentavam dificuldades o professor era quem muitas vezes aconselhava o pai/mãe a “pôr o filho aprender uma profissão”. Quanto aos deficientes nesta época, apesar de nascer um forte movimento associativista de pais de crianças deficientes, a sua integração não passava de primeiras experiências, e era em regime de sala de apoio.
• De 1970 – 1974 – aumenta a escolaridade obrigatória, de 6 para 8 anos, mas não é consagrada a gratuidade deste ensino, o material didáctico continua a ser o mesmo livro, quadro e giz…. Quanto às experiências de integração são muito incipientes. Foi necessário esperar pela Publicação da lei de Bases do Sistema Educativo Português (1986); e pelo Decreto-Lei n.º 35/90, de 25 de Janeiro.
A partir de 1974 com as mudanças políticas e abertura a novas ideologias e a consequente mudança das conceções acerca das filosofias de educação, e os tratados internacionais que apontam a escola para todos, que visam a inclusão dos alunos com Necessidades Educativas especiais que abarca todos os alunos cujas necessidades educativas:
- decorrem de uma causa orgânica ou biológica identificada. (ex: surdos, cegos….)
- não parecem residir numa causa orgânica, nem num factor de desvantagem social. (ex: dislexicos)
- decorrem de factores sócio-económicos, culturais ou linguísticos. (ex: imigrantes)
Estas crianças e jovens com necessidades educativas especiais devem ter acesso às escolas regulares, que a elas se devem adequar através duma pedagogia centrada na criança, capaz de ir ao encontro destas necessidades. (declaração de Salamanca)
Assim a pedagogia centrada no conhecimento do professor dá lugar a uma pedagogia de construção do conhecimento, com enfoque nos processos de aprendizagem e da sua relação com os fatores ambientais.
Já respondi ao questionário VARK, que achei bastante interessante. Os meus resultados foram os seguintes:
Visual: 5
Aural: 5
Leitura / Gravação: 10
Cinestésico: 4 Você tem uma forte preferência de aprendizagem de leitura / gravação.

Use as seguintes helpsheets para estratégias de estudo que se aplicam a sua preferência de aprendizagem:

leitura e escrita
Pelos vistos, e eu concordo plenamente o meu caminho para aprendizagem é pela leitura e escrita. Gostei das "dicas/orientações".

Paula Silva disse...

Boa tarde
Fiz o meu teste e o resultado foi o seguinte:
Visual: 0
Aural: 5
Read/Write: 6
Kinesthetic: 5
You have a multimodal (ARK) learning preference.

Quer isto dizer que sou multimodal ou seja tenho tendência a utilizar vários meios para a minha aprendizagem.
Isto é verdade porque no meu dia a dia recorro a várias estratégias para me guiar assim como em relação aos meus jovens/alunos. Para os ensinar uso várias estratégias falo, escrevo faço esquemas e uso computadores com imagens, filmes, vídeos... o que for necessário para os cativar e ao mesmo tento ensinar.
No meu tempo de estudante tive professores que me cativaram mais pelas suas técnicas pois não eram tão maçadores como os mais antigos que só liam e falavam e muitas vezes os jovens já estavam fartos e desligavam(eu). Hoje com as novas tecnologias a maioria usa estratégias que ajudam o jovem a ficar com atenção ao tema pois usam estas novas estratégias que chamam mais a atenção visual, auditiva...e por ai fora.
Claro que cada um tem o seu estilo mas acho que apesar disso temos de ter em conta a tendência dos alunos para melhor os cativar para a matéria em questão.

Nuno Correia disse...

A minha metodologia de ensino regeu-se inicialmente pela forma como fui ensinado, depois fui, ao longo do tempo, adotando novas técnicas e métodos de trabalho. Considero ser difícil abandonar algumas das metodologias aprendidas, pois fomos quase “subjugados” a aprender assim. A minha capacidade de memorização era e é, atualmente, bastante limitada, pelo que sempre procurei compreender e encontrar lógica nos conteúdos lecionados, procurando construir raciocínios e inventar técnicas que me auxiliassem na memorização.
Considero que a memorização é importante, pois poupa-nos tempo (não necessitamos “quase de raciocinar”), veja-se o caso da tabuada, mas a aprendizagem assente em bases sólidas, onde seja cultivado o raciocínio e a experimentação permite encarar os novos conhecimentos de uma perspetiva mais segura e crítica.

Relativamente ao questionário The VARK os meus resultados foram os seguintes:
• Visual: 2
• Aural: 4
• Read/Write: 4
• Kinesthetic:5
You have a multimodal (ARK) learning preference.

Isabel Santos disse...

Na minha prática letiva desenvolvo atividades interativas com os alunos de forma a motivar e a potenciar a sua aprendizagem. Já aplico algumas das sugestões aqui referidas melhorando assim os resultados.

Quanto ao questionário vark os resultados foram os seguintes;
•Visual: 2
•Aural: 8
•Read/Write: 3
•Kinesthetic: 3

Maria Silva disse...

Resultados do questionário VARK:
. Visual-3
. Aural-10
.Leitura/gravação- 9
. Cinéstico-10

Tenho uma preferência multimodal (ARK).

No meu dia a dia as estratégias de aprendizagens que utilizo são diversificadas. Por vezes para resolver um problema necessito de elaborar um esquema outras vezes só necessito de o ler para entender como será a sua resolução...
A diversidade de métodos é sempre o melhor caminho para a aprendizagem!

micaela pereira disse...

Boa tarde!

Os resultados obtidos no questionário VARK são:
Visual: 6
Aural: 10
Read/Write: 8
Kinesthetic: 8

Assim como a maioria dos colegas, tenho um perfil de aprendizagem multimodal.

Maria Silva disse...

Que reflexões faria sobre a sua experiência como aluno(a)/estudante na forma como foi ensinado e aprendeu? Que abordagem pedagógica predominou – uma uniformização para todos ou uma preocupação com as dificuldades/capacidades de cada um?

Nas salas de aulas às quais pertenci como estudante, no básico e secundário, aprendi essencialmente por transmissão oral. Os trabalhos de pesquisa foram muito pouco! As visualizações em acetato também e os trabalhos práticos idem. Predominava como abordagem pedagógica a uniformização do ensino inclusivê para um aluno com dificuldades auditivas. Contudo ressalvo que este aluno tinha apoio pedagógico acrescido às disciplinas de matemática e português. No ensino superior o ensino centrou-se em mim enquanto aluna. O professor era o orientador. A minha aprendizagem era essencialmente baseada em trabalhos de pesquisa. Utilizava as estratégias que melhor se adequavam enquanto aluna.

Birgita Solange Santos disse...

O Design Universal tem como finalidade a igualdade de oportunidades de cada um participar na vida em sociedade. Para alcançar este objetivo é necessário que os edifícios, as acessibilidades urbanas, os produtos que se utilizam no dia a dia, os serviços e a informação, isto é, tudo esteja concebido e adaptado para que possa ser utilizado por todas as pessoas.
No meu tempo de estudante, o modelo usado foi a uniformização, até mesmo na roupa. Todos tínhamos de usar a bata. Ao professor esforçava-se para que os alunos estivessem calados e quietos. E ainda usavam a dita "régua" para os castigo ou para quem não fizesse os trabalhos de casa.

Os resultados do questionário VARK (guia de estilos de aprendizagem):
Visual: 5
Aural: 9
Leitura / Gravação: 9
Cinestésico: 5
Eu tenho multimodal (AR) preferência de aprendizagem.

Ao ter várias preferências são a maioria, já que cerca de 60% de qualquer população se encaixa nessa categoria. Várias preferências são interessantes e variadas. Por exemplo, posso ter duas fortes preferências: visual e auditiva (VA) ou de leitura / gravação e cinestésicas (RK), ou posso ter três fortes preferências como VAR ou ARK.
Assim, várias preferências dá opções de dois, três ou quatro modos de usar para o meu aprendizado e para a minha interação com os outros. Reações positivas significa que as pessoas com preferências multimodais optam por combinar ou alinhar significativamente o seu modo para os outros que estão ao seu redor.

Helena Feijão disse...

Boa tarde

Apesar de muitas investigações que mostram a importância das inteligências múltiplas e da inteligência emocional ao em vez do QI o nosso sistema de ensino baseia-se numa politica de sucesso de confrontação de conhecimentos. Os currículos e os tempos exigidos remetem para um ensino diretivo, no qual os alunos com capacidades de aprendizagem atingem níveis de sucesso, já os alunos com necessidades educativas especiais revelam dificuldades. Assim o nosso papel de professores de educação especial reveste-se de maior importância possibilitando estratégias diferenciadas com recurso a ferramentas apelativas que possibilitem o desenvolvimento das inteligências múltiplas para a promoção da aprendizagem.Um ensino que potencie as inteligências múltiplas vai mais além do que a preparação para os estudos superiores, aspira acima de tudo a preparação para a vida...
Pendo que também é importante referir alguns cuidados a ter nesta introdução de ferramentas web na educação, pois os alunos com NEE por si só já apresentam uma carga cognitiva interna devendo os professores selecionar e preparar recursos que sejam realmente auxiliares no processo reduzindo a carga cognitiva externa como preconiza por John Sweller. Também é importante conhecer os princípios da teoria da aprendizagem multimédia de Mayer que nos ajudam a selecionar ou a criar recursos de qualidade no apoio ao processo de ensino e aprendizagem.

Marília Pereira disse...

Boa tarde

No meu tempo de aluna, no ensino correspondente ao básico e ao secundário, predominou o modelo expositivo de aulas, em que o aluno ouvia, escrevia e assimilava ou memorizava. Quem tinha mais facilidade em aprender com este tipo de estratégias obtinha melhores resultados. No meu caso, conseguia aprender compreendendo e a partir daí memorizava os conteúdos. Assim, tinha mais dificuldades nas disciplinas associadas às ciências exatas, nas quais possuía maiores dificuldades ao nível da compreensão, dado que a maioria dos professores não tinha a preocupação de contribuir para a compreensão dos conteúdos por parte de todos os alunos. A atividade pedagógica destes professores considerava apenas um grupo de alunos padrão com determinadas caraterísticas e uma forma específica de aprender. Atualmente, existe uma maior preocupação com a diferenciação e a diversificação pedagógicas, tendo em conta não só as suas caraterísticas individuais, como também os fatores ambientais/culturais. No entanto, é um processo difícil, pois os grupos turma são cada vez mais heterogéneos.

Ana Rodrigues disse...

Ao longo dos meus anos de aluna, encontrei um tipo de ensino uniforme. Era um ensino adequado à forma de aprender da grande maioria dos alunos presentes na sala de aula. Atualmente, o educador/ professor tem vindo a individualizar o ensino, tendo a preocupação em variar os métodos de ensino facilitando a aprendizagem dos alunos. É essencial o educador apresentar os conceitos de diferentes formas. A exposição variada dos conteúdos, o aluno assimila melhor o assunto, sendo capaz de pensar nele de variadas formas, aproveitando assim as nossas inteligências múltiplas.
Ao contrário de quando alguém fica restrito a única forma de conceito, a sua compreensão é mais restrita.
O ensino que respeita as inteligências múltiplas dos alunos facilita a inclusão dos alunos com nee. A pluralidade de formas de ensino, torna o ensino mais individualizado e acessível a todos.

Ana Rodrigues disse...

Boa tarde,

Visual: 4
Aural: 8
Read/Write: 10
Kinesthetic: 4

You have a multimodal (AR) learning preference.

Antes de realizar este teste, tinha refletido sobre qual a inteligência que utilizaria mais, e conclui que não tinha nenhuma mais dominante.
Realmente, quando estou a adquirir uma aprendizagem nova, procuro variadas fontes de informação. Assim como quando estou a desenvolver um conceito aos meus alunos, tendo a utilizar diversos materiais, e métodos de aprendizagem.

Cumprimentos e bom trabalho para todos

Marília Pereira disse...

Respondi ao questionário Vark, e achei-o tão interessante que já o disponibilizei a amigos e familiares para o experimentarem.

Os meus resultados do questionário Vark:
Visual: 6
Aural: 4
Read/Write: 9
Kinesthetic: 6

“You have a mild Read/Write learning preference”
Sempre necessitei de criar os meus próprios apontamentos organizados por temas e tópicos e com esquemas. No meu dia-a-dia e atividade profissional, para mais facilmente me orientar, necessito de registar e fazer listas. Considero que desta forma me consigo estruturar mais facilmente. Detesto memorizar o que leio num livro. Para aprender necessito de sintetizar a informação e convertê-la em dados por mim criados refletindo a sua compreensão. No entanto, os aspetos visual e espacial também são importantes – frequentemente consigo recordar-me de determinada informação porque está associada a alguns elementos visuais ou espaciais.

Luciana Gomes Bettencourt disse...

Já alguns ano me preocupo profundamente com o estilo de aprendizagem de cada aluno que tenho, sei que cada individuo tem um jeito próprio de aprender e que cada jeito depende de formas diferenciadas para que aprendizagem realmente ocorra.
A cerca de 12 anos atrás participei de algumas palestras oferecidas aos professores, onde o tema era principalmente despertar para esses diferentes estilos, e clarificar cada um, ao ponto de conseguirmos percebe-los nos alunos, podendo assim ajudá-lo em sua compreensão.
A partir dessas palestras e materiais adquiridos, a preocupação na hora do planejamento acentuou-se principalmente no cuidado em estar planificando aulas, onde os conteúdos possam atingir todos os estilos de aprendizagem.
Nos finais dos anos 70 inicio de 80 quando frequentava os primeiros anos do ensino fundamental, o único método utilizado era o tradicional. Os recursos existentes eram a lousa e o giz, o material das crianças limitavam-se em caderno e lápis. Era a época das reprovações onde os alunos que não eram capazes de aprender o conteúdo destinado para aquele ano, eram então destinados a rever o mesmo conteúdo no ano seguinte, e, aprender aquilo que não foi capaz de aprender no ano anterior.
Já nos útimos anos do fundamental, já havia alguns recursos a disposição nas salas, como televisores, flanelografos, cartazes, teatros, músicas, o que já impulsionavam e motivavam as aulas, e certamente já faziam a diferença e consequentemente atingiam mais alunos que porventura precisavam de meios diferentes dos visuais.
Felizmente não tive problemas com o aprendizado, sendo filha de educadora e sempre a presença de uma prima nos meus deveres, para esclarecer as dúvidas. Também fui favorecida por em casa livros, tesouras, revistas, jornais, jogos, vídeos, meus pais faziam questão de irmos ao cinema, teatro, feiras, enfim sempre tive contato com uma diversidade cultural e apoio curriculares o que me permitiu concluir os estudos sem problemas.
Já na graduação senti falta de indicações de recursos extras, e principalmente de apoio investigativo, o que sinto é que não foi aproveitado o potencial nem o interesse que eu tinha pelo conhecimento, além do que a sala de aula oferecia.
Até hoje corro atrás de novos conhecimentos e recursos que possam melhorar e diferenciar a rotina em sala de aula, na intenção de oferecer os caminhos para o conhecimento, também como utilizarem-se dos recursos adequados para alcança-los. Quando me inscrevi neste curso não imaginava o potencial que poderia oferecer, estou deslumbrada coma riqueza de recursos e informações, muito satisfeita como que oferece. Obrigada por oferecer essa riqueza que pra mim não tem preço.

Luciana Gomes Bettencourt disse...

Sua pontuação foram:
• Visual: 2
• Aural: 5
• Leitura / Gravação: 4
• Cinestésico: 5
Estratégias de estudo cinestésicas

Meu estilo de aprendizagem foi cinestésico a partir do teste realizado.
Fiquei muito satisfeita pelas dicas de quais são os meios que posso utilizar para que meu aprendizado seja mais eficaz.
Realmente é um estilo que precisa “por a mão na massa” para aprender, muitas vezes senti um pouco de dificuldade para compreender quando a exposição do conteúdo era somente visual e não conseguia ilustrar na mente o texto lido.
É de fundamental importância a identificação do estilo próprio de cada um, sendo assim possível buscar meios e recursos que são os indicados para que a aprendizagem ocorra.
Muitas vezes vimos alunos com dificuldade de aprendizado e culpa-se o aluno e até julga-se sendo incapaz, não havendo a preocupação de investigar o que acontece. As vezes modificar a forma, os recursos, são suficientes para o entendimento. Hoje em dia há uma preocupação muito grande voltada para o desenho universal de aprendizagem, buscando e valorizando as estratégias para que ultrapassem as barreiras no ambiente de ensino, buscando atender toda diversidade de alunos, oferecendo um planeamento voltado a essas diversidades, com objetivos os métodos, materiais e avaliações de forma que atinjam a necessidade de cada um.
A importância de se conhecer os diferentes estilos de aprendizagem e se apropriar de um desenho universal de aprendizagem é que a partir disso o planeamento anual fundamenta-se em teorias e pesquisas voltadas para educação, direcionando o plano de aula e atividades nas diversidades com a finalidade de que o conhecimento alcance a todos.

E-PORTEFÓLIO-SÃOMONTEIRO-MOOC INCTEC-2014 disse...


Da minha experiência como aluna, recordo um ensino extremamente uniformizado, com aulas longas e expositivas, em que o professor se limitava a debitar matéria e os alunos ouviam e escreviam. Não havia uma relação de proximidade entre professor/aluno e não existia também a preocupação com as dificuldades de cada um. A diversificação de estratégias não existia.

Relativamente ao questionário VARK, os meus resultados foram:
-Visual : 3
-Aural: 6
-Leitura / Gravação: 1
-Cinestésico: 8
Integro assim os 60%da população em que a sua forma de aprender é “multymodal”.

Maria Fernanda disse...

Enquanto alunos iniciámos a escolaridade na década de 70, não existia diferenciação pedagógica, diferenciação de conteúdos, de avaliação ou de contextos. Fomos alvo do ensino tradicionalista onde o papel era centrado no professor e no saber. O papel do aluno/a era ouvir, memorizar e repetir.
Predominou a abordagem oralista de transmissão de conhecimentos em que, enquanto aluno/a, apenas ouviamos, executávamos/repetiamos/transcreviamos, no lugar ou no quadro, exercícios escolhidos pela professora.
A abordagem pedagógica expositiva estava presente, os sabers eram estanques e delimitados por áreas de saber, onde se preveligiava o Português e a Matemática.
Existia uniformização para todos, todos faziam o mesmo e ao mesmo tempo.
As dificuldades de cada um eram expostas/divulgadas na turma. As dificuldades eram supridas por iniciativa da professora, em grupo dos fracos, fora do horário escolar e de forma gratuita, normalmente em casa da professora. Repetia-se o que tinha sido dado e treinava-se para preparar para o exame.

Anabela Triguinho disse...

Tal como a colega Delfina diz, comigo, aconteceu o mesmo, os meus pais na altura do 25 de abril emigraram e fiz o ensino primário no estrangeiro na Alemanha, quando os meus pais regressaram a Portugal, tive grandes dificuldades em adaptar ao ensino Português, sem ajudas por parte dos professores (apoios diretos), os meus pais é que se preocupavam em pedir ajuda fora da escola, só assim consegui ultrapassar as minhas dificuldades.
Recordo-me de ter grandes dificuldades no Português, tanto na oralidade como na escrita, e não existia grande preocupação nas minhas dificuldades de aprendizagens ou diferenciação pedagógica, o meu pai chegou a pedir na escola que me fosse dado mais horas de português (horas essas de apoio), mas nunca me foi dado qualquer apoio. Foi muito complicado nessa altura, isto no 1º ano que cheguei a Portugal, depois com o passar dos anos, é claro que fui ultrapassando as dificuldades.
Nessa altura também me recordo que muitos dos colegas de turma iam desistindo do ensino, ou pelo menos deixavam de aparecer. Pois nessa altura existiam muitas dificuldades económicas e alguns teriam que ir trabalhar para ajudar os pais.
A maneira como aprendi nada tem a ver com a atualidade. A forma de ensino que persistiu durante os meus tempos de estudante, foi a expositiva. O professor era o sujeito que detinha o conhecimento e o aluno era um mero espectador, cuja função era memorizar e reproduzir o que lhe era ensinado.
Hoje em dia, felizmente as aulas são atrativas e ao mesmo tempo mais produtivas, mantendo a concentração dos alunos e gerando um crescente aumento na capacidade de aquisição do conhecimento.
Atualmente os professores têm domínio sobre métodos e recursos alternativos.
Perante os resultados obtidos no questionário VARK, cheguei à conclusão de que a minha modalidade de aprendizagem é, afinal, Multimodal, tal como acontece com a maioria da população mundial.
Pontuação:
• Visual: 2
• Aural: 6
• Leitura/Escrita: 5
• Cinestésico: 3

Anabela Triguinho

Isabel Claro Fonseca disse...

No tempo em que fiz o ensino básico, liceal e a quando da minha formação como educadora de infância, o professor era um mero transmissor de saberes e o aluno era passivo. Ensinavam para todos da mesma forma independentemente dos seus contextos sócio económicos, das suas dificuldades e das suas competências.
Sou da opinião que no processo ensino/ aprendizagem o professor deva assumir um papel reflexivo colaborativo orientador e sistematizador dos conhecimentos adequando as sua metolologias e gestão currícular às características individuais dos alunos.
A apreciação feita à teoria das múltiplas inteligências é que existem talentos diferenciados para atividades específicas.
Gardner atribui à escola duas funções essenciais: modelar papéis sociais e transmitir valores. “A missão da educação deve continuar a ser uma confrontação com a verdade, a beleza e a bondade, sem negar as facetas problemáticas dessas categorias ou as discordâncias entre diferentes culturas”, o trabalho de Gardner favorece uma visão integral de cada indivíduo e a valorização da multiplicidade e da diversidade na sala de aula.
Para Gardner, cada indivíduo nasce com um vasto potencial de talentos ainda não moldado pela cultura, o que só começa a ocorrer por volta dos 5 anos. Segundo ele, a educação costuma errar ao não levar em conta os vários potenciais de cada um. Além disso, é comum que essas aptidões sejam sufocadas pelo hábito nivelador de grande parte das escolas. Preservá-las já seria um grande serviço ao aluno. “O escritor imita a criança que brinca: cria um mundo de fantasia que leva a sério, embora o separe da realidade”, diz Gardner.
Estando eu a leccionar um curso profissional nível III, com alunos com características e capacidades diferenciadas é verificável teoria das múltiplas inteligências particularmente na componente prática.
A minha actividade está alojada:
http://prezi.com/jby7bwmenklx/inteligencias-multiplas/

Relativamento ao resultado do questionário VARK multimodal (VRK) learning preference.Considero-me uma pessoa que utiliza todos os canais de informação para a minha aprendizagem.

Lurdes Martins disse...

Olá Boa tarde

Foi a primeira vez que realizei o questionário VARK e os resultados foram os seguintes:
Visual – 4
Aural – 4
Read/write – 6
Kinesthetic – 3
Muitas vezes me tinha interrogado qual seria o meu estilo de aprendizagem e tinha concluído ser o que recorria a recursos visuais, pois sempre usei Power point’s, esquemas, textos, … entre outros. A via auditiva não era muito predominante pois apesar de ouvir sentia necessidade de escrever e de ler.
Depois de fazer este questionário VARK, verifiquei que as vias predominantes são a “read/write”.

Sou professora há cerca de 31 anos e a escola onde andei era fundamentalmente teórico, expositivo e sem grande margem para discussão ou interação entre os alunos. Ainda “sofri” a pressão do conhecimento e trabalho, essencialmente, escrito e copiado. Há sempre um lado positivo em tudo, o que considero que correu melhor na altura (e hoje se desvaloriza e minimiza) é o desenvolvimento da capacidade de memorização e raciocínio. É essencial no desenvolvimento humano e parte integrante do processo de aprendizagem. Sem se memorizar não se consegue aprender conceitos teóricos que depois fundamentam a prática. Por exemplo, sem se saber de cor a tabuada, não há maneira de efetuar cálculos mentais rapidamente. Pode-se recorrer ao uso das tecnologias (que considero um bem essencial na era moderna), no entanto, o processo de memorização e desenvolvimento de cálculo e raciocínio é importante ao longo da vida e deve-se primar o seu pleno desenvolvimento. Além deste aspeto, o ensino é muito aliciante nos dias de hoje. Esta formação está-me a permitir aceder a tecnologias que podemos usar nas nossas aulas tornando-as muito interessantes e apelativas. Creio que já não se pode generalizar e dizer que o ensino é completamente expositivo, pois há, cada vez mais lugar (falo por experiência própria) a debates e discussões, partilha de informação entre professores e alunos, iniciativas em apresentar temas nas aulas (nas mais variadas formas) e tudo isto contribui para um processo de ensino- aprendizagem harmonioso, enriquecido com saberes de todos. Relativamente aos alunos com NEE, as tecnologias de hoje permitem-nos diferenciar estratégias podendo ensinar os mesmos conteúdos a grupos com necessidades educativas diferentes. Alguns alunos conseguem realizá-las num nível superior e outros num nível adaptado aos seus conhecimentos e capacidades. Resumindo, todos têm acesso ao conhecimento (através de recursos visuais, auditivos, táteis, etc.) conforme as necessidades de cada um, respeitando, aceitando e desenvolvendo as capacidades das inteligências múltiplas.

Nádia Afonso disse...

Relativamente ao método de ensino, a minha experiência enquanto aluna passou
O método de ensino ao qual fui submetida durante a maior parte do meu processo formativo passou essencialmente pelo método expositivo. Subjacente aos meios de apresentação dos conteúdos programáticos através deste método esteve a uniformização, não existindo preocupação/adaptação às especificidades de potencialização da aprendizagem de cada um.

Os resultados que obtive no questionário são os que se seguem:
Visual: 5
Aural: 7
Read/Write: 9
Kinesthetic: 6

De facto, o meu método preferencial de aquisição de conhecimento é através da leitura e da escrita pelo que os métodos de ensino a que fui sujeita até hoje não estão desaquados a mim. Não obstante, não tenho qualquer dúvida que estão desadequados a muitos colegas que conheci ao longo do meu percurso escolar e que estes aspectos ainda carecem de preocupação/sensibilização/adequação por parte dos agentes responsáveis.

Maria Carvalho disse...

Após o preenchimento do questionário VARK os meus resultados foram os seguintes:
Visual 5
Aural 10
Read/Write -4
Kinesthetic -13

De acordo com os resultados o meu multimodal (AK) de aprendizagem é tendencialmente cinestésico embora também se destaque o aural.
Revendo o meu percurso escolar identifico-me com os resultados neste questionário. Lembro-me que conseguia aprender melhor se o professor desse exemplos e recoresse a demonstrações e exemplos práticos.Tais demonstrações se fossem acompanhadas de explicações detalhadas eu aprendia melhor.
Creio que as questões em debate neste módulo poderá levar-nos a questionar a nossa prática em sala de aula e a uma melhor compreensão da forma se aprendizagem dos alunos. Tendo em conta que cada aluno aprende de forma diferente, logo a abordagem dos conteúdos junto dos alunos deveria ter isso em conta. O professor deveria ter presente isso mesmo, daí que a construção de recursos a utilizar em sala deviam ser pensados em função destes estilos de aprendizagem de forma a todos os alunos aprendessem e tivessem sucesso nas suas aprendizagens.
As mudanças já acontecem em muitas salsa de aula fruto de debates e reflexões acerca desta temática. dos alunos.
Todos nós temos potencial para a aprendizagem, apesar de a realizarmos de forma diferente, todas são importantes e a sua exploração/desenvolvimento faz toda a diferença no caminho da aprendizagem pessoal, social e académica.
Contudo, muito caminho existe por percorrer!

paulacris disse...

Boa noite,

A segunda atividade na segunda parte da página do meu e-portefólio onde finalizo com uma imagem do Pinterest acerca das escolhas/sugestões para uma intervenção pedagógica usando a TIM: https://sites.google.com/site/myportefolio/home/mooc-inctec/modulo-iii


Boa semana,
Paula

Jessica Barros disse...

Já respondi ao questionário VARK, que achei bastante interessante. Os meu resultado foi o seguinte:

“You have a mild Kinesthetic learning preference.”

Assim sendo, significa que as pessoas são mais capazes de se concentrar e aprender quando realizam contacto físico. Revejo me neste âmbito, pois a melhor forma de eu aprender é fazendo. ☺
Quanto à minha experiência como aluna, o ensino era ministrado pelo professor e nós ouvíamos e tirávamos o máximo de apontamentos, sendo que alguns utilizavam alguns recursos multimédia (filmes, músicas, etc.).

Andreia Branco disse...

Os resultados do questionário VARK
Sua pontuação foram:
• Visual: 8
• Aural: 8
• Leitura / Gravação: 4
• Cinestésico: 12
Você tem uma preferência de aprendizagem cinestésico suave.
Use as seguintes helpsheets para estratégias de estudo que se aplicam a sua preferência de aprendizagem:
cinestésica


Relativamente à vossa questão enquanto estudante/ aluna a grande maioria dos professores que tive lia apenas o material do manual e explicava o que lá estava. Todos os alunos eram considerados iguais e era utilizado o mesmo método para todos. Posso dizer que era um modelo uniforme para todos. Sendo aulas que a maioria de nós detestávamos visto estar ligada á área do desporto e o método expositivo não era um método muito agradável. A maioria dos professores na altura não se preocupavam se os alunos aprendiam porque se não o demonstrassem chumbavam de ano. Contudo também havia uma minoria que se preocupava em fazer aulas diferentes e diversificadas, através de vídeos, exposições, músicas, jogos, etc.
Felizmente, agora não é assim. Falo pela experiência que tenho como professora do 1.º ciclo. Preocupo-me em mudar constantemente o meu método de apresentação porque os meus alunos não aprendem da mesma forma. Uns aprendem só explicando o que leêm, outros de um vídeo, outros de uma música e outros de exemplos práticos. Numa aula posso ter que utilizar todos os métodos ou apenas dois depende muito do conteúdo a ser lecionado. Tento combinar as diversas inteligências de forma criativa e a proporcionar que o maior número de alunos aprenda.
Não é algo que seja fácil já que exige muito trabalho do docente mas o resultado final é gratificante.

Paulo Borges disse...

Boa noite

O trabalho do grupo DDJ foi acerca de a Teoria das Inteligências Múltiplas

Aqui vai o Link: http://www.slideshare.net/slideshow/embed_code/34823911

Também poderá ser acedido pelo meu site no seguinte linK: http://pauloborges72.wix.com/incluso-e-o

Cumprimentos

Paulo Borges

Antonia Espirito Santo disse...

O modelo VARK é um modelo simplificado que fornece informações sobre a forma como cada um de nós aprende, ou seja, qual o nosso estilo de aprendizagem dominante. A sigla VARK significa as quatro modalidades usadas para a aprendizagem da informação: visual, auditiva, escrita/leitura e cinestésica, que acordo com Fleming e Mills (1992) refletem a forma como se aprende.
Na modalidade visual, a preferência inclui a representação da informação em mapas, tabelas, gráficos, fluxogramas e outros dispositivos que se usam para representar tudo o que pode ser dito por palavras.
Na modalidade auditiva existe a preferência pela informação ouvida/falada, pois aprende-se melhor através de palestras, discussões em grupo e falando sobre os assuntos. Muitas vezes, as pessoas com esta preferência podem repetir o que já foi dito ou fazer uma pergunta óbvia e já respondida, pois sentem necessidade de dizer e ouvir isso.
Na modalidade escrita/leitura a preferência é para a apresentação da informação através das palavras escritas. Esta preferência enfatiza a entrada e saída de texto - leitura e escrita em todas as suas formas, mas especialmente em manuais, relatórios, ensaios entre outros.
A modalidade cinestésica refere-se à preferência percetiva relacionada com o uso de experiência e prática (simulada ou real), o que inclui demonstrações, simulações, vídeos e filmes que retratam a realidade.
Relativamente aos resultados obtidos por mim no questionário VARK, a minha preferência é claramente por um estilo de aprendizagem visual-linguística. Assim, o ler e escrever sempre me facilitou a aprendizagem de nova informação, já que por este meio a consigo compreender e reter com maior facilidade. Também é verdade que prefiro fazer este “tratamento da informação” num lugar calmo e longe de barulho e ruídos.
Consequentemente a aprendizagem através do modelo de e-learning (modelo de ensino/aprendizagem que assenta no ambiente online, aproveitando as capacidades da Internet para comunicação e distribuição de conteúdos) está no top das minhas preferências atuais para autoformação.
Gosto de tomar notas e apontamentos pormenorizados sobre os assuntos tratados nas aulas, pois recordo com facilidade tudo o que leio, mesmo se apenas o li uma vez, e se tiver de seguir instruções estas têm deverão estar escritas. Penso que o que aqui refiro também está bem patente na organização do meu e-portefólio.

Fatima Cunha disse...

Boa noite,
Os resultados que obtive no questionário VARK:
Visual: 1
Auditiva: 12
Leitura/Escrita: 2
Cinestésica: 3

Assim, o meu estilo de aprendizagem é considerado auditivo. Considero este resultado muito interessante, pois identifico-me bastante com as estratégias dadas nomeadamente as seguintes: participar em discussões e tutoriais, discutir temas com os outros, explicar novas ideias para outras pessoas, ler as notas resumidas em voz alta, pedir a outros para ouvir o entendimento de um tópico.

Fátima Cunha

Antonia Espirito Santo disse...

No comentário anterior por lapso não coloquei os resultados do questionário VARK:

Visual:1
Auditiva:1
Leitura/Escrita:10
Cinestésica:4

Paulo Borges disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fátima Duarte disse...

Sou “filha” do ensino tradicional. A professora transmitia (método totalmente expositivo) os conhecimentos, sempre verdadeiros, sem possibilidade de alguém os considerar dúbios. Ao aluno, cabia que passivamente ouvisse e aprendesse o que a professora ensinava e memorizasse a matéria para posteriormente a repetir. Se por ventura tinha alguma dificuldade, era considerado “BURRO”, levava o trabalho para fazer em casa 20 vezes a mesma coisa, e se no dia seguinte ainda mantivesse a mesma dificuldade apanhava com a cana e a régua, instrumentos de desenho. Eu, por exemplo, por ser canhota cheguei, tal como na Idade Média, a ser considerada “deficiente, porque tinha a letra muito feia, e, mesmo com as reguadas, não sei se será possível corrigir a mesma” Dizia-me a minha professora do 1º ciclo.
Já no ensino superior, até para fazer jus ao nome da escola, os professores tinha uma postura em relação ao conhecimento construtivista, cuja visão de ensino é a de que a aprendizagem é fruto da construção do próprio aluno, perspetivando este como peça central de todo o processo.
Nos dias de hoje, com a introdução das novas tecnologias de informação e comunicação, nomeadamente com os quadros interativos, é possível que o processo de ensino e de aprendizagem seja diferenciado, assim como a prática docente seja potenciadora do desenvolvimento profissional, com benefícios para todo o ethos da escola.

Fátima Duarte disse...

Sou “filha” do ensino tradicional. A professora transmitia (método totalmente expositivo) os conhecimentos, sempre verdadeiros, sem possibilidade de alguém os considerar dúbios. Ao aluno, cabia que passivamente ouvisse e aprendesse o que a professora ensinava e memorizasse a matéria para posteriormente a repetir. Se por ventura tinha alguma dificuldade, era considerado “BURRO”, levava o trabalho para fazer em casa 20 vezes a mesma coisa, e se no dia seguinte ainda mantivesse a mesma dificuldade apanhava com a cana e a régua, instrumentos de desenho. Eu, por exemplo, por ser canhota cheguei, tal como na Idade Média, a ser considerada “deficiente, porque tinha a letra muito feia, e, mesmo com as reguadas, não sei se será possível corrigir a mesma” Dizia-me a minha professora do 1º ciclo.
Já no ensino superior, até para fazer jus ao nome da escola, os professores tinha uma postura em relação ao conhecimento construtivista, cuja visão de ensino é a de que a aprendizagem é fruto da construção do próprio aluno, perspetivando este como peça central de todo o processo.
Nos dias de hoje, com a introdução das novas tecnologias de informação e comunicação, nomeadamente com os quadros interativos, é possível que o processo de ensino e de aprendizagem seja diferenciado, assim como a prática docente seja potenciadora do desenvolvimento profissional, com benefícios para todo o ethos da escola.

Paulo Borges disse...

Boa Noite

Após o preenchimento do questionário VARK os meus resultados indicam que a minha aprendizagem é tendencialmente cinestésica.

Estes resultados não me surpreendem. Tenho facilidade de aprendizagem com a prática, fazendo...
É também verdade que sempre tive bastante destreza e coordenação pelo que, revejo-me nos resultados. Segundo a teoria das Inteligências Múltiplas deveríamos ensinar os alunos de acordo com as suas maiores capacidades de aprendizagem. Esta teoria é de facto interessante e personaliza a aprendizagem de acordo com o potencial de aprendizagem de cada individuo.

Esta Teoria defende princípios da Inclusão, no respeito pelas necessidades educativas de cada aluno especial ou não…

Saudações

Paulo Borges

Manuela Carvalho disse...


Educar e facultar conhecimentos/aprendizagens, nem sempre é uma tarefa fácil para os professores.
Enquanto aluna recordo-me de professores autoritários, onde nas suas aulas nunca podíamos dar a nossa opinião para não os interromper pois tinham “muita matéria para dar”. Recordo-me também de outros, dependendo da disciplina que lecionavam, onde fazíamos alguns trabalhos práticos para posteriormente serem apresentados. Hoje, fazendo uma análise das práticas dos professores, reconheço que para tudo é preciso ser-se “q.b.” e adaptarmo-nos conforme a situação. Enquanto professores devemos conhecer as ferramentas e depois utilizá-las consoante a situação, a temática, o aluno…só considerando a individualidade de cada um podemos ser profissionais mais atentos, respeitadores, integrativos e inclusivos.
As minhas pontuações obtidas no questionário VARK:
Visual – 8
Auditiva – 7
Leitura/Escrita – 5
Cinestésisa – 6
Sou do tipo multimodal, mediante a situação ora recorro mais a uma técnica, ora mais a outra; mas todas são importantes.

Cris Moreira disse...

Boa noite,
Como aluna, sempre predominou o ensino uniformizado. Todos os alunos são diferentes e aprendem de formas diferentes, e como tal, a forma de ensinar deveria ser diversa, ou seja universal. Só assim é possível ir ao encontro do perfil de cada aluno, diversificando a forma transmitir a informação.
Segundo o teste VARK, o meu tipo de aprendizagem é o multimodal. Percebo que assim seja, pois pelas perguntas fui-me apercebendo que tenho várias formas de aprender e que estas variam conforme o que estou a estudar.
Cristiana Moreira

Solange Oliveira disse...

Ainda sou do tempo em que o método de ensino era uma exposição de matéria, um “vomitar de conteúdos” em que obrigavam-nos a decorar tudo, sem perceber.
Ainda me lembro de perguntar qualquer coisa e a resposta ser “É assim porque é assim, ponto!” (sim… sempre fui a típica aluna com o “porquê” na ponta da língua).
Os ritmos de aprendizagem ser iguais para todos… a forma de ensino idem aspas…não ter consciência que cada aluno é um ser individual, com as suas características, as suas formas de pensar, aprender, assimilar…
De facto, gostei bastante deste Design Universal, respeita estas variáveis individuais tendo em conta as limitações de cada um.

Quanto à Teoria de Inteligências Múltiplas… bom já os nossos ancestrais tinham esta capacidade… a única diferença, é que nos nossos tempos o Ser Humano tem necessidade de catalogar, daí a existência do QI… “se tens um QI acima da média és sobredotado, abaixo dela tens uma deficiência cognitiva… igual a éla… bom es «normal»” Gostei deveras destas “inteligências”.

Fazendo então o tal questionário, estes foram os meus resultados:

Visual: 7
Auditivo: 9
leitura/escrita: 12
Cinestésico: 12


Realmente sou uma pessoa que não gosta, nem tem pretensão, em decorar coisas. Tenho que as perceber, têm que fazer sentido na minha cabeça…
De facto, entendo melhor por esquemas visuais do que propriamente ouvir explicações (o contrário do resultado), escrevo muito o que leio, parece que de alguma forma a escrever sobre as coisas elucida-me sobre elas.
No que diz respeito ao “cinestésico”, não sei se me movo “com graça e expressão a partir de estímulos musicais ou verbais demonstra uma grande habilidade atlética ou uma coordenação fina apurada.”, mas que sempre fui uma excelente atleta lá isso era 

Uma abraço a todos e um bom trabalho.

Conceicao Durao disse...

Boa noite,
refletindo sobre a minha experiência como estudante percebo que, tendo em conta as várias escolas por onde passei desde o 1º ciclo até ao ensino universitário, a abordagem pedagógica que predominou foi também muito variado. Nos primeiros anos, lembro de um ensino mais austero e rigoroso, onde não era admitido falhas (caso contrário havia castigos severos), cuja preocupação era a uniformização e o “decorar de conceitos e papagear tabuadas”. Mais tarde, lembro-me da preocupação pela compreensão, em detrimento da memorização, e por último, pela diferenciação e adequação às dificuldades de cada um.
Como docente, tento estar sempre atenta às dificuldades e ritmo de aprendizagem de cada estudante, contudo por vezes sinto algumas dificuldades em escolher a estratégia adequada pois, em muitos casos , aliado aos problemas de aprendizagem, défice de atenção/ concentração existem problemas de desmotivação, desinteresse pela escola, alimentação inadequada e falta deacompanhamento familiar. Desta forma, “tudo fica mais dificil” em especial fazê-los acreditar que “se trabalharem vão conseguir e que o esforço compensa”. Por todas estas razões, tento estar atualizada e desenvolver novas estratégias que me ajudem “a ajudar quem precisa” e “quem quer”, principal objetivo que levou a participar neste Curso.

Obrigada a todos, por todas as partilhas feitas até ao momento.

Ana Neves disse...

No que diz respeito aos alunos com necessidades educativas especiais o Desenho Universal de Aprendizagem é facilitador, dado que enfatiza as capacidades do indivíduo mais do que as suas limitações. Ao centrar a aprendizagem no indivíduo, abre a possibilidade de cada um ser capaz de aprender ao seu ritmo,independentemente do contexto, idade, ou limitações pessoais, do modo que mais o motivar.
O resultado da aplicação do questionário VARK revelou o seguinte:
Visual-5
Aural-10
Read-Write-11
Kinesthetic-11

Conclui-se assim que o meu estilo de aprendizagem é MULTIMODAL.

Fátima Duarte disse...

O “ homo sapiens, ao longo da História, aprendeu a decifrar a sua inteligência para actuar no teatro social, mas não aprendeu a decifrá-la para actuar no teatro psíquico e gerir a sua peça intelectual” (Cury, 2008:21).
Ao longo de toda a história tem-se abordado a questão do corpo estar separado da alma baseadas em premissas dualistas dos quais se destacam: corpo versus mente; espírito versus matéria; razão versus emoção.
“O erro de Descartes” , de Damásio (1995) veio contrapor o dualismo cartesiano de que o corpo era separado da mente. Baseado em estudos neurobiológicos, este autor defende uma fusão da emoção e razão.
A célebre frase “dizer que a razão caracteriza o humano é um antolho, porque nos deixa cegos frente à emoção” (Maturana, 2002:15) diz-nos precisamente que o humano constitui-se no entrelaçamento do racional com o emocional, na medida em que biologicamente as emoções são ações corporais que determinam ou especificam domínios da ação.
Podemos ainda dizer que a globalização trouxe consigo inúmeras transformações sociais, tecnológicas, económicas, culturais com enfoque no trabalho e nas suas relações. As regras do trabalho encontram-se em mutação e “somos hoje avaliados por uma nova bitola” (Goleman, 1999:11) centrada em qualidades pessoais como a iniciativa e a empatia, a adaptabilidade e a capacidade de persuasão.
Se até há pouco tempo, o sucesso de cada um de nós era avaliado e medido pelo Quociente de Inteligência, Goleman (2006) apresenta-nos a Inteligência Emocional como a maior responsável pelo sucesso definida como “a capacidade de reconhecer os nossos sentimentos e o dos outros, de nos motivarmos e de gerirmos bem as emoções em nós e nas nossas relações (Goleman, 1999:323).
E de acordo com Bar-On (2002:118), tal como a de Goleman, a definição de “Inteligência emocional incorpora aptidões intrapessoais (autoconsciência emocional, assertividade, auto-respeito, auto-realização, independência), aptidões interpessoais (relacionamentos interpessoais, responsabilidade social, empatia), adaptabilidade (resolução de problemas, testes de realidade, flexibilidade), administração de estresse (tolerância ao estresse, controle de impulsos) e humor geral (felicidade, optimismo) ”.
Para este autor “ a emergência mais recente da neurociência social significa que os tempos estão maduros para uma revivescência da inteligência social a par com a sua irmã, a inteligência emocional” (Goleman, 2006:479). Maturana (2002:23) diz-nos que “o amor é a emoção que funda o social”.
A teoria das inteligências múltiplas propostas por Gardner (1995) constituiu uma alternativa para o conceito de inteligência como capacidade inata e única, medida pelos testes psicométricos de Q.I.
Gardner (1995) já nos tinha proposto uma nova visão de Inteligência como a capacidade de resolver problemas num dado ambiente, dividida em sete competências que se interpenetram, envolvendo sempre mais de uma habilidade na coluna de problemas, e Goleman (2006) por sua vez vem acrescenta mais duas. Nesta sequência de ideias importa referir a relação entre alexitimia e a inteligência emocional, estão bem patentes na inteligência interpessoal e intrapessoal de Gardner.

Já agora, de acordo com o VARK, a minha capacidade de aprendizagem é preferencialmente pela via auditiva.


Bibliografia

BAR-ON, REUVEN e PARKER, J (2002) Manual de Inteligência Emocional: Teoria e Aplicação em Casa, na Escola e no Trabalho, Porto Alegre, Artmed Editora
CURY, A.(2008), O Código da Inteligência –a Formação de Mentes Brilhantes e a Busca da Excelência Emocional e Profissional, Lisboa, Editora Pergaminho.
DAMASIO, A. (1995), O erro de Descartes – Emoção, Razão e Cérebro Humano, Lisboa, Publicações Europa América
GOLEMAN, D.(1999) Trabalhar com inteligência emocional, Braga, Circulo de Leitores.
GOLEMAN, D.(2006), Inteligência social - A nova ciência das relações humanas, Barcelos, Circulo de Leitores.
MATURANA, H. (2002), Emoções e linguagem na educação e na politica, Belo Horizonte, Edições UFMG.

Conceicao Durao disse...

Ah, e o resultado da aplicação do questionário VARK revelou o seguinte:
Visual- 2
Aural- 8
Read-Write- 8
Kinesthetic- 6

Conclui-se assim que o meu estilo de aprendizagem é MULTIMODAL.

Filipe Santos disse...

Fui aluno nos anos 70 e 80, num tempo pré-multimédia e pré-internet. O "audiovisual" existia enquanto pedagogia, mas a metodologia predominante era a transmissiva, apoiada no manual escolar. Existia algum investimento, embora minoritário, nos meios visuais (ex: mapas e slides) e áudio (leitores de cassetes). O ensino das ciências já era bastante laboratorial, pelo menos em termos de instalações e equipamento. Aqui reinava o reproduzir das experiências propostas pelos manuais.
Não me lembro de existir uma preocupação com as dificuldades/capacidades de cada aluno, parecendo existir, tanto por parte dos alunos como dos professores, a ideia que só existia uma forma de ensinar e aprender.
O meu teste VARK indicou que eu sou essencialmente aural (8), ler-escrever (7) e cinético (7). A pontuação mais baixa foi a visual (4). O teste identificou-me, assim, como multimodal.
Identifico-me com estes resultados e acredito que uso estes métodos tanto como complemento de aprendizagem como para reforçar a aprendizagem.

Guida Veloso disse...

O meu resultado do Vark foi o seguinte:
Your scores were:
• Visual: 4
• Aural: 12
• Read/Write: 9
• Kinesthetic: 12

You have a multimodal (ARK) learning preference.

Ser Educador num hospital, tem de exigir a capacidade de todos os dias saber ir ao encontro de cada criança que com patologias e problemas de desenvolvimento diferente ali se encontram, prontas a receber o que lhes quisermos dar. A receptividade é imensa e a tranquilidade que apesar de tudo nos envolve, é uma condição muito favorável que nos contextos normais de uma sala de aula, dificilmente existem. Não há na maioria dos casos, grande continuidade, mas há sempre a hipótese de no tempo que estão connosco poder ser trabalhado o que for mais importante quer ao nível cognitivo, como no motor, ao nível social e também no que diz respeito mais exactamente às aprendizagens escolares.
Estes programas oferecem me um leque muito rico de apoios que posso utilizar de diferentes formas e que serão sempre bem vistos tanto pelas crianças “normais” como por aquelas que me exigirão um desenvolvimento mais especifico. São também importantes as diferentes ofertas de manipulação, que sempre que isso seja importante poderá ser feito e criado por elas.


Fatima Cunha disse...

Olá boa noite,
Relativamente à questão de discussão enquanto aluna/estudante considero que a abordagem pedagógica predominante foi uma uniformização para todos. A grande maioria dos professores utilizava um método expositivo. Os professores liam os manuais e explicavam algumas matérias que lá estavam. E lembro-me que em história passávamos aulas consecutivas a ler o manual e noutras disciplinas passávamos aulas a copiar matéria do quadro. De facto, o método de ensino não era o mais adequado, era igual para todos. Todos os alunos eram considerados iguais apesar das suas diferentes dificuldades e estilos de aprendizagem. Não havia uma preocupação se os alunos aprendiam ou não. Os bons alunos eram estimulados e reforçados. Os professores tinham hábito de fazer a maioria das perguntas sobre a matéria aos “bons alunos”. E como os bons alunos normalmente respondiam correctamente às questões colocadas pelos professores era motivo para avançar para a matéria seguinte. Actualmente, considero que muitas vezes verificam-se dificuldades de aprendizagem nos alunos não só pelo facto de apresentarem limitações cognitivas ou pelo facto de estarem inseridos num meio socio cultural pouco estimulante, mas também estão relacionadas com o método de ensino utilizado: método expositivo, igual para todos.

Maria de Lurdes Martins Martins disse...

Junto envio url da atividade referente a este módulo
https://docs.google.com/presentation/d/1AbV3hNcQtWiYKhLJaCDUXgsQMH5d4KPlpBLfZMssRTI/edit#slide=id.g1817741c0_0118

Maria de Lurdes Martins Martins disse...

envio url da atividade realizada no âmbito do módulo 3
https://docs.google.com/presentation/d/1AbV3hNcQtWiYKhLJaCDUXgsQMH5d4KPlpBLfZMssRTI/edit#slide=id.g1817741c0_0118

Kar disse...

Olá a todos,

Penso que vou começar pelo fim para explicar o início...
Desde o início da minha atividade profissional enquanto docente, em 2003, que me deparo com as questões das inteligências múltiplas, estilos de aprendizagem, e mais recentemente as creative and critical thinking skills (LOTS and HOTS da taxonomia revista de Bloom), pelo que os resultados do questionário VA(R)K apenas continuam a confirmar o meu estilo de aprendizagem multimodal:
Your scores were:
• Visual: 10
• Aural: 9
• Read/Write:12
• Kinesthetic: 10

De facto, e ao contrário das experiências da maioria dos restantes colegas, guardo boas recordações dos meus tempos de aluna, especialmente no 3.º ciclo e secundário. Revisitando o passado, tenho a certeza até que esse percurso foi decisivo na minha escolha profissional.
A abordagem pedagógica predominante assentou, sem dúvida, em métodos mais ativos. Seguindo as características do desenho universal de aprendizagem, os meus professores (muitos estagiários com vontade de “experimentar” connosco as últimas tendências da psicologia de aprendizagem e metodologias de ensino) “forneciam a informação em múltiplos formatos”: pequenos vídeos, canções, cartazes, diagramas (foi assim que aprendi a devorar e amar a disciplina de História), trabalhos de grupo, desenvolvimento de pequenos projetos, muito manuseamento de objetos, sem esquecer o velhinho projetor de slides (que ficou obsoleto com a massificação da fotografia digital e com a utilização de outros meios de projeção como o videoprojetor, ou o quadro interativo) e o retroprojetor de acetatos, muitas vezes utilizado para apresentar sínteses a Geografia, Ciências, Inglês. Por isso, no que toca aos “meios múltiplos para a atividade e expressão” também não me posso queixar. Lembro-me, inclusivamente, de um pequeno teatro, subordinado ao Auto da Barca do Inferno, que fizemos em casa da Luísa com a ajuda de um outro colega, que não fazia parte do nosso grupo, mas que se voluntariou para filmar. Por último, facilmente eram “promovidas formas de envolvimento através de meios múltiplos”, pois o professor, ainda que autoridade inquestionável, era um facilitador que estimulava o aprender a aprender através da descoberta e não encarava os alunos como tábulas rasas, mas antes como sujeitos ativos.
Julgo que toda esta exposição diversificada de estratégias contribuiu para que, anos mais tarde, refletisse sobre estas matérias com propriedade/conhecimento e de forma consciente, enquanto aluna da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e, agora enquanto professora, tenha sempre presente estas questões na elaboração e execução de aulas, pois, de facto, “one size doesn’t fit all.”

José Manuel Amaral disse...

Para o módulo 3 - Desenho Universal de Aprendizagem, realizei um Plano de aula através do CAST UDL Exchange. Ele poderá ser consultado através do seguinte link:

http://udlexchange.cast.org/lesson/1044442.

Este link está partilhado para todo o público.

Cumprimentos a todos

José Manuel N. Amaral

José Manuel Amaral disse...

Relativamente ao desafio lançado no Módulo 3, sobre a temática de comparação com o atual e anterior processo de ensino/aprendizagem, o que posso dizer sobre essa reflexão é que os tempos são outros, os métodos e estratégias são diferentes e mais adaptativos a uma realidade mais exigente com as caraterísticas e contexto do ensino atual, as informações cada vez mais próximas das nossas necessiadades, quer como docente, quer como aluno.
Hoje o aluno tem ao seu alcance um conjunto de ferramentas e ensinamentos que lhe permitem desenvolver o seu know how com maior objetividade e profundidade. Os processos e métodos cada vez mais multi diversificados permitem quer ao professor, quer ao aluno, apresentarem-se mais próximo do conhecimento que procuram e desejam, explorando as várias formas, as várias áreas e a relação que se estabelecem entre si. Se o professor de ontem acentava a sua metodologia num processo uniforme e pouco variável , direcionando os alunos para um contexto geral sem ter em conta os interesses e competências dos alunos, pondo a primazia nos conteúdos programáticos de acordo com os interesses instituídos pela tutela. Hoje o professor apresenta-se como um elemento portador de conceitos e conhecimentos mais diversificados, métodos mais positivos e capazes de promover e estimular o aluno para áreas que lhe permitirão enquadrar-se numa realidade cada vez mais próxima do contexto laboral e social. É preciso tornar o ensino mais participativo, envolvendo os interesses no geral, quer da comunidade educativa onde se incluem professores e alunos, quer a comunidade onde a escola e a sociedade estão inseridas. Contudo, o desenho educativo com intuito permitir a evolução da sociedade através do concepções baseadas no aproveitamento das competências e capacidades dos alunos e seus objetivos futuros, fazem com que o ensino por vezes se torne facilitador em demasia, concebendo processos em que o facilitismo não irá permitir uma melhoria da qualidade e exigência do ensino atual, mas sim, a apresentação de números/estatísticas reveladores de um hipotético aproveitamento/sucesso escolar, que não é mais nem menos do que uma amostragem desvirtuada das exigências da sociedade.
Devemos sim, promover adequações de acordo com os verdadeiros interesses dos alunos e sociedade, mas permitir que todas as peças intervenientes no processo educativo se interliguem e discutam os aspetos positivos e negativos, através da sua participação ativa no mesmo. Desta forma, todo o desenvolvimento educativo se fará objetivamente, permitindo que as oportunidades e desejos possam ser atingidos pelos alunos, sem exclusão das partes, quer sejam alunos do percurso normal, quer os alunos da educação especial, valorizando a sua integração e inclusão na escola e sociedade.

Maria de Lurdes Martins Martins disse...

Relativamente aos resultados do questionário VA(R)K confirmam o que considero ser o meu estilo estilo de aprendizagem multimodal:
Your scores were:
• Visual: 4
• Aural: 3
• Read/Write: 5
• Kinesthetic: 4
Identifico-me bastante com o resultado sempre obtive o hábito de ler e escrever sobre o que lia, mantenho essa prático, gosto de organizar os meus conhecimentos em fluxogramas, fazer esquema s sínteses etc., é a minha maneira de organizar os conhecimentos. Fui sempre o género de ter cadernos organizados e passados a limpo. Gosto de trabalhar com gráficos, tabelas cruzamento de informação é mais fácil sistematizar dessa maneira.Também gosto muito de trabalhar com imagens mapas filmes.
Embora não apareça aqui como área muito forte gosto muito de discutir os diferentes assuntos com outras pessoa, aprende-se muito trocando experiências, assistir a seminários onde se partilhem experiência e escutem opiniões diferentes sobre temas que me interessem . Sempre que posso participo em workshops, conferências e seminários, lamento que quase sempre tenham que ser pagos.

Cristina Neto disse...

Os meus resultados ao questionário VARK foram os seguintes:

• Visual: 8
• Aural: 10
• Read/Write: 5
• Kinesthetic: 10

Estes resultados apontam para preferências de aprendizagem multimodais.
Na verdade, é de facto, assim. Aprendo de várias maneiras, mas a que menos me identifico é a de atividade isolada. A minha tendência é realmente aprender em contextos dinâmicos, com intervenção de outras pessoas com quem posso discutir e partilhar ideias. A atividade isolada de ler e reter informação é aquela que menos prazer me dá e que mais dificuldades me coloca. Gosto, sobretudo, de explicar as coisas aos outros e sinto que, dessa forma, me envolvo mais e acabo por aprender melhor e reter por mais tempo. De qualquer forma, tenho efetivamente facilidade em me adaptar ao estilo da pessoa com quem interajo em situação de aprendizagem.
Por essa razão, enquanto aluna, preferi sempre estudar com outras pessoas e tive sempre tendência para as áreas de caráter mais prática, onde pudesse estudar à base de exercícios. Nas áreas mais teóricas tive, e tenho, a tendência de fazer esquemas e listas de tópicos, como forma de reter melhor a informação. A minha própria personalidade é vincadamente pragmática e prática, não gosto de perder tempo com pormenores acessórios, mas por outro lado, sou muito perfecionista. Enfim, contradições, ou talvez não...
Na minha prática diária enquanto docente, verifico com frequência as diferenças existentes nos vários estilos de aprendizagens dos alunos e procuro diversificar as estratégias para conseguir chegar a todos, se bem que, por vezes, demoro algum tempo a perceber a melhor forma de ensinar este ou aquele aluno. No caso dos alunos com NEE, são mais evidentes essas diferenças e também nos apercebemos melhor, porque trabalhamos individualmente ou em pequeno grupo.

Zezé disse...

Fui educada no modelo tradicional de ensino. Nos anos iniciais de alfabetização, a carteira era dupla, sentávamos com um coleguinha e mal tínhamos material de escrever e livros. Não havia mochilas, a sacola onde levávamos o caderno era feita com o plástico das sacolinhas de leite. O método de ensino era o da cópia do quadro negro, ouvir as explicações da professora e resolver as atividades do quadro ou do livro didático. Tínhamos apenas um livro no ensino fundamental, o de histórias infantis. Decorávamos tudo, tabuada, conjugação verbal, nome de países e suas capitais, dentre outros conteúdos. O mesmo método era aplicado para todos os alunos sem considerar suas especificidades. Os professores eram muito respeitados e a escola era o lugar privilegiado para se aprender. Hoje se fala muito na variação dos métodos, mas as escolas públicas sofrem sem recursos e equipamentos adequados. Muitos professores desconhecem inúmeras ferramentas como essas apresentadas no curso. Tem muita novidade para mim, imagino para meus colegas que têm dificuldade até para enviar e-mails. Mas a maioria dos bons profissionais tenta compensar essas limitações com criatividade, pesquisa e partilha de experiências.

Zezé disse...

Eu fiz o questionário Vark semana passada, mas não pude postar por causa das minhas atividades de trabalho. Repeti o exame hoje e deu o mesmo resultado, tenho uma preferência de aprendizagem multimodal.
Visual: 11
Aural: 15
Read/Write: 15
Kinesthetic: 13

Realmente, eu adoro ler e tenho muita facilidade de aprender sozinha, apenas lendo. Depois que compreendo, adoro fazer esquemas de síntese dos conceitos e visualizar as relações entre os conceitos, embora ache mapa conceitual muito chato de compreender se não domino bem o conteúdo, aquele tanto de quadrado com linhas me cansa a vista e a mente, tudo embaralha. Para mim, funciona se forem visualizadas poucas informações. Também adoro fazer as coisas, discutir em grupo e tentar experimentando se vai dar certo. Ainda aprecio conselhos, amo quando alguém me explica com clareza algo e me economiza ler o manual. Mas tenho facilidade de compreender instruções escritas. Não gosto que leiam textos para mim. Eu não consigo entender bem o que leem, tenho de ler eu mesma. Se me falarem naturalmente, sem ler, entendo melhor, acho que é por causa da forma de ler da maioria das pessoas com as quais convivo. Fazem leitura sem entonação, sem vida, não sabem ler interpretando, o que dificulta a compreensão. Então, não acho que o problema seja de compreensão aural, mas de falha no modo de ler das pessoas.

Teresa Xavier disse...

Concordo com a teoria das inteligências múltiplas quando afirma que "uma criança que aprende a multiplicar números facilmente não é necessariamente mais inteligente do que outra que tenha habilidades mais forte em outro tipo de inteligência". Afinal somos todos diferentes, não somos? Portanto aprendemos também de forma diferente.

A webquest realizada no âmbito do módulo 3 encontra-se em

www.zunal.com/webquest.php?w=244875

Continuação de bom trabalho!

Guida Veloso disse...

O meu resultado do Vark foi o seguinte:
Your scores were:
• Visual: 4
• Aural: 12
• Read/Write: 9
• Kinesthetic: 12

You have a multimodal (ARK) learning preference.

Ser Educador num hospital, tem de exigir a capacidade de todos os dias saber ir ao encontro de cada criança que com patologias e problemas de desenvolvimento diferente ali se encontram, prontas a receber o que lhes quisermos dar. A receptividade é imensa e a tranquilidade que apesar de tudo nos envolve, é uma condição muito favorável que nos contextos normais de uma sala de aula, dificilmente existem. Não há na maioria dos casos, grande continuidade, mas há sempre a hipótese de no tempo que estão connosco poder ser trabalhado o que for mais importante quer ao nível cognitivo, como no motor, ao nível social e também no que diz respeito mais exactamente às aprendizagens escolares.
Estes programas oferecem me um leque muito rico de apoios que posso utilizar de diferentes formas e que serão sempre bem vistos tanto pelas crianças “normais” como por aquelas que me exigirão um desenvolvimento mais especifico. São também importantes as diferentes ofertas de manipulação, que sempre que isso seja importante poderá ser feito e criado por elas.
Neste projecto, optámos por uma história infantil “O patinho feio” Que entre outras coisas nos permite também trabalhar as diferenças e o respeito por elas.
As histórias ensinam e fazem passar pelo imaginário. Criam momentos de partilha, onde se estimula o diálogo, o respeito mútuo, a responsabilidade, a cooperação, a organização e a solidariedade.
Permitem uma relação mais afetiva entre professora e alunos e facilitam uma melhor integração no ambiente escolar
Tendo em conta o grupo e cada criança em si, possibilitam o desenvolvimento de diferentes actividades tendo sempre em conta as suas dificuldades e necessidades.
Esta proposta é por tudo isso um ponto de partida, que oferece a possibilidade de ser explorada de diferentes maneiras.

José Fernando Rodrigues disse...

1/3
Caros colegas de curso!
Mesmo depois de já se ter iniciado o Módulo IV, não podia deixar de vir aqui fazer uma reflecção sobre a forma como entendo a minha escolaridade e refletir com todos sobre as mudanças e permanências que observo, antes na pele de aluno e agora do outro lado da sala de aula, se é que esta ainda tem espaços definidos para uns e outros.
Portugal, nos anos que antecederam o 25 de abril e nas décadas seguintes que nos conduziram aos nossos dias, vivenciou muitas transformações no mundo da educação. Conduzida pelos génios de Rui Grácio e Veiga Simão, recentemente falecido, a nossa escola transformou-se, cresceu, recebeu mais alunos que ficaram por lá mais tempo, multiplicou-se pelo país e foi geradora de oportunidades. Vocês, que têm a paciência de ler esta minha mensagem, e que são meus contemporâneos, certamente se recordam da escola primária onde os anos se chamavam classes, do ensino preparatório que tinha dois anos e do ensino unificado antes do secundário. Eu fiz a minha escolaridade entre 1979 e 1993 e, como muitos aqui no curso recordamos que a escola se tornou obrigatória mais tempo e tendencialmente gratuita. Na altura nem sabíamos o que isso era mas hoje compreendemos bem o impacto civilizacional – permitam-me dizer assim – da Lei de Bases do Sistema Educativo (1986) que soube interpretar toda a evolução desde a década de setenta e se tornou num diploma tão importante que ainda hoje está em vigor. Nós tivemos a felicidade – embora sem consciência disso – de participar no crescimento de uma escola universal, prestigiada e prestigiante e uma escola para mesmo todos que estava atenta, na medida dos possíveis, à diversidade, às diferenças, aos problemas sociais pois vinha “equipada” com a Ação Social Escolar que, mal ou bem, garantia alguma equidade e igualdade de oportunidades a todos os alunos para que pudessem singrar e ter sucesso escolar.
O nosso sistema educativo sempre teve areias na engrenagem: professores descontentes, excesso de mudanças e legislação, falta de meios, desconfianças pontuais dos alunos e suas famílias em relação ao sistema mas … numa altura em que se fala tanto em Estado mínimo e privatização de serviços públicos fundamentais, acho que podemos reconhecer com algum orgulho patriótico até que criámos uma obra impressionante, um sistema educativo que formou gerações de portugueses que agora como nunca qualificou milhares de jovens transformando-os na geração mais qualificada de sempre, um sistema educativo que tornou residuais os problemas do analfabetismo e do abandono escolar. Salazar defendia uma escola mínima porque não queria portugueses muito “sabidos” e meio século depois temos a sociedade mais qualificada de sempre. Há muitos problemas no sistema? Há e não os devemos escamotear mas penso que concordarão comigo que foi uma grande obra.

José Fernando Rodrigues disse...

2/3
Olhando agora um pouco para questões mais pedagógicas, didáticas e educativas e não perdendo o norte à questão orientadora destas reflexões, apraz-me dizer que tive professores de todos os tipos, perfis e práticas educativas mas devo reconhecer que predominaram os professores que adotavam o modelo mais expositivo de nos transmitirem a informação que deveríamos transformar em conhecimento. Mas, sou sincero, recordo com igual saudade o professor que nos mandava para a beira do rio recolher pedras à procura de fósseis ou o outro professor que na última aula do período agarrava na máquina de calcular, somava as percentagens dos testes, dividia por dois e convertia o resultado no nível a atribuir no final do período. Confesso que um dos professores que mais me impressionou e marcou foi um professor de História que dava umas aulas expositivas mas fazia-o de forma tão expressiva, teatral até, que nos agarrava à cadeira durante 50 ou 100 minutos e cumpria a sua função com tanto empenho que quando dávamos por ela estava a tocar para a saída. Naturalmente, hoje com todos os recursos que temos à disposição, não defendo aulas expositivas com grandes oratórias mas em certos momentos ou conteúdos, considero que são ou podem ser uma solução importante. Podemos fazer, hoje, esta pergunta a nós próprios: nas nossas aulas quem fala mais nós ou os alunos? A resposta pode preocupar-nos!

José Fernando Rodrigues disse...

3/3
Bem, naturalmente, o método mais utilizado era o de um para todos em que o ensino era centrado no professor embora dirigido para o aluno. Eram raras ou raríssimas as experiências de ensino cooperativo ou colaborativo e quase não existia diferenciação pedagógica. As diferenças eram diluídas no todo porque o próprio aluno não fazia muita questão em ostentá-las. Era valorizada a inteligência na sua aceção mais restrita e os alunos com melhores resultados eram usados como exemplo para os outros. Defendia-se uma escola meritocrática o que, com conta, peso e medida, não é mal, antes pelo contrário.
Há uns anos para cá, felizmente, deixamos entrar a emoção e o coração nas nossas escolas, falamos cada vez mais em inteligência emocional e em inteligências múltiplas. Estas novas formas de olhar o aluno baseadas em teorias construtivistas em que a família e o meio são fundamentais e trazidos também para dentro das nossas escolas, trazem as crianças e os adolescentes mais felizes, com uma melhor autoestima e autoconfiança porque eles próprios se valorizam e percebem que são bons em algumas áreas, são aceites e reconhecidos por isso e vêm respeitadas as suas diferenças e diversidades. Não sei se este é o único caminho para resolver os problemas de violência ou insucesso dentro das nossas escolas mas tenho a certeza de que é um dos caminhos.
Uma última palavra para o desenho universal de aprendizagem que se relaciona com o desenho universal aplicado ao meio físico. A filosofia e os princípios são os mesmos e grosso modo defendem a criação de espaços para todos, utilizáveis e entendíveis por todos. No que diz respeito à educação é cada vez mais a preocupação das escolas, dos professores e de quem produz recursos educativos pensá-los para mesmo todos, onde todos possam aprender e se sintam bem. O futuro passa cada vez mais por aqui: recursos multiplataforma e multiformato e ambientes acessíveis, utilizáveis e entendíveis por todos.
A nossa escola, centrada no aluno, no seu trabalho e interesses, que vive em função do aluno, deve olhar com os mesmos olhos para o negro ou o cigano, o branco, o cego ou o anão, o sobredotado ou o filho de famílias carenciadas. Só assim construímos uma escola rica, colorida, tolerante onde crescem cidadãos únicos e diferentes como gosto de dizer.

Maria Gabriela Brito disse...

boa tarde
os resultados do meu questionário VARK são os seguintes:
Visual: 3
Aural: 4
Leitura / Gravação: 1
Cinestésico:8
Estes testes vêem confirmar o método que utilizo para realizar uma efetiva aprendizagem.As vivências, as experiências, sempre que possível,de determinado conteúdo são elemento facilitador para a minha aprendizagem.
No meu dia a dia os meus alunos com nee, para aquisição e manutenção dos diferentes conceitos e conteúdos a experimentação ,a vivência e o contexto são fundamentais para uma aprendizagem efetiva

alunosdesofia disse...

Boa tarde a todos

Respondi ao questionário VARK.

A minha pontuação pontuação foi:
Visual: 10
Aural: 6
Leitura / Gravação: 6
Cinestésico: 10
Possuo um multimodal (VK) de preferência de aprendizagem.
Deverei usar as seguintes helpsheets para estratégias de estudo que se aplicam às minhas preferências de aprendizagem: multimodal visual e cinestésica.
Nada de novo para mim, no entanto considero que este teste é um excelente ponto de partida . "Conhece-te a ti próprio e conhecerás os Deuses e o Mundo " Platão
Não é fácil e muitas vezes é muito perturbador... o saber implica-nos .Houve uma evolução fantástica desde os meus tempos de escola, ainda bem. Cada um de nós tem a obrigação de perceber cada um, e ao mesmo tempo todos os seus alunos. Atender à diversidade de alunos pode ser facilitada, se considerarmos como referencia pedagógica o desenho universal da aprendizagem , o respeito pelos seus princípios e os contributos de Gardner. As mudanças não se fazem por decreto , há que passar da aprendizagem passiva à ativa.
Continuo motivadíssima, todos os temas são muito interessantes.

Patrícia disse...

Boa tarde a todos.

Questão para estimular a discussão: Que reflexões faria sobre a sua experiência como aluno(a)/estudante na forma como foi ensinado e aprendeu? Que abordagem pedagógica predominou – uma uniformização para todos ou uma preocupação com as dificuldades/capacidades de cada um?

Segundo a minha experiência como aluna, a abordagem pedagógica que predominou foi na uniformização do ensino para todos. Não havia distinção entre os colegas, e alguns necessitavam de uma educação mais cuidada e especial.
Nunca tive muitas dificuldades em assimilar os conteúdos, mas quando tinha, nas áreas que menos gostava, como era o exemplo das matemáticas e físicas/químicas, sentia dificuldades em aprender o que era imposto e notava que não era a única. Quando pedíamos aos professores que nos explicassem melhor a matéria, muitos deles tinham dificuldades em exprimir os conteúdos de outra forma. A solução era estudar intensivamente e tentar entender com apoio dos colegas e matérias disponíveis na internet ou bibliotecas.

Não haviam preocupações nem atenção especial para nenhum aluno, pelo menos para os que necessitavam de facto. Observei ao longo dos anos que muitos professores se "afastavam" dos colegas que requeriam maior atenção e "mimavam" os que tinham as melhores notas e cuja participação era mais ativa. Este assunto ainda me deixa a refletir nas muitas mudanças que são necessárias fazer para que o mundo seja mais igualitário. É necessário reestruturar o ensino para que os docentes, funcionários e até os próprios colegas e encarregados de educação olhem para os alunos com necessidades educativas especiais como se fossem alunos iguais aos outros. É necessário formar pessoas qualificadas para o efeito para poderem exercer essas funções.

Com os melhores cumprimentos,
Patrícia Baeta

Zezé disse...

Olá amigos e amigas. Eu postei os resultados do questionário VARK mas esqueci de comentar. Meu perfil de aprendizagem é multimodal e acredito ser realmente esta a forma como aprendo. Gosto tanto de aprender com recursos audiovisuais quanto lendo instruções ou ouvindo explicações de alguém experiente. Também gosto de fazer esquemas síntese ou deles me valer quando preparados por outra pessoa. Enfim, não existe um método privilegiado para minha aprendizagem, que tenha de ser daquele jeito apenas, senão não aprendo. Acho muito difícil lecionar. Queria que existisse um botão mágico, que apertássemos para a aprendizagem do outro acontecer e eu não me sentir tão angustiada quando o aluno não consegue entender a disciplina ou os conceitos ou ainda resolver os problemas.

Joana Silva disse...


Boa noite! Ainda em relação ao módulo 3, os resultados do meu questionário foram:
•Visual: 3
•Aural: 6
•Read/Write: 5
•Kinesthetic: 2

Revelando a uma forma de aprendizagem multimodal. Identifico-me com este tipo de aprendizagem devido à sua versatilidade.

No que diz respeito ao tema, o desenho universal, é importante para entender o aluno como um individuo único, respeitando as suas limitações e potenciando as suas capacidades.

Tudo a correr bem!

Helena Feijão disse...

Boa tarde
Para a realização da tarefa deste módulo selecionei o trabalho da colega Liliana Paiva,no seguinte link http://www.webquestfacil.com.br/webquest.php?pg=introducao&wq=9245

Considero que o que nos é pedido consiste numa análise crítica relativamente às questões de acessíbilidade e funcionalidade das propostas de trabalhos e não quanto ao conteúdo dos mesmos, até porque não conhecemos os alunos e o programa curricular a que se destina a atividade.

Nesta atividade considero que apesar do tamanho de letra estar pequeno está espaçado e permite uma boa visualização e leitura desde que aumento o zoom, o fundo branco também ajuda. O tipo de letra foi bem escolhido pois não tem serifas, e as mensagens são curtas e diretas.
A estruturação do trabalho está dividida e permite uma evolução progressiva e acompanhada por parte do aluno seguindo cada etapa sequencialmente, para apoiar o processo tem ainda hiperligações de apoio. Poderia ter incluído duas formas de acesso à informação, apenas é apresentada a escrita.
Aponto apenas para o separador da avaliação que deveria estar direcionado para a avaliação que o aluno faz ao seu processo de aprendizagem e não à avaliação do aluno por parte do professor. A ferramenta web por si já incorporava uma sugestão de avaliação que não foi utilizada.
Gostei de aceder a esta atividade,é simples e esteticamente agradável aparentemente exequível pelos alunos. Parabéns

e-portefólio de Dulce Ferreira disse...

A minha experiência como aluna passa por uma época em que todos os alunos eram tratados da mesma forma, e aqueles que não aprendiam reprovavam. Mesmo que se ouvisse falar de alguma dificuldade de aprendizagem identificada em algum aluno, nunca me apercebi de qualquer medida ou mesmo atitude diferenciadora por parte dos professores.

e-portefólio de Dulce Ferreira disse...

OS resultados das misnhas respostas ao Questionário VARk foram: Visual: 13; Aural: 7; Read/Write: 6; Kinesthetic: 9. Estes resultados traduzem as minhas preferências por aprender num conjunto de possibilidades: multimodal (VARK) learning preference.
Não me surpreende pois tenho várias áreas de interesse e modos de funcionamento.

Daniela Póvoa disse...

Enquanto estudante, recordo-me muito pouco ou quase nada dos meus tempos de estudante do ensino básico. Enquanto aluna do secundário, realizai um percurso profissional na área de artes, por isso poderá dizer-se que aí o ensino era adequado a cada um... escola de artes... sim havia uniformização nas atividades propostas e na forma de avaliação do professor, mas uma escola de artes as atividades diárias são na sua maioria práticas e dependentes da criatividade de cada um.
Já agora se falarmos no ensino universitário, a minha experiência, salvo a disciplina que integrava o estágio, não me recordo de que houvesse algum tipo de intervenção diferenciada para qualquer colega. Continuamos com o mesmo sistema, o professor na secretária e os alunos nas suas mesas. Na minha opinião, nos dias de hoje, enquanto docente de EE não verifico grandes mudanças nos modos de ensinar. É claro que haverá sempre exceções, mas na sua maioria a escola continua a ser o que já eu na minha adolescencia diria, e o que se ouve também dizer aos jovens... "uma seca aborrecida". Admito que por vezes concordo com eles.

Daniela Póvoa disse...

Bom dia novamente... Eis o resultado final do Questionário VARK:

Visual: 12
Aural: 6
Read/Write: 4
Kinesthetic: 8

Consigo perfeitamente identificar-me com estes resultados.
De facto a leitura não me prende nada nada a atenção, pelo que esta formação tem sido um desafio muito grande dado que necessita de muita muita muita leitura.

Obrigada e bom dia

Nuno Correia disse...

Comentário ao questionário VARK:

Relativamente ao questionário The VARK os meus resultados foram os seguintes:
• Visual: 2
• Aural: 4
• Read/Write: 4
• Kinesthetic:5
You have a multimodal (ARK) learning preference.
Como se pode observar valorizo pouco a parte visual, talvez motivado pelo grupo a que pertenço (930), onde trabalhamos predominantemente os outros sentidos. Considerando essenciais nesta prática a audição, a leitura, a escrita, assim como a importância dos movimentos.

Carlota Dias disse...

O Cast é uma ferramenta muito interessante, todavia, não consegui alterar a voz para português. Embora seja interessante para pessoas cegas, apenas efetua a leitura em inglês e, por conseguinte, a informação deverá ser em língua inglesa.

Carlota Dias disse...

Os meus resultados no Vark foram:

Visual: 6
Aural: 3
Read/Write: 3
Kinesthetic: 6

Interessante...

Teresa Xavier disse...

Respondi ao questionário VARK e obtive o seguinte resultado:
Your scores were:
Visual: 4
Aural: 5
Read/Write: 3
Kinesthetic: 9

You have a strong Kinesthetic learning preference.
Use the following helpsheets for study strategies that apply to your learning preference:

http://www.vark-learn.com/english/page.asp?p=helpsheets

Penso que este questionário poderá ser aplicado aos alunos no início do ano letivo. Dá-nos uma grande ajuda.

Continuação de bom trabalho!

Maria de Fátima Martins disse...

Em relação à questão formulada “ainda sou do tempo em que…” os professores recorriam à exposição oral, intercalada com registos no quadro e no caderno e que por vezes era “estimulada” com uma reguada! Seguíamos todos a mesma lição, mesmo tendo ritmos diferentes, quem não acompanhava… ficava por sua conta! Nunca me apercebi de estratégias diferenciadas, nem de qualquer tipo de ensino individualizado e muito menos de estilos de aprendizagem.
O VARK é um questionário que fornece aos utilizadores um perfil das suas preferências de aprendizagem. Poderá ser uma ferramenta a utilizar com os nossos alunos!
O resultado do meu questionário VARK:
•Visual: 2
•Aural: 6
•Read/Write: 2
•Kinesthetic: 6
You have a multimodal (VAK) learning preference!
Não deixa de ser curioso que no secundário, adorava fazer resumos, ler para um gravador e depois deitar-me no sofá a ouvir as meus próprios resumos da matéria! Durante anos pensei ter um estilo de aprendizagem “auditivo” corroborado pelo facto que mesmo que me esqueça de uma cara, recordo muito a voz de quem não vejo durante muito tempo!
Afinal o meu estilo é multimodal e efetivamente gosto de aprender ouvindo, falando, lendo, escrevendo e sobretudo experimentando.
Por isso, também defendo um ensino ativo e multissensorial!

Sofia Oliveira disse...

Your scores were:

Visual: 10
Aural: 10
Read/Write: 0
Kinesthetic: 10

You have a multimodal (VAK) learning preference.

Não podia esperar outra coisa, aprendo melhor vendo e ouvindo do que lendo. Gosto de coisas mais práticas, trabalhos manuais.

Andreia Branco disse...

Comentário ao teste VARK


É verdade que comunico imenso com o corpo através da ação corporal, sou uma pessoa ligada ao desporto por isso é muito normal. Faço-me notar através de algum movimento, aprendo mexendo e tocando. Como também detesto estar muito tempo sentada ou fechada numa sala sem me mexer.
Penso que todas as pessoas ligadas ao desporto terão como resultado cinestésica.
Em suma, concordo plenamente com o resultado do teste VARK

Paula Silva disse...

Em relação à minha experiência como aluna/estudante o ensino era uniformizado, os professores davam as aulas lendo o livro ou fazendo exposições orais sobre o tema da aula.
Eram aulas em que eu estava com pouca atenção e muitas vezes distraída porque depois de 30 minutos "desligava".
Julgo que como eu a maioria dos colegas neste tempo, anos 80/90, passou por esta experiência.
Não existiam os meios de hoje: nem internet, nem imagens ou outras formas de captar a atenção.
Todos os alunos eram tratados de igual forma, não se distinguia quem tinha mais dificuldade ou quem tinha maior facilidade na aprendizagem.
Também foi mais tarde que se começou a usar algumas tecnologias, hoje já ultrapassadas, mas que no inicio eram a novidade e marcavam as aulas diferentes e muito mais apelativas: os gravadores com musica, filmes em vhs e os projectores.
Posso concluir que o ensino evoluiu positivamente e os jovens de hoje têm um apoio melhor do que nos anos 80 e 90 em que eu fui estudante/aluna.

Isabel Claro Fonseca disse...



Havia já feito referência ao questionário no entanto agora vou colocar os resultados que obtive no questionário VARK:
• Visual: 10
• Aural: 9
• Leitura / Gravação: 5
• Cinestésico: 9

Considero que utilizo todos os sentidos para as minhas aprendizagens e a aprender a fazer que aprendo.

Mafalda Coito disse...

Lamento, mas pensava já ter deixado aqui este cometário...

Cada um de nós aprende o mundo de forma diferente, com o seu próprio estilo. Algumas pessoas aprendem melhor a ler sobre o assunto, outros é através da audição que conseguem construir mentalmente as suas ligações e ainda outros têm tendência para aprender melhor utilizando o sentido da visão - ver/fazer. Segundo Gardner existem no mínimo 7, podendo ser mais. Isto é a teoria das aprendizagens múltiplas, que parte da ideia de que diferentes indivíduos têm diferentes maneiras de perceber e processar a informação, o que implica diferenças nos seus processos de aprendizagem e deveria implicar diferentes estratégias dos professores/interlocutores que "dão" a informação. Assim, cada pessoa percorre um caminhos diferente rumo a "uma mesma" aprendizagem, são diferentes para pessoas diferentes.
Visual: 0
Auditivo: 9
Ler/escrever: 3
Cinestésico: 4
Confesso que fiquei surpreendida... 9 pontos para a audição. Por isso qualquer coisa para mim tem música, até a voz é uma música que eu adoro e tenho fascínio pelos surdos.... gostei de fazer este questionário. E é por isso que eu escrevo tudo.... tenho medo de me esquecer.... pois diz o ditado "palavras leva-as o vento"...

Docente de Educação Especial Vanda Simões disse...

Desculpem, mas penso que nos comentários deste módulo não fiz referência à realização do questionário VARK, mas apliquei-o a mim própria e foi interessante confirmar o resultado! Fiquei a saber que eu faço parte categoria “multymodal”, tal como a grande maioria dos questionados. Assim poderei utilizar as várias categorias (VAR /ARK.) em simultâneo para potenciar a minha aprendizagem e a minha interacção com os outros.
Achei muito interessante, confirma aquilo que sempre achei... a sala de aula não pode ser uma "linha de montagem", cada um dos nossos alunos aprende e envolve-se mais ou menos, com melhores ou piores resultados no processo, se o mesmo corresponder ao seu estilo de aprendizagem.

c disse...

Boa tarde
Da minha experiência como aluna/estudante, quer do ensino básico e secundário, quer, posteriormente, do ensino secundário, a abordagem pedagógica predominante foi o ensino ministral, verificando-se exclusivamente a uniformização da forma como os conteúdos eram apresentados, e dos recursos fornecidos. De facto, não havia lugar a diferenciações/personalizações de ensino de acordo com as nossas dificuldades idiossincráticas e/ou das suas capacidades especificas.
Aliás, nem as actividades de diagnose, para aferição das nossas capacidades e/ou preferências, se verificavam. Hoje dispomos de outras ferramentas e conhecimentos, nomeadamente os estudos de Howard Gardner, que nos auxiliam e nos alertam para a necessidade de actuarmos de forma diferente. Além disso, dispomos de vários recursos com sugestões metodológicas que nos permitem trabalhar de forma diferenciada. No entanto, e a meu ver, ainda é difícil pôr em prática, num(a) determinado conteúdo/actividade, a diferenciação de atividades e avaliações de modo a estimular capacidades e/ou a desvanecer dificuldades dos alunos. Claro que, ao longo da execução do programa curricular a selecção de actividades, conteúdos e recursos diversificados é já claramente aplicada, mas é necessário ir mais além.

Graça Dias disse...

Boa tarde,
Estou a rever as tarefas inconclusivas e verifico que ainda não tinha deixado o meu comentário e os resultados e reflexão do questionário VARK.

Verifico e como já tinha verificado em contexto de aula que cada aluno é um aprendiz diferente e único no seu processo de ensino aprendizagem. Assim como professora e formadora tenho o dever de proporciono modos múltiplos de apresentação, ação, expressão e de autoenvolvimento porque cada aprendente tem o seu ritmo próprio,a sua gestão espácio-temporal, a sua própria motivação e disponibilidade para a aprendizagem. Esta tarefa nem sempre se consegue porém é um grande desafio que procuro concretizar aquando das minhas tarefas profissionais. Consequente procuro facilitar a superação das dificuldades diagnosticadas e proporcionar espaços de autoavaliação e de reflexão sobre os conteúdos auferidos. Concluindo temos de utilizar diferenciadas metodologias e estratégias na sala de aula para potencializar os dominios cognitvos e socioafetivos de cada aluno.


The VARK Questionnaire Results
Your scores were:
• Visual: 6
• Aural: 9
• Read/Write: 6
• Kinesthetic: 7
You have a multimodal (VARK) learning preference.

O resultado do meu questionário Vark é multimodal sendo o modo como eu aprendo melhor, tal como 60% da população, assim, várias preferências dar-me diferenciadas opções, de dois, três ou quatro modos, de usá-las de acordo com o nível de proficiência de aprendizagem e consoante o contexto na minha interação com os outros. Por exemplo, reações positivas significa que eu, com preferências multimodais, opto por combinar ou alinhar o meu modo para os outros em meu redor. Um outro exemplo é o seguinte: admito que, se quiser ser irritante, eu consigo ficar num modo diferente da pessoa com quem estou a trabalhar, designadamente, passo a exemplificar, posso solicitar provas escritas em um argumento, sabendo que a outra pessoa tem preferência pela informação oral.
Por conseguinte como apresento vários aspetos , consigo adequar a minha aprendizagem ou aquisição ou relacionação de conhecimentos consoante a tipologia de exercício ou atividade a desenvolver.

Continuação de um final de tarde tranquilo.

Helena Fonseca disse...

Aprendi maioritariamente na escola, através de professores que utilizavam métodos de ensino baseados sobretudo na transmissão de conteúdos. Apenas nas disciplinas ligadas às ciências, nomeadamente ciências naturais e física-química, no ensino básico, alguns bons professores ensinavam recorrendo a alas de caráter experimental e prático. No entanto, todas as aulas eram muito estruturadas. Não me apercebi que os professores praticassem a diferenciação pedagógica nem que houvesse um atendimento especial a alunos com défice de atenção ou com capacidades excecionais de aprendizagem. Não existia também a preocupação com a utilização de instrumentos pedagógicos diferenciados e motivadores bem como não havia a preocupação com a inteligência emocional dos alunos. Nos últimos 20 anos penso que, em Portugal, temos caminhado no sentido de uma prática pedagógica mais diferenciada, inclusiva e de qualidade, no entanto temos ainda muito para andar…

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